quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Enchentes: Caos na região metropolitana de São Paulo



Passo a passo do cenário de inundação na região metropolitana de São Paulo 


A maior metrópole brasileira amanheceu na terça-feira, parada e submersa. De manhã, já haviam sido registrados 125 pontos de alagamento

A forte tempestade que caiu no Estado de São Paulo entre a noite de segunda-feira e a madrugada de terça-feira, deixou 14 pessoas mortas:

■ 5 em São José dos Campos, 3 em Mauá, 3 na capital, 1 em Embu, 1 em Mogi das Cruzes e outra em Iperó, que até a noite não havia sido contabilizada oficialmente pelos bombeiros.

 1-A Coordenadoria Estadual de Defesa Civil emitiu, a partir das 21h15 de segunda-feira (10JAN11), aos órgãos que compõem o Sistema Estadual de Defesa Civil, Boletim Meteorológico Extra para São Paulo e Grande São Paulo (nº 035) informando que áreas de instabilidade deslocam-se do interior e do litoral em direção à Capital e Região Metropolitana do Estado de São Paulo acarretando em chuvas fortes de curta duração.

2-CAPITAL- O Centro de Gerenciamento de Emergência (CGE) da Cidade de São Paulo colocou a Marginal Tietê e as zonas norte e leste da Capital em estado de atenção às 21h40 de segunda-feira (10JAN11). As outras áreas da Capital e a Marginal Pinheiros entraram em atenção às 22h10.

O Rio Cabuçu de Baixo, na zona norte de São Paulo e os córregos Morro do S, na zona sul e Jaguaré, na zona oeste transbordaram.

Por volta das 00h00 de terça-feira (11JAN10), transbordamento do córrego Limão.

Os Rios Tietê e Pinheiros transbordaram no início da madrugada.

A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) registrou até o início da madrugada de  (11JAN11) sessenta e nove pontos de alagamento sobre vias da cidade, sendo trinta e oito intransitáveis. Os túneis Max Feffer na região de Pinheiros, Fernando Vieira de Mello na região do Butantã e Anhangabaú na região Central foram fechados devido aos alagamentos.

2- MAUÁ - Por volta das 22h30 de segunda-feira (10JAN11) uma forte chuva provocou alagamentos em diversos bairros da cidade e deslizamentos de terra.

3- GUARULHOS - Por volta das 22h00 de segunda-feira (10JAN11) uma forte chuva provocou alagamentos em diversos bairros da cidade e queda de muros.

4-MOGI DAS CRUZES- Por volta das 22h00 de segunda-feira (10JAN11) uma forte chuva provocou pontos de alagamentos e desl.izamentos de terra.

5- ITAQUAQUECETUBA - Por volta das 22h00 de segunda-feira (10JAN11) uma forte chuva provocou o transbordamento do rio Tietê e a inundação nos bairros  adjacentes às margens do rio e localizados nas áreas de várzea.

6 – GUARAREMA- Por volta das 22h00 de segunda-feira (10JAN11) uma forte chuva provocou o transbordamento do córrego Ipiranga, atingindo vários bairros ribeirinhos ao córrego.

7 - FRANCO DA ROCHA - As constantes chuvas dos últimos dias culminaram na terça,

(11/01/2011) com o transbordamento do Rio Juqueri ocasionando inundações nos bairros adjacentes ao rio.

8- EMBU - Por volta das 23h50 de segunda-feira (10JAN11) uma forte chuva provocou alagamentos em diversos bairros da cidade e deslizamento de terra.

9 – OSASCO – Na segunda-feira (10JAN11), por volta das 21h30, na Avenida Presidente Médici, s/nº, Jardim Mutinga, Osasco, devido à forte chuva, aproximadamente vinte pessoas se concentraram na via pública e atearam fogo em móveis que haviam sido atingidos pela inundação. Equipes do 42º BPM/M fizeram a contenção das pessoas que após as chamas debeladas, se dispersaram. Não houve confronto e feridos. FONTES: COBOM, COMDEC, CET e AES Eletropaulo.

Comentário: O problema das cheias é antigo e ocorre sempre a partir do aumento da intensidade das chuvas de verão, que ocorrem em seu ponto máximo durante os meses de janeiro e fevereiro, podendo ocorrer em dezembro quando as chuvas se adiantam ou março, quando elas se atrasam.

Na realidade o problema é agravado  por causa do adensamento da cidade, isto é, a verticalização da cidade, impermeabilização da superfície urbana,  ocupação de encostas e falta de políticas públicas.

