terça-feira, 25 de março de 2014

Ditadura civil-militar:o lado oculto

É um artigo resumido,  interessante pois foge um pouco da revisão distorcida da esquerda em relação a revolução de 1964. A esquerda com sua fé inabalável no socialismo não percebe que os fatos e dados históricos apontam que a sociedade apoiou a revolução. As viúvas do socialismo não percebem isso. As viúvas, talvez estão aguardando o socialismo do século XXI, saudosos e esperançosos para mais um fracasso.

O que fica evidente  é que o processo que levou à ditadura não foi um processo que apenas mobilizou os militares, ao contrário, foi um processo que articulou ativamente setores civis consideráveis, justificando-se, a partir daí, chamar-se a ditadura de ditadura civil-militar, e não mais de ditadura militar, porque esse último nome acaba encobrindo, e fazendo esquecer, os civis que participaram do processo. Os militares  têm razão em um ponto, é que as lideranças civis que foram importantíssimas no período anterior ao golpe, preparando o golpe, e durante a ditadura, os grandes capitalistas deste país, que tiveram extraordinários lucros durante a ditadura, escaparam incólumes do processo, e esse termo ditadura militar encobre completamente a participação dessa gente toda no processo.

Em parte, isso se tornou possível porque essas lideranças políticas migraram da ditadura para a democracia, com grande desenvoltura, e não só políticos, mas também lideranças empresariais, por exemplo, O Globo e a Folha de São Paulo, dois jornais que, ao longo dos anos 80, passaram por uma mudança de pele absolutamente fantástica, que ainda não foi estudada da forma como merecia. A Folha de São Paulo e O Globo foram jornais de choque durante o processo que levou em 1964 à instauração da ditadura, esses jornais foram sustentáculos da ditadura ao longo de todo o período, O Globo tornou o centro de um império monopolista das comunicações que não existe em lugar nenhum no mundo, mesmo no mundo capitalista avançado não existe, beneficiado, apoiando e apoiado pela ditadura.

Pois bem, ao logo do tempo, O Globo e a Folha de São Paulo foram mudando gradativamente de pele, sem nunca ter formulado nenhuma avaliação crítica sobre o período em que apoiaram abertamente a ditadura, e conseguiram essa proeza camaleônica.

Outro exemplo edificante: quando se instaurou a ditadura, em 1964, a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) apoiou a ditadura, com uma nota, abençoou o  movimento vitorioso que resultou na ditadura, a ditadura vinha salvar o Brasil do caos e da baderna, e do comunismo ateu, e por isso merecia ser apoiada. É verdade que alguns segmentos da Igreja se rebelaram desde o início, e inclusive apoiaram as movimentações estudantis, oferecendo conventos e seminários para reuniões e eventos clandestinos. Mas, de um modo geral, a hierarquia católica apoiou a ditadura, a instauração da ditadura. Posteriormente, sabemos que a CNBB evoluiria e se tornaria, ainda nos anos 70, sobretudo na segunda metade dos anos 70, uma poderosa força contrária à ditadura civil-militar, e de tal forma ela atuou nesse sentido que, conscientemente ou não, a memória foi se apagando a propósito da atividade que ela exercera a favor da instauração do processo.

E a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)? Quem é que não associa a OAB à luta pela liberdade, e à luta pela democracia no Brasil? No entanto, o conselho diretor da Ordem dos Advogados do Brasil também formulou voto de louvor à instauração da ditadura em 64. Com o tempo, a OAB mudaria igualmente de pele e passaria à oposição. Se formos aprofundar mais o estudo, veremos que a ditadura, no momento de sua instauração, foi apoiada por grandes movimentos de massa no Brasil, as chamadas Marchas da Família com Deus pela Liberdade. Essas marchas só foram organizadas contra o grande comício organizado pelas esquerdas pelas reformas de base, em 13 de março de 1964, realizado na Central do Brasil, no Rio de Janeiro, em frente ao Ministério da Guerra. No comício de 13 de março,  havia 350 mil pessoas na Praça Duque de Caxias, na Central do Brasil. Uma semana depois, no dia 19 de março, em São Paulo, houve a primeira Marcha da Família com Deus pela Liberdade, quando se reuniram 500 mil pessoas.

