domingo, 18 de julho de 2010

Até quem não precisa recebe Bolsa Família

Mais de 12 milhões de brasileiros estão na lista de pagamento de julho do programa. No Paraná, são 443.951 beneficiários. É como se para cada 24 paranaenses um recebesse o dinheiro governamental. Somente nos cinco primeiros meses de 2010, R$ 187,3 milhões foram despejados no Estado pelo programa. Em alguns municípios, como Altamira do Paraná e sua vizinha Laranjal (Centro), e Doutor Ulysses (Leste), o grau de dependência é tamanho que o índice habitantes/bolsa é pior do que os números de Maranhão, onde a cada 7,4 habitantes um é beneficiário, e Piauí, que dá uma bolsa para cada 7,7 de seus moradores.

Propagado pelo governo federal como meio eficaz de distribuição de renda, o Bolsa Família ainda está distante de atender somente àqueles que, de fato, necessitam. Dois dos pontos críticos são o sistema de informação que organiza o cadastro único e a fiscalização. Segundo parecer do Tribunal de Contas da União (TCU), que em 2009 bloqueou 317 mil benefícios (18,5 mil no Paraná), o programa tem falhas graves que permitem, por exemplo, a inclusão de pessoas falecidas, políticos eleitos e parentes deles, e pessoas com renda per capita maior que o teto definido para inclusão no Bolsa Família.

'Caixa de denúncias'

Em Altamira do Paraná, 3.799 habitantes, município que, ao lado de Laranjal, proporcionalmente mais fornece bolsas no Estado - um beneficiário em cada sete moradores -, a assistente social Márcia Cristina Guilem, coordenadora do Centro de Referência de Assistência Social (Cras), e David Alexandre dos Santos, o operador do Bolsa Família no município, esforçam-se para não cometer injustiças. Eles fazem uma reunião mensal com todas as famílias que recebem a bolsa e criaram uma ''caixa de denúncias'', onde, anonimamente, qualquer cidadão pode indicar quem recebe bolsa indevidamente. Só no primeiro dia da caixa, 13 denúncias foram recebidas. Mesmo assim, eles admitem que, em meio aos 536 altamirenses beneficiados, há gente recebendo sem necessitar.

Casa bem situada, espaçosa, piso de cerâmica, garagem e propriedade rural com produção de leite. Não é esse o perfil médio dos que recebem o Bolsa Família, mas o caso de Altamira do Paraná, não é exceção. Entre as que estão na cidade, alguns casos chamam a atenção, como o de Marli Alves de Oliveira. Moradora de uma casa nova, confortável, toda de alvenaria, com piso de cerâmica e garagem espaçosa, ela recebe R$ 44 por mês do benefício federal, R$ 22 para cada um dos filhos na escola. A mulher admite ainda que a família possui um sítio no município, onde costuma passar os fins de semana. Questionada se não seria possível deixar de receber a bolsa, responde que a renda dela, do marido e dos filhos vem apenas do comércio de leite que produz no sítio e que não é suficiente para todas as contas da casa. Fonte: Folha de Londrina – 18 de Julho de 2010

Comentário:

A corrupção no país é tão generalizada, que cada brasileiro dentro de seu segmento de faixa de renda procura tirar vantagem em qualquer tipo de benefício do governo. É o efeito cascata da corrupção, pois o brasileiro parte do principio, se o político rouba porque não posso roubar.

O programa contou em 2009 com um orçamento de quase R$ 12 bilhões. Se comparado a 2006, por exemplo, o crescimento no montante de recursos do programa em 2009 é 34% superior ao registrado naquele ano. O programa social já completou cinco anos de existência. Mais de R$ 41 bilhões já foram desembolsados com o Bolsa Família. O montante é superior, por exemplo, ao orçamento global anual  autorizado para o Ministério da Educação de 2009, R$ 40,6 bilhões. Isto significa que a educação não é prioritária. Em termos políticos a Bolsa Família produz mais resultados concretos  do que a educação para a classe política, pois cria uma dependência do indivíduo com o programa, que é diretamente controlado pelos políticos da região dos beneficiários.   

