Primeiro
a Reengenharia (fazer mais com menos), depois a Globalização (abertura de
fronteiras internacionais) e agora as Inovações Tecnológicas (informática e
robotização), responsáveis pelo grande avanço na sociedade, têm sido
responsáveis pelo grande enxugamento dos postos de trabalho e, por conseguinte,
pelos grandes índices de desemprego estrutural. O cenário no mundo do trabalho
nos apresenta uma nova realidade: o fim do emprego formal.
Segundo
estimativas, em um futuro próximo apenas 25% da população economicamente ativa
conseguirá registro na carteira de trabalho. Isso significa que os 75% da
população economicamente ativa restante deverá trabalhar como autônomos e
oferecendo algum produto ou serviço à sociedade para, em troca, garantir seu
sustento.
A
verdade é que a estabilidade no emprego está em extinção. O mundo empresarial
que está para vir não prevê mais a segurança do trabalho que tiveram
antigamente os nossos pais, os nossos avós.
No
novo mundo do trabalho, a tendência geral é o auto-emprego, isto é, cada um
tendo que gerar seu próprio trabalho, ser agente do seu próprio negócio, patrão
de si mesmo.
José
Pastore, sociólogo e professor da USP especialista em relações do trabalho e
desenvolvimento institucional, afirma que “O mercado de trabalho foi dividido
em dois mundos: o do emprego, com carteira assinada, e o do trabalho. O segundo
está em alta. Você que é jovem, entenda
que, no mundo moderno, o emprego formal não é a única maneira de ganhar a vida
nem será a mais abundante daqui para a frente.”
No
novo mundo o trabalhador será empregado em algumas ocasiões e trabalhador
autônomo na maioria das vezes. O seu salário poderá ser formado de uma parte
fixa e outra variável, conforme os resultados do negócio ou, ainda,
comissionado, isto é, todo o seu salário dependerá do que foi produzido ou
vendido. Isso não significa obstáculo, incapacidade ou fracasso pessoal – o
trabalho no novo mundo será assim mesmo: nada será permanente ou estável.
Segundo
Cláudia Giunta, fundadora e criadora do modelo de negócio da empresa General
Motors (GM) do Brasil, “a mistura de pessoas com formações diferentes, sejam
funcionários, sejam trabalhadores temporários, faz parte dos novos tempos”
Tom
Peters, celebrado escritor e guru secular do mundo dos negócios, faz a seguinte
afirmação sobre o futuro do trabalho: “Não existem mais empregos para a vida
inteira. Empregos estáveis em grandes empresas são coisa do passado. A carreira
média das pessoas provavelmente abarcará duas ou três “ocupações” e meia dúzia
de empregadores. A maioria de nós passará longos períodos da carreira
realizando algum tipo de trabalho autônomo . Resultado líquido: estamos por
nossa conta, pessoal. Isso não é teoria. Já é uma realidade
Se
por um lado o emprego é “coisa do passado”, por outro surgem novos modos de
trabalhar: por projetos, por produtividade, por comissão, contrato temporário,
consultoria, facção, freelancer, estágio remunerado, diarista etc. Já se reconhece
nessas novas formas de trabalhar oportunidades de geração de renda e melhoria
da qualidade de vida. Muita gente já descobriu esse novo caminho: viver sem
patrão.
Para
Ricardo Neves, consultor de empresas e escritor, “Provavelmente, os jovens do
meio do século XXI estarão mais confortáveis num mundo onde o emprego, da forma
como o entendemos, restará apenas de forma marginal.”
A
estabilidade do emprego fixo acabou, é coisa do passado. O trabalhador cristão
precisa encarar essa nova realidade. O crente em Jesus precisa ter uma visão
ampliada do que é trabalho. Trabalho é mais que um “emprego”. Trabalho é forma
de geração de renda existente.
Concluímos
o seguinte: no século XXI não há desemprego, o que há é o fim do emprego
formal; o trabalho não desaparecerá, estará mais em alta do que nunca.
Fonte:
O Futuro do Trabalho por Roberto Marques
Comentário:
O
artigo é interessante, mas não concordo,
não há trabalho para todos. A oferta e demanda de profissionais estão em
desequilíbrios.
O
mercado mundial mudou, estamos na era do conhecimento tecnológico, não há
necessidade de ter tantas fábricas e empregos
como antigamente. Existe uma reorganização industrial onde o excedente
de mão de obra não há como ser
aproveitado, acrescido com crescimento demográfico e imigrações. Esse é grande
problema da maioria dos países, não há emprego para toda a
população. Cada vez mais a indústria utiliza menos mão de obra para
fabricar um produto, gerando um excedente de mão de obra cada vez maior. O crescimento do PIB de
qualquer país não é suficiente para gerar novos empregos para os trabalhadores que estão entrando no mercado
de trabalho e os demais que perderam empregos que estão procurando. E com mais um agravante, novos países que antigamente não fazia parte
do comercio mundial, tornaram-se fornecedores desse comércio afetando os demais
países tradicionais, substituindo-os na produção de produtos
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