domingo, 10 de junho de 2012

Malefícios da maconha são subestimados, diz estudo



 Segundo instituto britânico, consumidores da droga desconhecem riscos para os pulmões

Especialistas da Fundação do Pulmão da Grã-Bretanha alertam que as pessoas estão subestimando os riscos que o consumo da maconha pode trazer para o sistema respiratório, o que se tornou uma tendência "perigosa e alarmante".

Integrantes do instituto entrevistaram mil adultos e descobriram que um terço deles acreditavam que a cannabis não traz riscos à saúde. Além disso, 88% pensavam que os cigarros comuns, de tabaco, são mais nocivos que a maconha, quando na realidade o consumo da droga torna o risco de câncer de pulmão 20 vezes maior.

Um novo relatório da Fundação aponta relações científicas entre o consumo de cannabis e doenças como bronquite aguda, tuberculose e câncer de pulmão. Parte das razões para isso, dizem especialistas, reside no fato de que consumidores de maconha dão tragos maiores e os seguram por mais tempo que fumantes de cigarros de tabaco. Isso significa uma inalação quatro vezes maior de alcatrão e cinco vezes maior de monóxido de carbono.

Quase 40% dos entrevistados com menos de 35 anos disse pensar que a maconha não é nociva. Os dados apontam os jovens como os mais prejudicados pelo fato de as informações sobre os malefícios da droga não serem disseminados.



Helena Shovelton, chefe-executiva da Fundação, disse que o fato é alarmante. "Enquanto novas pesquisas continuam a revelar as consquências do consumo da maconha, ainda há muita falta de consciência sobre o quanto essa droga pode ser. Não é um problema só dos jovens", afirmou.

O relatório do órgão indica também programas educacionais e maior investimento em pesquisas que mostrem os malefícios da maconha. Fonte: Estadão - 06 de junho de 2012

Comentário: Agora, o que dizem os defensores da legalização da maconha? O que acha FHC o pai da cannabis sativa?


Dados interessantes:

■Cada cigarro contém em média 0,5 a 1,0 g da erva

■Segundo o Denarc (departamento que investiga o narcotráfico), até 2010 era possível encontrar o quilo da maconha por R$ 200. Agora, ele custa entre R$ 1.200 e R$ 2.000. Usuários dizem que, onde pagavam R$ 3 pelo grama da droga, agora ela custa até R$ 5. Folha de São Paulo

■A Comissão Especial de Juristas, que discute a reforma do Código Penal aprovou em 28 de maio, a descriminalização do uso da maconha.  No caso da descriminalização do uso, os integrantes da comissão, porém, sugeriram uma ressalva. A pessoa poderá responder a processo na Justiça caso consuma ostensivamente substância entorpecente em locais públicos, nas imediações de escolas ou outros locais de concentração de crianças ou adolescentes ou na presença desses. A Comissão esquece que o maconhódromo da escola já é o banheiro com outras coisas mais.

■O uso da maconha não pode ser comparado ao uso do cigarro ou álcool em pequenas quantidades. O cigarro nunca é saudável, mas não possui o efeito psicotrópico da maconha, e é justamente sob este aspecto que fica a diferença. Uma pessoa que use maconha tem como finalidade alcançar um estado diferente do normal; uma pessoa que fume cigarro procura status ou prazer. O objetivo de alcançar um estado diferente de percepção sentir-se como num sonho ou para relaxar-se, indica que existe uma deficiência psicológica: os problemas externos são muito fortes sendo necessária uma forma de compensação dessa tensão, ou o indivíduo que fuma maconha está fraco o suficiente para não enfrentar seus problemas naturais9 Fonte:Psicosite

■ Estimam em três milhões os usuários de maconha no Brasil.

■ Se for permitido o porte de 10 g por semana pelo usuário, poderemos fazer alguns cálculos;

-Cada usuário consumirá 480 g por ano de maconha. O usuário poderá gastar de 1440 reais a 2.4400 reais por ano. De onde o usuário tirará o dinheiro? Assalto? Venda de objetos roubados?

-Se todos os usuários utilizassem a maconha, teremos 1.440 t por ano de consumo

-Paraguai o maior produtor da erva deve aumentar a área de plantio ou aumentar o preço da maconha.

A pré-candidata à Prefeitura Soninha Francine (PPS) defendeu  que a produção e venda da maconha sejam feitas dentro da legalidade no Brasil. Muito provável  ela acha que o traficante teria uma micro-empresa, com CNPJ, nota fiscal ,etc. com conta numa banco estatal.

