Plínio de Arruda Sampaio faz campanha atacando o capitalismo, mas é um adepto da ciranda financeira e seria alvo da proposta do seu programa para taxar fortunas.
Com bens de R$ 2,14 milhões (segundo mais rico entre os presidenciáveis), Plínio registrou evolução patrimonial de 71,53% desde 2006, descontada a inflação.
Plínio não explicou a evolução patrimonial. Enviou nota em que diz: "Meu patrimônio está integralmente declarado à Receita Federal e à Justiça Eleitoral, público para todo o país, sem nenhum questionamento nos meus 60 anos de vida pública".
O candidato deixa quase 86% do que possui em aplicações financeiras remuneradas pelos altos juros pagos pelo governo para rolar a dívida pública. Plínio defende a suspensão do pagamento dos juros da dívida, o que afetaria suas finanças.
Três corretoras são responsáveis por cuidar de R$ 1,7 milhão aplicado. Duas são ligadas a grandes bancos, Itaú e Credit Suisse. A terceira é do ex-ministro da Fazenda Luiz Carlos Bresser Pereira, um dos formuladores econômicos do PSDB.
Plínio também tem dinheiro nos EUA. Guarda R$ 45.983,38 no Riggs Bank, fundado no século 19, até recentemente era um bastião do sistema financeiro norte-americano, mas recentemente foi alvo de denúncias de lavagem de dinheiro.
O recurso, segundo sua assessoria, refere-se à aposentadoria que recebe por ter sido diretor da FAO (órgão da ONU sobre alimentação). Fonte: Folha de São Paulo - 13 de agosto de 2010
Comentário: Ele deve escrever um livro como ficar rico sendo comunista e socialista.
domingo, 15 de agosto de 2010
Camisinha: Máquina do bem ou do mal?
A máquina de preservativo para escolas públicas, desenvolvida pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina (IF-SC), será entregue amanhã, às 9h, em Brasília. Uma equipe de pesquisadores apresentará o protótipo com alterações que facilitem a produção do equipamento.
O programa do Ministério da Saúde também irá aproveitar um projeto de João Pessoa, na Paraíba. A instalação do equipamento nos ambientes de ensino tem despertado opiniões variadas.
Para o vice-presidente da Associação de Pais e Professores (APP) do Instituto Estadual de Educação, Carlos Danilo Moreira Pires, trata-se de uma iniciativa que deve ser antecipada de medidas conscientizadoras sobre educação sexual. Pires acredita que debates, palestras e orientações sobre o tema entre pais, alunos e professores são fundamentais para evitar possíveis problemas.
– A precaução é importante, mas a implantação dessa máquina sem a devida orientação pode incorrer em um erro pior do que não tê-la. É preciso criar mecanismos não para dificultar, mas para que haja a distribuição com consciência – declara.
A discussão sugerida por Pires é defendida também pelo secretário estadual de Educação, Silvestre Heerdt. Segundo ele, a comunidade escolar precisa ser ouvida para saber se pais e alunos estão de acordo com o projeto antes de colocá-lo em prática.
– Disseminar a cultura do uso do preservativo para evitar males maiores é válida, mas não podemos fazer isso afoitamente porque pode ser que estejamos estimulando o sexo prematuro – salienta Heerdt.
Ainda não foram definidas as escolas que receberão as máquinas, mas três cidades já estão confirmadas: Florianópolis, João Pessoa e Brasília. Os alunos terão uma matrícula e receberão da escola uma senha para terem acesso gratuito aos preservativos.
De acordo com a assessora técnica Nara Vieira, da Unidade de Prevenção do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, o objetivo é ampliar o acesso de adolescentes e jovens aos preservativos, que muitas vezes ficam constrangidos em adquirir. Outra intenção é incentivar o debate sobre a sexualidade nas escolas por serem espaços de socialização e onde temas como estes aparecem no cotidiano dos adolescentes.
– O nosso papel é pensar em políticas que dão subsídios para que as medidas de prevenção possam ser adotadas – diz.
Equipamentos devem chegar até o fim do ano
A expectativa é de que as máquinas cheguem aos colégios até dezembro. A coordenadora do programa Educação e Prevenção na Escola vinculada à Secretaria de Estado de Educação, Rosemari Koch Martins, informa que até lá serão feitas consultas ao corpo pedagógico, aos alunos e aos pais para saber a receptividade do programa.