Vivo um sonho, liberdade é tudo


Suas frases são atropeladas umas pelas outras. Traem a ansiedade de quem ficou preso por sete anos e quatro meses. Seu jeito de falar é rápido e tem o acentuado sotaque cubano. Isso tudo denuncia a origem e a situação de Pablo Pacheco, 40 anos, professor de Educação Física e jornalista independente: ele é um dos 11 presos políticos cubanos libertados do cárcere e enviados para o exílio na Espanha.

Grato ao governo espanhol, que o acolheu, ele evita relatar as condições em que vive no hotel de periferia onde foi hospedado – sem privacidade e com banheiros compartilhados. Valoriza estar com a mulher, a médica Oleivys García, 38 anos, e o filho, Jimmy, que completa 12 anos na próxima quarta-feira. Isso o faz dizer que “ninguém no mundo pode estar mais feliz”.

Pacheco faz parte do Grupo dos 75, dissidentes cubanos presos em 2003 em uma onda de repressão política. Em um gesto de flexibilização, o governo de Raúl Castro decidiu libertar, em quatro meses, os 52 integrantes do grupo ainda presos.  


Foto-Guillermo Fariñas, o homem que foi um dos artífices para a libertação de 11 presos políticos cubanos.

Fariñas encerrou sua greve de fome no início de julho. Foram 135 dias de jejum – com interrupções para alimentação por via introvenosa, durante hospitalizações – com só um pedido: que pelo menos 26 presos de consciência deixassem o cárcere.

A seguir, os principais trechos:

Zero Hora – Como foi sua libertação?

Pablo Pacheco – No dia 8, o cardeal Jaime Ortega telefonou para mim na prisão e me informou que eu estava entre os que viajariam à Espanha. Estávamos vivendo dias tensos. Nossa liberdade praticamente estava condicionada à vida de um ser humano, Guillermo Fariñas (que, com as libertações, encerrou 135 dias de greve de fome). Então, eu telefonei para Fariñas, pedindo que ele abandonasse sua greve de fome, em nome de todos os presos de consciência (Fariñas acabou fazendo isso depois das libertações).

ZH – Então, o fim da greve de fome de Fariñas foi importante para as libertações?

Pacheco – Vários fatores influíram em nossa libertação. Primeiro, a morte de Orlando Zapata (preso cubano que fazia greve de fome e morreu quando Lula visitava o país). Depois, o valor e a posição firme das Damas de Branco (grupo de mulheres de presos políticos). Também a pressão internacional e a participação da Espanha.

ZH – Por que o sr. foi preso e qual sua situação agora?

Pacheco – Eu estava preso por fazer “propaganda inimiga”, que é criticar o regime. Neste momento, vivo um sonho, ao lado da minha mulher e do meu filho, que tinha quatro anos quando deixei de vê-lo e hoje é um jovem de 11, que vai fazer 12 aninhos na próxima quarta-feira. Estou feliz, ninguém pode ser mais feliz do que eu neste instante. Mas não celebro. Não há motivos para celebração enquanto houver presos políticos em Cuba. Seja aqui na Espanha ou onde eu estiver, mesmo que seja na Antártica, vou ajudar meu país.

ZH – Como ajudar Cuba?

Pacheco – Falando e escrevendo muito. Em Málaga, que será nosso destino, vou trabalhar de dia e escrever à noite. Escrevi um diário na prisão, clandestinamente, e pretendo transformá-lo em dois livros. Um deles vai contar minha vida na prisão. O outro, cujo nome será Amor Verdadeiro, vai contar como o amor entre mim e minha família resistiu a esses sete anos e quatro meses de prisão. Escrever é importante, e falar também. O papel da imprensa é fundamental para a liberdade em Cuba.

ZH – Houve críticas dos cubanos libertados ao presidente Lula, que os comparou a presos comuns brasileiros. Qual é sua opinião sobre isso?

