sábado, 5 de fevereiro de 2022
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022
PIB da Itália cresce 6,5% em 2021, mostra instituto
A economia da Itália cresceu 6,5% em 2021, informou em relatório o Instituto Nacional de Estatística (Istat) na segunda-feira (31).
O dado do ano passado já está
corrigido pelos dias úteis e ajustado sazonalmente em relação a 2020, quando o
Produto Interno Bruto (PIB) havia caído quase 9% por conta do lockdown
provocado pela pandemia de Covid-19.
O crescimento em 2021 foi o
maior do país em cerca de 45 anos, informou o diretor-central da contabilidade
nacional do Istat, Giovanni Savio.
“Para encontrar uma taxa de
crescimento equivalente é preciso voltar para trás até 1976, cerca de 45 anos”,
disse aos jornalistas. No entanto, considerando o atual cálculo da série
história, que iniciou em 1995, esse é o maior valor mais alto já contabilizado.
UNIÃO EUROPEIA: A primeira estimativa para o PIB da zona do euro para 2021 é de alta de 4,6% e na UE é de 4,8%. Fonte: Ansa Brasil - 31 Jan 2022
Caged: Brasil gerou 2,7 milhões de empregos formais em 2021
O Brasil terminou o ano de 2021 com saldo positivo de 2.730.597 vagas de emprego com carteira de trabalho assinada. Ao longo do ano, foram registradas 20.699.802 admissões e 17.969.205 desligamentos. Os dados foram divulgados hoje (31) pelo Ministério do Trabalho e Previdência.
Já o mês de dezembro
registrou retração de 265.811 postos de trabalho. O número decorre de um total
de 1.703.721 de desligamentos e de 1.437.910 admissões.
O estoque de empregos formais
no país, que é a quantidade total de vínculos celetistas ativos, em dezembro,
ficou em 41.289.692 vínculos, o que, segundo o ministério, representa uma queda
de 0,64% em relação ao mês anterior.
CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA: De
acordo com o ministro do Trabalho e Previdência, Onyx Lorenzoni, o resultado
para o mês de dezembro era esperado, uma vez que “como ocorre rotineiramente no
Brasil, temos as comunicações de demissão principalmente daqueles funcionários
que trabalham no regime temporário”.
“O saldo negativo faz parte
fundamentalmente dos trabalhadores temporários. Mas esse saldo aplicado sobre o
acumulado do ano nos dão saldo positivo na geração de empregos com carteira
assinada no Brasil, da ordem de 2,7 milhões de postos de trabalho”, acrescentou
ao destacar que desde o início do governo de Jair Bolsonar, o país acumula
saldo positivo de 3.183.221 novos postos de trabalho.
DADOS POR SETOR: No acumulado
do ano, o saldo de 2,7 milhões de postos de trabalho teve, no setor de
serviços, sua maior contribuição, com 1.226.026 vagas criadas. Foram 9.284.923
admissões ante a 8.058.897 desligamentos.
O setor de comércio agregou
outras 643.754 vagas (4.889.494 admissões e 4.245.740 desligamentos), enquanto
a Indústria gerou 475.141 novas vagas (3.352.363 admissões e 2.877.222
desligamentos) em 2021.
As atividades de construção
criaram 244.755 vagas (2.017.403 admissões e 1.772.648 desligamentos), enquanto
agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura teve 140.927
novas vagas com carteiras assinadas (1.155.619 admissões e 1.014.692
desligamentos).
O estoque (quantidade total
de vínculos formais ativos) no acumulado do ano apresentou variação de 7,08%
(na comparação com 1º de janeiro de 2021).
Já em dezembro, o saldo de
empregos foi negativo em quatro dos cinco grupamentos de atividade econômica
analisados. O único a apresentar saldo positivo (9.013 vagas) foi o de
comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas.
O saldo da indústria ficou
negativo em 92.047 vagas; o da construção perdeu 52.033 postos de trabalho; o
de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura registrou uma
queda de 26.073 vagas; e o de serviços diminuiu em 104.670 o saldo de empregos
celetistas.
REGIÕES: As cinco regiões
apresentaram saldo positivo de contratações ao longo de 2021.
Região Sudeste foram criados
1.349.692 postos de trabalho (crescimento de 6,8%);
Sul, o saldo foi de 480.771
postos a mais (alta de 6,61%);
Nordeste foram criados mais 474.578
postos (7,58%);
Centro-Oeste, o acréscimo foi
de 263.304 vagas (8,07%); e a
Região Norte teve incremento
de 154.667 empregos formais (8,62%).
Em dezembro, no entanto, as
cinco regiões do país registraram saldo negativo no número de empregos formais.
A região que perdeu mais vagas foi a Sudeste, com uma queda de 136.120 postos
de trabalho (-0,64%).