– Nada vai ser imposto. A questão da sexualidade já vem sendo inserida no currículo, se desdobrando em temas como doenças sexualmente transmissíveis, Aids, gravidez e contraceptivos, por exemplo. Esses dispensários passam a ser mais um instrumento de trabalho pedagógico para o professor.
PAIS APROVAM DISTRIBUIÇÃO, DIZ PESQUISA
Em 2007, o Ministério da Saúde divulgou a pesquisa Saúde e Prevenção: cenários para a cultura de prevenção nas escolas. O estudo, realizado pela Unesco no Brasil, mostrou a aceitação de pais, alunos e professores à disponibilização do preservativo associada às atividades educativas. Foram pesquisados 102 mil estudantes, em 135 escolas públicas de 14 estados, entre maio e julho de 2005
■ 89,5% dos estudantes e 63% dos pais consideram “uma ideia legal” a disponibilização do preservativo no ambiente escolar
■ 5,1% dos alunos, 6,7% dos professores e 12% dos pais acham que a disponibilização das camisinhas nos estabelecimentos de ensino “não é função da escola”
■ 44,7% dos estudantes têm vida sexual ativa
■ 60,9% dos estudantes declararam ter usado a camisinha na primeira relação sexual
■ 69,7% fizeram uso do preservativo na última relação sexual
■ 42,7% dos estudantes alegam não ter usado o preservativo por não tê-lo na hora
■ 9,7% dos alunos declararam que não têm dinheiro para comprar camisinhas
ALGUNS COMENTÁRIOS DE INTERNAUTAS INTERESSANTES
■ “A escola deve trabalhar com a educação, em vez de distribuir camisinhas. Isso é função do posto de saúde.” Osvaldo Volpato Garopaba
■ “Qual é o objetivo do governo federal ao disponibilizar máquinas de camisinhas nas escolas? Ao que me consta, o dever da escola é passar conhecimentos aos alunos, e não incentivar condutas promíscuas. Quem ganha com a precocidade sexual dos nossos jovens?”Diego Callai Schuh, Florianópolis
■ “Com as máquinas de camisinhas nas escolas, o Estado estaria promovendo não só a promiscuidade sexual como também várias condutas sexuais criminosas punidas pelo Código Penal e o ECA. Com a distribuição de preservativos no ambiente escolar, o próprio governo federal, ao fomentar a iniciação sexual precoce, se encarrega de estimular que os adolescentes busquem situações de vulnerabilidade a tais crimes.”Cristiane Araújo Florianópolis
■“Principal função de uma instituição escolar? Trabalhar a mente do jovem para que ele compreenda e esteja experiente quanto às dificuldades do futuro. Principal função do governo na educação? Melhorá-la e mantê-la. Não são capazes nem de pagar direito os professores, vão querer usar nossos impostos para satisfazer egos sexuais. Antes fosse uma máquina de cultura, assim não precisaria mais questionar o por que de discussões com frivolidades, o por que de um país emergente estar decadente em consciência.” Guilherme Wagner São João do Oeste
■ “Já vi alunos fazerem bolas de ar com camisinhas. Sei de adolescentes que não usam preservativos nas relações sexuais. Máquinas de camisinhas nas escolas vão incentivar o quê? Sexo. Sou contra. Escola é para estudar sobre tudo, inclusive sobre sexo, mas não há necessidade de se gastar dinheiro com projetos para instalação de máquina de camisinhas, o governo as distribui nos postos de saúde.Adenilson Peixer Tijucas
■Para quem tem 60 anos de idade é um escândalo. Para quem adolesceu depois do advento da pílula anticoncepcional, pouco mais do que uma distribuição de material escolar, medicamento ou até merenda já é demais. Mas estes três últimos sempre veem num contexto de orientação e assistência específicos, leais, incontroversos e explícitos. José Silveir Brasília (DF)
A FAVOR
Para a professora Lucena Dall’Alba, do curso de Pedagogia da UFSC e doutora em Educação – com atuação em gênero e sexualidade e educação sexual – poucas foram as instituições que incluíram, de fato, momentos para atividades educativas sobre o assunto.
