sexta-feira, 14 de maio de 2010

Miss Uniban lança linha de vestidos rosas


A polêmica da Uniban rendeu frutos a Geisy Arruda. Após participações em clipes de TV e no Carnaval carioca, agora a ex-estudante de Turismo aproveita sua história para lançar uma linha de vestidos rosas como aquele que rendeu sua expulsão.
Batizada de "Rosas Divinos", a coleção terá seis vestidos rosas "inspirados na mulher brasileira", segundo a assessoria de imprensa. Nem todos serão tão curtos quanto o que Geisy usou no dia em que causou tumulto na universidade. Uma das peças é inspirada em Marilyn Monroe, diz a estudante. Outros são mais básicos e com tecidos maleáveis.
A ideia de criação das roupas surgiu da dificuldade financeira de Geisy em bancar seus figurinos para aparições públicas na mídia. O coquetel de lançamento da linha de roupas foi  em São Paulo, 29 de abril. A linha de vestidos será comercializado pela internet no site oficial de Geisy. Fonte: ClicRBS - 23/04/2010
Comentário: Com esse modelito não precisa nem tirar Raio-X. É o próprio papel carbono do corpo. Imagina numa sexta-feira, dia do lobisomem, ela desfilando com esse modelito. Ela pode fazer também o filme Nove semanas e meia de amor, com nome artístico  Kim Geisy ou trabalhar na série as  Panteras. Ela teve uma qualidade soube aproveitar os quinze minutos de fama. É um estudo de marketing.

10 tecnologias que vão mudar o mundo, segundo o MIT

 bligo-TecnologiaFuturo.jpgMassachusetts Institute of Technology seleciona 10 novos produtos e serviços em desenvolvimento que deverão mudar nossa vida em breve. Todo ano a Technology Review, revista científica publicada pelo respeitado MIT (Massachussets Institute of Technology), faz uma lista de tecnologias emergentes que apresentam soluções para diversos problemas da humanidade. A seleção é feita entre pesquisas recentes de produtos e serviços que a indústria ainda não adotou em larga escala.


 Confira a lista das tecnologias:

Busca em tempo real

O Google está muito interessado em incorporar as atualizações feitas em redes sociais aos resultados. O desafio, além de tornar essas informações buscáveis, é atribuir relevância para alguns updates em detrimento de outros, e assim acrescentar conteúdo útil. Rastrear e classificar conteúdos atualizados a todo instante em redes sociais exige muito mais velocidade e novos algoritmos para acompanhar, em tempo real, milhares de updates no Twitter e Facebook, por exemplo.

Estas duas redes de relacionamento não têm problema em vender suas atualizações para os buscadores. O Google não revela muito o segredo da análise das atualizações. Mas, Amit ­Singhal, o responsável por esse desenvolvimento, diz a Technology Review que um perfil no Twitter com muitos seguidores e muito retwitado sai na frente de outros menores. Uma atualização feita no Facebook tem mais relevância quanto maior o número de amigos do usuário e ainda quanto mais amigos seus amigos colecionam. Outra maneira é usar a geolocalização, dependendo do local de onde é produzida uma mensagem ela seria mais relevante. Se alguém postar sobre terremoto e estiver localizado próximo à área atingida sua informação será provavelmente mais relevante do que outras mais distantes.

3D móvel

Quem pensava que a popularização de imagens tridimensionais aconteceria pelo cinema ou grandes e modernos aparelhos de TV, pode ter uma surpresa com o Samsung W960 lançado na Coreia do Sul em março. O celular conta com um software desenvolvido pela empresa Dynamic Digital Depth que converte imagens em 2D para 3D. Na posição vertical, as imagens parecem bidimensionais, mas é só virar o aparelho para a posição horizontal que elas saltam da tela e ganham volume. O software cria ilusão de perspectiva nas imagens estimando a profundidade dos objetos em cena com várias pistas, como se há um céu numa paisagem, ele provavelmente estará mais ao fundo do que as montanhas. Então, o programa produz pares de imagens levemente distintas que nosso cérebro interpreta como se fosse uma só com profundidade.

