sábado, 15 de julho de 2017

Selfie provoca prejuízo de US$ 200 mil em galeria de arte

Acidente ocorreu na galeria 14th Factory, em Los Angeles, na Califórnia (EUA). Mulher causou 'efeito dominó' e pedestais foram caindo um a um.

Uma mulher dentro de uma galeria nos Estados Unidos causou um prejuízo de US$ 200 mil ao derrubar uma série de obras de arte enquanto se equilibrava para tirar uma selfie.

O acidente ocorreu em Los Angeles, na Califórnia, na exposição de arte Hypercaine, liderada pelo artista Simon Birch, que mora em Hong Kong, ao lado de outros colaboradores.

As imagens captadas pelas câmeras internas da 14th Factory, local em que as obras eram exibidas, mostram duas amigas tentando fotografar as peças de arte, posicionadas sobre suportes brancos dispostos como uma fila de dominós. Uma delas se aproxima para registrar uma foto das obras.

Tentando aparecer na imagem, a outra se posiciona em frente ao primeiro suporte da fila para tirar uma selfie, fica de cócoras e tenta achar o melhor ângulo. Ao perder o equilíbrio, ela se apoio no suporte da obra de arte para tentar permanecer na posição.

Só que isso desencadeia o "efeito dominó". Um após um, todos os suportes vão caindo –assim como, as obras de arte que sustentavam. O resultado: foram derrubadas 12 esculturas em forma de coroa, feitas de materiais que incluíam até metais preciosos. As imagens mostram que ela estava segurando um celular ao cair, indicando que estava tentando tirar uma selfie.

O prejuízo total foi calculado em milhares de dólares. “Três esculturas foram danificadas permanentemente e outras foram danificadas em vários graus. O custo aproximado do prejuízo é de US$ 200 mil”, afirmou Gloria Yu, uma das artistas que colaboraram com a exposição, ao site “Hyperallergic”, especializado em arte e cultura.

Ao site “Cnet”, a 14th Factory informou que não iria comentar se peças tinha seguro contra acidentes. Fonte: G1-14/07/2017 

Transporte na China

Em 1992, não havia metrô em Xangai. Hoje, há 14 linhas e 364 estações, com duas novas linhas em construção.

Na China, estão sendo construídos no momento 3.000 quilômetros de linhas metropolitanas. Também já existem 22 mil quilômetros de trens-bala.

Em Xangai, há 588 quilômetros de metrô. Como forma de comparação, em São Paulo são 78 quilômetros, e, no Rio de Janeiro, apenas 58 quilômetros.

A expansão do sistema de transportes urbanos chinês é espantosa. Fonte: Folha de São Paulo – 15 de julho de 2017

Comentário:
O metrô de São Paulo entrou em operação em 14 de setembro de 1974. É o maior  sistema de transporte metroviário do Brasil, com uma extensão de 78,4 km distribuídas em seis linhas,  com 67 estações.
O Metrô do Rio de Janeiro entrou em operação em 5 de março de 1979.
Conta com 41 estações distribuídas em três linhas, possuindo uma malha total de 58 km.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Lula é condenado

“Não importa o quão alto você esteja, a lei ainda está acima de você”, diz Moro em sentença de Lula

No final do despacho em que condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o juiz federal Sérgio Moro afirma que não sente qualquer “satisfação pessoal” e lamenta que Lula tenha sido condenado criminalmente. O magistrado também cita um ditado do historiador britânico Thomas Fuller e completa o despacho dizendo “não importa o quão alto você esteja, a lei ainda está acima de você”.
 “Por fim, registre-se que a presente condenação não traz a este julgador qualquer satisfação pessoal, pelo contrário. É de todo lamentável que um ex-Presidente da República seja condenado criminalmente, mas a causa disso são os crimes por ele praticados e a culpa não é da regular aplicação da lei. Prevalece, enfim, o ditado “não importa o quão alto você esteja, a lei ainda está acima de você” (uma adaptação livre de “be you never so high the law is above you”)”, finalizou o magistrado.