Para ela, a instalação de máquinas de distribuição de preservativos em algumas escolas do país é uma forma de produzir sujeitos autodisciplinados no que se refere à maneira de viver a sua sexualidade.
– Distribuir camisinhas gratuitamente nas escolas pode trazer benefícios se estiver aliada a programas de debates sobre questões não só de saúde, mas também da administração responsável da vida sexual – orienta.
De acordo com Lucena, o projeto, aliado a atividades educativas que proporcionem o estudo e o diálogo sobre a constituição histórica da sexualidade contribui para desvincular o tema de tabus e preconceitos. Não apenas isso. Auxilia em relação às mudanças pelas quais as pessoas dão sentido e valor a sua conduta, aos seus desejos , aos seus sentimentos e aos seus sonhos.
CONTRA
A instalação de máquinas de preservativos nas escolas públicas não é a forma mais didática de tratar a sexualidade. Esta é a opinião da psicopedagoga Albertina de Mattos Chraim, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia de Santa Catarina. Para ela, a exposição dessas máquinas aguçará a imaginação de muitas crianças, banalizando assim o ato sexual.
– A máquina é um acesso à camisinha e a camisinha é o acesso ao ato sexual. Seguindo a análise antropológica, o homem passa por etapas simples de entendimento até chegar a uma fase de maturidade e, por isso, essas etapas devem ser respeitadas e não violentadas, de forma a jogar todos os alunos à exposição – salienta.
A psicopedagoga defende que antes de se falar sobre sexo é necessário trabalhar a sexualidade no dia a dia da criança, onde valores, princípios, respeito, responsabilidades pessoal e social sejam assuntos a serem discutidos em sala de aula. Ela também sugere que é necessário colocar profissionais à disposição de alunos e pais para discutir e orientar sobre o assunto com mais privacidade. Fonte: Diário Catarinense - 9 de agosto de 2010
Comentário: A máquina é um acesso à camisinha e a camisinha é o acesso ao ato sexual. Seria a máquina de amor. Uma rapidinha no banheiro da escola. Os banheiros das escolas vão virar motel das rapidinhas. Se o Ministério da Saúde está preocupado com a inicio precoce sexual dos adolescentes deveria ter uma política de saúde pública, com conscientização e distribuição dos preservativos em postos de saúde.Transformar a escola onde os educadores deveriam preocupar-se com a educação, com o saber, em escola de incentivo sexual, em que a curiosidade dos adolescentes seriam incentivados por essa política do governo. Por que não experimentar, o governo está incentivando, poderia ser o pensamento dos adolescentes? Por que não, relaxe e goze.
Esses pseudo-educadores influenciáveis pelo modismo de todos os tipos e os educadores de gabinetes assumem posições simpáticas que julgam corretas, num país onde o nível de educação é baixíssima. Daqui a pouco vira matéria escolar, como colocar adequadamente o preservativo, qual o tamanho ideal, etc, dar aula de fetiche sexual, etc. A escola que deveria ser uma máquina de cultura transforma-se numa máquina de incentivo de amor. É a Barbarella chegando à escola.
sábado, 14 de agosto de 2010
Menino perde a esportiva em jogo de escola
O pequeno Zach estreou arrebentando no torneio de futebol para crianças de até 6 anos no seu colégio em Duluth, Minnesota (EUA). O menino, camisa 7 de azul, fez três gols e comemorou. O problema é que, no terceiro gol, uma criança do time adversário se irritou com o futebol de Zach e tentou atingi-lo com um chute. Sem sucesso, o menino caiu.
A atitude serve de alerta para os pais do menino. Afinal, derrota faz parte do jogo. Fonte: Yahoo News - 11 de Agosto de 2010
Comentário: O mal da internet e dos games para as crianças é que ela transmite o autoritarismo, que a vida é simplesmente ganhar ou fazer reply dos jogos. É a babá eletrônica. A vida não tem replay ou pontuação para ganhar uma vida. A vida não é fantasia é real. A criança que faz o seu mundo a internet, priva de outros hábitos fundamentais para o seu desenvolvimento; hábito de leitura, brincar com outras crianças, criar amizade, praticar esportes, criar o contato humano como uma forma de descobrir ou compreender, dar, receber, ganhar, perder, etc.