Pacheco – Admiro o presidente Lula. Ele é um dos líderes políticos que mais fizeram pelo Brasil e por nossa América Latina. O Brasil, de uma hora para a outra, converteu-se em um ator principal na região e no mundo. Eu o felicito pelas muitas coisas boas que fez. Deveríamos ter mais Lulas e menos Castros. De qualquer forma, creio que ele se equivocou nesse momento, quando nos comparou aos delinquentes de São Paulo. Creio que, com a cordura que lhe é característica, ele poderia pedir desculpas e, sei lá, dizer que se equivocou. Bem, quem já não se equivocou na vida? Quero dar um recado aos brasileiros: eu, Pablo Pacheco Ávila, não tenho ódio a Fidel Castro, não tenho ódio a Raúl Castro, não tenho ódio às pessoas que me enviaram à prisão nos últimos sete anos e quatro meses. Mas devem compreender que Cuba não é Fidel nem Raúl Castro, é um povo de 11 milhões de pessoas e mais 3 milhões pelo mundo. Um dia, teremos, todos, de nos sentar a uma mesa para conversar sobre o que é melhor para Cuba e, principalmente, para todos os cubanos.

ZH – Há aspectos positivos da Revolução Cubana que deveriam ser mantidos?

Pacheco – Não gosto de dizer que a revolução é o inferno ou o paraíso. Acredito que coisas como o esporte e a educação são muito boas em Cuba.

ZH – O que teria mais a mudar é a liberdade de expressão?

Pacheco – Vocês e todos os que tiverem a possibilidade de gozar da liberdade, defendam-na a tapas. Não existe palavra mais importante para um ser humano do que liberdade. Com liberdade, consegue-se tudo. Liberdade é uma palavra com mais de um sentido. Liberdade, para mim, abarca tudo.

ZH – E a prisão, era insalubre como dizem?

Pacheco – Na prisão onde eu me encontrava, há um preso de consciência do grupo dos 75, Pedro Argüelles Morán, que tem 73 anos e está praticamente cego. Pessoas com mais de 300 feridas não são atendidas. Há mutilados, sem mãos ou pés. É como uma sauna, como um banheiro. Os presos deveriam ser tratados com dignidade, como pessoas. Vou escrever sobre isso no meu livro.

ZH – Vocês não foram tratados como pessoas?

Pacheco – Nos meus primeiros 18 meses de prisão, por exemplo, fiquei em uma solitária, em uma cela toda de cimento. Não me deixavam tomar sol. Me davam pouca comida e água. Fonte: Zero Hora - 18 de julho de 2010

Comentário:

Reafirmando o que diz o cubano na entrevista, todos os que tiverem a possibilidade de gozar da liberdade, defendam-na a tapas. Não existe palavra mais importante para um ser humano do que liberdade. Com liberdade, consegue-se tudo. Liberdade é uma palavra com mais de um sentido. Liberdade, para mim, abarca tudo. Enquanto isso a esquerda só tem memória para a ditadura da direita, da esquerda ela fica muda e calada, desmemoriada.

Um país de bobocas

Ô país atrasado! Leis elaboradas por bobocas e aprimoradas por meia dúzia de sociólogos vazios de ética evoluída. O que não poderia ser pior acabou por ser coroado com o troféu da bestialidade: o tal do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Cuidado, agora não pode mais sequer dar palmadinha.

Puxão de orelha dá enforcamento! Beliscão, que fazia a gente olhar os pais com respeito e admirá-los mais tarde por isso? Bem, graças ao “aprimoramento” desta estupidez jurídica chamada ECA e comemorado pelos nossos conselhos tutelares como a escada da salvação da raça humana, beliscão, agora, vai dar trabalhos forçados.

É fácil prever uma fila de criançolas dos seis aos 10 nas portas dos fóruns, esperando a vez de colocar os pais na cadeia porque se sentem ultrajados no direito de ir dormir a hora que quiserem, ou de chupar sorvete às duas da manhã, ou esbofetear a vovó porque ela não quis abrir o refrigerante. É fácil imaginar um jardim de infância invadindo, com fraldas e tudo, os fóruns das comarcas, exigindo a morte das professoras porque elas pediram “silêncio”. Será que a Justiça ainda não cansou de cometer barbaridade em cima de barbaridade, asneira sobre asneira? Será que não há um único político que tenha um QI que supere os 40?

