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quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Corpo humano não funciona como deveria em temperatura acima de 35°C

A onda de calor que elevou as temperaturas na semana do Natal, no Rio de Janeiro, São Paulo e em outros seis estados ao redor, no Sudeste, Centro-Oeste e Sul, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), deve se estender até a próxima segunda-feira (29). Para essas áreas, o órgão emitiu aviso vermelho, de grande perigo, o que significa temperaturas 5º C acima da média por mais de 5 dias e alta probabilidade de risco à vida, danos e acidentes.

Com aumento do calor extremo, resultado especialmente das mudanças climáticas induzidas pelo homem, uma série de medidas são necessárias para diminuir o impacto na saúde. De acordo com o clínico geral e coordenador do Pronto Atendimento dos Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, Luiz Fernando Penna, esse quadro tem potencial de gerar a falência térmica do corpo.

"Essa é uma emergência médica caracterizada pela confusão mental, pele quente e seca e temperatura corporal acima de 40º C", explicou o profissional de saúde.

Se o corpo apresentar esses sinais e sintomas, é necessário buscar atendimento médico de imediato, advertiu o médico.

Na avaliação do médico do Sírio, o impacto do calor na saúde é subestimado. "Muitas pessoas acreditam que causa apenas mal-estar, mas estamos falando de riscos reais, que incluem desde quedas de pressão até falência térmica", alertou.

Quando está muito quente, Penna explica que o corpo humano trabalha no limite. O organismo aumenta a sudorese, o que faz acelerar os batimentos cardíacos e dilata os vasos sanguíneos. "Esses mecanismos, porém, têm limite. E, quando falham, instala-se a falência térmica", explicou.

O calor extremo também agrava o quadro de quem convive com doenças crônicas, tais como hipertensão, insuficiência cardíaca, diabetes, doença pulmonar obstrutiva crônica (Dpoc) e doença renal crônica.

Pessoas que fazem uso de diuréticos, anti-hipertensivos, antidepressivos, anticolinérgicos e antipsicóticos também precisam redobrar a atenção. Os medicamentos podem aumentar a dilatação ou descontrolar a regulação térmica natural do corpo.

"Para quem já tem uma condição de base, o calor impõe uma sobrecarga perigosa", acrescentou o médico.

As altas temperaturas interferem ainda no sono, prejudicando o humor, aumentando a irritabilidade e reduzindo a produtividade, já que afetam o tempo de descanso, a memória e a tomada rápida de decisões.

Para essas situações, não basta se hidratar, é preciso se proteger, evitar a exposição entre 10h e 16h, usar roupas leves e claras, priorizar ambientes ventilados e não fazer exercícios físicos. Aqueles trabalhadores que não podem evitar sair no calor extremo, como profissionais da construção civil, de entregas e da coleta de lixo, devem fazer pausas frequentes nas horas mais quentes, recomenda.

"Não existe adaptação completa para ondas de calor extremas e repetidas", explica Fernando Penna. "Acima de 35°C com alta umidade, o corpo humano simplesmente não consegue funcionar como deveria".

A recomendação do coordenador de pronto-socorro é evitar situações de riscos e reconhecer sinais precoces de falência térmica para evitar o colapso.

No Rio de Janeiro, já foi comprovado por pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz, de fevereiro de 2025, que as altas temperaturas estão relacionadas ao aumento da mortalidade. O risco é maior para idosos e pessoas com alguma doença, como diabetes e hipertensão, além de Alzheimer, insuficiência renal e infecções urinárias. O trabalho da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp) analisou mais de 800 mil mortes entre 2012 e 2024.

"A maioria dos estudos sobre calor e mortalidade concentra suas análises em doenças cardiovasculares e respiratórias", disse, em nota, o pesquisador João Henrique de Araujo. "Todavia, há estudos que relatam esses efeitos também para doenças metabólicas, do trato urinário e doenças como Alzheimer, sobre as quais dissertamos", acrescenta.

Antes de planejar suas atividades, procure saber quão quente e úmido será o dia;

Mantenha sua casa fresca

Sempre que possível, proteja a casa da entrada de calor, feche portas, janelas e cortinas durante as  horas mais quentes e abra de noite para refrescar;

Use ventiladores e aparelhos de ar-condicionado, se disponíveis; mas sem exagerar na regulagem do frio para não causar choque térmico

Proteja-se do calor

Não saia durante os horários mais quentes;

Quando estiver ao livre, use protetor solar, chapéus e guarda-chuvas;

Evite permanecer em ambientes fechados e sem circulação de ar, onde o calor se acumula e pode ser mais intenso do que ao ar livre.

Mantenha-se fresco e hidratado

Beba mais água, recuse bebidas alcoólicas acreditando que vai relaxar, o álcool acelera a desidratação;

Use tecidos respiráveis, roupas escuras e pesadas retêm calor e dificultam a ventilação;

 cuidado com banhos gelados, que provocam efeito rebote e fazem o corpo aumentar a produção de calor. Fontes: Unicef e Hospital Sírio-Libanês; Agência Brasil-Publicado em 26/12/2025  

sábado, 20 de setembro de 2025

Pressão 12 por 8 passa a ser considerada pré-hipertensão

Uma nova diretriz brasileira de manejo da pressão arterial passa a considerar a aferição 12 por 8 não mais como pressão normal, mas como indicador de pré-hipertensão. O documento foi elaborado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, pela Sociedade Brasileira de Nefrologia e pela Sociedade Brasileira de Hipertensão.

De acordo com a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial 2025, a reclassificação tem como objetivo identificar precocemente indivíduos em risco e incentivar intervenções mais proativas e não medicamentosas no intuito de prevenir a progressão do quadro de hipertensão dos pacientes.

A partir de agora, portanto, para que a aferição passe a ser considerada pressão normal, ela precisa ser inferior a 12 por 8. Valores iguais ou superiores a 14 por 9 permanecem sendo considerados quadros de hipertensão em estágios 1, 2 e 3, a depender da aferição feita pelo profissional de saúde em consultório.