Já no século passado as enchentes ocorriam e causavam problemas na cidade.. A várzea do Carmo, bem como todo o rio Tamanduateí, constituem um problema para a cidade desde 1824.

Transcrevo a ata  Conselho Geral da Província de 27 de outubro de 1824 "resolveu que se expedisse ordem a dita câmara para mandar encanar o mesmo rio pelo seu leito natural, desde o primeiro  logar  em que se desviaram as suas águas, levantando-se nos canais açudes fortes de faxina e torrões compactos á pilão, com o que não se fará grande despesa e podem as suas rendas sem dependência da subscripção que propõe, devendo tratar com preferencia desta obra, que tanto interessa ao publico" (1).

Nota-se que naquela época  já queria retificar o rio e construir barragens.

Em 1887 houve a grande cheia do rio, como relata o artigo da época

No vale do Tamanduateí, na noite de 3 de janeiro de 1887, e no vale do Tietê durante os dias 6 e 7 seguintes, foi observada a maior enchente de que se tem notícia até então. No arquivo histórico da Seção de Biblioteca/Mapoteca do Serviço de Comunicações Técnico Científicas  do Instituto Geológico, encontra-se uma cópia manuscrita do relatório "Sobre o movimento das águas observadas no valle do Tieté e Tamanduatehy durante a enchente de janeiro de 1887".

"Ficou assim consignado que a diferença entre o nivel da maior enchente 8.m680 e o nivel de estiagem 4.680 foi de m: 4.m,tendo as aguas subido 2.m acima do solo da varzea nos pontos mais deprimidos em proximidade a ponte grande". (rio Tietê - pág.2).

Os jornais da época registraram os seguintes comentários:

Tratou disto o Diario Popular dos dias 3, 4, 5 e 10 e o Correio Paulistano do dia 6. Em resumo ficou registrado que esta enchente foi geral em todos os vales cujos rios correm em direcção de Oeste para Este, como os rios Tieté, Atibaia, Sorocaba, Piracicaba, Mogy-guassu etc, e foi inferior para os rios que correm em direcção oposta, como se deu no rio Parnahyba. O agro Tieteense no circuito de São Paulo ficou innundado em uma superfície de cerca de 60 kil. quadrados tendo o nivel das aguas na ponte grande superado de 0.27 o nível da grande enchente de 1868 e coberto as varzeas com uma altura media de 2,m de agua:'. (pág. 25). Fonte: Rev. IG, São Paulo, 5(112):55-58, jan./dez. 1984

Fico imaginando  uma enchente desse tipo, agora, na cidade. Seria uma catástrofe.

Existe um estudo de uma equipe multidisciplinar sobre a região   metropolitana de São Paulo para o ano de 2030, que diz: Projeções indicam que, caso siga o padrão histórico de expansão, a mancha urbana da Região Metropolitana de São Paulo será o dobro da atual em 2030, aumentando os riscos de enchentes, inundações e deslizamentos na região, atingindo cada vez mais a população como um todo e, sobretudo, os mais pobres. Isso acontece porque essa expansão deverá se dar principalmente na periferia, em loteamentos e construções irregulares, e em áreas frágeis, como várzeas e terrenos instáveis, com grande pressão sobre os recursos naturais. Fonte: RMSP e as vulnerabilidades às mudanças climáticas-INPE

Finalmente, a natureza é implacável quando exige a retomada de seu espaço territorial

domingo, 9 de janeiro de 2011

Matrioshka - Dilma

bligo-PrincesaDilma.jpgO artista plástico Marcus Baby criou a Boneca Presidenta Dilma Rousseff. Ele garante que não tem nenhuma orientação partidária.

E foi um processo trabalhoso: "A boneca Dilma Rousseff consumiu 2 meses de construção.

Isso me faz lembrar das bonecas russas, chamada Matrioshka. São várias bonecas encaixadas uma dentro da outra. Em geral são cinco ou sete bonequinhas.

Quantas faces  a presidente usará no seu governo?

A face ideológica da esquerda radical?

A face do tempo  em que era terrorista? 

A face samaritana de ajuda aos miseráveis, como afirmou no seu discurso?

Abligo-MatrioshkaDilma.jpg face terceiro-mundismo?

A face neo-liberal da esquerda?

A face socialismo tupiniquim?

A face do socialismo do século XXI?

Vamos aguardar, quais serão as faces  da bonequinha Dilma?