Quem autorizou imbecis a determinarem que pai não pode mais dar um tapa na bunda do aprendiz? Eu, pelo menos, nunca soube que um psicopata tenha surgido por causa de um puxão na orelha após ter cuspido na cara da mãe. Traficantes, que até agora usavam o Estatuto da Criança e do Adolescente como livro de cabeceira, agora o têm como Bíblia e cultuam o presidente, o ministro da Justiça e o Congresso como santos. Fonte: Diário Catarinense - 17 de julho de 2010 

sábado, 17 de julho de 2010

Turismo gay ganha impulso na Argentina



O otimismo ronda os negócios orientados ao público gay na Argentina, que esperam um novo impulso para suas atividades, após a aprovação da lei de casamento entre pessoas do mesmo sexo, pioneira na América Latina.

Se a Argentina, e em particular Buenos Aires, já era referência para o turismo gay, agora os empresários do setor preveem um aumento da chegada de visitantes homossexuais.

"Espero um impacto muito positivo, porque todos os negócios que tenho são orientados ao mercado gay. Por isso, certamente muitos casais de estrangeiros virão à Argentina só para se casar", explica Germán Arballo, empresário de negócios orientados ao segmento do turismo, desde aluguel temporário de apartamentos até adegas.

Segundo Arballo, na Argentina - país que nos primeiros cinco meses do ano recebeu cerca de 1 milhão de estrangeiros que gastaram cerca de US$ 1 bilhão -, quase dois de cada dez turistas são homossexuais.

"Buenos Aires se tornou a cidade mais importante da América Latina para o turismo gay. Com a lei que permitia a união civil em Buenos Aires, a afluência de turismo gay já tinha aumentado 15% sobre o total de turistas. Agora, essa proporção é de quase 18%", precisou.

Brasileiros, americanos e europeus são maioria entre os viajantes homossexuais que elegem a Argentina, não só pelo ambiente "gay friendly", mas pela conveniente taxa de câmbio.

"O turista gay gasta mais. Na Argentina, mais ainda, porque o peso está muito barato em relação ao dólar e ao euro", disse Arballo. Ele aproveitará a novidade da nova lei de casamento para pessoas do mesmo sexo, aprovada na quinta-feira, dia 15 de julho, para promover seus vinhos Pilot Gay Wines.

Darío Tamanini, um dos primeiros e poucos organizadores de casamentos orientados aos casais gays no país, já se prepara para um "boom" de trabalho. No mesmo dia da aprovação da lei que autoriza o casamento homossexual, recebeu dez chamadas de interessados em organizar seu casamento.

"Começamos no ano passado a organizar cerimônias de compromissos entre gays, que tinham muito medo de contratar serviços com empresas tradicionais de eventos", relatou Tamanini, que fundou com dois sócios sua empresa de organização de festas no centro de Córdoba, uma sociedade caracterizada pelo conservadorismo.

Agora que as uniões serão legais, Tamanini promete organizar bodas "únicas", sejam singelas, em casa, ou em fazendas, aonde o casal pode chegar em uma carruagem e afins.

Para a lua-de-mel, os casamentos homossexuais podem optar para um destino clássico na Argentina: a sulina Bariloche, romântica, rodeada de montanhas e ar puro.

A primeira agência de turismo gay de Bariloche já começou a promover o pacote turístico "Honeymoon Patagônia", que promete opções para que os recém-casados "desfrutem ao máximo da vista panorâmica e de toda a região".

Por enquanto, não foi vendida nenhuma viagem de bodas, mas a agência Bariloche Gay Travel espera impulsionar as vendas a partir da nova norma.

"Já tivemos várias consultas de gente interessada e, agora que se legalizou o casamento homossexual, esperamos receber mais contatos com relação a esse pacote", aponta à Agência Efe Cristian Signorelli, proprietário da agência que há um ano oferece serviços de turismo em Bariloche a visitantes gays do mundo todo. Fonte: G1-17/07/2010 

Comentário: Agora a Casa Rosada terá companhia.