Nas redes sociais, a Sociedade Brasileira de Cardiologia avaliou o documento como fundamental no sentido de orientar a prática clínica de cardiologistas em todo o país. “Atualização essencial para quem busca fazer medicina baseada em evidências e alinhada às recomendações mais recentes”, postou a entidade. Fonte: Agência Brasil-Publicado em 19/09/2025

sexta-feira, 20 de junho de 2025

Um em cada 9 adolescentes usa cigarro eletrônico no Brasil


 Pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) divulgada esta semana apontou que um em cada nove adolescentes brasileiros afirma que usa cigarro eletrônico. O estudo ouviu cerca de 16 mil pessoas de 14 anos ou mais, de todas as regiões do país. 

Segundo o levantamento, a quantidade de usuários jovens que usam cigarro eletrônico já é cinco vezes o total daqueles que fumam o cigarro tradicional. A pesquisa utilizou dados de 2022 a 2024 do Terceiro Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad 3). É a primeira vez que cigarros eletrônicos entram no levantamento.

Apesar de o produto ser proibido no Brasil, a coordenadora da pesquisa e professora de psiquiatria da Unifesp, Clarice Madruga, ressalta que é muito fácil comprar o aparelho pela internet, o que amplia o acesso.  

Outro problema, aponta a pesquisadora, é o risco à saúde, já que a inalação de substâncias altamente tóxicas, como a nicotina, é muito maior no cigarro eletrônico, se comparado ao cigarro tradicional. Clarice lamenta o retorno do crescimento do uso de cigarro, após o sucesso de políticas antitabagistas, iniciadas na década de 1990, que tinham freado o consumo. 

"A gente teve uma história gigantesca de sucesso de políticas que geraram uma queda vertiginosa no tabagismo, mas que um novo desafio quebrou completamente essa trajetória. E a gente hoje tem um índice de consumo, principalmente entre adolescentes, muito superior e que está totalmente invisível”, afirma.

Os participantes ouvidos no estudo receberam a opção de serem encaminhados para tratamento no Hospital São Paulo e no Centro de Atenção Integral em Saúde Mental da Unifesp. Fonte: Agencia Brasil - Publicado em 17/06/2025 

domingo, 7 de julho de 2024

Como evitar que garrafinha d'água vire um poço de micróbios

Ter uma garrafinha d'água a tiracolo representa um benefício duplo: primeiro, o hábito garante um bom nível de hidratação, algo muito importante em termos de saúde; segundo, evita o consumo excessivo de materiais descartáveis, um ponto positivo em termos de sustentabilidade.

MAS VOCÊ JÁ PAROU PRA PENSAR NA HIGIENE DESSE UTENSÍLIO?

"Muita gente acredita que, como só vai água ali dentro, basta enxaguar na torneira, antes de encher, que a garrafinha já fica limpa", observa o médico Rodrigo Lins, consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia.

Mas isso está longe de representar a realidade, apontam as pesquisas: se não forem limpos, esses recipientes podem acumular muitos micro-organismos, como bactérias e fungos, que podem fazer mal à saúde.

Um levantamento realizado pela WaterFilterGuru, uma empresa especializada em controle de qualidade da água nos EUA, calculou que uma única garrafa reutilizável pode carregar cerca de 20,8 milhões de UFCs (Unidades de Formação de Colônias).

A UFC é uma medida que indica o número de micróbios viáveis, capazes de formar uma colônia, numa determinada superfície.

O estudo comparou o nível de contaminação de uma garrafinha com uma série de outros objetos que, a princípio, parecem muito mais sujos. Eles encontraram, por exemplo, uma média de 515 UFCs na superfície do assento de privadas — ou seja, a garrafinha tinha 40 mil vezes mais bactérias que o vaso sanitário.

Os números também foram significativamente menores no pote de ração de animais de estimação (1,4 milhão UFCs, em média), no mouse de computador (4 milhões) e na pia da cozinha (11 milhões).

Já um estudo publicado por especialistas da Universidade Henan, na China, concluiu que há um "nível extremamente alto de conteúdo bacteriano e um rápido crescimento microbiano" nesses utensílios.

Os autores estimam uma média de 75 mil bactérias a cada mililitro de água — e esses seres microscópicos podem se multiplicar e chegar a até 2 milhões/ml em apenas 24 horas.

Uma outra pesquisa, realizada na Universidade Purdue, nos EUA, coletou 90 garrafas e descobriu que cerca de 15% dos participantes nunca descartam a água que sobrou no fim do dia — e apenas acrescentam mais líquido no próximo uso.

O estudo do WaterFilterGuru também detectou alguns problemas de higiene: embora 42% dos participantes tenham declarado que lavam a garrafa pelo menos uma vez ao dia, 25% afirmaram que fazem a limpeza "poucas vezes por semana", enquanto 13% admitiram que essa faxina ocorre "poucas vezes por mês".

MAS QUAL O PERIGO DE USAR UMA GARRAFA SUJA? E COMO MANTÊ-LA SEMPRE LIMPA?

Um poço de bactérias?

As garrafas recebem bactérias das mais variadas fontes — como das mochilas onde são carregadas, por exemplo

Precisamos ter em mente que vivemos cercado de bactérias por todos os lados — e isso não é necessariamente uma coisa ruim (às vezes, é algo bem-vindo e vital para nossa própria sobrevivência).

E esses seres microscópicos podem "invadir" as nossas garrafinhas d'água das mais diversas maneiras.

A primeira e a mais óbvia delas acontece quando encostamos a boca no gargalo, para beber o líquido. Uma porção dos micróbios que colonizam pele, lábios, gengiva, dentes e língua — como os Staphylococcus e os Streptococcus — "pulam" para o utensílio e passam a se multiplicar nesse novo ambiente.

Algo parecido acontece quando usamos os dedos para pegar o recipiente ou desrosquear a tampa, para ter acesso à água. Nossas mãos estão em contato com uma série de outros objetos (maçanetas, botões de elevador, corrimão…) que também são manipulados por outros indivíduos.

As bactérias ainda podem estar nas bolsas e nas mochilas onde a garrafa é transportada, nos armários da academia, na mesa de trabalho, na pia da cozinha…

Uma vez no recipiente, esses micróbios formam colônias e passam a se multiplicar em progressão geométrica, caso não sejam controladas pelas limpezas frequentes — por isso que elas podem passar de 75 mil/ml para 2 milhões/ml em apenas 24 horas, como estimado pelo estudo chinês.

O ambiente úmido, com boa temperatura e escuro (no caso das garrafas de plástico ou alumínio) também representa um cenário ideal para muitas espécies de fungos.