A tecnologia até poderá ser usada em TVs 3D, mas a tecnologis funciona melhor quando existem poucos ângulos de visão envolvidos, por isso o smartphone seria a melhor opção. A Dynamic Digital Depth começa também a desenvolver meios de adaptar games para 3D sem óculos nos celulares. A empresa de pesquisa DisplaySearch divulgou uma pesquisa recente que prevê que até 2018 teremos 71 milhões de aparelhos móveis com a tecnologia.

Células tronco projetadas

Com o projeto de células tronco pesquisado pela empresa Cellular Dynamics, espera-se uma grande mundaça nos modelos de doenças e na maneira como as drogas são testadas. Em 1998, James Thomson, co-fundador da empresa, conseguiu isolar células tronco embrionárias, capazes de se transformarem em qualquer célula do corpo humano, mas a técnica levantava questões éticas, pois embriões precisavam ser sacrificados. Dez anos depois, os pesquisadores conseguiram produzir células tronco a partir de células adultas, adicionando quatro genes, normalmente ativos em células embrionárias. Chamadas de células tronco pluripontentes induzidas (iPS), podem se reproduzir muitas vezes e transformam-se em qualquer célula.

Além das iPS poderem substituir tecidos danificados, cientistas produzir células específicas para testar como elas agem e testar medicamentos e contra a diabetes, por exemplo. A Cellular Dynamics já produz células do coração para os testes da gigante farmacêutica Roche. Células do fígado e cérebro devem ser produzidas no futuro, assim como células de pessoas com diferentes cargas genéticas.

Combustível solar

Todo biocombustível é feito de dióxido de carbono e água. Atualmente utilizamos matéria orgânica para produzi-lo, como cana e milho. Pesquisadores decidiram eliminar a biomassa intermediária e criar um sistema para sintetizar diretamente o combustível. A empresa Joule Biotechnologies manipula e projeta genes para criar microorganismos fotossintetizantes que usam a luz solar para transformar dióxido de carbono em etanol e diesel. Os organismos ficam em espaços chamados fotobioreatores, sem necessidade de água fresca e ocupando uma área muito menor do que a biomassa tradicional.De acordo com o fundador da empresa, Noubar Afeyan, os organismos produzem combustível continuamente e deve render 100 vezes mais por hectare do que o milho produz em etanol.

"Enganar" as células fotovoltaicas

Kylie Catchpole, pesquisadora da Universidade Nacional da Austrália, trabalha desde 1994 no desenvolvimento de pequenas células fotovoltaicas mais eficientes em captar e transformar em energia elétrica a luz solar. Feitas de materiais semicondutores como silício amorfo e telureto de cádmio, elas são mais baratas do que células solares comuns, produzidas com grossos cristais de silício.

As novas células ainda seriam menos eficientes, pois, se a célula é mais fina do que o comprimento de onda da luz solar, esta será absorvida em menor quantidade. A pesquisadora passou então a estudar plasmons, uma espécie de elétron da superfície de metais que se agitam quando há incidência de luz. E descobriu que nanopartículas de prata, adicionadas às células fotovoltaicas finas, desviam os fótons (partículas ou ondas que formam a luz) que ficam indo e vindo na célula permitindo que mais comprimentos de onda da luz solar sejam absorvidos. O material produzido por Catchpole gera 30% mais energia que as células fotovoltáicas finas tradicionais.

TV social

A cientista convidada do MIT, Marie-José Montpetit, tenta fundir as redes sociais à TV tradicional e transformar a experiência até agora passiva dos telespectadores em algo mais colaborativo. Os grandes conglomerados da TV vêem com bons olhos a mudança, esperam que, ao linkar cada espectador com seus amigos, eles deixem de trocá-la por sites re relacionamento. A indústria publicitária também pode ganhar com isso, afinal, será mais fácil produzir conteúdo personalizado de acordo com os interesses do telespectador. Ainda é difícil saber quando e como a tecnologia vai tomar forma, mas a pesquisadora e seus alunos apresentaram um protótipo ano passado.

