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sexta-feira, 13 de março de 2026
domingo, 22 de fevereiro de 2026
Igreja sagrada família atinge altura máxima após 144 anos
A Basílica da Sagrada Família, em Barcelona, atingiu nesta sexta-feira a sua altura máxima prevista de 172,5 metros com a colocação da cruz no topo de sua torre central, 144 anos após o início da construção do edifício.
Com a ajuda de um grande
guindaste, os operários concluíram a instalação da cruz na torre de Jesus
Cristo, a mais alta das 18 torres da basílica projetada no século 19 pelo
arquiteto Antoni Gaudí (1852-1926), o gênio espanhol do Modernismo. A cruz tem
17 metros de altura e 13,5 metros de largura.
Desde outubro do ano passado,
quando atingiu 162,9 metros de altura, a Sagrada Família é a igreja mais alta
do mundo, ultrapassando a igreja luterana Ulmer Münster, em Ulm, na Alemanha.
A aparência da Sagrada
Família mudou consideravelmente nos últimos 15 anos, à medida que a construção
progredia, com a conclusão das quatro torres dos Evangelistas, assim como da
torre da Mãe de Deus.
CRUZ REVESTIDA DE VIDRO E
CERÂMICA BRANCA VITRIFICADA
A peça instalada nesta
sexta-feira é uma grande cruz com geometria de dupla torção, o mesmo método que
Gaudí usou para as colunas da basílica. Ela é revestida de vidro e cerâmica
branca vitrificada, para se assemelhar a um cristal, e nas extremidades dos
braços horizontais haverá janelas de onde se poderá admirar a cidade.
O arquiteto responsável pela
Sagrada Família, Jordi Faulí, disse que a torre foi criada precisamente com
cerâmica e vidro para que parecesse "resplandecente".
Fabricada na Alemanha, a cruz
chegou a Barcelona em quatorze peças maciças que foram pré-montadas na própria
Sagrada Família, em uma plataforma de trabalho localizada a 54 metros acima da
nave central. A cruz consiste em um braço inferior, quatro braços horizontais e
um braço vertical – o único que ainda falta instala, Cada braço pesa
aproximadamente doze toneladas.
"Hoje é um dia para
celebrar e lembrar de todos aqueles que trabalharam para tornar esta torre uma
realidade", disse o arquiteto.
Quando o trabalho de fixação
da cruz estiver concluído, a Sagrada Família enfrentará a construção da
terceira e última fachada do templo, a fachada da Glória, finalizando assim a
obra-prima de Gaudí, cuja construção começou em 1882.
CONCLUSÃO AINDA SEM PRAZO
DEFINIDO
A colocação da cruz marca um
passo importante na criação do monumento mais visitado da Espanha, com 4,8
milhões de ingressos vendidos em 2024, cuja construção sofreu inúmeros
contratempos desde que Gaudí assumiu o projeto.
Após o revés da pandemia de
covid-19, que forçou o abandono dos planos de concluir o templo em 2026, a
comissão de construção, uma fundação canônica privada, evita definir uma nova
data definitiva para a conclusão, embora a expectativa seja de concluí-la em
uma década.
Esses planos dependem de não
haver mais contratempos que afetem o fluxo de visitantes, a principal fonte de
financiamento das obras, e da resolução das divergências relativas à construção
dos controversos acessos à fachada da Glória, a entrada principal que ainda
precisa ser construída.
Segundo o projeto defendido
pelos construtores, a fachada deverá ser precedida por uma grande escadaria e
uma praça, cuja construção implicaria a demolição de vários edifícios
residenciais, algo a que os moradores se opõem.
O conflito terá de ser
mediado pela Câmara Municipal, que, em meio à crise habitacional da cidade,
afirma que não haverá acordo que não garanta soluções habitacionais adequadas
para os moradores. DW-sábado, 21 de
fevereiro de 2026
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026
terça-feira, 10 de fevereiro de 2026
Pobreza avança na Alemanha e atinge 16% da população do país
Estatísticas oficiais consideram como pobres quem tem renda inferior a 60% da renda média nacional. Em um ano, grupo aumentou em 200 mil, totalizando 13,3 milhões de pessoas. Alemães sofrem com alta do custo de vida.
O número de pessoas ameaçadas
pela pobreza aumentou na Alemanha : passou de 13,1 milhões em 2024 para 13,3
milhões em 2025, o equivalente a 16,1% da população.
Os dados são do microcenso do
Escritório Federal de Estatísticas (Destatis), que segue uma definição relativa
da União Europeia: é considerado pobre aquele que tem renda inferior a 60% da
renda média da população nacional.
Esse valor varia de acordo
com a situação familiar de cada um. No caso dos solteiros, é considerado vulnerável
à pobreza quem tem renda líquida de até 1.446 euros por mês (R$ 8.920). Para
famílias compostas por dois adultos e dois menores com até 14 anos, esse limiar
é de 3.036 euros (R$ 18.729).