A Matrioshka ou boneca russa é um brinquedo tradicional da Rússia, constituída por uma série de bonecas, feitas de diversos materiais, mas geralmente é feita de madeira.

Nada será como antes

bligo-SalvadorPatria.jpg Lula não inventou a roda nem começou do zero, mas mudou o País. Quem há de se vangloriar ou se lamentar disso?

Nunca antes na história deste País houve um presidente como Luiz Inácio Lula da Silva. Encerrada sua dupla presidência, nada será igual. O País que ele nos deixa é outro, para o bem e para o mal. Nem melhor, nem pior, simplesmente diferente. Lula fez e desfez, aconteceu, circulou e apareceu, mudou o discurso do poder e o modo como a opinião pública se relaciona com seus governantes, pacificou e articulou os mais distintos interesses sociais, a ponto de sair de cena como uma espécie inusitada de glória nacional. Deixou marca tão forte na política, na administração pública e no imaginário popular que será preciso um tempo para assimilarmos sua ausência.

Lula não teve a grandeza fundacional e paradigmática de um Vargas, verdadeiro artífice do Brasil moderno, que ele forjou mediante um padrão de intervenção estatal e um “pacto” ainda hoje vigentes. Não trouxe o charme nem o dinamismo de JK, com sua fantasia industrializante de recriar o País, fazendo 50 anos em 5. Nem sequer seria justo aproximá-lo de Fernando Henrique Cardoso, cujo refinamento intelectual fazia com que conhecesse a estrutura do País que pretendeu administrar.

Mas Lula foi diferenciado. A começar do estilo. Falastrão, debochado, emotivo, avesso a protocolos e a regras gramaticais, demarcou um território. Líder metalúrgico, filho humilde do Brasil profundo, encontrou uma fórmula eficiente de dialogar com as grandes multidões, valendo-se da exploração de uma espontaneidade que o levou a ser tratado como um brasileiro igualzinho a você, predestinado a promover a ascensão dos pobres graças à magia de uma identificação imediata. Por ter vindo “de baixo” e carregado a cruz do sofrimento, Lula saberia como atender os pobres. A precariedade da formação intelectual e a falta de gosto por leituras ou estudos sistemáticos seria compensada pela percepção intuitiva das carências sociais. Ponha-se nisso uma pitada de sagacidade e se tem a lapidação de um mito.

O estilo Lula de ser presidente caminhou sempre de braços dados com glorificação e a autoglorificação. Foi assim, aliás, que ele abriu caminho no PT. Soube usar a aura que o cercou no final dos anos 70, quando despontou como expressão de um “novo sindicalismo” que irrompia numa sociedade silenciada pela ditadura e disponível para se emocionar com a movimentação dos operários do ABC paulista. Criou-se assim o signo do trabalhador que se impõe a políticos, estudantes e intelectuais para fundar um partido diferente, uma política de outro tipo, um novo discurso, um distinto modo de deliberar e agir. O bordão “nunca antes na história”, na verdade, nasceu ali, colando-se a sua trajetória.

O estilo sempre esteve próximo da egolatria e da autossuficiência, combinadas com uma enorme vontade de agradar a todos. Lula nunca reconheceu erros ou cultivou a modéstia. Sua vida teria transcorrido numa sucessão de eventos positivos, modelados por seu discernimento, seu sacrifício e seu espírito de luta. Outros erraram, companheiros inclusive; ele no máximo foi enganado ou ficou imobilizado por perseguições e preconceitos.

Mas é impossível diminuir o tamanho real do personagem. Num País em que as elites políticas, econômicas e intelectuais, apesar de não terem conseguido governar com generosidade, nunca largaram as rédeas do governo, a irrupção de um metalúrgico no Planalto deve ser compreendida sem ira nem ressentimento. Tratou-se de um fato excepcional, desses que podem efetivamente sinalizar que algo novo começou a trepidar no chão da vida cotidiana.

A chegada de Lula ao poder não foi obra do desígnio divino, nem derivou exclusivamente de seu carisma ou mérito pessoal. Muita gente se empenhou para isso e a operação exigiu algum sacrifício. O PT, por exemplo, trocou sua identidade operária pela possibilidade de projetar um operário na cúpula do Estado. Depois de ter se recusado a jogar o jogo da redemocratização do País, o partido passou a defender as regras formais e informais do sistema político. Afastou-se dos compromissos de esquerda. Depurado de combatividade e eixo, ficou refém de seu mais conhecido expoente. Alguma semelhança com o papel desempenhado por Luiz Carlos Prestes no velho PCB não é mera coincidência. 

