sábado, 3 de setembro de 2016

Charlie Hebdo faz charge de terremoto na Itália e causa revolta


O jornal satírico francês "Charlie Hebdo" publicou na esta sexta-feira (2) uma sátira com as vítimas do terremoto ocorrido na região central da Itália no último dia 24 e causou revolta entre os italianos.

Na imagem intitulada "Terremoto à  Italiana", a publicação mostra um desenho de um homem ensanguentado, chamando-o de "penne ao molho de tomate", de uma mulher machucada, definindo-a como "penne gratinado", e de uma pilha de corpos de vítimas, à qual o jornal chamou de "lasanha".

O prefeito de Amatrice, Sergio Pirozzi, repudiou a imagem e pediu que os mortos sejam respeitados. A cidade registrou 232 das 293 vítimas fatais da tragédia e foi a mais danificada em suas estruturas. "Como é que se faz uma charge sobre os mortos!", reagiu o prefeito. "Tenho certeza de que essa sátira desagradável e constrangedora não reflete o sentimento francês".

Os representantes de todos os grandes partidos políticos da Itália criticaram o uso dos mortos da tragédia pelo "Charlie Hebdo".

Nas redes sociais, o "Charlie Hebdo" também recebeu uma enxurrada de críticas e acabou publicando outra charge para se "explicar" ao público. No novo desenho, um italiano aparece saindo dos escombros com a legenda: "Não é o Charlie Hebdo que constrói as casas. É a máfia".

FRANÇA CRITICA CHARGE
A Embaixada da França na Itália repudiou a sátira publicada pelo jornal "Charlie Hebdo".

"O desenho publicado pelo 'Charlie Hebdo' não representa absolutamente a posição da França", escreveu em comunicado a entidade citando a "imensa tragédia" que atingiu a Itália.
Fonte: G1 e Ansa - 02 Setembro, 2016


Comentário: Todos têm direito  a liberdade de expressão, mas sem ofender. 

Colômbia: As FARC anunciam o cessar-fogo definitivo

Acabou. Este domingo será o último dia do conflito armado entre o Governo e as FARC depois de 52 anos de guerra. A materialização da frase “a guerra acabou”, pronunciada na quarta-feira por Humberto de la Calle, chefe negociador do Governo na mesa de negociação com as FARC, começa a ser sentida.

O anúncio do cessar-fogo definitivo estabelecido na quinta-feira passada pelo presidente Juan Manuel Santos foi ratificado neste domingo, dia 28 de agosto, com o pronunciamento do líder máximo da guerrilha, Rodrigo Londoño, conhecido como Timochenko, em Havana, lugar que foi testemunha durante quatro anos das conversações de paz. “Em minha condição de comandante das FARC-EP ordeno a todos os nossos comandados, a nossas unidades, a todos e a cada um de nossos combatentes o cessar-fogo de hostilidades definitivamente contra o Estado colombiano”. No breve pronunciamento, Londoño afirmou que “as rivalidades e rancores devem ficar no passado. Hoje mais do que nunca lamentamos tanta morte e dor pela guerra”. Além disso o chefe das FARC encorajou o início de um processo de convivência. “Acabou a guerra, vamos conviver como irmãos e irmãs.”

O anúncio dos dois lados implica o fim da ofensiva militar das FARC, depois de mais de cinco décadas de atividade bélica, que deixou mais de 220.000 mortos e cerca de oito milhões de vítimas.
 No entanto, será apenas até a assinatura protocolar entre Governo e FARC, esperada para o fim de setembro, quando começar a entrega de armas por parte das FARC sob a supervisão e a verificação das Nações Unidas. Durante um período não superior a 180 dias e em 28 regiões, estabelecidas no acordo, a guerrilha fará sua passagem à vida civil, o que implica que entregarão os fuzis e deixarão os uniformes camuflados que usaram durante décadas.