Depois da vitória do golpe, houve uma outra Marcha da Família com Deus pela Liberdade no Rio de Janeiro, reunindo cerca de 1 milhão de pessoas. Antes disso já tinha havido outras no interior de São Paulo, e depois haveria dezenas e dezenas de marchas da família com Deus pela liberdade, houve gente marchando até setembro de 64. Outro exemplo: a ditadura, em 1965, criou um partido para apoiar o novo regime, a ditadura, chamado Aliança Renovadora Nacional, a Arena. Esse partido ganhou quase todas as eleições que se realizaram no período ditatorial.  Prosseguindo, além de ter sido civil-militar, é, assim, evidente que a ditadura foi apoiada por grandes seções da sociedade brasileira. Precisamos discutir por que essas questões não são devidamente debatidas, por que a sociedade resiste a refletir sobre este passado. Por que prefere insistir em falar de ditadura militar, associando apenas os militares à ditadura, e, em relação aos militares, transmitindo deles uma visão de pessoas boçais, truculentas, imbecis. 

Entretanto, o estereótipo não elucida os tempos que o Brasil viveu. Com efeito, quem dirigiu o Brasil, quem mandou neste país não foram boçais, não foram energúmenos chapados, não foram gorilas, foram intelectocratas, como eu os chamo, intelectuais do poder, e mais empresários, capitalistas, lideranças políticas, militares, empresariais, religiosas, impregnadas de um projeto modernista conservador, que, ao contrário do que aconteceu na Argentina – onde a ditadura desindustrializou o país, levou o país para baixo – , no Brasil, ao contrário, a ditadura levou o capitalismo para um patamar mais elevado e o Brasil conheceu tempos de grandes mutações, e se transformou em um país integrado em termos de comunicações, com uma indústria sólida, das mais importantes em termos do mal chamado Terceiro Mundo. O Brasil, entre a segunda metade dos anos 60 e os anos 70, apresentou um índice de mobilidade social e geográfica espantoso, era um país em mutação, era um país que prosperava, e isso empolgava. Todas essas considerações têm um sentido, o de chamar a atenção para o fato de que, ao contrário do que aparece nas comemorações realizadas depois que a ditadura passou, ao contrário da ideia de que a ditadura foi um corpo estranho à sociedade, do qual a gente se livrou, felizmente, é preciso reconhecer que a ditadura foi uma construção social e histórica da sociedade brasileira.

Insisto que esta é uma questão fundamental, estudar melhor as relações complexas entre sociedade e ditadura, para compreender as tendências profundas da nossa história, porque a ditadura, afinal de contas, foi à expressão de tendências autoritárias do País, tendências conservadoras e que inclusive podem ser perfeitamente associadas à mudança. Os conservadores nem sempre são reacionários, no sentido próprio da palavra, passadistas, arcaizantes, eles, às vezes, são modernizantes, e a ditadura civil-militar brasileira modernizou o País. Esse é um primeiro convite à reflexão que faço, a necessidade de estudar melhor às direitas, focar os vencedores, para que se possa compreender porque venceram. Se venceram, é porque tiveram apoio da sociedade, então esse é o primeiro ponto.

Antes de 1964, estavam em um movimento de radicalização, apontando para reformas profundas no País que levariam à superação e à destruição do capitalismo, à instauração de uma ditadura revolucionária. É muito difícil encontrar na documentação das esquerdas revolucionárias do Brasil elogios à democracia. As organizações queriam destruir o capitalismo, as forças armadas e instaurar uma ditadura revolucionária, como era o padrão do socialismo revolucionário do século XX. Com efeito, as grandes revoluções socialistas do século XX desembocaram em ditaduras revolucionárias, aconteceu na URSS, na China e em Cuba. Então, nada mais razoável, coerente, congruente que essas esquerdas revolucionárias raciocinassem nesses termos. Foram então à luta numa perspectiva ofensiva, revolucionária.

Fonte: Daniel Aarão Reis Filho - Ditadura militar e revolução socialista no Brasil- historiador e professor titular de História Contemporânea na Universidade Federal Fluminense (UFF). Possui diversos livros e artigos publicados sobre a história da esquerda no Brasil bem como sobre a história da experiência socialista no século XX.