O ex-presidente só será preso se o Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre, concordar com a sentença de Moro. “Entrentanto, considerando que a prisão cautelar de um ex-Presidente da República não deixa de envolver certos traumas, a prudência recomenda que se aguarde o julgamento pela Corte de Apelação antes de se extrair as consequências próprias da condenação. Assim, poderá o ex-Presidente Luiz apresentar a sua apelação em liberdade”, diz o despacho.

Na sentença, Moro absolveu o ex-presidente pelas “imputações de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo o armazenamento do acervo presidencial por falta de prova suficiente da materialidade”.

O ex-presidente foi denunciado em setembro de 2016. Na denúncia do Ministério Público Federal (MPF), Lula foi apontado como recebedor de vantagens pagas pela empreiteira OAS no triplex do Guarujá. Os laudos apontam melhorias no imóvel avaliadas em mais de R$ 777 mil, além de móveis estimados em R$ 320 mil e eletrodomésticos em R$ 19,2 mil.
De acordo com o MPF, Lula teria participado conscientemente do esquema criminoso, inclusive tendo ciência de que os Diretores da Petrobras utilizavam seus cargos para recebimento de vantagem indevida em favor de agentes políticos e partidos políticos.

Nas alegações finais, a defesa argumentou que o triplex apontado pelos procuradores como sendo de Lula pertence a Caixa Econômica Federal. “Nem Léo Pinheiro nem a OAS tinham a disponibilidade deste imóvel para dar ou para prometer para quem quer que seja sem ter feito o pagamento à Caixa Econômica Federal”, declarou o advogado Cristiano Zanin Martins durante entrevista coletiva no dia 20 de junho.
Mesmo que condenado por Sérgio Moro, o ex-presidente ainda teria a possibilidade de recorrer em liberdade à segunda instância, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre e, posteriormente, aos tribunais superiores em Brasília.

OUTROS PROCESSOS NA LAVA JATO
O fim do processo relacionado ao triplex no Guarujá é apenas o primeiro que Lula enfrenta no âmbito da Lava Jato. O ex-presidente é réu em outras duas ações penais na 13º Vara Federal de Curitiba.
Ele também responde ao processo em que é acusado de participar de um esquema de corrupção envolvendo oito contratos entre a empreiteira Odebrecht e a Petrobras e a um de ter cometido crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no caso envolvendo um sítio em Atibaia (SP). Fonte: UOL Noticias - Publicado: 12, julho 2017 

sábado, 8 de julho de 2017

No avião, viaja bem quem vai na jaula ou no caixão

Houve um tempo em que viajar de avião era uma experiência divina. Vem nos livros: assentos espaçosos, aeromoças civilizadas, refeições dignas de um casamento real.

Lamento. Nunca conheci esse tempo. Em quatro décadas de vida, foi sempre a piorar. Hoje, regressado de uma viagem de dez horas, pergunto: vale a pena o duplo investimento? Falo do dinheiro para ir e do dinheiro para voltar. "Voltar", aqui, é no sentido ortopédico do termo: haverá fisioterapia para eu voltar a caminhar sem dores.
Tudo começa antes da viagem propriamente dita. O mesmo mundo que conseguiu enfiar um desgraçado na Lua é incapaz de encurtar os tempos de espera. O dia começa cedo, obscenamente cedo, porque é preciso estar duas ou três horas antes no lugar de embarque.

Cumprimos a tortura (de despertar) e depois cumprimos a outra (de carregar): são malas de 20 kg, nunca menos, que arrastamos pela madrugada até o táxi chegar.
O aeroporto se ergue no horizonte. Entramos. O cenário é Ellis Island, nos idos de 1900: filas quilométricas que se mexem com velocidade paquidérmica.

Nós, ensonados, já cansados, vamos empurrando a mala a pontapés. Às vezes ela cai sobre o companheiro da frente. O companheiro nem reage. Somos como os animais que caminham para o matadouro sem a energia suficiente para fugir ou chorar.
Segue-se para o controle de segurança. Removo o laptop. Descalço os sapatos. Tiro o cinto. Baixo as calças. O segurança diz que as calças não são necessárias. Passamos pelo detector de metais. Algo apita.