Os efeitos do silêncio dos fuzis foi sentido desde que a trégua começou. No ano de 2015, houve 146 mortes devido à guerra e em junho deste ano os registros falavam de três vítimas. Com o anúncio deste domingo, a guerrilha se compromete a não derramar mais sangue, e afirma que não haverá mais um morto sequer por suas mãos.

Timochenko, em sua intervenção, também convocou oficialmente a X Conferência das FARC, que ocorrerá de 13 a 19 de setembro em San Vicente del Caguán.

Os líderes vão se reunir com as bases da guerrilha para explicar-lhes sobre as armas e a saída da vida na insurgência e passar à vida civil, integrando-se como movimento político. Será o fim das FARC como guerrilha. A Colômbia já começa a escrever uma nova história. Fonte: El País - Bogotá 28 AGO 2016 

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Cronologia: Dilma da eleição a cassação

26/10/2014
A presidente Dilma Rousseff (PT) é reeleita. Logo após o resultado, partidários de Aécio Neves (PSDB), derrotado nas urnas, entoam gritos de 'impeachment' na Avenida Paulista, em São Paulo. Do outro lado da via, petistas celebram a vitória.

5/12/2014
Antes da posse da presidente, Aécio e líderes da oposição gravam um vídeo convocando a população para um protesto.

18/12/2014
O PSDB pede ao TSE a cassação do registro de Dilma e do vice, Michel Temer (PMDB), e requer que Aécio assuma a Presidência no lugar.

1/1/2015
A presidente toma posse e reafirma que combaterá a corrupção em seu segundo mandato.

1/2/2015
Eduardo Cunha (PMDB) é eleito presidente da Câmara em primeiro turno. Em discurso, após derrotar o candidato do Planalto, promete ser 'independente' do governo.

4/2/2015
A Petrobras é alvo da maior operação contra corrupção da história do país, a Lava Jato.

26/02/2015
A Câmara instala uma CPI para investigar os desvios na Petrobras.

3/3/2015
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, protocola no Supremo Tribunal Federal pedidos de abertura de inquérito para investigar políticos suspeitos de envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras.

8/3/2015
Dilma faz um pronunciamento à nação no Dia da Mulher culpando a crise mundial pelas dificuldades econômicas e pedindo 'paciência'. Pessoas em várias partes do país fazem 'panelaço' durante a transmissão.

15/03/2015
Mais de 2 milhões de pessoas participam em atos em pelo menos 160 cidades do país para protestar contra a corrupção e o governo da presidente Dilma.

7/4/2015
A presidente coloca o vice, Michel Temer, na articulação política com o Congresso. O ministro Pepe Vargas (PT) deixa o cargo na Secretaria de Relações Institucionais.

12/4/2015
Novos atos contra o governo reúnem mais de 700 mil pessoas em pelo menos 224 cidades do país.

27/5/2015
Integrantes do Movimento Brasil Livre protocolam um pedido de impeachment da presidente Dilma na Câmara dos Deputados.

17/6/2015
O Tribunal de Contas da União decide adiar a análise de conta do governo por contas de irregularidades encontradas e dá prazo para Dilma explicar 'pedaladas fiscais'.

16/7/2015
O delator da Operação Lava Jato Júlio Camargo afirma que Cunha lhe pediu propina de US$ 5 milhões para viabilizar um contrato de navios-sonda da Petrobras.

17/7/2015
Eduardo Cunha (PMDB) anuncia rompimento com o governo e diz que é 'oposição'.

6/8/2015
Pesquisa Datafolha mostra que 71% reprovam o governo Dilma, a pior taxa da história da pesquisa, superando os 68% de 'ruim' e 'péssimo' registrados pelo ex-presidente Fernando Collor de Mello em 1992.

10/8/2015
O presidente do Senado, Renan Calheiros, diz que a sociedade não quer que o Congresso ponha ‘fogo’ no país e que a apreciação das contas de governos anteriores e do primeiro mandato da presidente Dilma não é prioridade do Parlamento.

10/8/2015
A inflação aumenta, e a previsão é de que atinja a pior taxa em 13 anos.