Discurso do Presidente da Costa Rica


DISCURSO  DO PRESIDENTE DA COSTA RICA,
QUE MERECE SER LIDO E REFLETIDO
Discurso proferido na presença do Lula e demais presidentes latino-americanos.

"ALGO HICIMOS MAL"

Palavras do Presidente Oscar Arias da Costa Rica na Cúpula das Américas em Trinidad e Tobago, 18 de abril de 2009.
"Tenho a impressão de que cada vez que os países caribenhos e latino-americanos se reúnem com o presidente dos Estados Unidos da América, é para pedir-lhe coisas ou para reclamar coisas.
Quase sempre, é para culpar os Estados Unidos de nossos males passados, presentes e futuros.

Não creio que isso seja de todo justo. Não podemos esquecer que a América Latina teve universidades antes do que os Estados Unidos criassem Harvard e William & Mary, que são as primeiras universidades desse país.

Não podemos esquecer que nesse continente, como no mundo inteiro, pelo menos até 1750 todos os americanos eram mais ou menos iguais: todos eram pobres. Ao aparecer a Revolução Industrial na Inglaterra, outros países sobem nesse vagão: Alemanha, França, Estados Unidos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e aqui a Revolução Industrial passou pela América Latina como um cometa, e não nos demos conta.Certamente perdemos a oportunidade. Há também uma diferença muito grande.

Lendo a história da América Latina, comparada com a história dos Estados Unidos, compreende-se que a América Latina não teve um John Winthrop espanhol, nem português, que viesse com a Bíblia em sua mão disposto a construir uma Cidade sobre uma Colina, uma cidade que brilhasse, como foi a pretensão dos peregrinos que chegaram aos Estados Unidos. Faz 50 anos, o México era mais rico que Portugal.
Em 1950, um país como o Brasil tinha uma renda per capita mais elevada que o da Coréia do Sul.

Faz 60 anos, Honduras tinha mais riqueza per capita que Cingapura, e hoje Cingapura em questão de 35 a 40 anos é um país com US$40.000,00 de renda anual por habitante.
Bem, algo fizemos mal, os latino-americanos. Que fizemos de  errado?
Nem posso enumerar todas as coisas que fizemos mal. Para começar, temos uma escolaridade de 7 anos. Essa é a escolaridade média da América Latina e não é o caso da maioria dos países asiáticos.

Certamente não é o caso de países como Estados Unidos e Canadá, com a melhor educação do mundo, similar a dos europeus.
De cada 10 estudantes que ingressam no nível secundário na América Latina, em alguns países, só um termina esse nível secundário.

Há países que têm uma mortalidade infantil de 50 crianças por cada mil, quando a média nos países asiáticos mais avançados é de 8, 9 ou 10. Nós temos países onde a carga tributária é de 12% do produto interno bruto e não é responsabilidade de ninguém, exceto nossa, que não cobremos dinheiro das pessoas mais ricas dos nossos países. Ninguém tem a culpa disso, a não ser nós mesmos.
Em 1950, cada cidadão norte-americano era quatro vezes mais rico que um cidadão latino-americano.

Hoje em dia, um cidadão norte-americano é 10, 15 ou 20 vezes mais rico que um latino-americano.
Isso não é culpa dos Estados Unidos, é culpa nossa. No meu pronunciamento desta manhã, me referi a um fato que para mim é grotesco e que somente demonstra que o sistema de valores do século XX, que parece ser o que estamos pondo em prática também no século XXI, é um sistema de valores equivocado.

Porque não pode ser que o mundo rico dedique 100 bilhões de dólares para aliviar a pobreza dos 80% da população do mundo "num planeta que tem 2,5 bilhões de seres humanos com uma renda de US$ 2,00 por dia"
e que gaste 13 vezes mais (US$1,3 trilhões ) em armas e soldados. *Como disse esta manhã, não pode ser que a América Latina gaste US$50 bilhões em armas e soldados.

Eu me pergunto: quem é o nosso inimigo?
Nosso inimigo, presidente Correa, desta desigualdade que o Sr. aponta com muita razão, é a falta de educação;
■é o analfabetismo;
■é que não gastamos na saúde de nosso povo;
■que não criamos a infra-estruturar necessária, os caminhos, as estradas, os portos, os aeroportos;
■que não estamos dedicando os recursos necessários para deter a degradação do meio ambiente;
■é a desigualdade que temos que nos envergonhar realmente;
■é produto, entre muitas outras coisas, certamente, de que não estamos educando nossos filhos e nossas filhas.