Os guardas aproximam-se com cara de caso e revistam-nos como se fôssemos criminosos potenciais. Nada encontram e nós suspiramos de alívio. Temos a vaga impressão de que não cometemos nenhum crime, mas nunca se sabe: como dizem os médicos, um paciente saudável é alguém que não foi devidamente analisado.
Caminhamos para a porta de embarque. Nos aeroportos modernos, isso significa que, a meio do percurso, pensamos seriamente se não é preferível esquecer o voo e continuar a pé até ao destino. Desistimos. Felizmente, só faltam 50 quilômetros para a porta de embarque.
Na porta, ninguém embarca. Mas já existem filas de passageiros que preferem esperar em pé porque se esqueceram que o voo tem lugares marcados. Sempre contemplei esses infelizes com caridade cristã: duas horas no aeroporto e eles já não pensam; seguem o rebanho e torturam-se sem necessidade.

Entramos no avião. Ou melhor, eu entro, sempre em último, e os companheiros lançam-me olhares de desprezo, só porque eu tive a desfaçatez de esperar sentado.
O meu lugar está ocupado com bolsas, livros, comida, às vezes uma criança de colo. Quando informo que o lugar é meu, a luz que existia no olhar do parceiro do lado extingue-se de imediato. Como é fácil destruir a esperança de um ser humano.

Sento-me. Melhor: encaixo-me. E ali fico, um corpo embalsamado: se me jogassem numa vitrine do Museu Britânico, eu seria mais uma múmia esperando pelo seu retrato.
Vem a comida. É o melhor momento da viagem. Nunca entendi aqueles que reclamam do produto. Eu provo, aprovo e até peço para embrulhar: tenho dois cães em casa que esperam ansiosos pelo manjar.

Cansado, esfaimado e delirante, sonho com lugares paradisíacos. No meu caso, esse lugar é sempre o mesmo: a parte de trás de uma ambulância, onde vou finalmente deitado na maca.
Acordo na aterrissagem, levanto-me e uma estranha sensação invade o meu corpo. Por momentos, penso que é a alegria de ter sobrevivido. Afinal, é apenas a minha circulação sanguínea a regressar.

E no futuro? A coisa promete. Leio em algum lugar que a Boeing tem um novo modelo na praça: é o 737 MAX 10. Com 230 lugares (o primeiro Boeing 737 tinha 124 assentos), o avião tenciona transportar mais gente em menos espaço. Creio que isso só será possível quebrando as articulações dos passageiros, mas prometo investigar.

Quando partilhei a informação com um colega viajante, ele rosnou: "Melhor ir no porão". Pobrezinho! Como é inocente! O porão! Será que ele não sabe que o porão não é para a gente? É para animais ou cadáveres, duas classes que estão ligeiramente acima dos passageiros regulares? Digo mais: na aviação comercial moderna, só viaja bem quem vai na jaula ou no caixão. Razão tinha o poeta: quando viajar é preciso, viver não é preciso. Fonte: Folha de São Paulo - 04/07/2017-João Pereira Coutinho - Escritor português

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Por que os cientistas falam em uma epidemia de miopia

Nos últimos 50 anos, o número de pessoas míopes duplicou. Estima-se que em 2020 um terço da população mundial terá o problema na visão, em 2050, a metade.
"Estamos em meio a uma epidemia global de miopia", disse o médico Earl Smith, professor de desenvolvimento da visão e decano da Faculdade de Optometria da Universidade de Houston, nos Estados Unidos.
E essa epidemia tem mais incidência entre os jovens do leste da Ásia, em países como China e Coreia do Sul, onde o problema afeta quase 90% dos estudantes que concluem o Ensino Médio.
Em outras regiões do mundo, embora os números não sejam tão alarmantes, a condição também avança.
As pessoas míopes podem ver claramente os objetos que estão próximos, mas não conseguem focar objetos distantes.
Ela ocorre quando o globo ocular cresce demais e fica maior do que o normal. Essa condição visual costuma se manifestar quando as crianças estão em idade escolar e piora gradualmente até que o globo ocular complete seu crescimento.
Se não for detectado e corrigido com lentes, a miopia pode progredir e, com o tempo, aumentar significativamente o risco de catarata, glaucoma, desprendimento da retina e maculopatia míope.
Além disso, está entre as três primeiras causas de cegueira permanente no mundo.

