domingo, 21 de março de 2021

Coronavírus: Nova onda de covid-19 atinge a Europa

 Uma nova explosão no número de casos de covid-19 levou neste fim de semana vários países da Europa a retomarem medidas de restrições, em meio à crescente frustração da população com o avanço lento da vacinação.

França e Itália confinaram novamente grande parte de sua população, enquanto a Alemanha, há meses em lockdown, deve anunciar nesta segunda-feira (22/03) a suspensão da reabertura tímida que tentava levar adiante.

Segundo o Centro Europeu para Prevenção e Controle de Doenças, agência da União Europeia, 20 países do bloco enfrentam atualmente uma escalada no número de casos. Destes, 15 estão com as UTIs a cada dia mais cheias. Em três semanas, a incidência de infecções por covid-19 subiu em média mais de 34% nos países, o que é atribuído ao avanço de novas variantes da doença, como a britânica.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou para a necessidade de não afrouxar medidas de confinamento. E especialistas dizem que a vacinação, no estágio em que se encontra, não será suficiente para evitar mais uma onda de covid. "A incidência de casos continua sua tendência crescente. Já vimos três semanas consecutivas de crescimento em casos covid-19, com mais de 1,2 milhões de novos casos relatados na semana passada em toda a Europa”, disse na quarta-feira Hans Henri P. Kluge, diretor da OMS para a Europa. "Que não haja dúvidas: a vacinação por si só - particularmente dada a variada aceitação nos países - não substitui as medidas de saúde pública e sociais."

A experiência na UE está divergindo do Reino Unido e dos EUA, que implementaram programas de vacinação eficazes e estão vendo as taxas de casos caírem.

EXPLOSÃO DE CASOS NA ALEMANHA: Na Alemanha, o aumento de novos casos cresce há três semanas, e especialistas falam em "crescimento exponencial" atribuído diretamente à variante britânica – 75% dos casos testados seriam dela.

A incidência acumulada de covid-19 na Alemanha em sete dias é de 103,9 novos casos por 100 mil habitantes. É a primeira vez que a marca de 100 é superada em quase dois meses. As novas infecções totalizaram 13.733 nas últimas 24 horas, quase três mil a mais do que há uma semana.

Nos últimos dias, a incidência tem aumentado acentuadamente: 86,2 na quarta-feira, 90 na quinta-feira, 95,6 na sexta-feira e 99,9 no sábado, em comparação com 79 casos no domingo passado e 65 há duas semanas.

Como a chanceler Angela Merkel antecipou na sexta-feira, na reunião com os governadores nesta segunda-feira não será para aliviar ainda mais as restrições, mas para reintroduzir algumas das medidas que já estão em vigor há algum tempo.

FRANÇA: Na França, por sua vez, mais de um terço da população está agora sob medidas de restrição de movimentação.

ITÁLIA: Na Itália, metade das 20 regiões, que incluem as cidades de Roma, Milão e Veneza, estão sob duras restrições desde a semana passada.

Em regiões demarcadas como "zonas vermelhas", as pessoas não poderão sair de suas casas, exceto por motivos de trabalho ou saúde, com todas as lojas não essenciais fechadas.

VACINAÇÃO LENTA: A União Europeia enfrenta a nova onda de covid-19 com grande preocupação econômica – seu PIB sofreu contração de 6,4% no ano passado e esperava-se para este ano uma retomada mais rápida. O futuro, dizem especialistas, depende em muito da eficácia das campanhas de vacinação.

Mas, enquanto nos EUA um em cada seis adultos já foi totalmente vacinado contra covid-19, e o Reino Unido já aplicou a primeira dose em metade da população, na UE a coisa caminha mais devagar. 

Nos países do bloco europeu, em média apenas 10% da população recebeu uma primeira dose da vacina. Totalmente vacinados, foram até o início deste domingo apenas 4,5% da população do bloco.

Uma cúpula da UE marcada para quinta e sexta-feira em Bruxelas não será mais realizada pessoalmente devido à aceleração da nova onda do coronavírus na Europa. O chefe do Conselho Europeu, Charles Michel, que organiza as reuniões regulares dos líderes,  tomou a decisão após a explosão dos casos nesta semana. A reunião está marcada para tratar de vários temas sensíveis, incluindo a desorganização na resposta da UE à pandemia. Fonte: Deutsche Welle – 21.03.2021

Índia avisa que entrega de vacina ao Brasil vai atrasar

 O Instituto Serum, responsável pela produção na Índia da vacina contra a covid-19 desenvolvida pela AstraZeneca e a Universidade de Oxford, comunicou ao Brasil que não conseguirá cumprir os prazos de entrega dos imunizantes comprados pelo governo Jair Bolsonaro.

