domingo, 12 de setembro de 2010

Ciclovias - O poder da bicicleta em Bogotá

O flerte de Bogotá com uma cidade pós-automóvel está sendo estudado – e copiado – por planejadores urbanos de todo o mundo. Aos domingos das 7h às 14h, mais de 110 quilômetros de ruas são abertos apenas para bicicletas como parte do programa Ciclovia. As ruas livres de carros são complementadas com ofertas culturais, como aulas de rumba e aeróbica e ambulantes vendendo sucos frescos e lanches. Fonte: UOL Viagem - 10/09/2010 - 20h30




A sobrevivência da utopia socialista

 "Ouvi dizer que na América do Sul ainda existem comunistas,  o que eu acho um charme! Como se nada tivesse acontecido” (Doris Lessing, 82 anos, no livro “The Sweetest Dream”).

Em seu último livro, “A Grande Parada”, Jean-François Revel, membro da Academia Francesa, jornalista e escritor, estudou o escândalo da sobrevivência da utopia socialista após a queda do Muro de Berlim, comprovando que uma ideologia pode implodir no domínio dos fatos, mas persistir nas mentes e no domínio dos espíritos. É preciso tempo para que essas imposturas desapareçam.

Como escreveu o sociólogo José Arthur Rios, na apresentação do livro, “a utopia é, assim, permanentemente adiada. Nunca se realizou; mas amanhã, quem sabe (...) com um pouco mais de boa vontade, mais algumas voltas no parafuso, mas alguns milhares de vozes silenciadas, de presos recolhidos a masmorras. De opositores executados – e já chegamos lá”.

O texto abaixo é um pequeno resumo, adaptado, de um dos capítulos de “A Grande Parada”. Destina-se às novas gerações que não acompanharam o apogeu e o derradeiro espasmo da “doutrina científica”, uma aberração criminosa derrubada não por seus opositores, mas pelos povos que viveram sob ela, nas ruas, sem armas.


Resumo

Atualmente, a reabilitação do marxismo-leninismo está em alta. Ela prolifera em livros e artigos que nos aconselham – essa não é a palavra correta, e sim que nos intimam - a voltar ao “verdadeiro Marx”. Ou seja, ao século passado. A legião de combatentes marxistas redobrou em ferocidade exatamente a partir do ano em que a História acabava de destruir seu objeto de adoração, passando, então, a novamente arrastar a bola de ferro da utopia socialista.

Livres da importuna realidade, à qual passaram a negar qualquer valor de prova, os leais seguidores recuperaram sua intransigência. Sentiram-se finalmente livres para novamente passar a santificar um socialismo devolvido à sua condição primitiva: a utopia. O socialismo praticado dava margem a críticas. A utopia, ao contrário, é por definição inatingível. O comunismo, como utopia, não tem obrigação de apresentar resultados. Sua única função é permitir aos seus adeptos a condenação do que existe em nome daquilo que não existe. Eles querem ser julgados pelo que disseram, quando na oposição, e não pelo que fizeram, quando governo. O exemplo mais recente dessa assertiva é o atual governo do Partido dos Trabalhadores.

O socialismo democrático, a grande utopia das últimas gerações, é irrealizável. O próprio esforço para realizá-lo produz algo tão inteiramente diverso que poucos dos que ainda o desejam estão preparados para aceitar suas conseqüências.

Nos artigos da imprensa ocidental do início da década de 90 proliferavam duas noções que apareciam com grande assiduidade. A primeira é que seria necessário, de uma vez por todas, colocar uma pedra sobre o comunismo e tudo aquilo que a ele se relacionasse. A segunda era que a solução liberal surgia, então, após o desastre marxista, não como o melhor caminho, mas como o único possível.

Ao final da década de 90, no entanto, a virada foi vertiginosa. Essas duas noções voltaram a ser espezinhadas quase universalmente. Tendo sido abandonado na prática, o comunismo passou a ser cada vez menos condenado. E o liberalismo, sendo quase mundialmente condenado, é cada vez mais praticado, especialmente pela esquerda marxista, uma espécie de museu de história natural do pensamento científico mumificado. A defesa póstuma do comunismo tem, como complemento, a colocação do liberalismo no banco dos réus. Uma vez que reabilitar o comunismo seria uma tarefa muito difícil, quase impossível, decidiu-se, então, defendê-lo indiretamente, mostrando que seu oposto, o liberalismo, seria ainda pior.