Alguém vai a uma universidade latino-americana e parece no entanto que estamos nos anos sessenta, setenta ou oitenta. Parece que esquecemos que em 9 de novembro de 1989  aconteceu algo de muito importante, ao cair o Muro de Berlim, e que o mundo mudou. Temos que aceitar que este é um mundo diferente, e nisso francamente penso que os acadêmicos, que toda gente pensante, que todos os economistas, que todos os historiadores, quase concordam que o século XXI é um século dos asiáticos não dos latino-americanos.
E eu, lamentavelmente, concordo com eles. Porque enquanto nós continuamos discutindo sobre ideologias, continuamos discutindo sobre todos os "ismos" (qual é o melhor? capitalismo, socialismo, comunismo, liberalismo, neoliberalismo, socialcristianismo... os asiáticos encontraram um "ismo" muito realista para o século XXI e o final do século XX, que é o *pragmatismo*.

Para só citar um exemplo, recordemos que quando Deng Xiaoping visitou Cingapura e a Coréia do Sul, depois de ter-se dado conta de que seus próprios vizinhos estavam enriquecendo de uma maneira muito acelerada, regressou a Pequim e disse aos velhos camaradas maoístas que o haviam acompanhado na Grande Marcha:

"Bem, a verdade, queridos camaradas, é que a mim não importa se o gato é branco ou negro, só o que me interessa é que cace ratos".
E se Mao estivesse vivo, teria morrido de novo quando disse que "a verdade é que enriquecer é glorioso".

E enquanto os chineses fazem isso, e desde 1979 até hoje crescem a 11%, 12% ou 13%, e tiraram 300 milhões de habitantes da pobreza, nós continuamos discutindo sobre ideologias que devíamos ter enterrado há muito tempo atrás. A boa notícia é que isto Deng Xiaoping o conseguiu quando tinha 74 anos.

Olhando em volta, queridos presidentes, não vejo ninguém que esteja perto dos 74 anos.
Por isso só lhes peço que não esperemos completá-los para fazer as mudanças que temos que fazer.
Muito Obrigado

Comentário:
Como destacou o presidente da Costa Rica o que falta a America Latina para eliminar a desigualdade é a educação, a falta de infra-estrutura, saúde etc;
■é o analfabetismo;
■é que não gastamos na saúde de nosso povo;
■que não criamos a infra-estruturar necessária, os caminhos, as estradas, os portos, os aeroportos;
■que não estamos dedicando os recursos necessários para deter a degradação do meio ambiente;
■é a desigualdade que temos que nos envergonhar realmente;
■é produto, entre muitas outras coisas, certamente, de que não estamos educando nossos filhos e nossas filhas.
No Brasil é muito mais fácil investir em esportes (Mundial e Olimpíada), pois é a alegria do povo, é o coliseu de entretenimento dos políticos do que em educação e preparar o país para futuro. Como se diz o futuro já está aqui e não percebemos.

Em espanhol
Discurso de Oscar Arias, Presidente de Costa Rica, en la Cumbre de las Américas
Trinidad y Tobago, 18 de Abril de 2009

Tengo la impresión de que cada vez que los países caribeños y latinoamericanos se reúnen con el presidente de los Estados Unidos de América, es para pedirle cosas o para reclamarle cosas. Casi siempre, es para culpar a Estados Unidos de nuestros males pasados, presentes y futuros. No creo que eso sea del todo justo.

No podemos olvidar que América Latina tuvo universidades antes de que Estados Unidos creara Harvard y William & Mary, que son las primeras universidades de ese país. No podemos olvidar que en este continente, como en el mundo entero, por lo menos hasta 1750 todos los americanos eran más o menos iguales: todos eran pobres.

Cuando aparece  la revolución industrial en Inglaterra, otros países se montan en ese vagón: Alemania, Francia, Estados Unidos, Canadá, Australia, Nueva Zelanda… y así la revolución industrial pasó por América Latina como un cometa, y no nos dimos cuenta. Ciertamente perdimos la oportunidad.

