quinta-feira, 5 de maio de 2016

STF afasta Eduardo Cunha da Câmara

Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiram nesta quinta-feira (5), por unanimidade, suspender o mandato do deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e afastá-lo da presidência da Câmara dos Deputados quase cinco meses após o pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Todos os 11 ministros da Corte votaram contra Cunha. A decisão do STF mantém uma liminar expedida na manhã desta quinta-feira pelo ministro Teori Zavascki. Apesar do afastamento, o deputado mantém o foro privilegiado.

O afastamento de Cunha do cargo atendeu a um pedido feito pela PGR (Procuradoria-Geral da República) em dezembro do ano passado. Segundo a PGR, Cunha utilizava a posição de presidente da Câmara para obstruir investigações contra ele realizadas pela Operação Lava Jato. O pedido feito pela PGR citou 11 pontos que, segundo o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, justificam o afastamento de Cunha.

Em sua decisão liminar, Teori afirmou que a permanência de Cunha no cargo "além de representar um risco para as investigações penais sediadas neste Supremo Tribunal Federal, é um pejorativo que conspira contra a própria dignidade da instituição por ele liderada".
O 1º vice-presidente da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), assumiu a presidência da Câmara interinamente. Ele é um dos políticos investigados pela Operação Lava Jato e é um conhecido aliado de Cunha.  Fonte: UOL 05/05/2016 

terça-feira, 3 de maio de 2016

Chegada da tocha olímpica ao Brasil vira ato político de Dilma

A presidenta Dilma e a atleta Fabiana seguram a tocha olímpica. Fernando Bizerra Jr. EFE

Na maioria dos países por onde passa, a tocha olímpica costuma ser o símbolo da paz e de uma suposta união dos povos. No Brasil, ela chega em circunstâncias políticas sui generis diante do iminente impeachment da presidenta Dilma (PT). Nesta terça-feira, em Brasília, cerca de 300 manifestantes contra e a favor da destituição da presidenta se xingaram, trocaram empurrões e alguns entraram em confronto com a polícia, que fazia a segurança da tocha. Em ao menos dois momentos os policiais precisaram usar o spray de pimenta para dispersar alguns dos militantes que protestavam. Fonte: El País - Brasília 3 MAI 2016 

domingo, 1 de maio de 2016

Cães no Mundo

Pense em todos os cães que há por aí: labradores, poodles e labradoodles; huskies, westies e adoráveis SRDs (sem raça definida). Some todos eles, todos os cães de estimação do planeta, e serão cerca de 250 milhões.
No entanto, há cerca de 1 bilhão de cachorros na Terra, segundo estimativas. Os demais 750 milhões não têm coleiras antipulgas nem humanos que os levem para passear. São os chamados cachorros de rua, vira-latas ou cães vadios que rondam lixões e bairros de quase todo o mundo.
Fonte: O Estado de São Paulo- The New York Times - Abril 29, 2016

Comentário: A população mundial  em 2015 é de 7,3 bilhões. Existem 140 cães para cada 1000 pessoas.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Brasil vai repetir o tombo de 2015

O desempenho desastroso da economia no Brasil em 2015 vai se repetir em 2016, confirmando dois anos seguidos de profunda recessão no país, segundo o relatório Perspectivas Econômicas, divulgado nesta quarta pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). 

A projeção do Fundo é de uma queda de 3,8% do Produto Interno Bruto em 2016, o mesmo resultado registrado no ano passado, quando pelo menos `1,5 milhão de brasileiros perderam seus empregos. É o terceiro pior resultado da região, atrás da Venezuela (-8%) e do Equador (-4,5%). A Argentina deve ter queda de -1%.

DÍVIDA PÚBLICA BRASILEIRA
A dívida pública brasileira atual, de 73,7% do PIB (dado de 2015) é a maior do continente sulamericano, maior inclusive que a da Venezuela (48,8% do PIB) ou que a da Argentina (56,5%), países até pouco tempo atrás identificados como os ‘patinhos feios’ da região.