A informação foi publicada neste domingo (21/03) pelo jornal indiano Indian Times. Segundo o diário, o chefe do instituto, Adar Poonawalla, enviou uma carta à Fiocruz confirmando a suspensão das entregas, sem data exata para restabelecimento.

O Brasil, de acordo com Poonawalla, recebeu até agora 4 milhões dos 20 milhões de vacinas encomendados. A cifra difere da previsão mais recente da Fiocruz. Segundo a fundação, a negociação com a AstraZeneca e o Instituto Serum incluía a aquisição de mais oito milhões de doses ao longo dos próximos dois meses.

O atraso anunciada pelo Instituto Serum afeta também outros países, como Marrocos e Arábia Saudita. Ele foi justificado pelo aumento da demanda interna e dificuldades no trabalho de expansão de capacidade.

No início do mês, em declarações ao Congresso, o então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, já havia indicado que poderia haver atrasos em março na carga vinda da Índia.

PRESSÃO INTERNA NA ÍNDIA: A Índia, o maior fabricante mundial de vacinas, está sendo criticada domesticamente por doar ou vender mais doses do que administra em casa. O país está em meio a mais uma onda de covid-19, e já registrou mais de 11,6 milhões de infectados.

A informação do atraso de entregas ao Brasil é noticiado dias depois de o Reino Unido anunciar que teria que retardar seu programa de vacinação no próximo mês porque o instituto indiano demoraria a entregar doses planejadas. O Instituto Serum forneceu até agora metade das doses dos 10 milhões que o governo britânico encomendou.

Uma fonte citada pela agência de notícias Reuters disse que o Serum trabalha para expandir sua produção mensal de 60 para 100 milhões de doses até abril ou maio.

Originalmente, o instituto deveria vender vacinas apenas para países de média e baixa renda, principalmente na Ásia e África, mas problemas de produção em outras instalações da AstraZeneca forçaram-no a enviar para muitos outros países em nome da AstraZeneca.

A Índia doou até agora 8 milhões de doses e vendeu quase 52 milhões para 75 países, principalmente a vacina da AstraZeneca feita pelo Serum. A Índia já administrou mais de 44 milhões de doses desde que iniciou sua campanha de imunização, em meados de janeiro. Fonte: Deutsche Welle – 21.03.2021

Coronavírus: Situação do Estado de São Paulo até 20 de março de 2021

 

Coronavírus: Situação do Brasil até 20 de março de 2021

 


sexta-feira, 19 de março de 2021

Coronavírus: Situação do Brasil até 18 de março de 2021

 



Coronavíru: Situação do Estado de São Paulo até 18 de março de 2021

 

OBS: Nesta semana, entrou em vigor a “Fase Emergencial” do Plano São Paulo, com medidas mais duras de restrição, que se estendem até o dia 30, e tem como objetivo garantir a assistência a vida e conter a sobrecarga em hospitais de todo o Estado, além de frear o aumento de novos casos, internações e mortes pelo coronavírus.

Com o recrudescimento da pandemia, o Governo de SP reforça a importância sobre o respeito ao Plano São Paulo e as medidas de distanciamento pessoal, uso de máscaras e higiene das mãos. É fundamental neste momento que a população fique em casa.  Fonte: Portal do Governo- Qui, 18/03/2021 - 18h18


terça-feira, 16 de março de 2021

Coronavírus: Relaxar restrições na Alemanha é irracional, diz especialista

 As autoridades sanitárias temem que a Alemanha esteja diante de um crescimento exponencial dos números da pandemia em meio à flexibilização das restrições do lockdown. A quantidade de novos casos de coronavírus cresceu 20% no país em comparação com a última semana, afirmou nesta terça-feira (16/03) um especialista do Instituto Robert Koch (RKI), agência governamental para controle e prevenção de doenças infecciosas.