Na verdade, na Europa, assim como na América Latina, a certeza de pertencer à esquerda repousa sobre um critério bem simples, de fácil entendimento para qualquer deficiente mental: ser, em qualquer circunstância aconteça o que acontecer, venha o que vier, anti-americano e condenar o “imperialismo ianque”.
Na França, por exemplo, o anti-americanismo chegou às raias do delírio, na década de 1990-2000, quando os franceses descobriram que os EUA haviam emergido da Guerra-Fria como uma superpotência isolada.
Sob o impacto do naufrágio, foram admitidos, se bem que a contragosto, a falência e até mesmo os crimes do comunismo. Depois de vários adiamentos, era chegada a hora do juízo final para o comunismo como doutrina. Tudo o mais era arqueologia.

Assim, o comunismo havia produzido nada mais do que a miséria, injustiças e massacres. Não por conta de traições fortuitas ou má sorte, mas pela própria lógica de suas verdades mais profundas. Essa foi a revelação de 1990. Mais do que o socialismo real, a História condenou a própria idéia do comunismo. Não podendo apoiar-se em fatos, ele se reduziu a uma crença supersticiosa de que, em alguma galáxia longínqua, encontraríamos uma sociedade perfeita, próspera, justa, feliz e, evidentemente, comunista.

Os socialistas, embora confessando de tempos em tempos, em suas manobras táticas, os maus resultados e as atrocidades do comunismo, rechaçam categoricamente a noção de que esses “inconvenientes” representassem a essência do socialismo. Essa permanece intacta, imaculada e destinada a uma nova e próxima encarnação.

O comunismo não pode ser condenado pelos seus atos, por mais reacionários. Reacionárias são as pessoas que o julgam pelos seus atos. Pois não são os atos que devem servir de critério e sim as intenções. Como o comunismo, no fundo, não pertence a este mundo, o seu fracasso, aqui embaixo, é culpa do mundo e não do conceito comunista. A partir dessa lógica, os que o recusam, alegando o que ele fez, são motivados, na verdade, por um secreto ódio contra o que precisava ser feito: alcançar a justiça universal. O anti-comunismo é, portanto, condenável, por mais negativo que seja o balanço do comunismo.

Os homens e mulheres que durante os últimos 150 anos tentaram empregar sua inteligência a serviço da Verdade, “caluniando” e buscando estabelecer um relato preciso da impostura comunista, são muito menos generosos que aqueles que serviram ao comunismo, mesmo à custa de vidas inteiras passadas na mentira e na imbecilidade.

Qualquer pessoa que tenha aberto os olhos com lucidez sobre o comunismo, tal como ele era realmente, ou tal como sua queda o revelou, essa pessoa estaria ou ainda está abraçando uma crença egoísta e mesquinha. Tal atitude foi e continua sendo, ainda hoje “de direita”, reacionária, pois esse hipócrita estaria escondendo sua aversão não pelo comunismo em si, mas pela sociedade justa que o comunismo iria criar.

A partir desse complexo amontoado de argúcias, torna-se possível dar o passo seguinte, alegando que os mais infelizes, aqueles pelos quais se deve ter compaixão, nesse período onde se extinguiu “a grande luz a Leste”, não são as vítimas passadas e presentes do comunismo, mas seus antigos adeptos, hoje cruelmente postos à prova por sua morte.

Esse passo foi dado por Danièle Sallenave em seu artigo “Fim do Comunismo: o Inverno das Almas”, no qual ela confessa que o comunismo era “uma tirania odiosa e um modelo econômico nefasto”. Mas, ao mesmo tempo, era o único sistema que poderia nos salvar do “aprisionamento pelo consumo”, do liberalismo desenfreado, do império do dinheiro, da dominação e do desprezo.

Com suas lágrimas, em seu artigo que pode ser comparado a um salmo, ela tenta apagar um século e meio de História no qual o socialismo teve inúmeras oportunidades de demonstrar seu valor.
O remédio comunista transformou em ruínas as sociedades que foram obrigadas a tomá-lo. Ele subjugou, imbecilizou e matou homens e mulheres, destruiu a cultura, mas continua sendo o único remédio. E o liberalismo continua sendo a pior doença, da qual estamos impedidos para sempre de nos curar devido à queda do comunismo.