Nos casos em que a higiene está muito atrasada, é possível ver a olho nu o resultado dessa "festa" microscópica: a água ganha alguns detritos, que geralmente decantam no fundo da garrafa, e surgem manchas verdes ou pretas na tampa ou em regiões de difícil acesso, como bocais e canudos.

MAS DAÍ VEM A QUESTÃO: TER CONTATO COM ESSE MATERIAL REPRESENTA ALGUM RISCO À SAÚDE?

A resposta depende de uma série de fatores, apontam os especialistas.

"Nós precisamos levar em conta que temos dez vezes mais bactérias do que células no nosso corpo", explica Lins, que também é presidente da Sociedade de Infectologia do Estado do Rio de Janeiro.

"A depender da quantidade e dos tipos de micro-organismos ingeridos, nosso sistema imunológico dá conta dessa demanda sem maiores problemas", complementa ele.

Em alguns casos — quando o número de micróbios na garrafinha está muito elevado, por exemplo — o dono do utensílio pode apresentar alguns sintomas gastrointestinais mais leves, como enjoos e vômitos.

A pessoa também pode estar com o azar de ter a garrafinha colonizada por uma bactéria mais barra-pesada, capaz de provocar infecções graves ou difíceis de tratar com os antibióticos comuns.

Há também aqueles que são alérgicos aos fungos e ao mofo. Neles, o uso de um reservatório de água cheio desses micro-organismos pode causar reações, com o aparecimento de congestão nasal, náusea, dor de cabeça, fadiga, entre outros incômodos.

O microbiologista Jorge Timenetsky, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), explica que alguns grupos são mais vulneráveis — e, portanto, precisam ter mais atenção com a higiene dos objetos de uso pessoal.

"É o caso de crianças pequenas, idosos ou indivíduos com algum comprometimento do sistema imunológico", lista ele.

LIMPEZA DIÁRIA

,Lavar a garrafa uma vez ao dia é suficiente para controlar o crescimento de micro-organismos, dizem especialistas

MAS COMO FAZER UMA BOA FAXINA NA GARRAFINHA D'ÁGUA, SEM EXAGEROS OU NEURAS?

A primeira recomendação dos especialistas tem a ver com a frequência. "Idealmente, é preciso lavar cada vez que fizer uso", resume Lins.

"Fazer a limpeza uma vez ao dia, ao chegar em casa, é o suficiente", concorda Timenetsky.

Para controlar o crescimento de bactérias, basta usar água e sabão — os mesmos produtos que você usa para lavar o resto da louça.

"Também é importante usar escovas para fazer a remoção mecânica dos micro-organismos", acrescenta o professor do ICB-USP.

Depois, deixe secar por um tempo antes de encher com água para um novo ciclo de hidratação.

Os pesquisadores também sugerem não compartilhar o objeto com outras pessoas — cada um deve ter sua própria garrafinha — e não preencher o vasilhame com outros líquidos, como sucos, isotônicos e refrigerantes — eles carregam nutrientes que podem "turbinar" as colônias de micróbios.

E SERÁ QUE O MATERIAL UTILIZADO NA FABRICAÇÃO DAS GARRAFINHAS PODE INFLUENCIAR O NÍVEL DE CONTAMINAÇÃO? ALUMÍNIO, PLÁSTICO OU VIDRO TRAZEM VANTAGENS OU DESVANTAGENS?

De acordo com os especialistas, a escolha depende da preferência de cada pessoa, já que esses compostos têm características similares do ponto de vista do acúmulo de seres microscópicos.

O estudo da Universidade Purdue, citado no início da reportagem, descobriu que as garrafinhas de vidro coletadas para o experimento tinham uma menor taxa de micro-organismos em comparação com aquelas feitas de alumínio.

Timenetsky sugere evitar recipientes com ranhuras ou partes ásperas, pois elas podem reter uma quantidade maior de material orgânico.

Já Lins contra‑indica utensílios que tenham partes de madeira (o que é incomum nesses casos). "Além disso, quanto mais simples eles forem, mais fácil será a limpeza", acrescenta ele.

Ou seja: copos e garrafas com bicos, canudos e outras estruturas pequenas não chegam a ser contra‑indicados, mas exigem uma atenção maior na hora da higiene.

Pode ser necessário comprar escovas pequenas e flexíveis para alcançar essas partes menores, que são quase impossíveis de limpar com uma esponja comum. Fonte: BBC News Brasil em Londres-21 junho 2024

sexta-feira, 28 de junho de 2024

Suga fezes e sopra bactérias: por que o secador de ar é o vilão do banheiro

 O uso de papel para secar as mãos sempre foi muito criticado por quem acha que é um desserviço ao planeta, por causar excesso de lixo, mas um novo estudo descobriu que os secadores de mão com ar quente —muito comuns em banheiros públicos— "sugam" o ar ao redor, cheio de coliformes fecais, e os sopram de volta não apenas na sua mão, como também por todo o ambiente.

Em uma pesquisa publicada na revista Applied and Environmental Microbiology, cientistas compararam o ar de um banheiro sem o secador com outro que tinha as máquinas. E descobriram que muito mais colônias bacterianas se desenvolveram em amostras de ar de locais expostos ao aparelho.

"As bactérias que estão nos banheiros vieram das fezes, e podem ser jogadas na atmosfera quando damos a descarga, especialmente em vasos sanitários sem tampa", disse Peter Setlow, autor do estudo, à revista Newsweek. Além disso, o simples entra e sai de pessoas no banheiro joga micróbios em sua pele, espalhando ainda mais as bactérias.

Como os secadores de mãos sugam o ar do banheiro e o lançam para fora de novo, nos breves momentos em que suas mãos descansam embaixo do bocal, elas estarão expostas a muito mais ar do que o habitual —e muito mais bactérias.

No estudo, os pesquisadores avaliaram 36 banheiros da Escola de Medicina da Universidade de Connecticut (EUA) para uma variedade de bactéria Bacillus subtilis chamada PS533 — essa cepa é achada apenas um laboratório do local. Mas a equipe encontrou o PS533 em todos os banheiros testados.

BACTÉRIAS VIAJANTES

"Dentro de um grande edifício, bactérias potencialmente patogênicas podem viajar entre as salas [do local que abriga aquele banheiro]", escreveram os autores em seu trabalho. "Os secadores de mãos poderiam ser uma das formas pelas quais essas bactérias se espalharam pelo prédio."