Comentário: Na época os políticos Carlos Lacerda, Magalhães Pinto, Adhemar de Barros,  Ulysses Guimarães e Juscelino Kubitschek, também apoiaram a revolução pensando que ela fosse passageira, com a função apenas de  eliminar as organizações da esquerda e posteriormente voltaria o jogo político.

domingo, 23 de março de 2014

Brasil tem 16 cidades entre as 50 mais violentas do mundo

Com 16 municípios, o Brasil é o país com o maior número de cidades entre as 50 mais violentas do mundo, de acordo com pesquisa da ONG (organização não governamental) Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça Penal, do México. O estudo utiliza taxas de homicídio do ano de 2013 para classificar as cidades como mais ou menos violentas.





Cidades mais violentas no Brasil


Ranking
Cidade
Taxa de homicídios
Maceió (AL)
79,76
Fortaleza (CE)
72,81
João Pessoa (PB)
66,92
12º
Natal (RN)
57,62
13º
Salvador (BA)
57,61
14º
Vitória (ES)
57,51
15º
São Luís (MA)
57,39
23º
Belém (PA)
48,23
25º
Campina Grande (PB)
46
28º
Goiânia (GO)
44,56
29º
Cuiabá (MT)
43,95
31º
Manaus (AM)
42,53
39º
Recife (PE)
36,82
40º
Macapá (AP)
36,59
44º
Belo Horizonte (MG)
34,73
46º
Aracaju (SE)
33,36
 
 Cidades mais violentas
1-Lidera o ranking como mais violenta a cidade hondurenha de San Pedro Sula. É o terceiro ano consecutivo que o município da América Central ocupa a primeira colocação. A cidade tem uma taxa de 187,14 por 100 mil habitantes.

2-Com uma taxa de 134,36, Caracas, na Venezuela, é considerada a segunda cidade mais violenta.

3-A terceira é Acapulco, no México, com uma taxa de 112,80, segundo a pesquisa.

A maioria das cidades fica na América Latina. Das 50 cidades, nove estão no México, seis na Colômbia, cinco na Venezuela, quatro nos Estados Unidos, três na África do Sul, dois em Honduras e um em El Salvador, na Guatemala, Jamaica e Porto Rico.

Os Estados Unidos aparecem com quatro cidades; Detroit (ranking 24o, taxa de 47 ); New Orleans (26o; taxa de 45); Baltimore (36o, taxa de 38) e St. Louis (45o, taxa de 34). 

A cidade que ocupa a 50ª colocação do ranking é Valencia, na Venezuela, cuja taxa é 30,04.

O estudo utiliza índices de população e de homicídios de estatísticas oficiais dos governos locais de cidades com mais de 300 mil habitantes. Fonte: UOL - 17/01/2014

Comentário: Parece que as leis de restrição de armas não fazem muito para conter a violência nas grandes cidades. Veja o exemplo: Nos Estados Unidos a comercialização de armas, tem certa liberdade, enquanto no Brasil existe controle e restrição de venda de armas. A proibição sobre a posse de armas não afetam os criminosos que utilizam o mercado negro para sua aquisição. 

No Brasil no período  de 1980 a 2010, morreram 670.946 vítimas por arma de fogo. Sendo 58% de jovens na faixa de 15 anos a 29 anos. Em 2010, dado mais recente, foram 36.792 vítimas. Em dez anos de guerra no Afeganistão houve 13 mil mortes entre civis e militares.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Filho de Bachelet assumirá funções de primeira-dama

A presidente do Chile, Michelle Bachelet, que tomou posse na última semana, anunciou que seu filho mais velho, o cientista político Sebastián Dávalos, assumirá sem receber remuneração sete fundações sociais lideradas tradicionalmente pela figura da primeira-dama.

Dávalos, de 35 anos e cientista político, trabalhou antes na Direção de Relações Internacionais da chancelaria chilena (Direcon).

"(Ele) só busca me acompanhar e demonstrar seu apoio", disse Bachelet, divorciada e mãe de três filhos, neste domingo em uma entrevista ao jornal El Mercurio de Santiago.

Em sua administração anterior, este cargo foi assumido por uma de suas assessoras mais próximas, María Eugenia Hirmas.

Em maio do ano passado, Sebastián Dávalos começou a ser investigado pelo Serviço de Impostos Internos do Chile por suposta evasão fiscal, depois de comprar quatro veículos Lexus com sociedades que matinha junto a sua esposa dedicadas à assessoria de empresas no Chile e na Ásia, dos quais supostamente fazia uso pessoal.

bligo-EstouVolta.jpgOs três filhos de Bachelet mantém a discrição e se esquivam da imprensa. Sua filha mais nova, Sofía Henríquez, estuda psicologia em Santiago, enquanto Francisca Dávalos trabalha como antropóloga em Buenos Aires.

