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sexta-feira, 4 de setembro de 2026
sexta-feira, 21 de agosto de 2026
Terras raras, minerais estratégicos e críticos: entenda as diferenças
Conhecidos pelo potencial para impulsionar a transição energética, terras raras, minerais estratégicos e minerais críticos vêm ganhando cada vez mais protagonismo global. Embora frequentemente tratados como sinônimos, os três conceitos cumprem papéis diferentes na geopolítica e na economia global.
Segundo o Serviço Geológico
do Brasil (SGB), órgão do governo federal responsável por avaliar o potencial
mineral do país, Elementos Terras Raras (ETR) são um grupo específico de 17
elementos químicos da tabela periódica: 15 lantanídeos (como lantânio, cério,
neodímio e disprósio), escândio e ítrio.
Apesar do nome, não são necessariamente
raros na natureza, mas costumam estar dispersos, o que dificulta a exploração
econômica. São essenciais para tecnologias de ponta, como turbinas eólicas,
carros elétricos, baterias, eletrônicos e sistemas de defesa.
Minerais estratégicos são
aqueles considerados essenciais para o desenvolvimento econômico dos países e
que tenham importância pela sua aplicação em produtos e processos de alta
tecnologia, defesa e transição energética.
Minerais críticos são aqueles
cujo suprimento pode envolver diferentes riscos de abastecimento: concentração
geográfica da produção, dependência externa, instabilidade geopolítica,
limitações tecnológicas, interrupção no fornecimento e dificuldade de
substituição.
Por isso, a definição de
quais minerais são estratégicos ou críticos depende de cada país. A lista
também pode mudar conforme o tempo, de acordo com avanços tecnológicos,
descobertas geológicas, mudanças geopolíticas e evolução da demanda. Porém,
alguns exemplos mais comuns atualmente são: lítio, cobalto, grafita, níquel e
nióbio.
Terras raras podem ser
consideradas minerais críticos ou estratégicos, dependendo do contexto. Ou
seja, toda terra rara pode ser estratégica, mas nem todo mineral estratégico é
terra rara.
SITUAÇÃO NO BRASIL
Segundo o SGB, o Brasil
possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo, com cerca de 21
milhões de toneladas. Isso representa cerca de 23% das reservas globais,
segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
A maior parte das terras
raras no Brasil está concentrada em Minas Gerais, Goiás, Amazonas, Bahia e
Sergipe. Esses estados têm os principais tipos de depósitos com potencial
econômico.
Entre os minerais que
costumam ser considerados críticos ou estratégicos na maior parte dos países, o
Brasil se destaca por ter as maiores reservas de nióbio do mundo (94%), com 16
milhões de toneladas. Também é o segundo no ranking global de reservas de
grafita (26%), com 74 milhões de toneladas, e o terceiro quando se trata de
reservas de níquel (12%), com 16 milhões de toneladas.
O país tem uma lista de
minerais considerados estratégicos para o desenvolvimento interno. Ela foi
publicada na Resolução nº 2, de 18 de junho de 2021, do Ministério de Minas e
Energia. Esses minerais são divididos em três grupos:
Precisam ser importados:
enxofre, minério de fosfato, minério de potássio e minério de molibdênio.
Usados em produtos e
processos de alta tecnologia: minério de cobalto, minério de cobre, minério de
estanho, minério de grafita, minérios do grupo da platina, minério de lítio,
minério de nióbio, minério de níquel, minério de silício, minério de tálio,
minério de terras raras, minério de titânio, minério de tungstênio, minério de
urânio e minério de vanádio.
Minerais com vantagem
comparativa e geração de superávit na balança comercial: minério de alumínio,
minério de cobre, minério de ferro, minério de grafita, minério de ouro,
minério de manganês, minério de nióbio e minério de urânio.
DISPUTA GLOBAL
Esses recursos se tornaram
centrais na disputa geopolítica global. Hoje, a China lidera amplamente o
refino e a produção de terras raras, o que gera preocupação em outras
potências, como Estados Unidos e União Europeia, que buscam diversificar
fornecedores.
Nesse cenário, o Brasil
aparece como um ator relevante. Especialistas apontam que o desafio brasileiro
não está apenas na extração. A cadeia produtiva desses minerais envolve etapas
complexas, como beneficiamento e refino, que ainda são pouco desenvolvidas no
país.
Sem isso, o Brasil tende a
continuar importando produtos de maior valor agregado, analisa o professor de
Geografia da Universidade Federal Fluminense (UFF), Luiz Jardim Wanderley, que
é especialista na interseção entre política, economia e mineração.
“O Brasil mantém o mesmo
padrão de dependência que teve ao longo de sua história. Foi assim com o ouro
colonial, passando pelo ferro e até o petróleo. Servindo para o mundo como um
país primário-exportador. A gente exporta muitos minerais e os consome muito
pouco no mercado nacional”, diz Jardim.
Além da dimensão econômica,
há também questões ambientais e sociais. A exploração desses recursos gera
impactos significativos nos lugares onde ocorre.
“Não existe mineração
sustentável. Toda mineração causa impactos ambientais pesados, como o
comprometimento de recursos hídricos. Também causa pressão econômica nos
municípios em que ocorre: aumento da pobreza, desigualdade e violência urbana.
O que temos hoje é um modelo completamente insustentável de mineração”, avalia
o geógrafo.