Em teoria, a adição de filtros HEPA (High Efficiency Particulate Arrestance) deve impedir que partículas de bactérias sejam pulverizadas sobre as mãos recém-limpas. No entanto, quando a equipe adaptou alguns de seus secadores com filtros HEPA, eles bloquearam apenas 75% das bactérias. Embora isso seja muito, certamente não é perfeito.

"Talvez os filtros não estivessem funcionando corretamente ou a grande coluna de ar abaixo dos secadores de mãos estivesse sugando bactérias de ar não filtrado", explicou Setlow, que é professor da Universidade de Connecticut.

Por enquanto, Setlow está aderindo a toalhas de papel — assim como a Universidade de Connecticut, que as adicionou em todos os seus 36 banheiros pesquisados no estudo.Fonte: UOL - Do VivaBem, em São Paulo - 09/12/2023

domingo, 14 de abril de 2024

Dengue: Brasil já tem mais de 3 milhões de casos em 2024

O Brasil já registrou, desde o início do ano, 3.062.181 casos prováveis de dengue. O número já é quase o dobro de todo o ano passado, quando foram detectados 1,6 milhão de casos.

Desde o início do ano, foram registradas 1.256 mortes por dengue em todo o país. Outros 1.857 óbitos estão em investigação.

Os números foram divulgados nesta quarta-feira (10) pelo Ministério da Saúde, por meio do Painel de Monitoramento das Arboviroses.

Estados

Segundo o Ministério da Saúde, nove unidades federativas estão com tendência de queda consolidada no número de casos de dengue: Acre, Roraima, Amazonas, Tocantins, Goiás, Piauí, Minas Gerais, Espírito Santo e Distrito Federal.

Outros 13 estados apresentam com tendência de estabilidade: Rondônia, Pará, Amapá, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro e São Paulo.

Alagoas, Bahia, Maranhão, Pernambuco, Sergipe permanecem com tendência de aumento no número de casos. Os números foram divulgados nesta terça-feira (9) pelo Ministério da Saúde. Agência Brasil  - Brasília - Publicado em 10/04/2024 

domingo, 24 de março de 2024

Dengue: Brasil registra mais de 2 milhões de casos

A fêmea adulta do Aedes aegypti após uma refeição de sangue. — Foto: Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC)

O Ministério da Saúde contabiliza mais de 2 milhões de casos de dengue no Brasil em 2024.

Do total de 2.010.896 casos prováveis,

1.     682 resultaram em morte – número que pode aumentar, uma vez que há ainda 1.042 óbitos em investigação.

2.     De acordo com balanço divulgado pelo ministério, o coeficiente de incidência da doença está em 990,3 casos para cada grupo de 100 mil habitantes.

COEFICIENTE DE INCIDÊNCIA

Com 161.299 casos prováveis, o Distrito Federal é a unidade federativa com maior coeficiente de incidência (5.725,8).

Em segundo lugar, está Minas Gerais, com coeficiente de incidência em 3.295; e 676.758 casos prováveis. Na sequência estão Espírito Santo (coeficiente em 1.982,5 e 75.997 casos prováveis;

Paraná (coeficiente em 1.653,2 e 189.179 casos prováveis); e Goiás (coeficiente em 1.565,3 e 110.433 casos prováveis).

 No Rio de Janeiro, o coeficiente de incidência está em 933,1 casos para cada grupo de 100 mil habitantes. Lá, já são 149.797 casos prováveis.

A unidade da federação com maior número de casos prováveis é São Paulo (379.222). O coeficiente registrado no estado, segundo o levantamento, é de 853,7 casos para cada grupo de 100 mil habitantes.

Na quarta-feira (20), a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Ethel Maciel, destacou que os três primeiros meses de 2024 registram mais casos graves de dengue do que em todo o ano de 2023, quando foram contabilizados pouco mais de 1,6 milhão de casos. Naquele ano, a doença matou 1.094 pessoas. Há ainda 218 óbitos sob investigação. 

CASOS MAIS GRAVES

 “Estamos tendo muito mais casos graves que no ano anterior”, disse, ao lembrar que, até então, na série histórica, 2023 havia sido o ano com maior número de casos graves da doença. “Temos muito mais pessoas chegando [com quadro] grave aos serviços de saúde. Esse é um importante ponto de alerta para nós”, acrescentou a secretária.

TEMPO MÉDIO DOS SINTOMAS

Na oportunidade, ela informou que o tempo médio entre o início dos sintomas e a notificação de caso de dengue é de quatro dias. O tempo médio entre o início dos sintomas e a internação também é de quatro dias. Já o tempo médio entre o início dos sintomas e o óbito é de seis dias, enquanto o tempo médio entre o início dos sintomas e os sinais de gravidade é de cinco dias.

“O quarto dia tem sido um alerta de que as pessoas podem agravar o quadro de saúde. Então, um monitoramento que faça com que essa pessoa volte no quarto dia da doença pode salvar muitas vidas”, destacou Ethel Maciel. Fonte: Agência Brasil- Brasília -Publicado em 22/03/2024   

terça-feira, 13 de fevereiro de 2024

Brasil ultrapassa meio milhão de casos prováveis de dengue

 O Brasil já registra 512.353 casos prováveis de dengue desde o início de 2024. Foram contabilizados ainda 75 óbitos pela doença, enquanto 340 mortes estão sendo investigadas.

O coeficiente de incidência da dengue no país, neste momento, é 252,3 casos para cada grupo de 100 mil habitantes. Os dados constam no painel de monitoramento de arboviroses do Ministério da Saúde.

Entre os casos prováveis, 54,9% são em mulheres e 45,1% em homens. A faixa etária dos 30 aos 39 anos segue respondendo pelo maior número de casos, seguida pelo grupo de 40 a 49 anos e de 50 a 59 anos.

Já no ranking dos estados, Minas Gerais lidera em número absoluto de casos prováveis (171.769). Em seguida aparecem São Paulo (83.651), Distrito Federal (64.403) e Paraná (55.532).

Quando se considera o coeficiente de incidência, o Distrito Federal aparece em primeiro lugar (2.286,2 casos por 100 mil habitantes), seguido por Minas Gerais (836,3), Acre (582,2) e Paraná (485,3).