Em dezembro de 2012, antes que Bachelet aceitasse ser candidata novamente, seu filho mais velho apareceu diante de sua casa, onde dezenas de jornalistas aguardavam, em um chamativo Lexus preto, avaliado em mais de 50.000 dólares.

Após esta aparição, a imprensa começou a investigar suas atividades comerciais.

Bachelet, de 62 anos, foi empossada na terça-feira para um novo período presidencial de quatro anos. Fonte: UOL Noticias - 16/03/2014

Comentário: Se fosse da direita era enriquecimento ilícito ou não poderia exercer o cargo, mas como é da esquerda, a famosa esquerda caviar, ou melhor, gauche caviar, trabalhou como capitalista e talvez pensando na distribuição para os necessitados, como dividendos.

A mão  direita capitalista e  a mão esquerda socialista. O socialismo usa muito o provérbio bíblico; "Que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua direita"

terça-feira, 11 de março de 2014

Bachelet: Hércules ou Sisifo

A Bachelet terá uma  árdua tarefa   de cumprir 50 compromissos da campanha nos primeiros 100 dias de governo.

Ela poderá desempenhar  os 50 trabalhos de Hércules ou desempenhar o papel do trabalho de Sísifo.

A coligação política entre socialistas, democratas cristãos e comunistas deverá negociar com os demais partidos o projeto de reforma pretendida pela presidente.

O gabinete de Bachelet estará integrado por 23 ministros e subsecretários, dos quais nove serão mulheres.  O tamanho do ministério lembra muito o do Brasil. Pelo jeito a esquerda gosta de burocracia ou ajustar o tamanho dos ministérios com os interesses políticos da coligação.

O compromissos político  é bonito no papel, mas o que faltou nesse compromisso é o montante financeiro a ser investido. Na América Latina tem esse vício, faz o projeto político e depois pensa no projeto financeiro, de onde sairão os recursos financeiros.

A educação superior. A presidente dará muita ênfase no ensino superior, criando novas universidades e ensino gratuito.

Será que o ensino superior  e gratuito, criará ilusão para os jovens? Quando formados terão empregos? O mercado de trabalho conseguira absorver esse contingente de jovens ?

Analisando o panorama atual do Chile, o número de universitários atinge quase 630 mil equivalente  a 3,70% da população. Em proporção tem mais do que o Brasil, 3,50%. O Brasil tem uma população 11 vezes maior do que o Chile.

O excesso de contingente de mão de obra superior provoca baixo salário, subemprego, e principalmente desilusão para os jovens. A maioria sai das universidades com baixa qualificação profissional.

O correto tanto no Chile e como no Brasil seria oferecer aos jovens as carreiras técnicas de nível médio, com o decorrer do tempo de profissionalização e interesse  em aprofundar ainda mais o conhecimento,  o governo poderia oferecer  graduação universitária  em tecnologia ou se ele preferir  mudar de carreira.

A coligação do governo lembra muita uma colmeia cheia de abelhas africanas e europeias. Ela como uma boa apicultora  colocará muita fumaça na colmeia para acalmar as abelhas. Agora é assistir o desempenho da esquerda caviar.

terça-feira, 4 de março de 2014

Os estudantes venezuelanos reúnem milhares de manifestantes

As ruas de Caracas voltaram a encher-se em um novo dia de protestos apesar dos sete dias de feriado pelo Carnaval

Dezenas de milhares de pessoas se mobilizaram outra vez em Caracas este domingo para manter a pressão nas ruas sobre o Governo do presidente Nicolás Maduro. O movimento estudantil universitário, que desde 12 de fevereiro lidera os protestos em todo o país e já se perderam 18 vidas, convocou uma passeata que partiu de quatro pontos da cidade – simbolizando os quatro temas das principais reivindicações estudantis – para reunir-se na Praça Brión de Chacaíto.

Ainda que estes dias se tenham produzido vários eventos numerosos e a passeata de domingo se limitou a recorrer as tradicionais regiões da classe média contestadora, o grande público do ato representou uma vitória para os setores opositores em outra escaramuça do que poderia denominar-se a Batalha do Carnaval na Venezuela.