RISCO É MAIOR ENTRE
ESTRANGEIROS
Desempregados e pessoas que
vivem sozinhas são os grupos mais afetados (64,9% e 30,9%, respectivamente),
seguidos de mães ou pais solo (28,7%) e aposentados (19,1%).
O risco de pobreza também é
significativamente maior entre estrangeiros, atingindo quase um terço deste
grupo (32,5%). Já entre alemães, esse percentual é de 13,2%. Ainda assim, o
percentual aumentou nos dois grupos em relação a 2024.
CUSTO DE VIDA AUMENTOU DESDE
A GUERRA NA UCRÂNIA
Os alemães têm sofrido com
uma alta acentuada no custo de vida, puxada principalmente pelos aluguéis e
pela escalada geral de preços desde a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022.
"A pobreza não é só um
número abstrato", declarou Katja Kipping, da Associação Paritária
Nacional, que reúne entidades privadas dedicadas à promoção do bem-estar social
no país. "Para os afetados, a pobreza significa crianças sem casaco de
inverno, famílias que precisam economizar no aquecimento, pessoas que postergam
uma visita ao dentista."
Michaela Engelmeier, da
Associação Social Alemã, lembrou os debates internos recentes no governo sobre
cortes na assistência social : "Em vez de discutir cortes, é preciso taxar
grandes fortunas de forma justa e [garantir] uma seguridade social consistente
." Fonte:DW-terça-feira, 3 de
fevereiro de 2026
domingo, 8 de fevereiro de 2026
Nenhum estado atinge 30% de jovens com matemática básica após pandemia
O percentual de jovens que concluem o ensino médio até os 18 anos com aprendizado acima do básico em matemática diminuiu no Brasil entre 2019 e 2023, anos pré e pós-pandemia. A conclusão é do IIE (Índice de Inclusão Educacional).
No período, o indicador
nacional caiu de 25,5% para 21,4% —uma redução de 4,1 pontos percentuais.
Portanto, apenas dois a cada dez formados tinham o conhecimento esperado na
disciplina.
O IIE foi desenvolvido pela
organização Metas Sociais a pedido do Instituto Natura. Ele retrata a proporção
de indivíduos a concluir a educação básica até a idade esperada e com
desempenho minimamente adequado nos exames de proficiência.
Para isso, a ferramenta
combina informações do Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica), do Censo
Escolar e da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua.
Para o Saeb, por exemplo, o
patamar de conhecimento essencial em matemática corresponde a 300 pontos na
escala de proficiência, que chega a 500. Abaixo disso, os estudantes demonstram
dificuldade para resolver problemas com porcentagens, interpretar gráficos ou
lidar com situações numéricas do cotidiano.
No cenário pós-pandemia,
nenhum estado brasileiro conseguiu fazer ao menos 30% dos jovens atingirem esse
nível de aprendizado na idade certa.
Segundo os dados do IIE, a piora
chegou a todas as regiões do país, inclusive aquelas com os melhores resultados
antes da emergência sanitária.
"Tivemos uma geração
excluída do aprendizado em matemática", avalia David Saad,
diretor-presidente do Instituto Natura e cocriador do IIE. "Esses jovens
formados em 2023 foram muito impactados pela pandemia, claro, mas os dados
indicam um problema maior."
Para ele, há um problema de
metas e estrutura do ensino de matemática no país.
"O Brasil faz isso muito
bem com alfabetização, por exemplo. Foi criado um programa e estabelecido aonde
queremos chegar", diz. "Que política pública temos focada em
matemática? É preciso um trabalho nessa direção", segue. Fonte: Folha de São Paulo - 2.fev.2026
domingo, 25 de janeiro de 2026
Covid-19 mata 1,7 mil brasileiros em 2025
Dados da Fiocruz revelam 10.410 casos graves da doença no último ano, com baixa adesão à imunização preocupando autoridades sanitárias
Plataforma Infogripe da
Fiocruz registrou 55 óbitos e 2.440 internações de crianças menores de 2 anos
no último ano, enquanto cobertura vacinal infantil atingiu apenas 3,49%
O Brasil contabilizou
aproximadamente 1,7 mil óbitos por Covid-19 em 2025, mesmo após cinco anos do
início da campanha de imunização contra a doença no país. Os dados foram
divulgados pela plataforma Infogripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) nesta
sexta-feira (23/01). O monitoramento também identificou 10.410 pessoas que
desenvolveram quadros graves após infecção pelo coronavírus no último ano.
A baixa adesão à vacinação
preocupa as autoridades sanitárias. Das 21,9 milhões de doses distribuídas pelo
Ministério da Saúde aos estados e municípios em 2025, apenas 8 milhões foram
efetivamente aplicadas na população, representando menos de 40% do total
disponibilizado. Fonte: TMC - 24 de janeiro de 2026