16/8/2015
Todos os estados e o DF têm protestos contra o governo. Manifestantes pedem renúncia ou impeachment de Dilma e o fim da corrupção.

20/8/2015
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresenta denúncia contra Eduardo Cunha (PMDB) por suposto envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras investigado pela Lava Jato.

11/9/2015
O governo entrega novas explicações sobre contas de 2014 ao TCU. De acordo com a AGU, não houve violação da Lei de Responsabilidade Fiscal.

14/9/2015
O governo anuncia um pacote de corte de gastos e propõe a volta da CPMF. Dias depois, o dólar bate a marca histórica de R$ 4.

2/10/2015
A presidente Dilma anuncia uma reforma ministerial e entrega pastas de Ciência e Tecnologia e Saúde para o PMDB, com o objetivo de assegurar a governabilidade, formando uma nova base de apoio partidário no Congresso para obter maioria parlamentar e evitar as derrotas que vinha sofrendo.

6/10/2015
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reabre ação do PSDB para impugnar os mandatos da presidente Dilma e do vice Michel Temer por suposto abuso de poder na eleição de 2014.

7/10/2015
O TCU recomenda ao Congresso reprovar as contas do governo de 2014 por contas de irregularidades, como as 'pedaladas fiscais'.

21/10/2015
Parlamentares da oposição entregam a Eduardo Cunha (PMDB) um pedido de impeachment elaborado pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Júnior e a advogada Janaina Paschoal.

3/11/2015
O Conselho de Ética da Câmara instaura um processo para investigar se Eduardo Cunha (PMDB) cometeu quebra de decoro parlamentar ao dizer que não tinha contas bancárias na Suíça.

2/12/2015
A bancada do PT na Câmara decide votar pela continuidade do processo de Eduardo Cunha (PMDB). No mesmo dia, Cunha autoriza a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma baseado no requerimento feito pelos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior.

8/12/2015
Em votação secreta numa sessão marcada por tumultos, a Câmara dos Deputados elege uma chapa alternativa integrada por deputados de oposição e dissidentes da base governista para a comissão especial do processo de impeachment. À noite, no entanto, o ministro do STF Luiz Edson Fachin decide suspender a formação e a instalação da comissão e determina que os trabalhos sejam interrompidos até que o plenário do Supremo analise o caso.

17/12/2015
A maioria do STF decide anular a eleição da chapa alternativa para a comissão especial da Câmara e determina que a votação para a escolha dos integrantes seja aberta. Os ministros entendem que somente indicações de líderes partidários ou blocos são válidas. Fica decidido também que o Senado poderá recusar a abertura do processo de impeachment mesmo após a Câmara autorizar a instauração.

1/2/2016
A Câmara recorre ao Supremo contra a decisão da Corte que barrou o rito definido por Eduardo Cunha para o impeachment. Para a Mesa, a decisão precisa ser esclarecida.

13/3/2016
Governo Dilma é alvo do maior protesto nacional pelo impeachment. Em mais de 300 municípios, ao menos 3,6 milhões de pessoas vão às ruas, segundo a PM. Para os organizadores, são mais de 6,9 milhões de manifestantes.

14/3/2016
Após os protestos, Dilma pede diálogo com o Congresso para conter impeachment.

16/3/2016
O Supremo nega o recurso de Cunha e mantém as regras definidas para o impeachment, abrindo caminho para o início do processo. 

17/3/2016
A Câmara elege os membros da comissão especial que analisa o impeachment. PT e PMDB são os dois partidos com mais integrantes na comissão.

28/3/2016
A OAB protocola novo pedido de impeachment contra Dilma Rousseff. É o 12º pedido contra Dilma apresentado à Câmara.

30/3/2016
A comissão especial de impeachment começa a analisar os argumentos a favor e contra o processo.

1/4/2016
Chegam à Câmara dois pedidos de impeachment do vice-presidente Michel Temer. Um apresentado por Cid Gomes (PDT) e outro, por um advogado.