“É possível fazer um modelo
um pouco menos degradante. Mas, ainda assim, continuariam sendo feitos grandes
buracos para extrair esses minérios. Continuariam a desmontar montanhas e a
afetar cursos de água. Precisamos pensar com muita calma se realmente vale a
pena, já que perdemos muitos recursos naturais e os efeitos socioambientais são
significativos”, complementa. Fonte: Agência Brasil-Publicado em 25/04/2026
quinta-feira, 20 de agosto de 2026
quarta-feira, 5 de agosto de 2026
quarta-feira, 22 de julho de 2026
sábado, 18 de julho de 2026
Invenção "mais importante desde a bomba atômica" faz 80 anos
Apresentado ao mundo em 5 de
julho de 1946, biquíni causou escândalo. Anos mais tarde, traje de banho
transformou a moda praia e tornou-se um símbolo de uma nova liberdade.
A data não foi escolhida por
acaso. Pouco antes, os militares dos Estados Unidos haviam realizado um teste
nuclear no atol de Bikini, no Pacífico Sul, atraindo atenção mundial. Réard
esperava que sua nova moda praia causasse um impacto semelhante. E conseguiu. A
apresentação provocou escândalo: para os padrões da época, o biquíni mostrava
pele demais.
Guardiões da moral ficaram
indignados. Naqueles anos do pós-guerra, esperava-se que as mulheres
circulassem de saia e avental comprido, não exibindo o corpo de forma tão
ousada. E, de fato, os pedaços de tecido eram minúsculos para a época. O
próprio Réard definiu sua invenção com um slogan que ficou famoso: "Um
biquíni só é realmente um biquíni se puder passar por dentro de uma aliança de
casamento".
A frase era dita em tom de
brincadeira, já que mais tarde ele desenvolveria modelos um pouco maiores.
UMBIGO ESCONDIDO
A lendária jornalista de moda
Diana Vreeland é frequentemente associada a uma frase que resume o impacto da
nova peça: segundo ela, o biquíni teria sido "a invenção mais importante
desde a bomba atômica".
Enquanto a revista Harper's
Bazaar percebeu rapidamente o potencial cultural e social do biquíni, outras
publicações de moda consideravam a peça ousada demais. A Vogue, por exemplo,
inicialmente tratou a tendência com cautela.
Isso começou a mudar quando estrelas
como Brigitte Bardot e Marilyn Monroe popularizaram o biquíni no início dos
anos 1950. A partir daí, as revistas de moda passaram a dar cada vez mais
espaço à peça. Nos anos 1960, o biquíni já fazia parte da moda de verão e
aparecia regularmente nas páginas da Vogue.
Uma curiosidade: durante os
primeiros anos, a edição americana da revista evitava mostrar o umbigo das
modelos. Os ensaios eram fotografados ou produzidos de forma a mantê-lo
coberto, pois sua exposição era considerada especialmente escandalosa. Esse tabu
só começou a desaparecer gradualmente nos anos 1960.
POUCO TECIDO PARA UMA NOVA
ERA
A consagração definitiva do
biquíni veio com o primeiro filme de James Bond: 007 Contra o Satânico Dr. No,
lançado em 1962. O modelo usado pela atriz suíça Ursula Andress entrou para a
história como o "biquíni de Dr. No".
A partir dos anos 1960, o
sucesso da peça tornou-se irreversível. Surgiram diferentes versões, como o
triquíni, com partes adesivas, e até o monokíni, que deixava os seios
descobertos – embora este último nunca tenha alcançado grande popularidade.
A revolução da moda praia
caminhou lado a lado com a crescente autonomia das mulheres. Foi a época da
popularização da pílula anticoncepcional, da minissaia e dos movimentos de
contestação social liderados pela juventude. Para muitas mulheres, o biquíni
tornou-se um símbolo de liberdade.
BIQUÍNI SUPERA O VESTIDO DE
NOIVA
Nas décadas de 1980 e 1990,
muitas grandes semanas de moda passaram a encerrar seus desfiles com coleções
de biquínis em vez dos tradicionais vestidos de noiva. Supermodelos como
Claudia Schiffer, Linda Evangelista e Naomi Campbell disputavam essas
apresentações.
Até hoje, o biquíni não perdeu seu poder. Cada vez mais, as mulheres demonstram confiança ao usá-lo, exibindo todos os tipos de corpos – sejam eles magros, curvilíneos ou marcados por gestações. Há quase 80 anos, o biquíni é uma declaração de liberdade, e tudo indica que continuará sendo. Fonte: DW - domingo, 5 de julho de 2026
domingo, 12 de julho de 2026
Morre cantor e compositor Peppino Di Capri, do sucesso 'Champagne'
O cantor e compositor italiano Peppino di Capri morreu na manhã deste sábado, na ilha de Capri, na Itália, aos 86 anos. A notícia foi divulgada na própria rede social do artista, com uma fotografia e a legenda "tchau, Peppino". A causa da morte não foi divulgada pela família.
Nascido em julho de 1939 na mesma ilha onde morreu, Peppino foi um renomado cantor, pianista e compositor, se destacando-se como um dos grandes astros da música popular italiana do século 20. Ele ficou mundialmente famoso por clássicos românticos como "Champagne" e "Roberta" —sendo essa última a que deu início a uma onda de batismos de crianças com esse nome na Itália. Fonte: Folha de São Paulo - 11.jul.2026
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