También hay una diferencia muy grande. Leyendo la historia de América Latina, comparada con la historia de Estados Unidos, uno comprende que Latinoamérica no tuvo un John Winthrop español, ni portugués, que viniera con la Biblia en su mano dispuesto a construir “una Ciudad sobre una Colina”, una ciudad que brillara, como fue la pretensión de los peregrinos que llegaron a Estados Unidos.

Hace 50 años, México era más rico que Portugal. En 1950, un país como Brasil tenía un ingreso per cápita más elevado que el de Corea del Sur. Hace 60 años, Honduras tenía más riqueza per cápita que Singapur, y hoy Singapur –en cuestión de 35 ó 40 años– es un país con $40.000 de ingreso anual por habitante. Bueno, algo hicimos mal los latinoamericanos. ¿Qué hicimos mal? No puedo enumerar todas las cosas que hemos hecho mal. Para comenzar, tenemos una escolaridad de 7 años. Esa es la escolaridad promedio de América Latina y no es el caso de la mayoría de los países asiáticos. Ciertamente no es el caso de países como Estados Unidos y Canadá, con la mejor educación del mundo, similar a la de los europeos. De cada 10 estudiantes que ingresan a la secundaria en América Latina, en algunos países solo uno termina esa secundaria.

Hay países que tienen una mortalidad infantil de 50 niños por cada mil, cuando el promedio en los países asiáticos más avanzados es de 8, 9 ó 10.
Nosotros tenemos países donde la carga tributaria es del 12% del producto interno bruto, y no es responsabilidad de nadie, excepto la nuestra, que no le cobremos dinero a la gente más rica de nuestros países. Nadie tiene la culpa de eso, excepto nosotros mismos.

En 1950, cada ciudadano norteamericano era cuatro veces más rico que un ciudadano latinoamericano. Hoy en día, un ciudadano norteamericano es 10, 15 ó 20 veces más rico que un latinoamericano. Eso no es culpade Estados Unidos, es culpa nuestra. En mi intervención de esta mañana, me referí a un hecho que para mí es grotesco, y que lo único que demuestra es que el sistema de valores del siglo XX, que parece ser el que estamos poniendo en práctica también en el siglo XXI, es un sistema de valores equivocado.

Porque no puede ser que el mundo rico dedique 100.000 millones de dólares para aliviar la pobreza del 80% de la población del mundo –en un planeta que tiene 2.500 millones de seres humanos con un ingreso de $2 por día– y que gaste 13 veces más ($1.300.000.000.000) en armas y soldados. Como lo dije esta mañana, no puede ser que América Latina se gaste $50.000 millones en armas y soldados.

Yo me pregunto: ¿quién es el enemigo nuestro? El enemigo nuestro, presidente Correa, de esa desigualdad que usted apunta con mucha razón, es la falta de educación; es el analfabetismo; es que no gastamos en la salud de nuestro pueblo; que no creamos la infraestructura necesaria, los caminos, las carreteras, los puertos, los aeropuertos; que no estamos dedicando los recursos necesarios para detener la degradación del medio ambiente; es la desigualdad que tenemos, que realmente nos avergüenza; es producto, entre muchas cosas, por supuesto, de que no estamos educando a nuestros hijos y a nuestras hijas.

Uno va a una universidad latinoamericana y todavía parece que estamos en los sesenta, setenta u ochenta. Parece que se nos olvidó que el 9 de noviembre de 1989 pasó algo muy importante, al caer el Muro de Berlín, y que el mundo cambió. Tenemos que aceptar que este es un mundo distinto, y en eso francamente pienso que todos los académicos, que toda la gente de pensamiento, que todos los economistas, que todos los historiadores, casi que coinciden en que el siglo XXI es el siglo de los asiáticos, no de los latinoamericanos. Y yo, lamentablemente, coincido con ellos. Porque mientras nosotros seguimos discutiendo sobre ideologías, seguimos discutiendo sobre todos los “ismos” (¿cuáles el mejor? capitalismo, socialismo, comunismo, liberalismo, neoliberalismo, socialcristianismo...), los asiáticos encontraron un “ismo” muy realista para el siglo XXI y el final del siglo XX, que es el pragmatismo.
Para solo citar un ejemplo, recordemos que cuando Deng Xiaoping visitó Singapur y Corea del Sur, después de haberse dado cuenta de que sus propios vecinos se estaban enriqueciendo de una manera muy acelerada, regresó a Pekín y dijo a los viejos camaradas maoístas que lo habían acompañado en la Larga Marcha: “Bueno, la verdad, queridos camaradas, es que mí no me importa si el gato es blanco o negro, lo único que me interesa es que cace ratones” .

