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segunda-feira, 27 de junho de 2016

Inaugurada ampliação do Canal do Panamá

Rota permite agora a passagem de navios com até 14 mil contêineres. Antes, o máximo eram 4.400. Obra durou nove anos e custou 5,4 bilhões de dólares.

O presidente panamenho, Juan Carlos Varela, inaugurou neste domingo (26/06) a ampliação do Canal do Panamá, permitindo a passagem do navio chinês Cosco Shipping Panama. Varela descobriu uma placa comemorativa durante um ato solene do qual participaram também familiares dos sete operários mortos durante as obras de ampliação, que duraram nove anos.
 
CANAL É O ORGULHO DO PANAMÁ
O megaprojeto se tornou necessário devido ao tamanho cada vez maior dos navios de carga e custou 5,4 bilhões de dólares. Agora podem cruzar a rota, que une o Atlântico ao Pacífico, os navios Post Panamax, que transportam até 14 mil contêineres. Antes, o máximo possível eram navios de até 4.400 contêineres.
As obras começaram em 2007 e deveriam estar concluídas em 2014, mas disputas sobre os custos e greves atrasaram o projeto. A principal empreiteira, o Grupo Unidos por el Canal (GUPC, liderado pelo grupo espanhol Sacyr Vallehermoso) assinou em 2009 um contrato de 3,1 bilhões de dólares, mas reclama cerca de 3,4 bilhões devido a custos adicionais.
"Essa rota de trânsito é a ponta do iceberg de um ambicioso plano destinado a converter o Panamá no centro logístico das Américas e representa uma oportunidade significativa para os países da região de melhorar suas infraestruturas, fazer crescer suas exportações e ativar seu crescimento econômico em conjunto com o nosso país", afirmou o administrador do canal, Jorge Quijano.

REVITALIZAÇÃO DO COMÉRCIO MUNDIAL
O Canal do Panamá representa aproximadamente 5% do comércio mundial, e com essa ampliação é estimado um aumento de 3% no volume de cargas que passam por lá.

Mesmo que 60% do tráfego do Canal do Panamá comece ou termine nos portos dos Estados Unidos, terá um impacto direto e notável no comércio entre a Ásia e a Costa Leste dos EUA, de acordo com previsões da Maersk, a companhia naval dinamarquesa, uma das maiores do mundo.

“A expansão nos dá mais opções, mais notadamente para nossas rotas entre a Ásia e a América do Sul e entre a Ásia e a Costa Leste dos Estados Unidos. É provável que a Maersk Line utilize mais o Canal do Panamá ampliado ajustando alguns serviços com barcos maiores para começar a navegar através de suas novas eclusas”, diz Anders Boenaes, diretor da Maersk Line.

Também se pretende vender a ampliação do canal como um projeto verde, que economizará milhares de toneladas de CO2. Os responsáveis pela obra dizem que ao permitir a entrada de barcos maiores se evitam viagens e, portanto, emissões. Além disso, defendem que o canal economiza até 15 dias em relação a outros trajetos como os que passam pelo Canal de Suez.

E se uma considerável área florestal e de selva foi desmatada, foram reflorestados 2.800 hectares em outras áreas do país, o triplo das que foram destruídas pela obra, segundo o responsável pelo meio-ambiente da ACP, Carlos Vargas. Deutsche Welle e El País - Data 26.06.2016