Assim sendo, o postulado básico permanece inalterado. Embora o comunismo tenha contribuído para agravar as injustiças, ser contra ele é ser contra a justiça, pois o perigo maior continua sendo o capitalismo.
Nesse sentido, toda tentativa de avaliar serenamente o passado do comunismo, embora ele continue a ser um elemento político do presente, toda obra consagrada ao pós-comunismo, às sociedades gravemente mutiladas por décadas de escravidão totalitária, todo balanço, toda pesquisa, passaram a ser considerados “nostalgia da guerra-fria” disfarçada de curiosidade científica. Por que remexer nessas velharias?

Assim, em diversos países, inclusive no Brasil, Chile, Argentina, e mais recentemente no Uruguai, no momento em que o comunismo acabou de ser desmantelado e quando o horror do seu passado surgiu definitivamente com todas as cores, são os que constitucionalmente o combateram, impedindo que suas Pátrias fossem transformadas em democracias populares, que estão no banco dos réus. Afinal de contas, eles não se enganaram? Por que esses obcecados haviam qualificado o comunismo como irreversível? Ora, ele não desapareceu? Isso comprova que eles estavam errados!

Deve ser dito que a longevidade do comunismo foi uma anomalia, que dependeu da excelência de seu sistema repressivo associado à complacência paradoxal das democracias que, por diversas vezes, socorreram sua economia e aquiesceram à sua diplomacia.

No mais, é importante que fique claro que o que marcou a falência do comunismo não foi a queda do Muro de Berlim, em 9 de novembro de 1989, mas a construção desse Muro, em 1961. Ele foi a prova de que o “socialismo real” havia atingido um tal ponto de decomposição que se viu obrigado a aprisionar seus cidadãos para impedi-los de fugir.

Uma das razões pela qual se deve continuar lutando contra a ocultação da natureza intrinsecamente totalitária e criminosa dessa cultura totalitária é que, embora ela tenha recuado consideravelmente desde a derrocada da União Soviética, continua sendo uma esperança para os inimigos da liberdade, sempre ávidos por instalar um regime de opressão em nome de uma suposta defesa dos oprimidos.

Finalmente, deve ser assinalado que depois do desmoronamento no Leste Europeu e na União Soviética, o comunismo em vez de definhar cresceu de forma assustadora e não assumiu nenhuma responsabilidade pelas conseqüências negativas que causou ao mundo desde a Revolução Bolchevique. Segundo a interpretação comunista, como já assinalou mais de uma vez o filósofo Olavo de Carvalho: o futuro explicará o passado, pois a doutrina científica não tem qualquer compromisso com o passado e empurra o presente com a barriga, uma vez que não é um movimento político e sim uma cultura, um movimento cultural e espiritual. Fonte: Carlos I.S. Azambuja - Sábado, 03 de Outubro de

Comentário: O  sociólogo José Arthur Rios, definiu bem , “a utopia é, assim, permanentemente adiada. Nunca se realizou; mas amanhã, quem sabe (...) com um pouco mais de boa vontade, mais algumas voltas no parafuso, mas alguns milhares de vozes silenciadas, de presos recolhidos a masmorras. De opositores executados – e já chegamos lá”. Assim Guevara, Allende, Bolívar, Marx, Trotsky, Fidel, etc ficam nas mentes insanas, que algum dia eles voltarão. É o messianismo.

A mosca azul e o poder

bligo-BrasiliaMoscaAzul.jpgOs estudiosos afirmam que as primeiras moscas azuis chegaram ao Brasil por intermédio das caravelas de Pedro Alvares Cabral e tinham o nome científico de Nobilis Portugcalensis. Com o passar dos anos, essas moscas sofreram várias mutações. 

Aliás, esta é uma das principais características desse tipo de moscas : adaptação perfeita ao governo vigente. Assim, no Brasil Império, elas eram chamadas de Muscus Imperialis. 

Na l República, a Mosca Azul sofreu seu maior número de mutações: foram conhecidas como Arisocratis Insectus na República Velha. Depois de alguns anos, no Estado Novo, transformaram-se em Dictatores Picantes e, em meados da década de 40, até o inicio da década de 60 foram batizadas de Entregus Internacionalis. 

Entre as décadas de 60 e 70, as moscas atingiram seu estágio mais nocivo, pois atacavam as pessoas tanto físicamente, como mentalmente, por isso, foram classificadas de Milites Corrupti. E, nos dias de hoje, devido ao seu alto nível de sofisticação, não identificada em lugar nenhum fora do Brasil, a Mosca Azul é cientificamente conhecida por Conchaves Amici.