O descontrole com os gastos públicos marcou o primeiro mandato da presidenta Dilma, algo que ficou mais nítido depois da sua reeleição em 2014. A dívida bruta no início de 2011, quando ela estreou na presidência, estava na casa dos 54% do PIB. A contínua concessão de isenções fiscais a empresas para evitar o desemprego em seus primeiros anos no poder foi comprometendo a arrecadação do Governo, o que contribuiu para aumentar o nível de endividamento do Brasil.

Ao final do primeiro mandato, em 2014, e no início do atual, em 2015, Dilma recorreu a manobras contábeis para fechar as contas, ao mesmo tempo em que alterou por diversas vezes as metas fiscais (economia para pagamento de dívidas) com as quais havia se comprometido.

PIOR RECESSÃO DO SÉCULO
O FMI observa que a combinação de fragilidades macroeconômicas e problemas políticos marcam o Brasil atualmente. Com dois anos de queda significativa do PIB, não é à toa que os economistas no Brasil descrevem o quadro atual como a “pior recessão do século”. Na leitura do Fundo, a retração de consumo e investimentos se explica diante das incertezas do momento. “A atividade econômica se contrai diante da escassa confiança das empresas e consumidores, do elevado nível de incerteza a respeito da política interna, bem como da debilidade dos preços de exportações e do endurecimento das condições financeiras e escassa competitividade”, aponta o relatório.

Com espaço limitado para cortes – quase 90% do orçamento público brasileiro é engessado por despesas obrigatórias – o FMI entende que serão necessárias “medidas impositivas no curto prazo”, embora entenda que no longo prazo será necessário abordar a rigidez de gastos, incluindo os da Previdência Social. Esse é um debate que já estava presente no Governo Dilma, e que possivelmente será herdado pelo seu vice-presidente, Michel Temer, caso ele assuma o poder se o impeachment for confirmado em maio. Fonte: El País - São Paulo 27 ABR 2016

Comentário:
Segundo Roberto Campos: “A esquerda sempre soube chacoalhar as árvores para apanhar no chão os frutos. O que não sabe é plantá-las…”
Segundo Marx, para acabar com os males do mundo, bastava distribuir; foi fatal; os socialistas nunca mais entenderam a escassez.
Nada é de graça, nada pode ser de graça. O dinheiro sai de algum lugar, em geral do bolso do contribuinte.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Canadá confirma primeiro caso de transmissão sexual do zika

Paciente contraiu vírus de parceiro que esteve em país que enfrenta surto da doença. Casos de transmissão sexual do zika foram registrados na Argentina, Chile, França, Itália, Nova Zelândia e EUA.

Autoridades de saúde canadenses confirmaram nesta segunda-feira (25/04) o primeiro caso de transmissão sexual do vírus zika no país. O paciente é residente da província de Ontário.
De acordo com a Agência de Saúde Pública do Canadá e a Secretaria de Saúde de Ontário, a pessoa, que não teve a identidade revelada, teria contraído o vírus de um parceiro sexual que foi infectado pelo zika durante uma viagem a um país afetado pelo surto da doença.
O zika é transmitido principalmente pelo mosquito Aedes aegypti. A Organização Mundial de Saúde (OMS), porém, já identificou casos de transmissão sexual do vírus na Argentina, Chile, França, Itália e Nova Zelândia, além dos Estados Unidos.
 
O Canadá já confirmou 55 casos de zika no país. Todos os pacientes foram infectados durante viagens a países que enfrentam o surto da doença, que começou no Brasil no ano passado e se espalhou para vários países da América Latina.
No início do mês, autoridades de saúde dos Estados Unidos comprovaram a associação entre a contaminação pelo vírus e os casos de microcefalia, e afirmaram que o zika é "mais assustador" do que se pensava.