Governo quer proibir pais de dar palmada em crianças

Pais, professores, cuidadores de menores em geral podem ficar proibidos de beliscar, empurrar ou mesmo dar "palmadas pedagógicas" em menores de idade. Um projeto de lei que proíbe a prática do castigo físico será assinado na quarta-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para marcar os 20 anos de vigência do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A medida visa garantir o direito de uma criança ou jovem de ser educado sem o uso de castigos corporais ou "tratamento cruel e degradante". Atualmente, a Lei 8.069, que institui o ECA, condena maus-tratos contra a criança e o adolescente, mas não define se os maus-tratos seriam físicos ou morais. Com o projeto o artigo 18 passa a definir "castigo corporal" como "ação de natureza disciplinar ou punitiva com o uso da força física que resulte em dor ou lesão à criança ou adolescente". Para os infratores, as penas são advertência, encaminhamento a programas de proteção à família e orientação psicológica.

"A definição proposta se aplica não só para o ambiente doméstico mas também para os demais cuidadores de crianças e adolescentes - na escola, nos abrigos, nas unidades de internação. O projeto busca uma mudança cultural", diz a subsecretária nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente, Carmen Oliveira. Segundo ela, "1/3 das denúncias no Disque 100 refere-se à violência doméstica, seja na forma de negligência ou de maus tratos".

Será necessário o testemunho de terceiros - vizinhos, parentes, funcionários, assistentes sociais - que atestem o castigo corporal e queiram delatar o infrator para o Conselho Tutelar. Vale lembrar que, no caso de lesões corporais graves, o responsável é punido de acordo com o Código Penal, que prevê a pena de 1 a 4 anos de prisão para quem "abusa dos meios de correção ou disciplina", com agravante se a vítima for menor de 14 anos. Gazeta do Povo - 13/07/2010 

Comentário:

Seria mais fácil o Estado substituir os pais na educação dos filho, seria o Tutor-Mor. Lembra um filme, aonde os pais geravam apenas os filhos e a educação passava para o Estado. O que prevalece hoje no Estado, principalmente no estatuto da Criança e Adolescente (ECA) são as medidas socioeducativas, que toda criança é recuperada para conviver nem um ambiente mais saudável.  É muito bonito esse sermão. Essa lei nada mais é a criminalização dos pais. Todos os pais são violentos?

Lembra o pensamento do Rousseau quando diz que o ser humano nasce bom em essência. Podemos indagar se o ser humano nasce bom, então, como explicar a maldade no mundo? 

As entidades do governo que cuidam das crianças e adolescentes só mudaram de nome de FEBEM (Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor) para CASA (Fundação Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente) ,  tratamento continua o mesmo. Qual é custo de manutenção dessas entidades? Ultimo dado de São Paulo cada criança  custa em média R$1.751,00. No Rio Grande do Sul,  o custo da internação de um adolescente infrator está em R$ 4,5 mil por mês. O custo de atendimento socioeducativo do Estado é muito mais caro do que uma excelente escola particular. O resultado dessas entidades  é baixíssimo , pois a maioria da família do infrator  está desestruturada.

A maior parte da violência contra crianças  noticiadas  a origem é a miséria, desagregação da família, etc. Se governo está interessando em acabar com a violência doméstica,  deveria preocupar-se com  o planejamento familiar, com a  educação da criança,  com o mercado de trabalho, com um salário compatível, em que o trabalhador possa  passar o mês com tranqüilidade, etc.

As crianças devem ser corrigidas, porque elas têm uma tendência natural para fazer coisas erradas e para serem egoístas. Nem sempre usando a psicologia a criança acatará as ordens, ou melhor, deixará de fazer as coisas erradas. As palmadas pedagógicas  na maiorias das vezes fazem o efeito imediato do que chamar a atenção usando métodos pedagógicos. .

A sociedade brasileira  vive a partir de princípios flexíveis do que a partir de princípios rígidos. É muito mais cômodo possuir uma ética e valores morais que procuram adaptar-se  a cada situação de acordo com as conveniências e interesses particulares de grupos.  Não é por causa disso, que a  família está mais violenta, mais desagregada?.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

"Ecobags" são uma ameaça à saúde, diz estudo americano

As sacolas reutilizáveis que viraram item obrigatório para qualquer consumidor consciente podem ser foco de contaminação por bactérias como E. coli, de acordo com pesquisa feita nos EUA.

Os cientistas analisaram 84 sacolas de consumidores em Tucson, Los Angeles e San Francisco.