As Moscas Azuis são encontradas em todo o território nacional, mas foi em Brasília que elas mais se adaptaram, o clima de lá é bastante propício a sua proliferação. Elas costumam ficar alojadas nos aparelhos de ar condicionados dos gabinetes, embaixo das mesas e das cadeiras dos políticos.. Depositam seus ovos nos mais diversos lugares, fazendo com que sua disseminação seja bastante eficiente e rápida. Assim, os ovos da Mosca Azul são passados mediante um aperto de mão, tapinhas nas costas, ou mesmo, indiretamente por meio dos "flashes" fotográficos ou das câmaras de televisão.

O veneno da Mosca Azul pode afetar apenas um indivíduo ou um grupo, atingindo de forma generalizada todo o seu corpo político. Uma vez contaminado, o sistema ético da vítima fica totalmente abalado, eliminando, portanto, suas defesas de ordem moral, provocando, deste modo, uma terrível febre de caráter. Em conseqüência disto, o indivíduo contaminado perde qualquer convicção ideológica e passa a sentir uma necessidade incontrolável de mentir. Já nos estágios mais graves, para se manter sob o efeito da picada, os afetados começam a roubar, matar e a traficar influências.

São muitos os esforços no sentido de tentar identificar e erradicar a Mosca Azul do nosso espaço político, mas a tarefa demanda custos, tempo e, em alguns casos, coragem de sacrificar correligionários e amigos contaminados. Pois; ao contrário do que possa parecer, a mosca não é vista com facilidade. Elas conseguem, mediante de um processo complexo de mimetismo, camuflar-se em qualquer objeto que encontrem pela frente, impossibilitando que olhos não treinados, percebam a sua presença. Mas, prestando-se muita atenção, é possível vê-la pousada nos paletós, nos "blasers" ou nas pastas de alguns ilustres congressistas.

Conta-se que certa vez, uma Mosca Azul foi vista numa reunião entre alguns deputados de esquerda e o Presidente. Discutia-se a falta de verbas para saúde, quando um dos deputados viu a mosca pousando na caneta do Presidente. O deputado olhou para um lado e para outro e percebeu que os demais não viram a presença dela. Ele disfarçou de modo que ninguém notasse a sua ansiedade - muito menos a mosca.- e avançou na caneta do Presidente :  - Peguei!

Todos o encararam intrigados. O deputado sorriu amarelo, pediu desculpas, colocou calmamente a caneta em cima da mesa e voltou para seu lugar, com a Mosca Azul presa em suas mãos.  No outro dia, ele era nomeado MINISTRO SEM PASTA

Fonte: autor desconhecido

Comentário: Criticamos muito a política, mas ela é o reflexo da sociedade. O  caráter dos nossos políticos não diferem muito dos demais países. Mas outros países têm outros poderes que conseguem julgar os políticos que ultrapassam uma linha tênue da moralidade. O que ocorre com o nosso sistema, é que nenhum dos governos desde o Império, República, Ditadura Civil e Militar, conseguiram transmitir ou educar a sociedade nos conceitos básicos de moralidade, ética, etc.

O que vemos hoje na sociedade e que terá reflexo ainda piores em outras instituições, como  Judiciário, Forças Armadas é o rebaixamento dos níveis educacionais e o  abrandamento dos valores fundamentais tais como;

- respeito à lei, à disciplina e à autoridade

- a falta de seriedade e de indignidade na vida pública

Tudo isso se transforma em banalização.

Um juiz da Suprema Corte Americana, disse uma vez uma frase curta e famosa: A ética deve prevalecer sobre as leis. O juiz deveria analisar a lei levando em consideração um conjunto de valores morais da conduta humana e não simplesmente analisar a lei  em si. O que temos e sempre tivermos é um Estado Assistencialismo e não uma democracia na acepção da palavra. Quando a mentalidade assistencialista prevalece na Nação, o que vemos é a corrupção, leis e padrão de méritos públicos de acordo com a ambição política. O político não está preocupado com a Nação e sim com sua sobrevivência. É a Mosca Azul.

sábado, 11 de setembro de 2010

37 anos de golpe no Chile é marcado por distúrbio de rua

O Chile lembrou neste sábado os 37 anos do golpe de Estado no qual o general Augusto Pinochet derrubou o socialista Salvador Allende, fato que o presidente Sebastián Piñera descreveu como um "desenlace previsível, apesar de evitável, em uma democracia que estava doente".