No Brasil, dos 1.168 casos de microcefalia confirmados, 192 tiveram resultado positivo para o zika. Desde 2015, 7.150 casos da má formação cerebral foram notificados no país. Mais de 2,2 mil foram descartados e cerca de 3,7 mil continuam sendo investigados.
O vírus também é relacionado à síndrome de Guillain-Barré, uma reação autoimune do corpo que ataca parte do sistema nervoso, causando fraqueza muscular e paralisia. Fonte: Deutsche Welle - Data 25.04.2016

Comentário: Doenças da Globalização
Fluxos migratórios e mudanças ambientais são alguns dos fatores que aumentam a disseminação de doenças pelo globo; especialistas alertam que medidas pontuais são insuficientes para evitar pandemias.
O mundo é uma bola. Se reparar bem, parece miúdo como uma bola de gude. Pelo menos é esta a sensação em tempos de globalização, quando o deslocamento de pessoas, capital e mercadoria por diversos pontos do planeta ocorre com extrema facilidade. Esse fator, típico da sociedade contemporânea, também faz com que alguns vírus viajem com velocidade acelerada contribuindo para a disseminação de doenças e para o reaparecimento de outras inúmeras enfermidades – algumas ressurgem sob formas mais letais; outras se renovam tornando-se imunes aos medicamentos. Fonte: Fiocruz

terça-feira, 26 de abril de 2016

Falha não é só de Dilma, mas de toda classe política, diz Economist

"A grande traição" foi o título escolhido pela britânica The Economist para falar da crise política no Brasil. A capa da edição latino-americana da publicação traz uma montagem com o Cristo Redentor segurando uma placa de "SOS".

Na reportagem, a revista diz que o fracasso brasileiro não é só culpa da presidente Dilma Rousseff, mas de toda a classe política, que "decepcionou o país por meio de um mix de negligência e corrupção".
Após descrever a votação do impeachment na Câmara como um dos momentos "mais estranhos" da vida política nacional, a Economist diz que a "mancha de corrupção" está espalhada por muitos partidos brasileiros: "dos 21 deputados sob investigação no caso da Petrobras, 16 votaram pelo impeachment de Rousseff. Cerca de 60% dos congressistas enfrentam acusações de delito criminal."

"O alarmante é que aqueles que estão trabalhando para sua saída (de Dilma) são, de muitas formas, piores do que ela", segue a reportagem.
A Economist opina que um governo Michel Temer poderia trazer um "alívio econômico de curto prazo", mas pondera que o PMDB também é citado nos escândalos de corrupção e menciona as acusações contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, réu na operação Lava Jato.
Segundo a revista, para enfrentar um cenário de recessão, inflação e desemprego, a melhor saída seria a convocação de eleições gerais.

"Um novo presidente pode ter um mandato para embarcar em reformas que escaparam dos governos durante décadas. Os eleitores também merecem uma chance de livrar-se de todo o Congresso infestado de corrupção. Apenas novos líderes e novos legisladores podem realizar as reformas fundamentais de que o Brasil necessita."
No entanto, a publicação considera essa possibilidade pouco provável, já que depende dos atores que estão hoje no poder. E conclui que os eleitores "não devem se esquecer deste momento", porque terão a chance de ir às urnas para votar por "algo melhor".
vezes para falar sobre o país

Outras capas
Na primeira vez em que a Economist usou o Cristo Redentor em sua capa sobre o Brasil, o contexto era outro. Em 2009, a revista publicou a montagem do Cristo na forma de um foguete, prestes a levantar voo, com o título "Brazil takes off" ("Brasil decola", em tradução livre). Otimista, a reportagem falava dos rumos promissores da economia brasileira. Em outubro de 2013, a publicação também mostrava o Cristo, mas, desta vez, em trajetória de queda. Fonte: BBC Brasil - 21 de abril de 2016

domingo, 24 de abril de 2016

Anos 60 - Eydie Gormé

Eydie Gormé  cantora americana de vários gêneros latinos. Participou de muitas gravações históricas ao lado do Trio Los Panchos. Morreu em 10 de agosto de 2013