QUAL É A CAUSA?
Os especialistas acreditam que a genética tenha um papel no desenvolvimento da miopia, mas não é o único fator.
"Há algo em nosso comportamento e nosso ambiente que está contribuindo para o aumento de casos de pessoas míopes", garante Smith, que recebeu financiamento de US$ 1,9 milhão (R$ 6,3 milhões) exatamente para investigar as causas e estratégias de tratamento.
Muitos estudos mostram que as pessoas que passam mais tempo ao ar livre são muito menos propensas a desenvolver miopia que aquelas que permanecem a maior parte do dia entre quatro paredes.
"A demanda educacional cada vez mais exigente e o fato de se passar mais tempo em espaços fechados são fatores que contribuem para que uma pessoa se torne míope", acrescenta Smith.
"Na Ásia, entre 80% e 95% dos jovens que terminam o Ensino Médio nas zonas urbanas têm miopia, e já evidências fortes de que o índice também está aumentando nos Estados Unidos e na Europa", disse ainda o especialista, um dos líderes no tema.
"Nas situações em que há uma expectativa educacional alta, é mais provável que as pessoas desenvolvam miopia. Considere nossos próprios estudantes de optometria como exemplo: aproximadamente metade se torna míope durante os quatro anos de estudos aqui", contou o professor da universidade de Houston.
Smith e sua equipe estão agora se debruçando sobre os fatores ambientais, como a exposição a certos tipos de luz, que podem ter um impacto sobre o crescimento do globo ocular que leva à miopia.

O QUE PODEMOS FAZER?
A miopia não tem cura nem é reversível, mas o uso de óculos pode impedir ou desacelerar o avanço da condição.
Também há cirurgia com laser que altera a forma do globo ocular para corrigi-lo, embora esse procedimento não seja recomendado em crianças ou jovens que ainda estão em processo de crescimento.
A maioria dos pesquisadores concorda que estimular crianças a brincar ao ar livre ajuda a reduzir o risco de desenvolver o problema.
Também há estudos mostrando que, ao brincar ao ar livre, a miopia infantil pode avançar num ritmo mais lento.
Os especialistas acreditam que isso tem a ver com o fato de que os níveis de luz no exterior são muito mais altos que no interior.
Por outro lado, passar muito tempo focando a vista em objetos muito próximos, como lendo, escrevendo ou usando dispositivos portáteis como celulares, tablets ou laptops, pode aumentar o risco miopia, segundo o NHS, o serviço público de saúde britânico. Fonte: BBC Brasil - 13 junho 2017

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Os japoneses que desistem das mulheres pelo 'amor' a bonecas

O japonês Masayuki Ozaki, de 45 anos, diz estar apaixonado por sua boneca sexual.
"Mesmo quando as coisas não vão bem no trabalho, ou se eu tiver um dia ruim, me sinto seguro ao saber que ela está sempre acordada, me esperando", diz ele.
Dados indicam um número crescente de homens japoneses substituindo as parceiras de carne e osso.
Cerca de 2 mil bonecas são vendidas no país todos os anos, com preços a partir de R$ 20 mil.

Alguns clientes desenvolvem uma relação emocional com elas.

É o caso de Senji Nakajima, de 62 anos, que diz ter "desistido" de namorar seres humanos.

Para especialistas, por trás dessa tendência, está a solidão masculina. Fonte: BBC Brasil Brasil - 5 de julho de 2017  

Comentário:
O mundo intergaláctico desceu à Terra, pois a vida online será predominante. Pelo jeito a realidade da Barbarella está acontecendo; sexo virtual, sexo online, talvez algum tempo, a geração da internet  esquece  o sexo físico, faz pelo tablet, celular, ou sexo oral chupando os dedos ou um simples agradecimento.
No filme  Barbarella o  sexo é encarado de maneira diferente. O único contato corporal é feito com a palma da mão ou através de pílula, o casal tem orgasmos violentos. O mundo real irá para o museu ou terá um parque temático humano.