VACINAÇÃO

Neste momento, somente o Distrito Federal iniciou a vacinação de crianças e adolescentes com idade entre 10 e 11 anos contra a dengue. No primeiro dia da campanha, 3.633 doses foram aplicadas em todos os 15 pontos disponíveis.

Goiás já recebeu as doses distribuídas pelo Ministério da Saúde e deve iniciar a imunização dessa mesma faixa etária na próxima quinta-feira (15) em 51 municípios selecionados pela pasta. Fonte: Agência Brasil - Brasília Publicado em 13/02/2024   




domingo, 27 de agosto de 2023

De quanta água nosso corpo precisa?

 
O ser humano pode ficar trinta dias sem comer, mas apenas poucos dias sem água. Entenda por que este líquido é vital para o nosso corpo.

Cerca de 80% do corpo de um recém-nascido é composto de água. À medida que envelhecemos, porém, a quantidade de água no nosso corpo diminui e fica em torno de 60%.

As células adiposas têm menor teor de água do que outras células do corpo. Sendo assim, pessoas com excesso de peso têm menos água do que pessoas magras, ao tempo que mulheres têm menos água do que homens. Para todos, no entanto, o consumo regular de líquidos é essencial para a sobrevivência.

Alguns órgãos contêm enormes quantidades de líquido. É o caso dos olhos, cujo vítreo consiste em até 99% de água, e os músculos, com cerca de 80%. Para que nosso corpo obtenha os nutrientes suficientes, portanto, devemos atentar para uma coisa acima de tudo: tomar bastante água.

BEBER ÁGUA É VITAL

Nosso corpo perde cerca de dois litros de líquido todos os dias. Uma das formas, sobretudo no calor, é através da pele, que regula a temperatura do corpo, embora o ar seco decorrente do uso de aquecedores no inverno também possa nos afetar. Os rins, por sua vez, que trabalham para livrar nosso corpo de toxinas, excretam líquidos na forma de urina. Se não bebemos o suficiente, nossa urina fica com uma cor amarela intensa. Se ficar marrom, é um sério sinal de alerta de que algo está errado. O líquido também é excretado nas fezes, através dos intestinos, ou eliminado na forma de pequenas gotículas quando respiramos.

Para compensar essas perdas, temos que beber cerca de 1,5 a 2 litros de água todos os dias. Essa necessidade aumenta em casos de esforços físicos, prática de esportes, altas temperaturas, febre, vômitos e diarreia. Porém, não precisa ser sempre água: sopas, frutas ou legumes também fazem bem ao corpo e ajudam a repor as reservas.

Tais recomendações devem ser levadas a sério, pois nosso corpo já apresenta os primeiros sintomas com uma perda de líquidos de 1 a 2%. Uma perda de 7%, por sua vez, já impõe certos riscos, sinalizados através de um pulso acelerado ou confusão mental, em vista de que todas as reações e processos químicos no corpo requerem líquido para funcionar. Na pior das hipóteses, uma deficiência de 12% pode levar a um estado de choque ou até mesmo ao coma.

NOSSO CÉREBRO PRECISA DE FLUIDOS PARA SE PROTEGER

Nosso cérebro e medula espinhal tampouco funcionam sem fluidos: nosso sistema nervoso possui cerca de 140 mililitros de água — ou líquido cefalorraquidiano, como a substância é conhecida clinicamente. Trata-se de um líquido transparente onde nosso cérebro flutua dentro do crânio e que serve para protegê-lo de choques. Todos os dias produzimos cerca de meio litro desse líquido, que então se decompõe novamente e, por isso, deve ser reposto.

NOSSO CÉREBRO FLUTUA PROTEGIDO NUM LÍQUIDO TRANSPARENTE

Os primeiros sinais de que nosso corpo precisa urgentemente de água se manifestam através de dores de cabeça e tontura, mucosas secas na boca e na garganta, além de dificuldades em engolir. Ficamos cansados, nos sentimos fracos, mas raramente associamos isso à pouca ingestão de água.

O calor e a perda adicional de líquidos através da transpiração também ameaçam o sistema circulatório, que pode acabar entrando em colapso. Os sinais do corpo são claros: sem líquido suficiente, nosso sangue fica mais espesso e não consegue mais mantar uma boa circulação. O resultado? Pressão alta.

SEDE DIMINUI COM A IDADE

Quanto mais velhos ficamos, menos sede sentimos. Também é comum que os idosos simplesmente se esqueçam de tomar água, o que pode provocar tonturas, confusão mental ou perda de consciência. Em casos de extrema falta de líquidos, pode haver necessidade de realizar infusões no corpo.

Alguns idosos chegam a evitar conscientemente a ingestão de líquidos pelo simples fato de que, na velhice, muitos já não conseguem controlar a bexiga tão bem quanto os mais jovens. O medo de urinar involuntariamente ou de ter que ir ao banheiro com muita frequência à noite faz com que muitos evitem beber água.

SITUAÇÕES QUE EXIGEM UM MAIOR CONSUMO DE ÁGUA

Em casos de diarreia ou vômito, nosso corpo necessita de mais do que aquele mínimo de 1,5 litros por dia. Se o equilíbrio hídrico não for restaurado o mais rápido possível, o corpo seca. Também quando tomamos certos medicamentos devemos aumentar nosso consumo de água. Isso acontece sobretudo com os chamados diuréticos, que drenam o corpo para, por exemplo, evitar edemas (retenção de água).

O ÁLCOOL DESIDRATA O CORPO

Bebidas alcoólicas também desidratam nosso corpo devido ao seu efeito diurético — são os rins tentando eliminar as substâncias tóxicas do corpo — e fazem com que tenhamos que ir tantas vezes ao banheiro.

O álcool impede ainda a liberação da chamada vasopressina no hipotálamo. A vasopressina é um hormônio que regula o equilíbrio da água nos rins. Ou seja, quando o corpo não dispõe de uma quantidade mínima deste importante hormônio, nossos rins excretam água em excesso, perturbando nosso equilíbrio hídrico.

ÁGUA DEMAIS PODE SER PREJUDICIAL

Beber cinco litros ou mais dentro de poucas horas também pode ser fatal e resultar na chamada hiperidratação, ou seja, excesso de água no corpo. Os rins não conseguem mais regular e excretar o excesso de líquido. Uma das piores consequências pode ser o edema cerebral.