 “Três de cada quatro chilenos que hoje vivem em nosso país eram menores de idade ou nem sequer tinham nascido em 11 de setembro de 1973 e, por isso, não podemos nos ver presos em brigas e ódios do passado, isso não é tarefa de nossa geração" Sebastián Piñera, presidente do Chile

A data ocorre pela primeira vez durante um governo de direita, e foi marcada por uma passeata pacífica de 3 mil pessoas que foi perturbada por cerca de 50 ativistas violentos.

"Nossa democracia se quebrara, mas não foi uma morte súbita nem intempestiva. Foi certamente um desfecho previsível, embora evitável, de uma democracia que estava doente", disse Piñera, que participa de uma cerimônia em memória das vítimas do golpe de 1973 no norte do país.

A sociedade estava "doente de ódio, de polarização extrema, de falta de diálogo. Dava a impressão de que governo e oposição na época haviam decidido destruir-se mutuamente e por fim conseguiram", estimou o presidente.

"Destruíram nossa democracia, nossa amizade cívica, nossa sã convivência e muitas coisas mais", completou.

O presidente pediu o fim das divisões do passado, quando o país polarizou-se depois do golpe de Estado.

Durante o dia foram registrados alguns atos de violência em uma passeata pacífica, deixando ao menos 21 pessoas presas por violar a ordem e destruir propriedade pública, além da queima de uma bandeira chilena.

Segundo emissoras de televisão locais, em torno de 50 encapuzados, armados com pedras e objetos pontudos, destruíram semáforos, sinais de trânsito, postos de gasolina e veículos da imprensa. Também houve confrontos com a polícia.

A passeata denominada "Pelos Direitos Humanos", com em torno de 3 mil pessoas, segundo informou a polícia à AFP, foi iniciada sem problemas no centro de Santiago e percorreu a Avenida Bernardo O'Higgins - principal via da capital - escoltada por policiais.

No entanto, no final da passeata, no cemitério geral, os encapuzados chegaram. Mais cedo, o coronel da polícia, Maurício Toro, informou um ferido a bala e quatro presos durante incidentes menores na madrugada de sábado.

Em 11 de setembro de 1973, o general Augusto Pinochet encabeçou o golpe de Estado que derrubou o então presidente socialista Salvador Allende. Após a tomada do Palácio de La Moneda pelas tropas chilenas, Allende cometeu suicídio dentro de seu gabinete.

Fonte: G1, 11/09/2010 

Comentário: A Argentina tem o tango na música para chorar as lágrimas, reviver o passado de um amor perdido e o  Chile tem o tango político  para chorar as lágrimas dos ícones fracassados e reviver o amor de uma ideologia cujo resultado é apenas de fracasso, não teve sucesso em nenhum país do mundo e o único náufrago que ainda não submergiu é Cuba.

A América Latina lembra  a estratégia do caranguejo,  que consiste em andar para trás quando os outros países andam para a frente. Recuar enquanto os outros avançam. O caranguejo anda de lado, não avança. Todos têm de fazer a opção de pobreza, pois ser rico é pecado e a pobreza é uma virtude. Essa é a América Latina.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Fidel descobriu o óbvio: Cuba não funciona

bligo-ModeloEconomico.jpg

Fidel Castro disse que o modelo econômico de Cuba não funciona mais, escreveu um jornalista dos EUA nesta quarta-feira, após realizar entrevistas com o ex-ditador cubano na semana passada.

Jeffrey Goldberg, articulista da revista "Atlantic Monthly", contou em um blog que perguntou a Fidel, 84, se ainda vale apenas tentar exportar o modelo comunista cubano para outros países. "O modelo cubano não funciona mais nem para nós", teria respondido Fidel.

O ex-ditador cubano, Fidel Castro, conversa com jornalistas em Havana; ela diz que modelo econômico de Cuba não funciona

O comentário parece refletir a concordância de Fidel --já manifestada numa coluna em abril na imprensa estatal cubana-- com as modestas reformas econômicas que vêm sendo promovidas por seu irmão caçula Raúl, atual presidente de Cuba.

Goldberg disse que Julia Sweig, especialista em Cuba na entidade norte-americana Conselho de Relações Exteriores, que o acompanhou a Havana, acredita que as palavras de Fidel reflitam uma admissão de que "o Estado tem um papel grande demais na vida econômica do país".