Y si hubiera estado vivo Mao, se hubiera muerto de nuevo cuando dijo que “la verdad es que enriquecerse es glorioso ”. Y mientras los chinos hacen esto, y desde el 79 a hoy crecen a un 11%, 12% o 13%, y han sacado a 300 millones de habitantes de la pobreza, nosotros seguimos discutiendo sobre ideologías que tuvimos que haber enterrado hace mucho tiempo atrás. La buena noticia es que esto lo logró Deng Xioping cuando tenía 74 años. Viendo alrededor, queridos Presidentes, no veo a nadie que esté cerca de los 74 años. Por eso solo les pido que no esperemos a cumplirlos para hacer los cambios que tenemos que hacer.  Muchas gracias.

Bom Jardim da Serra registra -9.2ºC, em Santa Catarina

As cidades de Bom Jardim da Serra e Urupema registraram no amanhecer de sexta-feira as temperaturas mais baixas do ano. Respectivamente, os termômetros marcaram -9.2ºC e -8,4ºC por volta de 7h30min. Houve geada forte na região. Fonte: Diário Catarinense - 08/06/2012 

Foto: Entrada de Urupema mostra o clima abaixo de zero e a cor branca dominando a paisagem.

Comentário:  Está fazendo muito na região Sul. Em São Paulo, em alguns bairros a temperatura chegou a 10ºC na madrugada

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Egito: da Primavera ao Inverno



O candidato da Irmandade Muçulmana à Presidência egípcia, Mohammed Mursi, disputará o segundo turno das eleições contra o último primeiro-ministro de Hosni Mubarak, Ahmed Shafiq, assegurou à Agência Efe um porta-voz desse grupo islamita, Murad Ali.

Os egípcios escolheram os extremos. A maioria silenciosa dos egípcios quis uma provável estabilidade de segurança através do conservadorismo religioso ou militar. O pragmatismo político prevaleceu


Resultados preliminares da eleição

■Morsy  com 5.602.547,  24,8% dos votos,

■Shafiq com  5.404.121,  23,9%  dos votos

■ Sabbahi com 4.634.506, 20,5%

■ Abouel Fotouh com 3.943.931, com 17,4%

■ Secretário-Geral da Liga Árabe  Amr Moussa com 2.532.267, 11,2%.

Os candidatos dos jovens revolucionários da Praça Tahrir foram derrotados. No fundo o povo quer segurança e trabalho. Os jovens querem a politização, querem a reconstrução política sem referência. Eles querem a democracia utópica em que todos têm oportunidade de trabalho, educação e saúde.

Egito

O Egito é um dos países mais populosos de África. A grande maioria da população, estimada em 81.121,07 milhões de habitantes (2010), entretanto, devido à aridez do clima do país, os centros urbanos estão concentrados ao longo do estreito vale do rio Nilo e no Delta do Nilo, razão pela qual 99% da população egípcia usam apenas 5,5% da área total.

Cerca de metade da população egípcia vive nos centros urbanos, em especial no Cairo, em Alexandria e nas outras grandes cidades do Delta do Nilo, de maior densidade demográfica.

A economia do Egito baseia-se principalmente na agricultura, media, exportações de petróleo[carece de fontes] e turismo. Mais de três milhões de egípcios trabalham no exterior, em especial na Arábia Saudita, no golfo Pérsico e na Europa. A construção da barragem de Assuã e do lago Nasser, em 1971, alterou a influência histórica do rio Nilo sobre a agricultura e a ecologia do país. O rápido crescimento populacional, a quantidade limitada de terra cultivável e a dependência do rio Nilo continuam a sobrecarregar os recursos e a economia. PIB - estimativa de 2007 - US$ 404 bilhões  e per capita - US$ 5. 491,00 - Fonte: Wikipédia

Comentário: A realidade da teoria de Malthus está mais presente do que nunca no mundo atual.  A  elevação da produção material e da oferta de serviços encontra um claro limite no esgotamento da capacidade  do governo e dos ecossistemas continuarem prestando os serviços de que depende a sobrevivência da própria população ou sociedade. O crescimento populacional é muito maior do que a velocidade de resposta que o governo pode oferecer em termos de infraestrutura  urbana, educação, saúde e emprego. Não existe emprego com qualidade de vida para todo mundo. Essa é a realidade

sábado, 26 de maio de 2012

Ex-ministro da Justiça a advogado de bicheiro



A defesa de Carlinhos Cachoeira está a cargo de Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça. Saudado na CPI como "digníssimo" e "grande jurista", Thomaz Bastos, agora grande jurista de um bicheiro.

