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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026
terça-feira, 10 de fevereiro de 2026
Pobreza avança na Alemanha e atinge 16% da população do país
Estatísticas oficiais consideram como pobres quem tem renda inferior a 60% da renda média nacional. Em um ano, grupo aumentou em 200 mil, totalizando 13,3 milhões de pessoas. Alemães sofrem com alta do custo de vida.
O número de pessoas ameaçadas
pela pobreza aumentou na Alemanha : passou de 13,1 milhões em 2024 para 13,3
milhões em 2025, o equivalente a 16,1% da população.
Os dados são do microcenso do
Escritório Federal de Estatísticas (Destatis), que segue uma definição relativa
da União Europeia: é considerado pobre aquele que tem renda inferior a 60% da
renda média da população nacional.
Esse valor varia de acordo
com a situação familiar de cada um. No caso dos solteiros, é considerado vulnerável
à pobreza quem tem renda líquida de até 1.446 euros por mês (R$ 8.920). Para
famílias compostas por dois adultos e dois menores com até 14 anos, esse limiar
é de 3.036 euros (R$ 18.729).
RISCO É MAIOR ENTRE
ESTRANGEIROS
Desempregados e pessoas que
vivem sozinhas são os grupos mais afetados (64,9% e 30,9%, respectivamente),
seguidos de mães ou pais solo (28,7%) e aposentados (19,1%).
O risco de pobreza também é
significativamente maior entre estrangeiros, atingindo quase um terço deste
grupo (32,5%). Já entre alemães, esse percentual é de 13,2%. Ainda assim, o
percentual aumentou nos dois grupos em relação a 2024.
CUSTO DE VIDA AUMENTOU DESDE
A GUERRA NA UCRÂNIA
Os alemães têm sofrido com
uma alta acentuada no custo de vida, puxada principalmente pelos aluguéis e
pela escalada geral de preços desde a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022.
"A pobreza não é só um
número abstrato", declarou Katja Kipping, da Associação Paritária
Nacional, que reúne entidades privadas dedicadas à promoção do bem-estar social
no país. "Para os afetados, a pobreza significa crianças sem casaco de
inverno, famílias que precisam economizar no aquecimento, pessoas que postergam
uma visita ao dentista."
Michaela Engelmeier, da
Associação Social Alemã, lembrou os debates internos recentes no governo sobre
cortes na assistência social : "Em vez de discutir cortes, é preciso taxar
grandes fortunas de forma justa e [garantir] uma seguridade social consistente
." Fonte:DW-terça-feira, 3 de
fevereiro de 2026
domingo, 8 de fevereiro de 2026
Nenhum estado atinge 30% de jovens com matemática básica após pandemia
O percentual de jovens que concluem o ensino médio até os 18 anos com aprendizado acima do básico em matemática diminuiu no Brasil entre 2019 e 2023, anos pré e pós-pandemia. A conclusão é do IIE (Índice de Inclusão Educacional).
No período, o indicador
nacional caiu de 25,5% para 21,4% —uma redução de 4,1 pontos percentuais.
Portanto, apenas dois a cada dez formados tinham o conhecimento esperado na
disciplina.
O IIE foi desenvolvido pela
organização Metas Sociais a pedido do Instituto Natura. Ele retrata a proporção
de indivíduos a concluir a educação básica até a idade esperada e com
desempenho minimamente adequado nos exames de proficiência.
Para isso, a ferramenta
combina informações do Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica), do Censo
Escolar e da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua.
Para o Saeb, por exemplo, o
patamar de conhecimento essencial em matemática corresponde a 300 pontos na
escala de proficiência, que chega a 500. Abaixo disso, os estudantes demonstram
dificuldade para resolver problemas com porcentagens, interpretar gráficos ou
lidar com situações numéricas do cotidiano.
No cenário pós-pandemia,
nenhum estado brasileiro conseguiu fazer ao menos 30% dos jovens atingirem esse
nível de aprendizado na idade certa.
Segundo os dados do IIE, a piora
chegou a todas as regiões do país, inclusive aquelas com os melhores resultados
antes da emergência sanitária.
"Tivemos uma geração
excluída do aprendizado em matemática", avalia David Saad,
diretor-presidente do Instituto Natura e cocriador do IIE. "Esses jovens
formados em 2023 foram muito impactados pela pandemia, claro, mas os dados
indicam um problema maior."
Para ele, há um problema de
metas e estrutura do ensino de matemática no país.
"O Brasil faz isso muito
bem com alfabetização, por exemplo. Foi criado um programa e estabelecido aonde
queremos chegar", diz. "Que política pública temos focada em
matemática? É preciso um trabalho nessa direção", segue. Fonte: Folha de São Paulo - 2.fev.2026
domingo, 25 de janeiro de 2026
Covid-19 mata 1,7 mil brasileiros em 2025
Dados da Fiocruz revelam 10.410 casos graves da doença no último ano, com baixa adesão à imunização preocupando autoridades sanitárias
Plataforma Infogripe da
Fiocruz registrou 55 óbitos e 2.440 internações de crianças menores de 2 anos
no último ano, enquanto cobertura vacinal infantil atingiu apenas 3,49%
O Brasil contabilizou
aproximadamente 1,7 mil óbitos por Covid-19 em 2025, mesmo após cinco anos do
início da campanha de imunização contra a doença no país. Os dados foram
divulgados pela plataforma Infogripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) nesta
sexta-feira (23/01). O monitoramento também identificou 10.410 pessoas que
desenvolveram quadros graves após infecção pelo coronavírus no último ano.