Competições de consumo de água, onde enormes quantidades do líquido são engolidas, também podem sobrecarregar o corpo: os rins não conseguem dar conta do recado e há risco de desequilíbrio de sal no organismo. O que determina o quanto e como cada corpo é capaz de suportar são fatores como idade, peso e estado geral de saúde. Aqui, vale a mesma regra: o segredo está na quantidade. Fonte: Deutsche Welle - 22/08/2023  

sábado, 30 de julho de 2022

Varíola dos macacos: Brasil tem mais de 900 casos confirmados

O Ministério da Saúde confirmou, na sexta-feira, (29), a primeira morte relacionada à varíola dos macacos no Brasil. Em nota, a pasta informou que a vítima era um homem, de 41 anos de idade, que já tratava outras doenças, incluindo um câncer, o que ocasionou o agravamento do seu quadro de saúde.

Ainda de acordo com o ministério, o homem, cujo nome não foi divulgado, estava hospitalizado em um hospital público de Belo Horizonte, onde sofreu um choque séptico, agravado pela varíola dos macacos. De acordo com o ministério, "a causa do óbito foi o choque séptico".

Também em nota, a Secretaria de Saúde de Minas Gerais reiterou que o paciente, que residia na capital mineira, já estava internado devido a “outras condições clínicas graves”. Segundo a secretaria, além dos casos confirmados, existem, no estado, outros 130 em investigação. Apenas em Belo Horizonte, foi registrado um caso de transmissão comunitária, ou seja, quando não há mais como identificar o local onde a pessoa foi infectada – um indício de que o vírus já circula entre as pessoas daquela localidade.

Até a tarde de quinta-feira (28), o Brasil já contabilizava 978 casos confirmados da varíola dos macacos. Até então, os casos estavam concentrados nos estados de São Paulo (744), Rio de Janeiro (117), Minas Gerais (44), Paraná (19), Goiás (13), Bahia (5), Ceará (4), Rio Grande do Sul (3), Rio Grande do Norte (2), Espírito Santo (2), Pernambuco (3), Tocantins (1), Mato Grosso (1), Acre (1), Santa Catarina (4) e no Distrito Federal (15).

Varíola dos macacos

Causada pelo vírus hMPXV (Human Monkeypox Virus, na sigla em inglês), a varíola dos macacos foi declarada emergência de saúde pública de interesse internacional pela Organização Mundial de Saúde (OMS). A decisão foi tomada com base no aumento de casos em vários países, o que aumenta o risco de uma disseminação internacional.

Especialistas a classificam como uma doença viral rara, transmitida pelo contato próximo com uma pessoa infectada e com lesões de pele. O contato pode ser por abraço, beijo, massagens ou relações sexuais. A doença também é transmitida por secreções respiratórias e pelo contato com objetos, tecidos (roupas, roupas de cama ou toalhas) e superfícies utilizadas pelo doente.

Não há tratamento específico, mas os quadros clínicos costumam ser leves, sendo necessários o cuidado e a observação das lesões. O maior risco de agravamento acontece, em geral, para pessoas imunossuprimidas com HIV/Aids, leucemia, linfoma, metástase, transplantados, pessoas com doenças autoimunes, gestantes, lactantes e crianças com menos de 8 anos de idade. Fonte: Agência Brasil – Brasília- Publicado em 29/07/2022

domingo, 3 de julho de 2022

Varíola dos macacos: Casos chegam a 76 em todo o país

O Ministério da Saúde informou neste domingo (3) que, até o momento, 76 casos de varíola dos macacos (monkeypox) foram confirmados em todo o país. Desse total, foram registrados um caso no Distrito Federal, um no Rio Grande do Norte, dois em Minas Gerais, dois no Rio Grande do Sul, dois no Ceará, 16 no Rio de Janeiro e 52 em São Paulo.

“A pasta, por meio da Sala de Situação e Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS Nacional) segue em articulação direta com os estados para monitoramento dos casos e rastreamento dos contatos dos pacientes”, disse o ministério. Fonte: Agência Brasil - 03/07/2022

sexta-feira, 1 de julho de 2022

Varíola dos macacos - Total de casos no Brasil sobe para 37

O número de casos de varíola dos macacos (monkeypox) no Brasil chega a 37, segundo informações do Ministério da Saúde e da Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro. A secretaria confirmou na quinta‑feira (29) o sexto caso no estado. Agora, são cinco ocorrências na capital e uma na cidade de Maricá, no Grande Rio.

Já Minas Gerais confirmou o seu primeiro caso, um homem com 33 anos, que esteve na Europa no período entre 11 e 26 deste mês. Segundo a Secretaria de Saúde mineira, trata-se de um caso importado.

“O paciente está estável, em isolamento domiciliar. Os contactantes estão sendo monitorados e, até o momento, não houve identificação de caso secundário”, informa a nota.

Segundo o Ministério da Saúde, São Paulo tem 28 casos confirmados. Somando-se os dois registros do Rio Grande do Sul e os do Rio e de Minas, o Brasil chega a 37 casos. Fonte: Agência Brasil - Rio de Janeiro - Publicado em 30/06/2022      

quarta-feira, 22 de junho de 2022

Varíola dos macacos: Ministério da Saúde confirma mais dois casos

O Ministério da Saúde notificou mais dois novos casos de varíola dos macacos no país, totalizando 11 confirmações da doença. As novas detecções de contaminados pelo vírus monkeypox foram feitas pelo Laboratório Adolf Lutz em São Paulo por meio do método de isolamento viral.

Os dois pacientes são brasileiros, do sexo masculino, têm entre 36 e 38 anos, são residentes no estado de São Paulo e com histórico de viagem para a Europa. Os dois apresentam quadro clínico estável, não tem complicações e estão sendo monitorados pelas Secretarias de Saúde do estado e do município.

Segundo o ministério, todas as medidas de contenção e controle da doença foram adotadas imediatamente após a comunicação de que se tratava de um caso suspeito de varíola dos macacos, com o isolamento dos pacientes e rastreamento dos seus contatos.

O Ministério da Saúde, por meio da Sala de Situação e do Centro de Informações Estratégicas e Resposta em Vigilância em Saúde (CIEVS) Nacional, segue em articulação direta com o estado de São Paulo para o monitoramento dos casos e rastreamento dos contatos.