A estratégia foi auxiliada pelos fatos da vida. Houve o governo FHC, que venceu a inflação e lançou a plataforma de uma sociedade mais educada para a racionalidade econômica e mais sensível à necessidade de centralizar a questão social. Lula beneficiou-se, também, da consolidação democrática, da expansão da economia internacional e do que isso trouxe de espaço para o crescimento da economia brasileira. Tudo ajudou as políticas públicas a ganhar nova preeminência e incluir o combate às zonas de miséria e pobreza que devastam a sociedade.

Exagera-se muito na avaliação que se faz de Lula. Na apreciação do que há de positivo em seu governo, nem sempre se dá o devido valor à equipe técnica e política que o assessorou. O bloco de sustentação e a amplíssima coalizão de interesses que montou não se deveram a uma incomum habilidade de negociador, mas sim à recuperação do Estado como agente, à disseminação de práticas generalizadas de composição parlamentar e a uma “racionalidade” dos próprios interesses, que pactuaram para ganhar um pouco mais ou perder um pouco menos. Uma “nova classe média” apareceu, impulsionada pelas facilidades do crediário, pelos programas de transferência de renda e pela impressionante mobilidade da sociedade. Mas não mudou a face do País.

A presidência Lula se completou com a eleição de Dilma Rousseff, sua maior criação. O “animal político” nascido no ABC mostrou que tem corpo e vontade própria. Já não depende mais de um partido para se afirmar e pode almejar ser fiador do novo governo.

Mas nada é tão simples como parece. Todo governante constrói sua biografia e a lógica da política o impele a buscar luz autônoma. Uma hipótese realista sugere que haverá um suave descolamento entre Lula e Dilma. Disso talvez nasça um governo mais ponderado e equilibrado, capaz de substituir a presença de um líder carismático e intuitivo pela determinação e pelo rigor técnico que são indispensáveis para que se possa construir uma sociedade mais igualitária.

Lula entrou para a galeria política brasileira. Mas não inventou a roda, nem começou do zero. Não fará tanta falta quanto imagina ou imaginam. Sua passagem para os bastidores do sistema, ainda que temporária, poderá propiciar uma lufada de oxigênio na política e na dinâmica social, ajudando-as a adquirir mais espontaneidade e a pressionar por agendas de novo tipo.

Nada será como antes, é verdade, mas ninguém lamentará nem se vangloriará disso.

Fonte: Estadão - 25 de dezembro de 2010 - Marco Aurélio Nogueira é professor titular de teoria política da Unesp

Comentário: O presidente Lula não foi estadista ou empreendedor  político com visão do futuro ou preparando o país para este século. Ele tinha tudo para fazer isso, mas sua ideologia imediatista, olhando apenas o presente e o passado. Foi o Salvador da Pátria ou Antonio Conselheiro dos pobres. O mais interessante de tudo isso, seus pronunciamentos nunca tocou na educação. Não aconselhou os jovens para estudarem. Ao contrário do presidente dos EUA  que disse aos americanos que se mobilizem para que os Estados Unidos recuperem a liderança no percentual da população com curso universitário, destacando que a educação está diretamente ligada ao bom desempenho econômico. "Os países que têm melhor nível de educação hoje são os que vão nos superar amanhã", disse Obama em Austin, diante de estudantes da Universidade do Texas."O que tento explicar às pessoas é que a educação não é um problema econômico, mas sim ''o problema econômico''" fundamental dos Estados Unidos.

Enquanto um presidente dá ênfase a educação, o nosso se preocupa com o presente, com Bolsa Família ou melhor com Marmitex.. Com consumo supérfluo para alavancar a pobreza que tem resultado imediato, mas a longo prazo a pobreza retorna,  pois o pobre sem qualificação e estudo, dependerá sempre do governo ou de sua política social.  Ele foi o mestre-sala e o Brasil funcionou como porta-bandeira.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Tango

Excelente a exibição da bailarina russa. Muito talentosa para dançar  tango  com originalidade e versatilidade.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Plágio ou Inspiração: Rio 2016



Plágio ou Inspiração. A imagem é parecida com Telluride Foundation, retiraram uma imagem e houve distorção delas, unindo-as pelos braços e pernas. A imagem do Carnaval da Bahia de 2004, é cópia da imagem Telluride Foundation. , que é muito parecida com uma pintura do artista francês Henri Matisse ("A Dança"). Como diz o Tostão: É muito difícil ser completamente original. A idéia  não surge do nada. Só os gênios conseguem

Itamaraty dá passaporte diplomático a filhos de Lula

O Itamaraty concedeu passaporte diplomático a dois filhos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a dois dias do fim do mandato.