A baixa adesão à vacinação
preocupa as autoridades sanitárias. Das 21,9 milhões de doses distribuídas pelo
Ministério da Saúde aos estados e municípios em 2025, apenas 8 milhões foram
efetivamente aplicadas na população, representando menos de 40% do total
disponibilizado. Fonte: TMC - 24 de janeiro de 2026
sábado, 24 de janeiro de 2026
quarta-feira, 7 de janeiro de 2026
Corpo humano não funciona como deveria em temperatura acima de 35°C
A onda de calor que elevou as temperaturas na semana do Natal, no Rio de Janeiro, São Paulo e em outros seis estados ao redor, no Sudeste, Centro-Oeste e Sul, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), deve se estender até a próxima segunda-feira (29). Para essas áreas, o órgão emitiu aviso vermelho, de grande perigo, o que significa temperaturas 5º C acima da média por mais de 5 dias e alta probabilidade de risco à vida, danos e acidentes.
Com aumento do calor extremo,
resultado especialmente das mudanças climáticas induzidas pelo homem, uma série
de medidas são necessárias para diminuir o impacto na saúde. De acordo com o
clínico geral e coordenador do Pronto Atendimento dos Hospital Sírio-Libanês,
em São Paulo, Luiz Fernando Penna, esse quadro tem potencial de gerar a
falência térmica do corpo.
"Essa é uma emergência
médica caracterizada pela confusão mental, pele quente e seca e temperatura
corporal acima de 40º C", explicou o profissional de saúde.
Se o corpo apresentar esses
sinais e sintomas, é necessário buscar atendimento médico de imediato, advertiu
o médico.
Na avaliação do médico do
Sírio, o impacto do calor na saúde é subestimado. "Muitas pessoas
acreditam que causa apenas mal-estar, mas estamos falando de riscos reais, que
incluem desde quedas de pressão até falência térmica", alertou.
Quando está muito quente,
Penna explica que o corpo humano trabalha no limite. O organismo aumenta a
sudorese, o que faz acelerar os batimentos cardíacos e dilata os vasos
sanguíneos. "Esses mecanismos, porém, têm limite. E, quando falham,
instala-se a falência térmica", explicou.
O calor extremo também agrava
o quadro de quem convive com doenças crônicas, tais como hipertensão,
insuficiência cardíaca, diabetes, doença pulmonar obstrutiva crônica (Dpoc) e
doença renal crônica.
Pessoas que fazem uso de
diuréticos, anti-hipertensivos, antidepressivos, anticolinérgicos e
antipsicóticos também precisam redobrar a atenção. Os medicamentos podem
aumentar a dilatação ou descontrolar a regulação térmica natural do corpo.
"Para quem já tem uma
condição de base, o calor impõe uma sobrecarga perigosa", acrescentou o
médico.
As altas temperaturas
interferem ainda no sono, prejudicando o humor, aumentando a irritabilidade e
reduzindo a produtividade, já que afetam o tempo de descanso, a memória e a
tomada rápida de decisões.
Para essas situações, não
basta se hidratar, é preciso se proteger, evitar a exposição entre 10h e 16h,
usar roupas leves e claras, priorizar ambientes ventilados e não fazer
exercícios físicos. Aqueles trabalhadores que não podem evitar sair no calor
extremo, como profissionais da construção civil, de entregas e da coleta de
lixo, devem fazer pausas frequentes nas horas mais quentes, recomenda.
"Não existe adaptação
completa para ondas de calor extremas e repetidas", explica Fernando
Penna. "Acima de 35°C com alta umidade, o corpo humano simplesmente não consegue
funcionar como deveria".
A recomendação do coordenador
de pronto-socorro é evitar situações de riscos e reconhecer sinais precoces de
falência térmica para evitar o colapso.
No Rio de Janeiro, já foi
comprovado por pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz, de fevereiro de 2025, que as
altas temperaturas estão relacionadas ao aumento da mortalidade. O risco é
maior para idosos e pessoas com alguma doença, como diabetes e hipertensão,
além de Alzheimer, insuficiência renal e infecções urinárias. O trabalho da
Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp) analisou mais de 800 mil
mortes entre 2012 e 2024.
"A maioria dos estudos
sobre calor e mortalidade concentra suas análises em doenças cardiovasculares e
respiratórias", disse, em nota, o pesquisador João Henrique de Araujo.
"Todavia, há estudos que relatam esses efeitos também para doenças
metabólicas, do trato urinário e doenças como Alzheimer, sobre as quais
dissertamos", acrescenta.
Antes de planejar suas atividades,
procure saber quão quente e úmido será o dia;
Mantenha sua casa fresca
Sempre que possível, proteja
a casa da entrada de calor, feche portas, janelas e cortinas durante as horas mais quentes e abra de noite para
refrescar;
Use ventiladores e aparelhos
de ar-condicionado, se disponíveis; mas sem exagerar na regulagem do frio para
não causar choque térmico
Proteja-se do calor
Não saia durante os horários
mais quentes;
Quando estiver ao livre, use
protetor solar, chapéus e guarda-chuvas;
Evite permanecer em ambientes
fechados e sem circulação de ar, onde o calor se acumula e pode ser mais
intenso do que ao ar livre.
Mantenha-se fresco e
hidratado
Beba mais água, recuse
bebidas alcoólicas acreditando que vai relaxar, o álcool acelera a
desidratação;
Use tecidos respiráveis,
roupas escuras e pesadas retêm calor e dificultam a ventilação;
cuidado com banhos gelados, que provocam efeito rebote e fazem o corpo aumentar a produção de calor. Fontes: Unicef e Hospital Sírio-Libanês; Agência Brasil-Publicado em 26/12/2025