No momento, o Brasil registra 11 casos confirmados, sendo sete em São Paulo, dois no Rio Grande do Sul e dois no Rio de Janeiro. Mais dez casos suspeitos permanecem em investigação. Dois dos casos confirmados receberam alta e os outros seguem isolados e em monitoramento. Fonte: Agência Brasil - Brasília - Publicado em 21/06/2022

sábado, 18 de junho de 2022

Varíola dos macacos: Ministério da Saúde confirma sétimo caso

 O Ministério da Saúde informou que o sétimo caso de varíola dos macacos (monkeypox) foi notificado no país. De acordo com a pasta, o mais recente foi confirmado nesta sexta-feira (17) no Rio Grande do Sul.

O paciente é um homem de 34 anos, com histórico de viagem para a Europa. Segundo a pasta, o paciente está em isolamento domiciliar e apresenta estado clínico estável, sem complicações. Ele é monitorado pelas secretarias de Saúde municipal e estadual.

Dos sete casos confirmados, quatro estão em São Paulo, dois no Rio Grande do Sul e um no Rio de Janeiro. Nove casos suspeitos são investigados.

A varíola dos macacos é uma doença causada por vírus e transmitida pelo contato próximo ou íntimo com uma pessoa infectada e com lesões de pele. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, o contato pode se dar por meio de um abraço, beijo, massagens, relações sexuais ou secreções respiratórias. A transmissão também ocorre por contato com objetos, tecidos (roupas, roupas de cama ou toalhas) e superfícies que foram utilizadas pelo doente.

Não há tratamento específico, mas, de forma geral, os quadros clínicos são leves e requerem cuidado e observação das lesões. O maior risco de agravamento acontece, em geral, para pessoas imunossuprimidas com HIV/aids, leucemia, linfoma, metástase, transplantados, pessoas com doenças autoimunes, gestantes, lactantes e crianças com menos de 8 anos de idade. Fonte: Agência Brasil – Brasília - 17/06/2022

Varíola dos macacos: Mapa global do surto

 

A varíola dos macacos pode ser transmitida por gotas de saliva e por contato com fluidos corporais e lesões cutâneas. Já os sintomas são semelhantes aos da varíola humana - que está erradicada no mundo desde 1980 -, como febre, dores musculares e o surgimento de bolhas na pele, embora de forma mais leve.

O nome "varíola de macacos" se deve ao fato de o vírus ter sido descoberto em colônias de símios, em 1958. Atualmente, acredita-se que os roedores sejam os principais hospedeiros do patógeno. Fonte:ANSA


quinta-feira, 16 de junho de 2022

Varíola dos macacos: Brasil registra terceiro caso de varíola dos macacos

 O Brasil tem mais um caso de varíola dos macacos diagnosticada. Na noite de domingo (12), o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do Rio Grande do Sul notificou uma ocorrência de “caso importado” da doença.

O diagnóstico foi confirmado laboratorialmente, no domingo, pelo Instituto Adolf Lutz de São Paulo. Trata-se de um paciente residente em Porto Alegre, do sexo masculino, 51 anos, que viajou para Portugal, com retorno ao Brasil no dia 10 deste mês.

“O paciente está em isolamento domiciliar, junto com os seus contatos, apresenta quadro clínico estável, sem complicações e está sendo monitorado pelas secretarias de Saúde do estado e do município”, diz nota divulgada pelo Ministério da Saúde.

O ministério acrescenta que “todas as medidas de contenção e controle foram adotadas imediatamente após a comunicação de que se tratava de um caso suspeito de monkeypox [varíola dos macacos, em inglês], com o isolamento do paciente e rastreamento dos seus contatos, tanto nacionalmente quanto do voo internacional, que contou com o apoio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)”.

CASOS NO PAÍS

De acordo com o ministério, no momento, o Brasil registra três casos confirmados, sendo dois em São Paulo e um no Rio Grande do Sul. Estão em investigação seis casos suspeitos. Todos seguem isolados e em monitoramento. Fonte: Agência Brasil - Brasília - Publicado em 13/06/2022

domingo, 12 de junho de 2022

Varíola dos macacos: Brasil confirma 2º caso de varíola dos macacos; o que se sabe até o momento

O segundo caso de varíola dos macacos no Brasil foi confirmado neste sábado (11/6) pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. Trata-se de um homem de 29 anos que, segundo a entidade, está em isolamento na cidade de Vinhedo, no interior do Estado.

Segundo a entidade, o caso é considerado "importado", ou seja, considera-se que a doença foi adquirida no exterior. O homem tem histórico de passaram por Portugal e Espanha teve as primeiras lesões de pele na Europa.

O primeiro caso havia sido confirmado na quinta (9/6) - um homem de 41 anos que, segundo informações iniciais, passou por Portugal e Espanha no mês passado. Ele está internado no Hospital Emílio Ribas, em São Paulo (SP), desde a última segunda-feira (6/6). De acordo com a pasta, o paciente está em bom estado clínico.

A confirmação do segundo caso, segundo a secretaria de Saúde, foi feita por um laboratório espanhol que colheu amostras do paciente ainda na Europa. Já a confirmação do primeiro foi feita após resultado de exame feito pelo Instituto Adolfo Lutz por RT-PCR do vírus Varicela Zoster (com resultado negativo) e análise metagenômica do material genético, quando então foi identificado o genoma vírus da varíola dos macacos.

Todos aqueles que tiveram contato com ambos os homens têm sido monitorados pelas equipes de vigilância.

SETE CASOS SUSPEITOS

Além dos casos confirmado há, ao menos, outras sete suspeitas de varíola dos macacos no Brasil, sendo quatro homens e três mulheres. De acordo com o governo federal, são dois em Santa Catarina, dois em Rondônia, um em Pacatuba (CE), um em Porto Alegre e um em Corumbá (MS).

"Essa doença é um evento incomum e inesperado em áreas não endêmicas. Trata-se de um agente com alto potencial de transmissão por contato através de gotículas, principalmente por fluidos corporais, e existe a necessidade de assegurar a assistência - o que inclui tratamento, capacidade laboratorial, equipamentos de proteção, e descontaminação", disse Janaína Sallas, representante da Secretaria de Vigilância de Saúde, durante evento do Ministério da Saúde na manhã de quarta-feira (8/6), segundo informações da Agência Brasil.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que já foram confirmados 780 casos de varíola dos macacos em todo mundo entre 13 de maio e 2 de junho.