Em entrevista à TV alemã, o epidemiologista do RKI Dirk Brockmann criticou o relaxamento das medidas de restrição, num momento em que cresce a disseminação da variante britânica B117 do coronavírus no país. "Estamos exatamente no limiar da terceira onda. Não há mais o que discutir sobre isso. E nesta altura abrandamos as restrições, e isso está acelerando o crescimento exponencial, que já estávamos vendo antes mesmo do relaxamento [das restrições] devido à nova variante B117", afirmou o epidemiologista Brockmann à emissora ARD.

"Tem sido totalmente irracional esse relaxamento. Ele apenas alimenta esse crescimento exponencial", acrescentou o especialista, apontando que a Alemanha está entrando "em pleno crescimento exponencial".

RETORNO IMEDIATO A LOCKDOWN: Nesta segunda, médicos especializados em tratamento intensivo defenderam a volta de algumas medidas restritivas para evitar um novo aumento de infecções e mortes. "Pelos dados que temos atualmente e com a propagação da mutação britânica, recomendamos fortemente um retorno imediato ao lockdown para evitar uma grave terceira onda", disse Christian Karagiannidis, diretor científico da associação alemã de médicos intensivistas.

AUMENTO DE CASOS: A Alemanha vive um período de aumento acentuado de casos. O RKI informou nesta terça-feira ter registrado 5.480 novas infecções por coronavírus em 24 horas – 1.228 casos a mais do que os contabilizados há uma semana – elevando o total de casos para 2.581.329. O número de mortes aumentou em 238, subindo para 73.656.

A incidência de novos casos de coronavírus por 100 mil habitantes nos últimos sete dias chegou a 83,7 nesta terça-feira. Há quatro semanas, em 16 de fevereiro, a cifra era de 59.

FLEXIBILIZAÇÃO: No começo do mês, a Alemanha flexibilizou algumas restrições, estabelecendo um plano em cinco etapas. Mas os governadores estaduais concordaram que medidas mais severas voltariam automaticamente se a incidência de novos casos de coronavírus por 100 mil habitantes em últimos sete dias voltar a ser maior que 100.

Numa primeira etapa, floriculturas, livrarias e lojas de jardinagem puderam reabrir, desde que observadas medidas rígidas de higiene. Já a abertura do comércio varejista depende da situação epidemiológica. Regiões com incidência inferior a 50 casos podem reabrir museus, zoológicos e galerias. Lojas podem receber um certo número de clientes, dependendo da área do estabelecimento. Regiões com incidência entre 50 e 100 podem reabrir esses espaços, mas com hora marcada. Fonte: Deutsche Welle – 16.03.2021

segunda-feira, 15 de março de 2021

Coronavírus: Situação do Estado de São Paulo até 14 de março de 2021

 

OBS: FASE EMERGENCIAL

A partir de segunda-feira (15) entra em vigor a “Fase Emergencial”, com medidas mais duras de restrição, que se estendem até o dia 30, e tem como objetivo frear o aumento de novos casos, internações e mortes pelo coronavírus e conter a sobrecarga em hospitais de todo o Estado. Neste final de semana está em vigor a Fase Vermelha do Plano São Paulo.

Com o recrudescimento da pandemia, o Governo de SP reforça a importância sobre o respeito ao Plano São Paulo e as medidas de distanciamento pessoal, uso de máscaras e higiene das mãos. É fundamental neste momento que a população fique em casa. Fonte: Fontes: Portal do Governo – Dom, 14/03/2021 - 16h11

Coronavírus: Situação do Brasil até 14 de março de 2021

 


quarta-feira, 10 de março de 2021

Coronavírus: Ocupação de UTIs está em nível crítico em 25 capitais

 A ocupação de unidades de terapia intensiva (UTIs) para covid-19 no Sistema Único de Saúde (SUS) está em “situação extremamente crítica", com 15 capitais superando os 90%, aponta a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Pesquisadores do Observatório Fiocruz Covid-19 publicaram na terça-feira, edição extraordinária do boletim que acompanha a evolução da pandemia no país para alertar sobre o agravamento, que vem causando recordes de mortes desde fevereiro. Ontem, pela primeira vez, a média diária de mortes em sete dias ultrapassou 1,5 mil casos.

O boletim aponta que 25 das 27 capitais brasileiras estão com a taxa de ocupação no patamar considerado zona de alerta crítico, com mais de 80% dos leitos ocupados. Na maior parte dessas cidades, a ocupação passou dos 90%. Belém e Maceió, apesar de estarem na zona de alerta intermediário, apresentam ocupação de UTIs acima de 70%.