4/4/2016
O advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, apresenta a defesa de Dilma à comissão especial. 'Vingança', diz.

5/4/2016
O ministro Marco Aurélio, do STF, concede liminar para obrigar Eduardo Cunha a abrir o processo de impeachment do vice Michel Temer. Cunha promete recorrer.

6/4/2016
O relator do processo na comissão especial, Jovair Arantes (PTB-GO), apresenta relatório favorável à abertura do processo contra a presidente.

7/4/2016
O PT indica nomes para a comissão especial do impeachment de Temer.

8/4/2016
A comissão especial do impeachment de Dilma começa a analisar o parecer do relator.

13/4/2016
O PSD, um dos partidos da base de Dilma, decide apoiar o impeachment. Estados têm manifestações pró e contra o impeachment.

14/4/2016
A AGU vai ao Supremo para tentar barrar o impeachment. A alegação é que houve lesão ao 'direito de defesa'. Ao todo, cinco pedidos tentam barrar a votação ou alterar a ordem de votação dos deputados estabelecida por Cunha. O Supremo nega todos os pedidos e mantém o processo em andamento. O recurso da AGU foi negado por unanimidade.

15/4/2016
Começa a sessão na Câmara para julgar a abertura do processo de impeachment de Dilma, com previsão de duração de três dias. O autor do pedido de impeachment Miguel Reale Junior discursa na sessão e diz que as pedaladas são 'crimes contra a pátria'. Em defesa de Dilma, o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, diz que a presidente não cometeu crime e que o impeachment é 'retaliação'.

16/4/2016
Representantes dos 25 partidos falam no plenário da Câmara em sessão iniciada na sexta e encerrada apenas na noite de sábado. É a sessão mais longa já realizada na história da Casa.

17/4/2016
Com 367 votos a favor, processo de impeachment contra Dilma passa na Câmara e segue para o Senado.

25/4/2016
São escolhidos os 21 titulares e os 21 suplentes da comissão especial do Senado

6/5/2016
A comissão especial do Senado aprova, por 15 votos a favor e 5 contrários, o relatório do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) favorável ao prosseguimento do processo de afastamento da presidente Dilma

11/5/2016
Senadores iniciam a sessão que vai votar a abertura do processo de impeachment e o afastamento da presidente

12/5/2016
Por 55 votos a favor e 22 contra, o Senado instaura o processo de impeachment e afasta Dilma por até 180 dias

12/5/2016
Dilma é afastada; assume o vice Michel Temer como presidente em exercício

1/6/2016
Cardozo entrega no Senado a defesa de Dilma no processo de impeachment

29/6/2016
A Comissão Especial do Impeachment no Senado termina de ouvir as mais de 40 testemunhas do processo, sendo a maioria delas indicada pela defesa de Dilma

28/7/2016
O advogado de Dilma, o ex-ministro José Eduardo Cardozo, entrega as alegações finais da fase intermediária do processo à Comissão do Impeachment

4/8/2016
Após ouvir testemunhas e especialistas, a comissão especial do Senado recomenda que Dilma seja julgada por 14 votos a 5

10/8/2016
O Senado aprova por 59 votos a 21 o relatório da comissão especial que recomenda que Dilma seja levada a julgamento pela Casa

29/8/2016
Dilma vai ao Senado para fazer sua defesa própria, diz que é alvo de um 'golpe de estado' e nega ter cometido os crimes de responsabilidade pelos quais é acusada

31/8/2016
Por 61 votos a favor e 20 contra, o Senado afasta Dilma definitivamente do cargo; em outra votação, senadores decidem, por 42 a 36 (e três abstenções), que ela não ficará inabilitada a exercer cargos públicos. Fonte: G1-31/08/2016  

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Dilma cassada


O impeachment da petista foi aprovado por 61 dos 81 senadores, encerrando um processo que começou há nove meses, em dezembro do ano passado. Era necessário o voto de pelo menos 54 senadores (dois terços do total) para a destituição.

