sábado, 18 de setembro de 2021
quinta-feira, 16 de setembro de 2021
Doença “urina preta” pode estar relacionada a consumo de frutos do mar
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou uma nota na qual alerta sobre uma possível relação entre os casos de doença de Half, conhecida como “urina preta”, observados este ano no Brasil, e o consumo de peixes, mariscos e crustáceos sem o selo dos órgãos de inspeção oficiais.
De
acordo com a pasta, todos os casos notificados e em investigação estão sendo
acompanhados por epidemiologistas do Ministério da Saúde, em cooperação com os
Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária (LFDA) e o Instituto Federal de
Santa Catarina (IFSC).
A
doença de Haff apresenta como sintomas rigidez muscular frequentemente
associada ao aparecimento de urina escura, que resulta de insuficiência renal.
Ela se constitui em um tipo de rabdomiólise, nome dado para designar uma
síndrome que gera a destruição de fibras musculares esqueléticas e libera elementos
de dentro das fibras - como eletrólitos, mioglobinas e proteínas - no sangue.
O
nome foi dado em razão da descoberta da doença em um lago chamado Frisches
Haff, na região de Koningsberg em 1924. O território, à beira do Mar Báltico,
pertencia à Alemanha, mas foi incorporado à Rússia posteriormente, constituindo
um enclave entre a Polônia e a Lituânia.
A
nota do Mapa informa que os primeiros sinais e sintomas podem se manifestar nas
24 horas após o consumo de peixe cozido, lagostim e outros frutos do mar
contaminados. “A enfermidade é considerada emergente e, por ter origem
desconhecida, enquadra-se como evento de saúde pública (ESP), sendo considerada
de notificação compulsória”, diz a nota.
Ainda
segundo o ministério, os primeiros casos de doença de Half registrados no
Brasil foram em 2008, com origem em espécies de água doce como o Pacu
(Mylossoma spp), tambaqui (Colossoma macropomum) e pirapitinga (Piaractus
brachypomus), bem como em peixes de água salgada, como a arabaiana/olho-de-boi
(Seriola spp) e badejo (Mycteroperca spp).
Foram
também registrados casos em 2016 e, agora, em 2021. Diante da situação, o Mapa
está orientando a população a ficar atenta na hora de comprar pescados, de
forma geral. “Peixes, mariscos e crustáceos comercializados devem conter o selo
dos órgãos de inspeção oficiais”, alerta o ministério, ao informar que produtos
identificados pelo carimbo de inspeção na rotulagem possibilitam a
rastreabilidade de sua origem, o que os torna seguros.
A
dificuldade para a identificação do material contaminado está no fato de que a
toxina causadora não tem gosto nem cheiro específicos, o que torna mais
complexa a sua percepção. Nos relatos registrados ao longo dos anos, pessoas
acometidas da doença ingeriram diferentes tipos de peixe, como salmão, pacu-manteiga,
pirapitinga, tambaqui, e de diversas famílias como Cambaridae e Parastacidae.
“Pesquisas sobre os possíveis agentes
causadores estão sendo realizadas pelo LFDA e o IFSC, a partir das amostras
coletadas dos alimentos consumidos, bem como de material biológico dos próprios
pacientes acometidos. Por ter sido registrada em diversos biomas (rios, lagos,
mares etc) e espécies, não é possível, até o momento, determinar, com base nos
casos analisados, os ambientes e animais envolvidos”, informa a nota.
De
acordo com o Mapa, foram feitas pesquisas de amostras na busca por “moléculas
suspeitas”, especialmente de grupos onde é mais provável encontrar toxinas
causadoras da doença de Haff. No caso, “moléculas análogas que podem ser
produzidas por microalgas tóxicas”.
terça-feira, 14 de setembro de 2021
Coronavírus: China confina cidade com 5 milhões de habitantes após detectar surto
Cerca de 5 milhões de habitantes de Xiamen, no sudeste da China, foram hoje (14) colocados em confinamento, após terem sido detectados 32 casos de covid-19, naquela que é uma das mais populosas cidades da província de Fujian.
No total, a província de Fujian registrou 60 novos casos nas últimas 24 horas, incluindo um assintomático. Análises preliminares citadas pela imprensa local indicam a presença da variante Delta entre os contagiados.
O jornal The Paper alertou
para a entrada em vigor, a partir da última meia-noite local (horário local),
da suspensão dos serviços de ônibus de longa distância, no âmbito de uma série
de medidas, que incluem o regresso às aulas online, em todos os níveis de
ensino, e o fechamento de vários locais públicos. A imprensa local também informou que todos os
complexos residenciais de Xiamen permanecerão "fechados", para evitar
que os moradores saiam. Apenas viajantes com teste negativo terão acesso ao
aeroporto da cidade, feito, no máximo, 48 horas antes da partida.
De acordo com o jornal South
China Morning Post, de Hong Kong, todas as celebrações e eventos do Festival do
Meio de Outono, que ocorrem no próximo dia 21, foram cancelados, enquanto as
reuniões com grande número de pessoas, como casamentos, foram proibidas. Os
funerais devem ser realizados de "maneira simples", disseram as
autoridades.
As cidades de Putian e
Quanzhou (esta última, com mais de 6 milhões de habitantes), também na
província de Fujian, registraram casos positivos, como parte do mesmo surto.
No caso de Putian - onde
começa hoje a ser feita uma campanha massiva de testes - a imprensa local
informou que as infecções estão concentradas numa escola e numa fábrica de
calçado.
Nessa segunda-feira (13), as
autoridades afirmaram que o surto deve alastrar-se a outras regiões do país,
mas que poderão controlá-lo antes do início do feriado da "semana
dourada", que se realiza no início de outubro.
TOLERÂNCIA ZERO: A China
pratica uma estratégia de tolerância zero contra o novo coronavírus, que
envolve rígido controle sobre entradas no país, com quarentenas de até três
semanas e vários exames, além da realização de testes em massa, nos locais onde
é detectado novo surto.
O país somou 95.340 casos e
4.636 mortos desde o início da pandemia. A covid-19 provocou pelo menos
4.627.854 mortes em todo o mundo, entre mais de 224,56 milhões de infecções
pelo novo coronavírus registradas desde o início da pandemia.
A doença respiratória é
provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detectado no fim de 2019 em Wuhan,
cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em países
como o Reino Unido, a Índia, África do Sul, o Brasil e o Peru. Fonte: Agência Brasil - Publicado em 14/09/2021 -
08:30
OBS: População estimada da
China em novembro de 2020 – 1,412 bilhão
de pessoas. Fonte: Statista