Estavam na zona de alerta crítico segundo dados coletados em 8 de março:

Porto Velho (100%), Rio Branco (99%), Manaus (87%),

Boa Vista (80%),, Macapá (90%), Palmas (95%),

São Luís (94%), Teresina (98%), Fortaleza (96%),

Natal (96%), João Pessoa (87%), Recife (85%),

Aracajú (86%), Salvador (85%), Belo Horizonte (85%),

Vitória (80%), Rio de Janeiro (93%), São Paulo (82%),

Curitiba (96%), Florianópolis (97%), Porto Alegre (102%),

Campo Grande (106%), Cuiabá (96%),

Goiânia (98%) e Brasília (97%).

ESTADOS: Quando a análise se concentra nas unidades federativas, 20 estão com a ocupação de UTIs acima de 80%, sendo 13 delas com mais de 90% das vagas preenchidas por pacientes graves de covid-19. A ocupação é maior em Rondônia, Acre, Tocantins, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal.

Os pesquisadores avaliam que o quadro atual aponta para a sobrecarga e o colapso de sistemas de saúde e reforçam que é necessário ampliar e fortalecer as medidas de prevenção à transmissão da doença, com distanciamento físico e social, uso de máscaras e higienização de mãos.

"Nos municípios e estados que já se encontram próximos ou em situação de colapso, a análise destaca a necessidade de adoção de medidas de supressão mais rigorosas de restrição da circulação e das atividades não essenciais. Além disso, é necessário o reforço da atenção primária e das ações de vigilância, que incluem a testagem oportuna de casos suspeitos e seus contatos", afirma a Fiocruz. Fonte: Fonte: Agência Brasil - Publicado em 09/03/2021  

sexta-feira, 5 de março de 2021

Coronavírus: Variante brasileira representa 4,3% dos novos casos na Itália

 A variante brasileira do coronavírus Sars-CoV-2 já corresponde a 4,3% dos novos casos detectados na Itália, segundo uma pesquisa divulgada na segunda‑feira (2) pelo Instituto Superior da Saúde (ISS) do país europeu.

A projeção é resultado de um estudo que analisou o sequenciamento genético de 1.239 amostras do vírus provenientes de pessoas diagnosticadas com RT-PCR em 18 de fevereiro. Essa é a primeira vez que o ISS estima o nível de disseminação da variante P.1 na Itália, e os dados serão atualizados periodicamente.

Segundo o instituto, a difusão da variante brasileira ocorre em quatro regiões fronteiriças no centro e no centro-norte da península: Úmbria (36,2% dos novos casos), Toscana (23,8%), Lazio (13,2%) e Marcas (7,9%). Também foram detectados contágios pela P.1 em outras duas regiões: Campânia, no sul, com 2,3%, e Emilia-Romagna, no norte, com 2%.

O estudo do ISS não registrou casos da variante brasileira nas outras 14 regiões da Itália. "Recomendamos continuar a vigilância genética para estimar a transmissibilidade relativa da P.1, considerando sua clara expansão geográfica a partir do epicentro na Úmbria para o Lazio e a Toscana", diz o instituto.

O presidente do ISS, Silvio Brusaferro, alertou ainda que é preciso "intervir cirurgicamente" para evitar que a variante brasileira continue se espalhando. "É importante que sejam adotadas medidas o mais restritivas possível", acrescentou.

Ainda de acordo com a pesquisa, a variante britânica já corresponde a 54% dos novos casos do Sars-CoV-2 na Itália, enquanto a sul-africana apresenta índice de 0,4%. Na primeira semana de fevereiro, a prevalência da variante britânica era de 17,8%, o que mostra como ela rapidamente se tornou predominante na Itália.

Todas essas três variantes aparentam ser mais transmissíveis que o vírus original, porém estudos ainda estão em curso para avaliar sua capacidade de evadir a imunidade propiciada por infecções anteriores ou vacinas.