O que leva um renomado jurista, da esquerda, defender um contraventor?

Foi um ex-ministro da justiça, agora, sentado ao lado de um bicheiro, assessorando o que deve e não deve dizer na CPI. Não fica bem para um ex-ministro defender um contraventor, pois exerceu um cargo que tem a finalidade de promover a justiça, a ética e a moralidade.

Imagino o que aconteceria nos EUA, um ex-ministro da justiça defendesse um mafioso?

Nessa relação de um ex-ministro com um bicheiro, mostra a intimidade da sociedade brasileira  com a zona cinzenta. Falta clareza, ou melhor, moralidade. Olhando por um lado, acha-se que é normal,  olhando pelo outro, acha-se que não. Vivemos numa democracia, tudo é permitido. É a democracia cleptomaníaca. É a sociedade democrática fraternal de piratas. 

A foto do contraventor tomando cafezinho ao lado do ex-ministro é o retrato o que acontece nesse país, a intimidade de um ex-integrante do governo com um contraventor. Não houve sensibilidade por parte do ex-ministro. Talvez, ele não deu tanta importância ao cargo que desempenhou no governo, o que vale é a exposição na mídia, o dinheiro, etc. Talvez ele advogue para qualquer cidadão, desde que não seja  torturador, da direita. A justiça pode ser cega, mas não pode caminhar junto de mãos dadas com contraventores, corruptos, etc. À mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta.

ATUAÇÃO PÚBLICA

Foi presidente da Seccional da OAB de São Paulo, gestão de 1983 até 1985, com participação no movimento pelas Diretas Já, e do Conselho Federal da OAB, de 1987 até 1989, período da Constituinte.

Em 1990, após a eleição de Fernando Collor, integrou o governo paralelo instituído pelo Partido dos Trabalhadores como encarregado do setor de Justiça e Segurança. Em 1992, juntamente com o jurista Evandro Lins e Silva, participou da redação da petição que resultou no impeachment do presidente da República.

Em 1996, defendeu uma campanha informativa, encampada pela OAB, para incentivar o voto consciente dos eleitores. A campanha visava ainda cobrar dos candidatos às eleições a divulgação dos financiadores de suas campanhas para que o público soubesse quem estava por trás de cada um deles.

Foi fundador, juntamente com Severo Gomes, Jair Meneghelli e dom Luciano Mendes de Almeida, do movimento "Ação pela Cidadania". Recentemente, ao lado de profissionais liberais como o criminalista Arnaldo Malheiros Filho, fundou o IDDD - Instituto de Defesa do Direito de Defesa. Fonte: Wikipedia 

quarta-feira, 23 de maio de 2012

O Velho Cabral e o Novo Cabral

Entre o primeiro Cabral (o Pedro Álvares, descobridor do Brasil) e o segundo (o Sérgio, governador do Rio de Janeiro) medeiam cinco séculos, mas algo os une: ambos se tornaram célebres pelas viagens. A bem da verdade, a viagem do primeiroCabral tomou-o célebre já faz tempo, enquanto as do segundo só recentemente se impuseram com a evidência merecida. Isso não impede que o segundo, assim como o primeiro, entre para a história por força delas.

O primeiro Cabral deslumbrou-se com o mundo com que deparou. Araras, índios nus enfeitados com penas e índias que vão mostrar as vergonhas “têm tanta inocência como em mostrar os rostos”, conforme registro do escrivão Pero Vaz de Caminha, fizeram o espanto e a alegria da comitiva. O segundo igualmente se deslumbrou. Miçangas como finos restaurantes e sapatos para senhoras, segundo imagens captadas nos locais visitados, proporcionaram à sua comitiva alegria que não ficou a dever à distante antecessora. A comitiva do primeiro Cabral observou, curiosa, como os índios "andavam muitos deles dançando e folgando, uns diante dos outros”. A comitiva do segundo Cabral tratou ela própria de exibir seu exotismo, os homens dançando e folgando com guardanapos na cabeça.