Apesar de decidir pelo impeachment o Senado manteve os direitos políticos da petista, em votação realizada na tarde desta quarta-feira (31). O resultado da votação foi de 42 votos a favor da cassação e 36 contra, com três abstenções. Para que Dilma ficasse inelegível por oito anos, seria necessário que dois terços (54) dos senadores votassem pela inabilitação.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Paraolímpicos RIO 2016- YES I CAN !

Jogos Paraolímpicos são o maior evento esportivo mundial envolvendo pessoas com deficiência Incluem atletas com deficiências físicas (de mobilidade, amputações, cegueira ou paralisia cerebral), além de pessoas com deficiência intelectual. Realizados pela primeira vez em 1960 em Roma, Itália, têm sua origem em Stoke Mandeville, na Inglaterra, onde ocorreram as primeiras competições esportivas para pessoas com deficiência física, como forma de reabilitar militares feridos na Segunda Guerra Mundial. Fonte: Wikipédia

domingo, 28 de agosto de 2016

Dilma:Cronograma dia a dia do julgamento no Senado

O tempo que o julgamento demorará é imprevisível, já que dependerá de quantos senadores pretendem falar durante a sessão. No entanto, a própria base admite que no momento do questionamento de Rousseff, na segunda-feira, dificilmente os parlamentares abrirão mão de seu tempo para poder interrogá-la. A expectativa dos governistas é que o veredito saia até terça-feira (30), para que Temer tome posse já na quarta (31).

Veja o cronograma:
QUINTA-FEIRA E SEXTA-FEIRA - 25 DE AGOSTO E 26 DE AGOSTO
9h - Inicio da sessão, com a leitura do processo. Senadores poderão apresentar questões de ordem (dúvidas sobre o andamento do processo), respondidas pelo ministro Ricardo Lewandowski, presidente do Supremo Tribunal Federal que presidirá a sessão. Começam, então, os depoimentos das oito testemunhas. Para cada uma, haverá a seguinte rotina: primeiro elas serão questionadas por Lewandowski; em seguida, cada senador que quiser terá seis minutos para fazer perguntas; e, depois, os advogados de acusação terão 10 minutos para esclarecimentos e os de defesa mais 10. A previsão é que essa fase dure toda quinta-feira e termine apenas na madrugada de sábado (27 de agosto).

SÁBADO E DOMINGO -  27 E 28 DE AGOSTO
Caso a fase de depoimento das testemunhas termine na madrugada de sábado, o final de semana será de recesso

SEGUNDA - 29 DE AGOSTO
Início da sessão, às 9h, com uma etapa que está dividida em quatro fases:

1. Defesa da presidenta afastada Dilma Rousseff, que afirmou que estará presente no Senado. Ela terá 30 minutos para sua fala, prorrogáveis a critério do presidente Lewandowski. Ela pode optar por responder ou não a perguntas. Se aceitar, cada senador que quiser poderá questioná-la por mais 5 minutos. Esse é o mesmo tempo que terão os advogados de acusação e de defesa.

2. Discussão: a acusação terá 1h30 para iniciar a discussão. Depois, é a vez da defesa, que terá mais 1h30. Cada parte terá direito a 1h de réplica e a 1h de tréplica. Neste momento, os senadores também poderão se inscrever para falar por 10 minutos cada um.

3. Encaminhamento: Lewandowski lerá um relatório resumido com os fundamentos da acusação e da defesa. Também poderão falar dois senadores favoráveis à condenação e dois contrários, por cinco minutos cada.

4. Votação: Os parlamentares farão votação nominal, no painel eletrônico de votação. Eles terão de responder "sim" ou "não" à pergunta: "Dilma Rousseff cometeu os crimes de responsabilidade?". Serão necessários 54 votos "sim" (dois terços dos 81 senadores) para que ela perca o cargo e Temer seja empossado de vez. Se a votação não atingir esse número, o relatório é arquivado e Rousseff volta para o cargo. Fonte: El País - São Paulo 26 AGO 2016 -