A queda na Região Sul ficou
em 78.882 vagas (-1,01%), enquanto nas regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte
apresentaram saldos negativos de 21.476 (-0,61%); 15.823 (-0,23%); e 13.375
vagas (-0,68%), respectivamente.
ESTADOS: No acumulado do ano,
o estado de São Paulo foi o que abriu maior número de empregos formais,
totalizando 814.035 novas vagas, o que representa alta de 6,80%. Em segundo
lugar está Minas Gerais, com saldo positivo de 305.182 vagas (alta de 7,5);
seguido do Rio de Janeiro, com 178.098 novos postos (5,77%).
Os menores saldos foram
registrados em Roraima, com geração de 4.988 postos de trabalho com carteira
assinada; Amapá (5.260); e Acre (8.117).
Apenas duas unidades
federativas apresentaram saldos positivos em dezembro de 2021: Alagoas (615
postos de trabalho); e Paraíba (61 postos).
Já os estados com menor saldo
foram São Paulo, que registrou uma redução de 103.954 no número de empregos
formais, seguido de Santa Catarina (-36.644 postos de trabalho); e do Paraná
(-24.346 postos).
SALÁRIO MÉDIO: O salário
médio de admissão registrado em dezembro foi de R$ 1.793,34. Na comparação com
o mês anterior (novembro), o aumento real ficou em R$ 1,51, o que corresponde a
alta de 0,08%. Fonte: Agência Brasil – Publicado
em 31/01/2022
Comentário: IBGE: Desemprego recua para 11,6% no trimestre encerrado em novembro DE 2021
A taxa de desocupação caiu
para 11,6% no trimestre encerrado em novembro, recuo de 1,6 ponto percentual na
comparação com o trimestre anterior.
REDUÇÃO NÚMERO DE
DESEMPREGADOS: : O número de desempregados diminuiu 10,6% nesse mesmo período,
chegando a 12,4 milhões. É uma redução de 1,5 milhão de pessoas. Quando comparado
ao mesmo período do ano anterior, houve queda de 14,5%, o que representa 2,1
milhões a menos em busca de trabalho. Os dados são da Pesquisa Nacional por
Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada hoje (28) pelo IBGE.
Na comparação com o trimestre
encerrado em agosto, o número de pessoas ocupadas aumentou 3,5%. São 3,2
milhões de pessoas a mais no mercado de trabalho. “Esse resultado acompanha a
trajetória de recuperação da ocupação que podemos ver nos últimos trimestres da
série histórica da pesquisa. Esse crescimento também já pode estar refletindo a
sazonalidade dos meses do fim de ano, período em que as atividades relacionadas
principalmente a comércio e serviços tendem a aumentar as contratações”,
explica a coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, Adriana Beringuy. Com
isso, o nível de ocupação, percentual de pessoas ocupadas na população em idade
de trabalhar, foi estimado em 55,1%, um aumento de 1,7 ponto percentual frente
ao trimestre anterior. Fonte: Editoria:
Estatísticas Sociais - 28/01/2022 09h00 | Atualizado em 28/01/2022 14h55
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022
Coronavírus: Um leito para 430 crianças, expõe problema do Brasil
Apesar de não ser mais letal para crianças, a nova variante ômicron se espalha com rapidez muito maior. Casos de covid-19 entre a população infantil brasileira estão em alta há pelo menos três meses.
A taxa de transmissão da
covid-19 (Rt) no Brasil bateu recorde em 25 de janeiro de 2022, chegando a 1,78
(100 infectados podem transmitir para 178 indivíduos), segundo monitoramento do
Imperial College de Londres. Uma semana antes, a taxa era de 1,35. A
responsável é a variante ômicron, muito mais transmissível que as anteriores.
UM LEITO PARA CADA 430
CRIANÇAS: O país tem 82.699 leitos para internação pediátrica, segundo o
Cadastro Nacional de Estabelecimento de Saúde (CNES), mantido pelo Ministério
da Saúde. Em contrapartida, a população infantil brasileira (zero a 12 anos) é
de 35,5 milhões, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia Espacial
(IBGE). Ou seja, o país oferta um leito para cada 430 crianças.
"Existem muito poucos
leitos de UTI pediátrica no Brasil como um todo", diz o pediatra infectologista
do Departamento Científico de Imunizações da SBP, Eduardo Jorge Lima.
Do total de leitos
pediátricos, 36.370 unidades – o equivalente a 43% – estão no Sistema Único de
Saúde (SUS), e somente uma pequena parte em cada estado se destina à internação
pela covid-19.
O problema não é recente nem
exclusivo de uma região, contudo. E como a oferta de internação pediátrica no
Brasil trabalha no limite, tanto na rede pública quanto privada, qualquer
aumento na demanda pode levar à lotação dessas unidades.