Sérgio Cabral passou 128 dias no exterior desde que assumiu o governo do estado, em 2007, com base em informações do Palácio Guanabara. O total o estabelece como um viajante de respeito. Ainda mais que nele não se incluem as viagens particulares; só as ditas "oficiais". Pedro Álvares Cabral gastou 44 dias em sua penosa viagem de Lisboa até o local hoje conhecido como Brasil - um terço do que gastou em suas perambulações o homônimo de cinco séculos depois. O destino preferencial de Sérgio Cabral foi Paris, onde esteve cinco vezes; quatro vezes esteve em Londres, e outras quatro em Nova York. A Pedro Álvares, na viagem à Índia que encetou em seqüência à breve passagem pelo Brasil, couberam destinos como Melinde e Calicute. Não parece, mas na época eram lugares igualmente glamourosos.  

sábado, 19 de maio de 2012

Entendendo o discurso da Dilma: Comissão da Verdade


No discurso a presidente menciona muito o direito a verdade. Mas o que é a verdade? De acordo com dicionário

1. Aquilo que corresponde à realidade; Exatidão

2. Aquilo que é real, verdadeiro:

Buscar a realidade em si, significa muito pouco para o conhecimento, a não ser correlacionar com outros fatos dessa realidade, colocando em destaque o seu significado.

Ela disse: Nós reconquistamos a democracia a nossa maneira, por meio de lutas e de sacrifícios humanos irreparáveis, mas também por meio de pactos e acordos nacionais, muitos deles traduzidos na Constituição de 1988.

Ela esquece que a palavra democracia é muito dúbia, dependendo da ideologia política. Devemos voltar na época, década de 60, qual era sua visão de democracia ou se ela tinha?.

Em 1964,  com 17 anos, ela prestou concurso e ingressou no Colégio Estadual Central (atual Escola Estadual Governador Milton Campos), Belo Horizonte, MG, ingressando na primeira série do clássico (ensino médio). Nessa escola pública o movimento estudantil era ativo, especialmente por conta do recente golpe militar. De acordo com ela, foi nesta escola que ficou "bem subversiva" e que percebeu que o mundo não era para "debutante", iniciando sua educação política.

Em 1964, ingressou na Política Operária (POLOP), uma organização fundada em 1961, oriunda do Partido Socialista Brasileiro, onde militou ao lado de José Aníbal.

 Seus militantes logo viram-se divididos em relação ao método a ser utilizado para a implantação do socialismo: enquanto alguns defendiam a luta pela convocação de uma assembléia  constituinte, outros preferiam a luta armada. Dilma ficou com o segundo grupo, que deu origem ao Comando de Libertação Nacional (COLINA).

Foi nessa época que conheceu Cláudio Galeno de Magalhães Linhares, cinco anos mais velho, que também defendia a luta armada. Galeno ingressara na POLOP (Política Operária) em 1962, havia servido no Exército, participara da sublevação dos marinheiros por ocasião do golpe militar e fora preso na Ilha das Cobras. Casaram-se em 1967, apenas no civil, depois de um ano de namoro.

Atuação no COLINA - Segundo companheiros de militância, não teria participado diretamente das ações armadas, pois era conhecida por sua atuação pública, contatos com sindicatos, aulas de marxismo e responsabilidade pelo jornal O Piquete. Apesar disso, aprendeu a lidar com armamentos e a enfrentar a polícia.

Dilma teve de fugir  de Minas por causa da polícia e foi para o Rio, onde ajudava a organização, participando de reuniões, bem como no transporte de armas e dinheiro.

Nessas reuniões, conheceu o advogado gaúcho Carlos Franklin Paixão de Araújo, então com 31 anos, por quem se apaixonou e com quem viria a viver por cerca de 30 anos. Araújo era chefe da dissidência do Partido Comunista Brasileiro (PCB, na época também conhecido como o "Partidão"), e abrigara Galeno em Porto Alegre. A separação de Galeno e Dilma foi pacífica. Como afirmou Galeno, "naquela situação difícil, nós não tínhamos nenhuma perspectiva de formar um casal normal".[10]

No início de 1969, passou a tratar da fusão de seu grupo com o COLINA e a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), liderada por Carlos Lamarca. Dilma participou de algumas reuniões sobre a fusão, que acabou formalizada em duas conferências em Mongaguá, originando a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares).

Carlos Araújo foi escolhido como um dos seis dirigentes da VAR-Palmares, que se autointitulava "uma organização político-militar de caráter partidário, marxista-leninista, que se propõe a cumprir todas as tarefas da guerra revolucionária e da construção do Partido da Classe Operária, com o objetivo de tomar o poder e construir o socialismo".