O Governo, posto em cheque pelos focos persistentes de distúrbios durante quase três semanas, apostou que o feriado de carnaval – aproveitado regularmente pelos venezuelanos para ir a praia ou sair em excursão – serviria para desmobilizar os protestos e deixar em evidência a vanguarda que organiza as manifestações. Para reforçar esse esperado efeito de congelamento, o presidente Maduro declarou ponto facultativo outros três dias mais, incluindo a próxima quarta-feira (quarta de cinzas) em que se celebra o primeiro aniversário de falecimento de Hugo Chávez.

Que os estudantes tenham conseguido encher as ruas de Caracas e outras cidades do país – como Mérida e Barquisimeto – um domingo de carnaval e frente a uma oferta tentadora de sete dias de férias, demonstra a capacidade organizadora e política do movimento. Fonte: El País - 3 Marc 2014

Comentário:  Algumas frases da Margareth Tatcher sobre o socialismo
1. Eu entrei no governo com um objetivo: transformar o país, de uma sociedade dependente em uma sociedade autoconfiante, de uma nação dê-para-mim em uma nação faça-você-mesmo.
2-O socialismo dura até acabar o dinheiro dos outros
3-O problema do socialismo é que você no fim das contas esgota o dinheiro dos outros

segunda-feira, 3 de março de 2014

O que você compra com o seu cartão de crédito?

Os números da indústria de cartões impressionam. Em 2013, foram realizadas 9,3 bilhões de transações comerciais com esse meio de pagamento. O volume transacionado foi de R$ 853 bilhões, dos quais R$ 553 bilhões com cartões de crédito e R$ 300 bilhões com o de débito. A estimativa é atingir R$ 1 trilhão em 2014. Fonte:Folha de São Paulo, 3 de março de 2014

Comentário: PIB Brasil em 2013 – 4,84 trilhões de reais -  US$ 2,065 trilhões de reais

O faturamento do cartão de crédito equivale a quase 18% do PIB

Em 2013 foram compensados 838.178.679 cheques e devolvidos 16.801.647

Numero de correntista no Brasil - 116.941.326

Saldo de poupança em 2013-  R$ 466,788 bilhões

Comparando a poupança com o cartão de crédito, o brasileiro gasta 83%  a mais do que poupa.

Total de Famílias endividadas em 2013- 63%

Caso real: Superendividado deve até R$ 300 mil e tem 22 cartões de crédito

Balanço do primeiro ano do Programa de Superendividados do Procon de São Paulo alerta para necessidade de tratamento do superendividado adimplente. Pedro tem 24 anos, recebe cerca de R$ 2 mil por mês e seu endividamento chegou a R$ 10 mil, valor que corresponde a cinco meses do seu salário. Marisa, de 30 anos, funcionária pública, ganha cerca de R$ 4,5 mil e o nível de suas dívidas chegou a R$ 200 mil. Pelo jeito eles estão na UTI financeira.

domingo, 2 de março de 2014

Músico espanhol Paco de Lucía morre

O músico espanhol Paco de Lucía morreu na quarta-feira (26 de fevereiro), em Cancúm, México. Sofreu  um infarto enquanto brincava com seus filhos na praia.

Francisco Sánchez Gómez, de nome artístico Paco de Lucía, tinha injetado ao flamenco, ao longo de sua carreira, ritmos como o jazz, a bossa nova e, inclusive, a música clássica. O artista foi ganhador do Prêmio Príncipe de Astúrias das Artes e era o símbolo, junto com Camarón de la Isla, da renovação e difusão mundial do flamenco.

A morte do músico representa "uma perda irreparável para o mundo da cultura, para a Andaluzia", declarou o prefeito de Algeciras, José Ignacio Landaluce.

Discípulo de Niño Ricardo e de Sabicas, e respeitado por músicos de jazz, rock e blues por seu estilo próprio, alcançou, entre muitos outros reconhecimentos, um Grammy para o melhor álbum de flamenco em 2004; o Prêmio Nacional de Guitarra de Arte Flamenco; a Medalha de Ouro ao Mérito das Belas Artes em 1992; o Prêmio Pastora Pavón La Niña de los Peines de 2002; e o Prêmio Honorário da Música de 2002.  Fonte: UOL - 26/02/2014