Vídeo:
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Fusão: TAM com a chilena LAN
A TAM, maior companhia aérea do Brasil, anunciou nesta sexta-feira que assinou memorando de entendimentos para se unir à chilena LAN, dando origem a um grupo batizado de Latam Airlines.
"O grupo formado por meio da operacão oferecerá serviços de transporte aéreo de passageiros para mais de 115 destinos em 23 países e serviços de transporte aéreo de carga para toda a America Latina e para o mundo, contando com mais de 40 mil funcionários", afirmou a TAM em nota enviada à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) hoje.
O acordo estabelece que a TAM fará uma oferta pública de permuta para fechar capital. Por meio da OPA, os atuais acionistas da TAM receberão, no final do processo, 0,9 ação da LAN por cada uma que detém da TAM. A empresa brasileira deixará de ser listada nas Bolsas de Valores de São Paulo e Nova York.
A LAN, enquanto isso, continuará a ter papéis negociados nas Bolsas de Santiago e de Nova York, e também BDRs (Brazilian Depositary Receipts) na Bovespa.
As ações da TAM subiram 27,64% nesta sexta-feira na Bovespa, atingindo R$ 36,20.
De acordo com o comunicado da empresa, a relação de troca das ações da TAM por ações em forma de BDRs da LAN será igual para o acionista controlador da TAM e para os outros acionistas que não fazem parte do grupo de controle, "de forma a garantir o tratamento igualitário dos acionistas."
A LAN terá sua denominação social alterada para LATAM Airlines Group S.A., mas as empresas afirmam que as marcas TAM e LAN Airlinas serão mantidas, uma vez que cada companhia continuará a atuar com sua respectiva marca.
A administração da LATAM será feita de forma compartilhada. Mauricio Rolim Amaro, hoje vice-presidente do Conselho de Admnistração da TAM, será presidente do Conselho da nova companhia. Enrique Cueto, vice-presidente da LAN, será o CEO (chefe-executivo) e vice-presidente executivo da LATAM.
Ontem, a companhia aérea anunciou prejuízo líquido de R$ 154,1 milhões no segundo trimestre, o que se compara ao ganho de R$ 555,1 milhões um ano antes.
O Ebitdar (geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação, amortização e aluguel de aeronaves, na sigla em inglês) somou R$ 289,2 milhões de abril a junho, avanço de 75,6% na comparação anual.
Fonte: Folha.com-13/08/2010
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
As lendas da Sexta-feira 13
CONHEÇA AS ORIGENS DA DATA QUE ATERRORIZA OS OCIDENTAIS
São muitas as lendas que explicam a obsessão pelo número 13. O padre Antônio Lorenzatto, que escreveu o livro "Eu fui curioso, e você?", relata que Judas Iscariotes, apóstolo que denunciou Jesus, ocupava o 13º lugar no grupo que seguia Cristo. Para completar, ele se enforcou em uma sexta-feira e Jesus foi crucificado nesse dia da semana. Aí já temos uma boa soma de fatores para que a data passe a eternidade sendo malvista no Ocidente.
Outra possível versão para a má vontade com a data envolve a Ordem dos Templários. O grupo de sacerdotes foi declarado ilegal pelo rei Felipe IV da França, e, provavelmente em uma sexta-feira, 13 de outubro de 1307, a perseguição e execução dos integrantes da ordem teve início.
Embora as lendas envolvendo o mau agouro do número sejam preponderantemente cristãs, existem também versões pagãs.
Na primeira delas, conta-se que houve um banquete e 12 deuses foram convidados. Loki, espírito do mal e da discórdia, apareceu sem ser chamado e armou uma briga que terminou com a morte de Balder, o favorito dos deuses. Daí veio a crendice de que convidar 13 pessoas para um jantar era desgraça. Há também quem acredite que convidar 13 pessoas para um jantar é uma desgraça, simplesmente porque os conjuntos de mesa são constituídos, regra geral, por 12 copos, 12 talheres e 12 pratos.
Segundo outra versão, a deusa do amor e da beleza era Friga (que deu origem a frigadag, sexta-feira). Quando as tribos nórdicas e alemãs se converteram ao cristianismo, Friga foi transformada em bruxa. Como vingança, ela passou a se reunir todas as sextas com outras 11 bruxas e o demônio, os 13 ficavam rogando pragas aos humanos e da Escandinava a superstição espalhou-se pela Europa.