Segundo o pediatra, o problema
não é recente, e a Sociedade Brasileira de Pediatria alerta há anos que o SUS
vem perdendo leitos pediátricos: desde 2010, foram fechadas mais de 12,4 mil
vagas em UTIs pediátricas de todo o país.
"O cenário de vagas em
unidades de terapias intensivas pediátricas no Brasil em geral é insuficiente
desde sempre. Essas UTIs vivem cheias em qualquer período e contexto",
observa o pediatra infectologista Marco Aurélio Sáfadi, diretor do Departamento
de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.
Mesmo que não haja evidências
científicas de que a ômicron seja mais letal do que outras variantes, apenas em
2022, até 27 de janeiro, 29 crianças de zero a 11 anos morreram por causa da
covid-19, segundo dados do Ministério da Saúde solicitados..
SOBRECARGA INDIRETA PELA
ÔMICRON: Marco Aurélio Sáfadi diz ser a primeira vez na pandemia em que, no
momento da internação de crianças por outras doenças que não a covid-19,
descobre-se que elas estão com o vírus Sars-Cov-2.
"Em função de a variante
ômicron ser muito transmissível, temos pacientes infantis que internam por
outros problemas de saúde que não a covid, mas estão infectados com o vírus. Ou
seja, a internação não é pela covid, mas com covid", explica o pediatra
infectologista da Santa Casa de São Paulo.
Com isso, apesar de serem
internados por causa de outras doenças, os pacientes infantis infectados
precisam ficar isolados e acabam ocupando leitos e enfermarias destinados à
covid‑19.
"É um fenômeno que não
víamos com as outras variantes. Antes, com a delta, a principal causa da
internação infantil era a complicação da covid. Agora, o grande problema é a
quantidade de crianças nas enfermarias que – por também estarem com
coronavírus, mas terem procurado o hospital por outros motivos – precisam ficar
isoladas. Isso gera uma restrição ainda maior na nossa disponibilidade de
vagas", completa Sáfadi.
"VACINAÇÃO INFANTIL O
QUANTO ANTES"; Desde o início da pandemia, 1.503 crianças de zero a 11
anos morreram por covid-19 no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde.
Mais de 78% destes óbitos (1.179) foram entre as crianças de zero a quatro
anos.
"Temos observado desde o
início da pandemia que as crianças com até dois anos são mais suscetíveis aos
casos graves da covid", diz Sáfadi, ressaltando que o primeiro ano de vida
é período de maior risco de eventos mortais para qualquer doença respiratória,
por causa da imaturidade imunológica.
Mesmo que a variante ômicron
não tenha se mostrado mais mortal que a delta, somente em janeiro de 2022 ela
já foi responsável pela morte de 14 crianças de cinco a 11 anos, faixa etária
que poderia estar sendo imunizada desde dezembro, quando a Agência Nacional de
Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a vacina da Pfizer para esse grupo.
Contudo, o cuidado deve ser
maior com crianças menores: "Crianças abaixo de um ano são mais frágeis às
doenças respiratórias. Além disso, não teremos tão cedo vacina aprovada para
esse grupo etário. O ideal seria oferecer uma segurança maior a elas e
deixá-las em casa, se possível", pondera Sáfadi.
"A criança não se
contamina sozinha, ela se contamina de um adulto. Então, estes devem redobrar os
cuidados com as crianças, principalmente as que ainda não têm vacina
aprovada", alerta Lima. "O fechamento das escolas foi tão danoso que
a SBP tem a convicção que a escola é um ambiente que deve ser preservado ao
máximo para ter aulas presenciais."
Em relação às transmissões de
coronavírus, Eduardo Jorge Lima afirma que a primeira quinzena de fevereiro
deverá ser acompanhada, para que sejam tomadas novas decisões sobre o futuro da
pandemia no país.
"A expectativa é que a
ômicron alcance o ápice das transmissões no Brasil nas próximas duas semanas, e
depois ou alcance um platô ou comece a cair, como vimos com as outras
variantes, como com a ômicron na África do Sul, no Canadá e na Austrália",
diz o infectologista da SBP.
Já o pediatra Sáfadi pondera
que ainda é cedo para predizer os rumos da pandemia de covid no Brasil: "É
difícil se prever quando haverá o pico de casos da ômicron, porque há muitas
peculiaridades no caso do Brasil. Somos um país continental, ou seja, o aumento
dos casos não aconteceu em todo o país ao mesmo tempo, cada região tem uma
realidade."
"É possível que ocorra
aqui a diminuição que estamos vendo no Reino Unido e na África do Sul, mas
precisamos lembrar que, pelo menos com as outras variantes, a curva
epidemiológica se manteve num platô por mais tempo no Brasil que em outros
países, até os casos começarem a baixar", compara o pediatra da Santa Casa
de São Paulo. Fonte: Deutsche Welle – 30.01.2022