De acordo com Maurício Lopes Lima, um integrante de buscas da Operação Bandeirante (Oban), estrutura que integrava o serviço de inteligência das Forças Armadas (onde teriam sido realizados atos de tortura), Dilma era a grande líder da organização clandestina VAR-Palmares. Usando vários codinomes, como Estela, Luísa, Maria Lúcia, Marina, Patrícia e Wanda,  teria recebido epítetos superlativos dos relatórios da repressão, definindo-a como "um dos cérebros" dos esquemas revolucionários. O delegado Newton Fernandes, que investigou a organização clandestina em São Paulo e traçou o perfil de dezenas de integrantes, afirma que Dilma era uma das molas mestras dos esquemas revolucionários.

Depoimentos e relatórios policiais indicavam que coube a Dilma administrar o dinheiro, pagar salários de militantes, encontrar abrigo para o grupo e comprar um Fusca.

Mesmo com grande quantidade de dinheiro, a organização não conseguiu manter a unidade. Em um congresso em Teresópolis, entre agosto e setembro de 1969, teria havido grande divisão entre os "militaristas", focados na luta armada, e os "basistas", que defendiam um trabalho de massas. Dilma estava com o segundo grupo. Enquanto os primeiros se agruparam na VPR militarista, liderados por Lamarca, Dilma ficou no segundo grupo, a VAR-Palmares basista. Teria havido disputa pelo dinheiro do grande assalto e pelas armas.

Após a divisão, Dilma foi enviada a São Paulo, onde esteve encarregada de manter em segurança as armas que couberam a seu grupo. Evitando mantê-las em apartamentos sem a segurança necessária, ela e a amiga Maria Celeste Martins (décadas mais tarde, sua assessora na Casa Civil) mudaram-se para uma pensão simples na zona leste urbana, com banheiro coletivo, escondendo o arsenal debaixo da cama.

Prisão

Uma série de prisões de militantes conseguiu capturar José Olavo Leite Ribeiro, que encontrava-se três vezes por semana com Dilma. Conforme o relato de Ribeiro, após um dia de tortura, revelou o lugar onde se encontraria com outro militante, em um bar na Rua Augusta. Em 16 de janeiro de 1970, obrigado a ir ao local acompanhado de policiais disfarçados, seu colega também foi capturado e, quando já se preparavam para deixar o local, Dilma, que não estava sendo esperada, logo chegou. Percebendo que algo estava errado, Dilma tentou sair do local sem ser notada. Desconfiados, os policiais a abordaram e encontraram-na armada. "Se não fosse a arma, é possível que conseguisse escapar", ressalta Ribeiro.

Foi, então, levada para a Operação Bandeirante (Oban), teria sido torturada por vinte e dois dias com palmatória, socos, pau-de-arara, choques elétricos, relatou Maria Luísa Belloque, uma companheira de cela. Fonte: Wikipédia

Toda formação da Dilma foi marxista, subversiva  e luta armada, nada tinha de formação democrata na acepção da palavra.

O mais interessante de tudo isso após sua liberdade em 1972, terminou o curso de Economia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul em 1977, em plena ditadura. Nota-se que a ditadura não era tão dura assim.

O que diz os comunistas sobre o significado de democracia-popular : "A democracia popular é uma forma particular do poder revolucionário, surgida das novas circunstâncias históricas peculiares à nossa época moderna, ela é a expressão da nova correlação das forças de classes, que se desenvolveram em escala internacional". Esta correlação de forças diferenciou-se em favor do socialismo, o que se prova com as lutas pela liberdade dos povos coloniais, pela vitória próxima dos trabalhadores .Ao mesmo tempo, elas são as fontes de energia do internacionalismo do proletariado construindo o novo mundo socialista, cuja vitória custou tanto sangue e suor e cuja realização final é a missão histórica de nossa geração.

A democracia na visão comunista é  bem diferente no conceito da democracia de origem grega: Democracia ("demo+kratos") é um regime de governo em que o poder de tomar importantes decisões políticas está com os cidadãos (povo), direta ou indiretamente, por meio de representantes eleitos — forma mais usual. Uma democracia pode existir num sistema presidencialista ou parlamentarista, republicano ou monárquico. Para os comunistas meia dúzia não é igual a seis.