Coronavírus – COVID 19 - ITÁLIA

03/03/2021

Total positivo atualmente

437.421

Liberado / curado

2.440.218

Mortes

98.635

Total de casos

2.976.274

 

 

Vacinas aplicadas

 

1ª Dose

4,65 milhões

2ª Dose

1,47 milhão

Fontes: Ansa Brasil - 14:00, 03 Mar 2021; Elaborazione e gestione dati a cura del Dipartimento della Protezione Civile- 03/03/2021

Cooronavírus: Situação do Estado de São Paulo até 04 de março de 2021

 

Coronavírus: Situação do Brasil até 4 de março de 2021

 


quarta-feira, 3 de março de 2021

Coronavírus: Alemanha, 03 de março de 2021

 Nesta quarta-feira, a Alemanha registrou mais 418 mortes associadas à covid-19, elevando o total para 70.881 desde o início da pandemia. O país contabilizou 9.019 infecções em 24 horas, o que fez o número de casos acumulados passar de 2,46 milhões.

A Alemanha iniciou no fim de dezembro sua campanha nacional de vacinação. Até o momento, mais de 4,23 milhões dos 83 milhões de habitantes do país receberam pelo menos a primeira dose da vacina, o que equivale a 5,1% da população total. Fonte: Deutsche Welle – 03.03.2021

Coronavírus: Situação do Estado de São Paulo até 02 de março de 2021

 



Coronavírus: Situação do Brail até 02 de março de 2021

 



Entenda: A importância do primeiro satélite 100% brasileiro

Lançado na madrugada de domingo (28/02), o primeiro satélite 100% nacional vai monitorar o desmatamento, sobretudo na região amazônica, como seu próprio nome sugere. Batizado de Amazonia-1, ele foi totalmente projetado, integrado e testado pelo país — e, a partir de então, será também operado exclusivamente pelo Brasil.

Desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), integra a chamada Missão Amazônia: um esforço da entidade em melhorar o chamado sensoriamento remoto da natureza brasileira.

Conforme enfatiza o Inpe em texto que apresenta o trabalho, além da floresta amazônica, "os dados gerados serão úteis para atender, ainda, a outras aplicações correlatas, tais como: monitoramento da região costeira, reservatórios de água, florestas naturais e cultivadas, desastres ambientais, entre outros”.

 O Amazonia-1 é o terceiro satélite a realizar tal trabalho para o Brasil. Ele se soma aos CBERS-4 e CBERS-4A, que já estavam em operação.

"Temos a possibilidade de contar com três satélites com desenvolvimento brasileiro [os outros dois em parceria com a China] operando simultaneamente. Com isso, será gerado maior volume de dados para tratamento de questões ambientais e de preservação da cobertura vegetal”, afirma o diretor do Inpe, o engenheiro eletricista Clezio Marcos de Nardin.

E a missão prevê, para os próximos anos, o lançamento de outros dois: Amazonia-1B e Amazonia-2.

"O Amazonia-1 […] reforçará nosso sistema de aquisição de dados e de geração de imagens”, afirma Nardin, explicando que o equipamento deve gerar "dados sobre vegetação, agricultura, compor sistemas de alertas, entre outras aplicações”.

De acordo com com o diretor do Inpe, a expectativa é que haja um ganho principalmente no volume de dados obtidos.

USO PARA A AGRICULTURA: Graças a uma câmera de alta resolução e amplo espectro, o material produzido pelo satélite também deve ser útil para a agricultura. "Entre as possibilidades de monitoramento de fenômenos dinâmicos encontram-se as safras agrícolas e a determinação de queimadas persistentes”, afirma ele.

O equipamento é projetado para gerar imagens do planeta a cada cinco dias — e, sob demanda, é capaz de fornecer dados de um ponto específico em dois dias. Em caso de um eventual desastre ambiental, por exemplo, como o rompimento da barragem em Mariana, em 2015, o monitoramento poderá ser ajustado para o local. Focos de queimada também poderão ser visualizados. A estrutura conta com 14 mil conexões elétricas. Se esticados, todos os seus fios chegariam a 6 quilômetros.

Conforme enfatiza o agrônomo Cláudio Almeida, coordenador do programa de monitoramento da Amazônia e demais biomas, do Inpe, o maior ganho se dará pela soma. Com três satélites em operação, um mesmo ponto pode ser "revisitado” em um intervalo de um a dois dias — conferindo precisão inédita ao monitoramento.

Todo o material coletado deve ser disponibilizado para a comunidade científica. "O Inpe foi pioneiro na política de disponibilizar dados de sensoriamento remoto gratuitamente desde 2004. E essa política deve ser mantida para o Amazonia-1, de modo que toda a sociedade tenha acesso às imagens e possa utilizá-las”, acrescenta Almeida.