Tal sentimento ajudaria Raúl, no poder desde 2008, contra membros do Partido Comunista que são contrários às tentativas de enfraquecer o domínio econômico estatal, disse Sweig a Goldberg.

Na terça-feira, Goldberg escreveu que Fidel o chamou a Havana para discutir seu recente artigo sobre a possibilidade de um conflito nuclear entre Israel e Irã, com possível envolvimento dos EUA.

O jornalista disse que Fidel criticou o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, por fazer comentários antissemitas e negar a existência do Holocausto.

Depois de reaparecer em público após quatro anos de afastamento por motivos de saúde, Fidel se tornou um ativista do desarmamento nuclear. Ele teme uma guerra atômica caso Israel e os EUA tentem impor o cumprimento de sanções internacionais ao programa nuclear iraniano. Washington e seus aliados acusam Teerã de tentar desenvolver armas atômicas, o que a República Islâmica nega.

Fidel também criticou suas próprias ações durante a chamada Crise dos Mísseis, em 1962, quando ele aceitou a instalação de ogivas nucleares soviéticas na ilha e tentou convencer Moscou a atacar os EUA. Na entrevista a Goldberg, ele disse que aquele impasse "não valeu nada a pena".

Durante a visita, Goldberg e Sweig foram com Fidel, a convite dele, assistir a uma exibição de golfinhos no Aquário Nacional de Cuba. Estavam acompanhados pela líder judaica local Adela Dworin, a quem Fidel beijou diante das câmeras, numa possível mensagem aos líderes iranianos, disse Goldberg no seu blog na quarta-feira.

O autor disse que Fidel lhe pareceu "fisicamente frágil, mas mentalmente lúcido e com energia".Fonte: UOL Notícias - 08/09/2010 - 18h46

Comentário: Depois de quase 50 anos Fidel descobriu que o modelo econômico não funciona, atenção, os bolivarianaos, os pueblos , Prof Chávez, o xamã Evo, El Bigodón Zelaya, Plinio de Arruda Sampaio, partidos como PSTU, PC do B, PSOL, PT e outros socialistas, comunistas, marxistas,  devem repensar suas ideologias, a cortina do modelo econômico da esquerda caiu!!!!.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Independência do Brasil: Pedro Américo e Napoleão Bonaparte


O que há de comum entre esses quadros?

O quadro de Pedro Américo (primeiro quadro, pintado por encomenda do governo imperial para retratar a Independência, é de fato uma construção mitológica. Na verdade, a cena não aconteceu. No lugar do cavalo, ele estava montado em uma mula, que era o jeito correto de fazer uma viagem na época; vestia roupas simples parecidas com a dos tropeiros. Essa é a cena verdadeira, é mais brasileira e próxima do que de fato aconteceu.

Alguns historiadores dizem que Pedro Américo teve como referência para o seu trabalho o quadro de Meissonier. Portanto, tratou-se de um "plágio ou cópia ou inspiração". D. Pedro I, assim como Napoleão Bonaparte, está montado no cavalo posto em uma elevação, cercado por uma pequena comitiva e fazendo o mesmo gesto.

Napoleão segura seu chapéu com a mão direita e D. Pedro I  segura com a mão direita  sua espada. Ambos estão na mesma posição do quadro. À direita, aparecem os cavalos. Meissonier os pintou como que saindo do quadro. Pedro Américo pintou os cavalos invertendo a posição deles.

Comentário: Interessante a cópia com inspiração em Napoleão Bonaparte, pois a Família Real fugiu de Portugal por temer a invasão das tropas napoleônicas em novembro de 1807 . A Família Real veio para o Brasil  escoltada pela Marinha Inglesa. O nosso jeitinho, parece-me, que vem desde daquela época, pois Portugal aceitava o bloqueio imposto pela França contra Inglaterra, mas às escondidas, fazia negócio com esse país. Napoleão Bonaparte ficou sabendo, fez  um ultimato: ou fechava os portos à Inglaterra ou a França invadiria Portugal E a Família Real veio para o Brasil. E assim começava a história  do Brasil.

Jean-Louis-Ernest, Meissonier foi um pintor e ilustrador francês de assuntos militares e históricos, especializando-se em batalhas Napoleônicas .

domingo, 5 de setembro de 2010

7 de setembro: Independência do Brasil

Quadro: Pedro Américo - Independência

Misto de improviso e sorte marcaram a Independência

Em seu novo livro, 1822, o jornalista Laurentino Gomes conta como foi o Brasil de dom Pedro I. 