Segundo entendimento do órgão, dependentes de autoridades podem receber o documento até os 21 anos (24, no caso de estudantes, ou em qualquer idade se forem portadores de deficiência).

Chanceler pode dar o benefício, alega Itamaraty

Luís Cláudio Lula da Silva, 25, e Marcos Cláudio Lula da Silva, 39, filhos do ex-presidente, gozam de perfeita saúde e obtiveram o documento em 29 de dezembro de 2010, penúltimo dia útil da era Lula.

Questionado, o Itamaraty, disse que ambos já tinham o passaporte especial e tratava-se de uma renovação.

A Folha teve acesso à decisão que beneficiou os filhos de Lula. Ela cita que foi "em caráter excepcional" e "em função de interesse do país", mas não apresenta justificativa para a concessão.

Integrantes do corpo diplomático ouvidos pela reportagem, na condição de anonimato, afirmam que a decisão provocou mal-estar dentro do Itamaraty, já que o ex-chanceler Celso Amorim recorreu ao parágrafo 3º, que garante ao ministro o poder de autorizar a concessão do documento "em função de interesse do país".

A Folha apurou que Lula pediu o benefício pouco antes do fim do mandato.

O passaporte diplomático, regulamentado pelo decreto 5.978/2006, é concedido a presidentes, vices, ministros de Estado, parlamentares, chefes de missões diplomáticas, ministros dos tribunais superiores e ex-presidentes.

O artigo 1º do decreto diz o seguinte: "A concessão de passaporte diplomático ao cônjuge, companheiro ou companheira e aos dependentes das pessoas indicadas neste artigo será regulada pelo Ministério das Relações Exteriores".

No caso dos filhos, a norma seguida pelo Itamaraty obedece ao mesmo critério da Receita Federal para a definição de dependente (21 anos ou portador de deficiência). O entendimento está no site do Ministério das Relações Exteriores.

A validade do passaporte diplomático concedido aos dois filhos de Lula é de quatro anos, a contar da data de emissão. Assim, durante todo o governo de Dilma Rousseff, Luís Cláudio e Marcos Cláudio terão acesso à fila de entrada separada e com tratamento menos rígido nos países com os quais o Brasil tem relação diplomática.

Em alguns países que exigem visto, o passaporte diplomático o torna dispensável. O documento é tirado sem nenhum custo para a "autoridade". Um passaporte normal custa em torno de R$ 190 para ser emitido.

Luís Cláudio é o filho caçula de Lula. Formado em educação física, foi preparador físico do Corinthians. Marcos Cláudio é filho do primeiro casamento de Marisa Letícia, a ex-primeira-dama, e foi adotado por Lula. Formado em psicologia, é empresário e tentou ser candidato a vereador em 2008.

Na semana passada, a Folha revelou que Luís Cláudio é sócio do irmão Lulinha em seis empresas, mas só uma existe fisicamente. Cinco não saíram do papel: são empresas de entretenimento, tecnologia de informação e promoção de eventos. Fonte: Folha.com - 06/01/2011  

Comentário: Ele fez isso numa democracia. Imagino se fosse a ditadura do PT?. A democracia do ex-presidente é a  democracia do Imperador, do Reinado, dos Príncipes. Você sabe com quem está falando? Eu sou o Rei. O povo me adora, com mais de 80% de adoradores. O ex-chanceler lembra muito o El Brujo, Ravengar, para alegrar o Imperador (o Imperador não perde o titulo nobiliárquicos) concede o passaporte vermelho para os reizinhos. Que rei sou eu?  O El brujo Ravengar numa de suas visões, através de sua bola de cristal, afirmou: - Vejo um grande país e que se tornará um grande exemplo. Perguntado por um outro personagem que país seria esse, Ravengar respondeu: - Um grande exemplo de corrupção e vagabundagem. Em seguida aparecia na bola de cristal o mapa do Brasil.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Médicos reprovados formados em escolas bolivianas, cubanas e argentinas

Os resultados do projeto-piloto criado pelos Ministérios da Saúde e da Educação para validar diplomas de médicos formados no exterior confirmaram os temores das associações médicas brasileiras. Dos 628 profissionais que se inscreveram para os exames de proficiência e habilitação, 626 foram reprovados e apenas 2 conseguiram autorização para clinicar. A maioria dos candidatos se formou em faculdades argentinas, bolivianas e, principalmente, cubanas.