"Os resultados sugerem uma ameaça séria à saúde pública, especialmente por bactérias coliformes como a E. coli, detectadas em metade das sacolas analisadas", disse Charles Gerba, professor da Universidade do Arizona e coautor do estudo, em nota divulgada pela instituição.

"Os consumidores não estão a par dos riscos e da necessidade de higienizar as sacolas toda semana."

De acordo com o estudo, 97% das pessoas nunca haviam lavado as sacolas. Uma limpeza bem feita poderia matar quase todas as bactérias, segundo Gerba.

No Brasil, os supermercados têm estimulado o uso das ecobags. O Carrefour anunciou em março que vai deixar de entregar as sacolas plásticas em até quatro anos. Em muitos países, consumidores já são obrigados a pagar pelas sacolinhas plásticas.

O estudo americano afirma que um aumento súbito no uso de ecobags sem uma campanha de educação que explique como evitar a contaminação cruzada pode trazer riscos para a saúde pública.

Os pesquisadores ressaltam que o objetivo do estudo não é discutir a validade das sacolas reutilizáveis, e sim informar consumidores e legisladores sobre como usá-las de maneira segura. Fonte: Folha de São Paulo - São Paulo, 01 de julho de 2010 

O ROTEIRO DA SACOLA LIMPA

1 Cada um na sua Separe sacolas só para transportar alimentos crus, outras para carnes e outras para os produtos secos. As bactérias presentes na carne crua podem migrar para os outros produtos

2 Contaminação cruzada Não use as sacolas que você leva para o supermercado para transportar roupas e livros. Isso pode levar à contaminação cruzada por bactérias como a Staphylococcus aureus

3 Limpeza Higienize a ecobag uma vez por semana, na máquina de lavar roupa ou à mão, com sabão em pó. Uma limpeza bem feita é suficiente para matar a maioria dos micro-organismos perigosos

4 Evite o calor Não deixe carne nas sacolas por muito tempo dentro do porta-malas. O calor favorece a proliferação das bactérias. Em duas horas no porta-malas, o número de micro-organismos se multiplica por dez Fonte: Universidade do Arizona e Universidade Loma Linda

Comentário:
A falta de higiene é generalizada. Falta de higiene na alimentação, pessoal, objetos, etc. É a doença da sujeira.

Maior atum vermelho capturado no Japão

O mercado de peixe de Tsukiji, em Tóquio, vendeu hoje por 3,2 milhões de ienes (mais de 28 mil euros) um atum vermelho de 456 quilos, o maior exemplar vendido no lugar nos últimos 24 anos.

Segundo o jornal "Nikkei", o atum foi capturado na terça-feira em águas próximas às ilhas Tsushima, na província de Nagasaki, no sul do arquipélago do Japão.

O peixe surpreendeu por seu tamanho inclusive os agentes mais acostumados a ver todo tipo de atum e reuniu uma multidão no mercado, que tirou fotos do animal.

O atum foi vendido a um preço de 7.200 ienes por quilo (64 euros), o dobro do habitual, segundo o jornal japonês. Além disso, vários agentes destacaram a qualidade da carne do peixe.

Trata-se do segundo maior atum vendido em Tsukiji desde que o mercado começou a registrar as características dos peixes vendidos, há 30 anos.

O maior foi vendido em abril de 1986, com 496 quilos. Fonte: UOL Noticias - 16/07/2010

Comentário

No Brasil, o consumo médio anual de carne de peixe por pessoa é de 7 kg., contra os 16 kg de média mundial O consumo médio de um habitante europeu é de aproximadamente 22 kg de peixe por ano. Mas existem grandes variações entre os países: os portugueses consomem 57 kg de peixe por ano, os espanhóis 40, os alemães e os austríacos cerca de 11 kg. E o que podemos dizer dos japoneses que comem 68 kg de peixe e os islandeses que consomem mais de 90 kg por ano.

Com esse índice de consumo de peixe muitas espécies de pescados estão ameaçadas. Não há como  o ciclo de vida de um peixe atender essa demanda desenfreada de consumo. Isto significa que o consumo está acima e além dos meios disponíveis em que a natureza possa repor.