SUPERSTIÇÕES
O padre Lorenzatto conta que em países como a Índia e o Japão o número é muito bem-vindo, sendo utilizado em prédios e símbolos sagrados. É nos Estados Unidos, entretanto, que ele vê maior número de contradições com o 13: o país começou com as 13 colônias e sua bandeira tem 13 listras. Mas, na terra do Tio Sam, é comum alguns prédios não terem o 13° andar para evitar o mau agouro.
Para completar a má vontade com a dezena, um acidente aconteceu com a espaçonave Apolo 13, que se dirigia para a Lua, no dia 13 de abril de 1970. Os astronautas voltaram intactos para a Terra depois de ficarem quatro dias com o oxigênio racionado. Foi um prato cheio para os tais triscaidecafobos (pessoas que têm medo do número 13): muitos defendiam que a missão deveria ter passado direto do número 12 para o 14.
CELEBRAÇÕES DA SEXTA-FEIRA 13 EM PORTUGAL
Em Portugal, muitas cidades e vilas celebram a Sexta-feira 13. A maior festa acontece no castelo de Montalegre, Trás-os-Montes. Em Montalegre, todas as sextas-feiras 13 há uma grande festa, onde não faltam as bruxas, os bruxos, feitiços, teatro e a famosa queimada.
Na vila de Vinhais, na aldeia de Cidões, também se festeja a sexta-feira 13. Nesta festa, as pessoas reúne-se á volta de uma grande fogueira. Há também um banquete com produtos locais.
Em Cavalinhos, Leiria, as mulheres junta-se num encontro onde os homem não podem participar. A noite é das mulheres, que aproveitam para passarem uma noite com muita adrenalina á mistura. Noutras cidades portuguesas, como Braga, Loulé ou Porto, a sexta-feira 13 é celebrada com muita animação e com muitas bruxas á mistura.
VOCÊ TEM MEDO DA SEXTA-FEIRA 13?
Fonte: Zero Hora - 10/08/2010
Mau exemplo: Licença médica, festa, Juiz do Supremo Tribunal Federal
Afastado desde abril do trabalho, ministro do STF deve somar 127 dias de licença neste ano.
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, que está de licença por recomendação médica, alegando que tem um "problema crônico na coluna" e, por isso, enfrenta dificuldade para despachar e estar presente aos julgamentos no plenário do STF, não tem problemas para marcar presença em festas de amigos ou se encontrar com eles em um conhecido restaurante-bar de Brasília.
Na tarde de sábado (ontem), a reportagem do Estado encontrou o ministro e uns amigos no bar do Mercado Municipal, um point da Asa Sul. Na noite de sexta-feira, ele esteve numa festa de aniversário, no Lago Sul, na presença de advogados e magistrados que vivem em Brasília.
Joaquim Barbosa está em licença médica desde 26 abril. Se cumprir todos os dias da mais nova licença, ele vai ficar 127 dias fora do STF, só neste ano. Em 2007, ele esteve dois dias de licença. Em 2008, ficou outros 66 dias licenciado. Ano passado pegou mais um mês de licença. Advogados e colegas de tribunal reclamam que os processos estão parados no gabinete do ministro. Fonte: Estadão - 07 de agosto de 2010
Comentário: É o retrato que acontece na Previdência, licença médica, dor na coluna, etc., Se o trabalhador for esperto, ele ficará vários anos pendurado na Previdência. Dor na coluna não pode trabalhar, mas pode viajar, festas, bares e botecos, etc. O que o ministro está fazendo muitos trabalhadores fazem com respaldo do sindicato e previdência. Esse é o Brasil dos enfermos espertos e expertos.
Como ele é um juiz. do Supremo Tribunal Federal, o Guardião da Constituição, deveria dar o exemplo de responsabilidade, ética e moral. Imagino o que aconteceria com um trabalhador for flagrado num bar, após ter solicitado licença médica para tratamento de coluna? O que o chefe poderia imaginar desse trabalhador?
Como disse Júlio César; “À mulher de César não basta ser honesta, tem que parecer honesta”.