O lançamento foi feito na Índia, para onde o satélite havia sido enviado há dois meses. "Foi realizada uma concorrência internacional para a escolha do foguete responsável [pela operação]. A proposta vencedora foi a do Polar Satellite Launche Vehicle, um lançador indiano”, esclarece Nardin. Para o desenvolvimento do satélite foram investidos cerca de R$ 300 milhões. A contratação do veículo indiano custou outros R$ 20 milhões.

Todo o projeto foi concebido no início dos anos 2000. Até 2008 era conduzido pela Agência Espacial Brasileira (AEB), autarquia do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. "A complexidade envolvida em projetos espaciais, a necessidade de estabelecer diversas contratações industriais e a experiência do Inpe nos desenvolvimentos e contratações industrais fizeram com que esse desenvolvimento fosse transferido para o instituto [o Inpe]”, conta Nardin. "O Inpe, com essa bagagem histórica [decorrente de outros projetos de satélites, em parceria com instituições estrangeiras], recebeu a incumbência de ser o ‘main contractor' do Amazonia-1. Diversas adequações e adaptações foram necessárias e implementadas nos anos seguintes. Somente em 2014 o satélite ganhou sua configuração final.” No total, todo o projeto envolveu mais de 500 profissionais.

O USO DOS DADOS GERADOS: À DW, o pesquisador Tiago Reis, que estuda ações de combate ao desmatamento e de uso do solo na Universidade Católica de Louvain, na Bélgica, espera que a melhoria do monitoramento seja acompanhada de uma eficiência na fiscalização. "Do ponto de vista técnico, um trabalho primoroso. Mas a questão é: o que o vamos fazer com esses dados? Será investido mais em fiscalização e combate aos desmatamentos? Isso é o que interesse”, comenta ele.

"O satélite novo é muito interessante e realmente vai permitir que o Brasil domine toda a tecnologia de monitoramento e sensoriamento remoto do desmatamento, com precisão e agilidade. Mas isso, de certa forma, já temos e de forma boa o suficiente”, argumenta. "Daqui a pouco, vamos conseguir ver a unha encravada do desmatador. E aí? O que vamos fazer com essa informação? Vamos ficar só olhando ou faremos alguma coisa?” Fonte: Deutsche Welle – 01.03.2021 

segunda-feira, 1 de março de 2021

Índia lança com sucesso satélite brasileiro

 A Índia lançou no domingo (28/02) com sucesso o Amazônia 1, o primeiro satélite de monitoramento da Terra completamente desenvolvido e produzido pelo Brasil. O lançamento ocorreu às 10h24 (horário local) da base indiana em Sriharikota, localizada no estado de Andhra Pradesh.

Em apenas 17 minutos após o lançamento, o satélite alcançou seu destino, a 752 quilômetros de altitude da Terra, e se separou do foguete PSLV-C51. O Amazônia 1 abriu então o painel solar, verificou os sistemas e iniciou o ajuste da câmara. As primeiras imagens devem ser produzidas em cinco dias.

"Este momento representa o ápice desse esforço feito por tantas pessoas. Esse satélite tem uma missão muito importante para o Brasil", afirmou o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marcos Pontes, que acompanhou o lançamento da base indiana. Com quatro metros de altura, esse é o primeiro satélite totalmente brasileiro.

Ao final da operação, o presidente da agência espacial indiana, K. Sivan, parabenizou o Brasil e afirmou que a Índia se sente honrada em participar desta missão. "Minhas sinceras congratulações ao time brasileiro por essa conquista. O satélite está em órbita, os painéis solares se abriram e está tudo funcionando muito bem", acrescentou.

Desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB), o satélite enviará imagens de alta resolução para auxiliar diferentes programas de monitoramento, incluindo a fiscalização do desmatamento na Amazônia, juntando-se assim aos outros dois equipamentos que fazem parte do sistema Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter).

O lançamento faz parte da parceria dos programas espaciais do Brasil e Índia. O foguete PSLV-C51 levou ainda outros 18 satélites secundários, entre eles três de institutos indianos e dois americanos. Fonte: Deutsche Welle – 28.02.2021

Coronavírus: Situação do Estado de São Paulo até 28 de fevereiro 2021

 






Coronavírus: Situação do Brasil até 28 de fevereiro de 2021