Os sintomas geralmente são leves e desaparecem por conta própria em cerca de três semanas.  Fonte: BBC Brasil - 9 junho 2022

sábado, 16 de abril de 2022

Coronavírus: Lockdown total para 25 milhões gera frustração em Xangai

Enquanto governo defende política de tolerância zero contra mais grave surto de covid-19 desde 2020, moradores criticam dificuldade para obter comida, hospitais sobrecarregados e separação de pais e filhos em quarentena.

A mais recente onda de covid-19 em Xangai também levou dezenas de milhares de pessoas a serem colocadas em quarentena em locais de isolamento designados pelo governo. A cidade transformou vários hospitais, ginásios, prédios de apartamentos e outros locais em instalações para quarentena.

Para controlar as infecções, a cidade impôs um lockdown total a partir de 28 de março. Ele deveria ter terminado na última terça-feira (05/04), mas foi estendido por tempo indeterminado.

Na segunda-feira, as autoridades haviam reportado 8.581 casos assintomáticos e 425 sintomáticos de covid-19. Apesar das drásticas medidas, nesta sexta-feira foram contabilizadas 20.398 novas infecções, 824 delas sintomáticas.

CAMPANHA PARA TESTAGEM EM TODA A CIDADE: Outra medida implementada na cidade, a partir da última segunda-feira, é uma campanha para realizar testes de PCR em todos os residentes, após uma campanha de autotestes promovida no domingo, por meio de testes rápidos de antígenos.

O governo enviou o Exército e milhares de profissionais de saúde para Xangai para ajudar a realizar os testes. No domingo, o Exército de Libertação do Povo enviou mais de 2 mil médicos de todo o setor militar, marinha e forças conjuntas de apoio logístico para a cidade, noticiou um jornal das Forças Armadas.

É a maior reação da saúde pública da China desde que o país enfrentou o surto inicial de covid-19 em Wuhan, onde o novo coronavírus foi detectado pela primeira vez no final de 2019.

O surto em Xangai é um teste para a estratégia chinesa de tolerância zero contra a covid-19, que busca a eliminação do vírus com base em testes, rastreamento e quarentena de todos os casos positivos e seus contatos próximos.

Apesar das crescentes dificuldades em aplicar essa rígida política, alguns especialistas dizem que a China provavelmente se manterá fiel a ela no futuro.

"As autoridades sanitárias chinesas sabem que não estão preparadas para mudar a estratégia a curto prazo, devido a uma população idosa não totalmente vacinada, infraestrutura de saúde debilitada e falta de comunicação e preparativos psicológicos", afirma Xi Chen, professor adjunto de Política de Saúde e Economia na Escola de Saúde Pública de Yale, nos Estados Unidos.

FRUSTRAÇÃO NAS REDES SOCIAIS: Nas redes sociais, há intensas reclamações de parte da população devido à dificuldade em comprar comida, medicamentos e outros itens básicos.  

LOCKDOWN É DESAFIO PARA PACIENTES COM OUTRAS DOENÇAS: Com o sistema de saúde de Xangai sobrecarregado, pacientes com outras enfermidades, ao chegarem aos hospitais, têm sido mandados de volta para casa.Todos os médicos dos hospitais de Xangai estão sobrecarregados.

INDIGNAÇÃO PÚBLICA QUANTO À SEPARAÇÃO DE PAIS E FILHOS: As autoridades de Xangai também têm sido duramente criticadas nos últimos dias por separarem à força crianças contaminadas com covid-19 de seus pais, usando regras de prevenção à pandemia  como argumento.

GOVERNO DEFENDE A POLÍTICA: Outros residentes de Xangai disseram que os hospitais só concordaram em deixar os pais acompanharem seus filhos no local de quarentena depois que muitas crianças foram admitidas e não havia enfermeiras suficientes para cuidar delas.

Na segunda-feira, autoridades sanitárias de Xangai defenderam a política. "Crianças menores de sete anos receberão tratamento em um centro de saúde pública. Quanto a crianças mais velhas ou adolescentes, estamos principalmente isolando-as em centros [de quarentena]", disse Wu Qianyu, um funcionário da Comissão Municipal de Saúde de Xangai, segundo informou a agência de notícias AFP.

POR QUANTO TEMPO MAIS A CHINA PODE MANTER A TOLERÂNCIA ZERO?         Apesar dos desafios, a China continua comprometida com a sua política de tolerância zero contra a covid-19, ao menos até o momento. O presidente chinês, Xi Jinping, estimulou a população a conter o surto o mais rápido possível.

No último sábado, o vice-primeiro-ministro, Sun Chunlan, que foi enviado a Xangai pelo governo, também incentivou a cidade a "tomar medidas firmes e rápidas" para conter a pandemia.

No entanto, Mei-Shang Ho, pesquisadora do Instituto de Ciências Biomédicas da Academia Sinica em Taiwan, acredita que as chances de a China erradicar o vírus internamente são próximas de zero. "De uma perspectiva científica, é impossível apoiar a abordagem do governo chinês por meio de uma análise racional", disse ela à DW.

"Em vez de usar vacinas para ajudar a reduzir o índice de casos graves e mortes, a China está usando uma política de tolerância zero. É apenas uma medida temporária quando um governo espera por melhores soluções, mas ainda não está claro que melhor solução o governo chinês está esperando", acrescentou.

Xi Chen, da Escola de Saúde Pública de Yale, disse que os formuladores de políticas chinesas não parecem dispostos a suportar o enorme preço da reabertura: "Será muito problemático nos mantermos cegamente fiéis ao princípio de tolerância zero sem pensar em uma estratégia mais sustentável. Mas será igualmente problemático discutir 'conviver com o vírus' sem se preparar melhor para isso." Fonte; Deutsche Welle - 08/04/2022 8 de abril de 2022

Comentário:  COVID-19 na China

Casos confirmados: 178.764

Óbitos: 4.638  

Recuperados: 148.170

Casos ativos: 25.956

Fonte: Worldometer - Last updated: April 16, 2022, 22:56 GMT

População: Em 2021, 1,41 bilhão conforme dados de  National Bureau of Statistics of China in January 2022,  .