Apesar de a Independência ter sido declarada em 1822, demorou nove anos para que o Brasil deixasse efetivamente de pertencer aos domínios de Portugal: só em 1831, com a abdicação do imperador dom Pedro I, é que os brasileiros sentiram, na prática, o que significou o grito de independência ou morte. Antes de dom Pedro largar o poder, o país – mesmo em sua suposta liberdade – continuou sendo governado por um imperador que se dividia entre os interesses brasileiros e portugueses. Com a morte do pai dele, dom João VI, em 1826, por exemplo, a Cons­tituição lusitana foi aplicada por aqui também.

Dom Pedro quis manter um pé em cada canoa e isso contribuiu para desgastar a figura dele durante o primeiro reinado. Ele ainda estava de olho, ao mesmo tempo, nos futuros tronos de Brasil e Portugal. Tanto que aqui deixou seu filho e lá conseguiu tornar imperadora a filha mais velha, Maria da Glória, que ficou com o título de Maria II. “Dom Pedro rapidamente se converte de herói a vilão. Depois do grito da independência, ele é coroado em 1.º de dezembro. É o grande herói nacional celebrado no país inteiro. Mas sua índole autoritária e seu romance com a amante Marquesa de Santos ajudam a enfraquecer sua imagem”, afirma o jornalista Laurentino Gomes, que acaba de lançar o segundo livro sobre a His­tória do Brasil. O novo título é 1822, em que o autor analisa um período de 13 anos, do retorno de dom João VI a Portugal, em 1821, até a morte de dom Pedro I, em 1834.

Seria mesmo dom Pedro capaz de morrer pelo Brasil, como prometeu no dia 7 de setembro? Laurentino acredita que sim, “porque ele era brasileiro de coração”. Devido às circunstâncias políticas da época, contudo, ele acaba sendo obrigado a cuidar também dos interesses de Portugal. “É uma opção difícil que o deixa fragilizado diante dos brasileiros. Ele vai a Portugal em 7 de abril de 1831 para enfrentar o irmão mais novo, dom Miguel, que havia dado um golpe para chegar ao poder. Ele recupera o trono e o entrega a sua filha”, diz.

A partir da saída de dom Pedro I, o Brasil começa a sua independência com a regência provisória, de 1831 a 1840. Esse período é marcado por rebeliões sangrentas, como a Revolução Farroupilha, a Cabanagem e a Sabinada. Em 1840, dom Pedro II assume a coroa pelo golpe da maioridade (tinha 14 anos na época) e foi o primeiro imperador nascido no Brasil a comandar o país. “Ele é um homem muito diferente do pai. Não era intempestivo, aventureiro e boêmio. Pelo contrário, era estudioso e muito preocupado com a própria imagem”, explica. O resto da história deste jovem imperador fica em suspense, por enquanto, porque Laurentino pretende lançar, daqui a três anos, outro livro com o título 1889, que vai falar de dom Pedro II e da Proclamação da República no Brasil.

A Independência

O quadro de Pedro Américo, pintado por encomenda do governo imperial para retratar a Independência, é de fato uma construção mitológica. O Brasil estava às vésperas da Proclamação da República e a monarquia estava fragilizada, por isso dom Pedro I precisava aparecer limpo e imponente na pintura para ter uma boa imagem diante da opinião pública. Na verdade, a cena não aconteceu. No lugar do cavalo, ele estava montado em uma mula, que era o jeito correto de fazer uma viagem na época; vestia roupas simples parecidas com a dos tropeiros e estava com dor de barriga porque tinha ingerido alguma comida estragada em Santos. “Essa é a cena verdadeira, é mais brasileira e próxima do que de fato aconteceu. Não por isso, menos importante”, cita Lau­rentino.

A notícia ocorrida em território paulista foi espalhada lentamente pelo vasto território brasileiro – em Santa Catarina, por exemplo, demorou dois meses para chegar. Apesar de ter ocorrido em 7 de setembro, o dia da Indepen­dência é comemorado, na Bahia, na data em que houve a expulsão das tropas portuguesas do país, em 2 de julho de 1823.

Ideia imatura

O primeiro caso que influencia os rumos para a Independência é o retorno de dom João a Portugal. Ele vai embora e deixa o país falido, pois havia esvaziado os cofres do Banco do Brasil. Não havia mais exército nem navios. Existia, sim, uma grande chance de o Brasil se dividir em três ou quatro países independentes, como ocorreu na América Espanhola. Mas aconteceu justamente o contrário: com a Indepen­dência, mesmo que não planejada, o Brasil ficou unido. “Digo no livro que a Independência foi uma espécie de combinação da sorte, improvisação do acaso com alguma sabedoria”, diz Laurentino.