Vivemos numa sociedade que tudo é permitido nada é proibido e esse magistrado vem confirmar essa máxima. Aqui quem tem poder, lembra os resquícios da realeza, o senhorio feudal, a vassalagem.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Crise econômica faz desemprego mundial entre jovens ter alta recorde
A crise econômica internacional deixou um triste legado para jovens de todo o planeta: o desemprego entre pessoas de 15 a 24 anos atingiu nível recorde. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), 81 milhões de jovens estavam fora do mercado de trabalho em todo o mundo em 2009. O contingente de jovens sem horizontes no mercado de trabalho recebeu o reforço de 7,8 milhões de pessoas desde 2007, início da crise. Somente entre 2008 e 2009, 6,6 milhões se juntaram ao contingente dos sem emprego.
Com isso, o desemprego juvenil cresceu com força durante a crise econômica e passou de 11,9% do total de jovens economicamente ativos, em 2007, para 13%, em 2009. De 2008 para 2009, a alta foi de um ponto percentual, a maior variação anual em mais de 20 anos e uma mudança na tendência de declínio do desemprego nessa faixa etária desde 2002. Ao longo dos últimos dez anos anteriores ao período da crise, o número de desempregados subiu a uma média de 192 mil por ano.
Dificuldades que já eram corriqueiras para essa parcela da população, como a falta de experiência, a falta de recursos financeiros durante a procura por emprego e a menor rede de contatos, se tornaram ainda mais evidentes em tempos de crise, segundo a organização. A OIT alerta para o risco de uma nova "geração perdida".
"Não há dúvida que a geração de jovens homens e mulheres que estão à procura de emprego no mercado de trabalho têm tido tempos mais difíceis para encontrar um trabalho adequado", diz o texto do relatório da organização.
De acordo com a OIT, tanto em países desenvolvidos quanto em emergentes, o impacto da crise é sentido em termos de desemprego e de riscos sociais associados ao desemprego e inatividade prolongada. Diversos estudos mostram que a entrada conturbada no mercado de trabalho durante a recessão pode deixar permanentes cicatrizes na nova geração.
O relatório assinala que nas economias em desenvolvimento, onde 90% dos jovens vivem, eles são mais vulneráveis ao subemprego e à pobreza. Nos países de baixa renda, o impacto da crise é mais sentido nas horas mais curtas de trabalho e na redução de salários para os poucos que mantêm empregos assalariados e no aumento do emprego vulnerável em uma economia com um número cada vez maior de empregos informais.
O relatório estima ainda que 152 milhões de jovens, ou cerca de 28% de todos os trabalhadores jovens do mundo, tinham trabalho mas estavam em situação de miséria, em famílias que sobreviviam com menos de US$ 1,25 por pessoa por dia em 2008.
Estimativas
Apesar das estimativas de crescimento econômico para 2010, o desemprego global deve continuar a crescer neste ano. A expectativa é de um aumento de 2,3 milhões de desempregados sobre 2009. De acordo com a OIT, os jovens terão mais dificuldade que os adultos para sair da crise. A previsão é que o desemprego entre jovens continue a avançar e termine o ano em 13,1%, seguido por um declínio moderado em 2011 (12,7%). Para os adultos, a estimativa é fique em 4,8% neste ano e que caia para 4,7% em 2011. Fonte: Globo Online - 11/08/2010
Comentário: O mercado mundial mudou, estamos na era do conhecimento tecnológico, não há necessidade de ter tantas fábricas e empregos como antigamente. Existe uma reorganização industrial onde o excedente de mão de obra não há como ser aproveitado, acrescido com crescimento demográfico e imigrações. Esse é grande problema da maioria dos países, não há emprego para toda a população. Cada vez mais a indústria utiliza menos mão de obra para fabricar um produto, gerando um excedente de mão de obra cada vez maior. O crescimento do PIB de qualquer país não é suficiente para gerar novos empregos para os trabalhadores que estão entrando no mercado de trabalho e os demais que perderam empregos que estão procurando. E com mais um agravante, novos países que antigamente não fazia parte do comercio mundial, tornaram-se fornecedores desse comércio afetando os demais países tradicionais, substituindo-os na produção de produtos. O que prevalece atualmente é o preço do produto. Os países que tem encargos sociais elevados estão perdendo a competição no mercado mundial para fornecer produtos com bons preços. O que prevalece é a lógica do mercado, produto bom e barato.
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