As escolas bolivianas e argentinas de medicina são particulares e os brasileiros que as procuram geralmente não conseguiram ser aprovados nos disputados vestibulares das universidades federais e confessionais do País. As faculdades cubanas - a mais conhecida é a Escola Latino-Americana de Medicina (Elam) de Havana - são estatais e seus alunos são escolhidos não por mérito, mas por afinidade ideológica. Os brasileiros que nelas estudam não se submeteram a um processo seletivo, tendo sido indicados por movimentos sociais, organizações não governamentais e partidos políticos. Dos 160 brasileiros que obtiveram diploma numa faculdade cubana de medicina, entre 1999 e 2007, 26 foram indicados pelo Movimento dos Sem-Terra (MST). Entre 2007 e 2008, organizações indígenas enviaram para lá 36 jovens índios.

Desde que o PT, o PC do B e o MST passaram a pressionar o governo Lula para facilitar o reconhecimento de diplomas cubanos, o Conselho Federal de Medicina e a Associação Médica Brasileira têm denunciado a má qualidade da maioria das faculdades de medicina da América Latina, alertando que os médicos por elas diplomados não teriam condições de exercer a medicina no País. As entidades médicas brasileiras também lembram que, dos 298 brasileiros que se formaram na Elam, entre 2005 e 2009, só 25 conseguiram reconhecer o diploma no Brasil e regularizar sua situação profissional.

Por isso, o PT, o PC do B e o MST optaram por defender o reconhecimento automático do diploma, sem precisar passar por exames de habilitação profissional - o que foi vetado pelo Conselho Federal de Medicina e pela Associação Médica Brasileira. Para as duas entidades, as faculdades de medicina de Cuba, da Bolívia e do interior da Argentina teriam currículos ultrapassados, estariam tecnologicamente defasadas e não contariam com professores qualificados.

Em resposta, o PT, o PC do B e o MST recorreram a argumentos ideológicos, alegando que o modelo cubano de ensino médico valorizaria a medicina preventiva, voltada mais para a prevenção de doenças entre a população de baixa renda do que para a medicina curativa. No marketing político cubano, os médicos "curativos" teriam interesse apenas em atender a população dos grandes centros urbanos, não se preocupando com a saúde das chamadas "classes populares".

Entre 2006 e 2007, a Comissão de Relações Exteriores da Câmara chegou a aprovar um projeto preparado pelas chancelarias do Brasil e de Cuba, permitindo a equivalência automática dos diplomas de medicina expedidos nos dois países, mas os líderes governistas não o levaram a plenário, temendo uma derrota. No ano seguinte, depois de uma viagem a Havana, o ex-presidente Lula pediu uma "solução" para o caso para os Ministérios da Educação e da Saúde. E, em 2009, governo e entidades médicas negociaram o projeto-piloto que foi testado em 2010. Ele prevê uma prova de validação uniforme, preparada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais do MEC, e aplicada por todas as universidades.

Por causa do desempenho desastroso dos médicos formados no exterior, o governo - mais uma vez cedendo a pressões políticas e partidárias - pretende modificar a prova de validação, sob o pretexto de "promover ajustes". As entidades médicas já perceberam a manobra e afirmam que não faz sentido reduzir o rigor dos exames de proficiência e habilitação. Custa crer que setores do MEC continuem insistindo em pôr a ideologia na frente da competência profissional, quando estão em jogo a saúde e a vida de pessoas. Fonte: O Estado de São Paulo-03 de janeiro de 2011 

Comentário: Seria interessante os petistas consultarem esses médicos formados em escolas cubanas. Como se diz em Brasília, o melhor médico da capital Federal é o avião com destino a São Paulo.

Esses futuros médicos não conseguem ser aprovados nos vestibulares no Brasil  paras as melhores escolas de medicinas, procuram em alguns países socialistas ou não cursarem medicina em escolas de péssima qualidade. É a proletarização do curso superior.

Como relata o artigo:

■ As faculdades cubanas - a mais conhecida é a Escola Latino-Americana de Medicina (Elam) de Havana - são estatais e seus alunos são escolhidos não por mérito, mas por afinidade ideológica. Os brasileiros que nelas estudam não se submeteram a um processo seletivo, tendo sido indicados por movimentos sociais, organizações não governamentais e partidos políticos

■ As faculdades de medicina da Bolívia e do interior da Argentina teriam currículos ultrapassados, estariam tecnologicamente defasadas e não contariam com professores qualificados.