Há muita improvisação. Dom Pedro I vai a Minas Gerais em março de 1822 para apaziguar a província que ameaçava se separar do Brasil. Depois consegue o mesmo feito em São Paulo e Rio de Janeiro. “Digo que ele assegura a fidelidade [com a promessa de Independência] com o que eu chamo de coração do Brasil”, explica.

A sorte foi grande porque o Brasil tinha um destacamento militar português que poderia ter se rebelado, mas aceitou o grito de liberdade. Dom Pedro, porém, tinha apenas 23 anos, era inexperiente e ousado demais, por isso contou com a sabedoria da esposa, Leopoldina de Bragança e Bour­bon, e com o fiel José Bonifácio de An­­drada e Silva. O projeto de Boni­fácio consistia em deixar o poder centralizado na figura de um rei, após a Independência, já que o contrário poderia gerar uma guerra civil com resultados muito mais violentos. E mesmo assim houve combates, como a Confe­­deração do Equador, em 1824, para tornar Pernambuco independente. A insatisfação foi resultado também do fato de o imperador dissolver a Constituinte de 1822 e criar outra em 1824 a seu bel-prazer.

O Brasil nunca teve um projeto concreto de Independência, pois a maioria das forças brasileiras desejava continuar fazendo parte do Reino Unido (Brasil, Portugal e Algarves), porque, do ponto de vista econômico, era mais rentável ter abertura com o mercado europeu. Para Laurentino, esta união, mesmo que entre países independentes, existe simbolicamente até hoje por meio da cultura, da música e da novela. “Todos os anos atravessam o oceano 220 mil portugueses e brasileiros em viagem de turismo ou negócios. O Reino Unido, de certa forma, deu certo.”

PERSONAGENS

Dom Pedro teve 20 filhos

O livro 1822, de Laurentino Gomes, traz detalhes da História pouco conhecidos pelos brasileiros. Um deles é o fato de dom Pedro I ter tido 20 filhos em relações extraconjugais e ter reconhecido a paternidade de todos eles. “Era um pai amoroso que trocava cartas com todos. Só que na monarquia as pessoas, antes de serem de carne e osso, eram instituições do Estado. O que quero dizer é que o fato de ele deixar no Brasil, com 5 anos, o filho dom Pedro II foi feito se pensando que ali ficava o futuro imperador do Brasil”, diz Laurentino Gomes.

Já a mulher de dom Pedro, Leopoldina de Bragança e Bourbon, envelheceu 30 anos somente os nove anos em que ficou no Brasil. Além de ter se enganado ao pensar que chegaria no paraíso (aqui sofreu com o calor e os mosquitos), ela cai em depressão ao saber que o marido tinha diversas amantes. “Em uma viagem para a Bahia, o imperador leva a amante [Marquesa de Santos] no mesmo barco e Leopoldina tem de suportar a situação. Depois a marquesa vira dama da imperatriz. Imagine Leopoldina tendo de aguentar a presença desta mulher até na hora de ir dormir”, comenta.

Livro

“O livro mostra que Brasil era este que ficava para trás com o retorno de dom João VI a Portugal. Eu teria razões suficientes para acreditar, ao ver o país em 1822, que ele seria inviável na sua forma atual.” Laurentino Gomes, jornalista e autor dos livros 1808 e 1822. Livro 1822, de Laurentino Gomes; editora Nova Fronteira; 351 páginas; preço sugerido R$ 44,90.Fonte: Gazeta do Povo - Publicado em 04/09/2010 | Pollianna Milan

Comentário:  Como a sociedade não tomou parte na independência e como também na proclamação da República, o brasileiro em geral  não tem noção de sociedade, coletivo, em que todos estão preocupados com propósitos de constituir uma comunidade, país, etc. Colocamos  o interesse individual diante do coletivo. A nossa independência e posteriormente a proclamação da república  foram mais um ato simbólico do que uma exigência da época, por parte da sociedade. Por causa disso não temos consciência da importância de nossos símbolos pátrios. Veja as comemorações das datas históricas do país, algumas são lembradas e outras não. O brasileiro está mais preocupado em gozar o feriado do que realmente participar dessas comemorações históricas.