Concreto verde

Fazer cimento para concreto exige aquecer carbonato de cálcio pulverizado, areia, argila a mais de 1.450 °C com queima de combustível, atividade que libera dióxido de carbono, um dos elementos responsáveis pelo aquecimento da Terra. Os 2,8 bilhões de toneladas de cimento produzidos em 2009 no mundo causaram 5% das emissões do gás. Nikolaos Vlasopoulos, chefe da empresa londrina Novacem, quer produzir um material que absorva mais CO2 do que foi emitido em sua fabricação.

Ele misturou óxido de magnésio à formula e descobriu que ele reage com o CO2 da atmosfera para gerar carbonatos e - o melhor - deixa a mistura do cimentos mais resistente enquanto captura o gás. O pesquisador atualmente trabalha no refinamento da receita. Mais empresas procuram criar cimento com o mesmo conceito.

Implante de eletrônicos solúveis

Cientistas da Universidade de Tufts, nos Estados Unidos, trabalham em implantes óticos e eletrônicos a base de seda (a fibra produzida por uma larva). A ideia é que os aparelhos sirvam para o monitor de sinais vitais, aplicar medicação em dose e intervalos corretos, fazer testes sanguíneos e fornecer imagens para diagnósticos. Depois de tudo isso, quando o material não for mais necessário, ele se desintegra no corpo, sem necessidade de cirurgia para a retirada. Alguns testes já foram feitos e os pesquisadores falam até em fibra ótica feita de seda.

Anticorpos de dupla ação

A cientista Germaine Fuh e sua equipe da empresa Genentech desenvolvem um método para juntar dois compostos ativos de drogas contra o câncer: um combate uma substância que acelera o crescimento em alguns tipos de câncer, e o outro bloqueia uma proteína que estimula a formação de vasos sanguíneos para alimentar o tumor. Combinar os dois remédios em uma só molécula pode ajudar a solucionar problemas recorrentes em tratamentos quimioterápicos. Com o tempo, as células cancerígenas ficam resistentes a ele por meio de várias mutações e ainda conseguem driblar o efeito dos remédios. Os médicos, geralmente, misturam vários medicamentos antes que o câncer consiga se aproveitar dessa situação. Uma só droga que combaat a doença de várias formas poderá simplificar o processo de cura.

Programação em nuvem

A computação em nuvem já começa aparecer com mais frequência. Se fala dela muito sobre a previsão de que ela proporcione mais condições de processamento e armazenamento. Mas pouco se sabe sobre como a nuvem vai ser usada na programação. Com grandes bancos de dados geridos por empresas como Amazon e Google, as possibilidades são grandes. Fazer com que um programa em nuvem acesse em tempo real as informações sobre os posts mais vistos no Twitter e selecione anúncios que estejam relacionados a isso, por exemplo, pode trazer grandes mudanças na propaganda na web.

Hoje, esse tipo de uso exige desenvolvimento aplicações complexas dos programadores. O que Joseph Hellerstein, da Universidade da Califórnia, promete fazer é simplificar a vida dos programadores. Ele trabalha num software que diminuirá o trabalho complicado de rastear informações e classificar tudo o que acontece na rede. O programa já tem um nome, Bloom e deve ser lançado ainda em 2010.

Fonte: Revista Galileu-06 de maio de 2010

Comentário:

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Todos preocupados com as novas tecnologias. E para aonde caminha a Humanidade?

Qual é o futuro do Homem?

Deixará de ser Homo Sapiens?

Será um andróide humano?

Será um homem sob controle remoto?

Será um homem controlado pelo Estado por micro chips implantado na pele?, Hoje temos o celular que pode exercer essa função com GPS?

Projeto Genoma, realidade e ficção? Realidade, escolha do bebê perfeito através da fecundação in vitro.

A sociedade atual vai aceitando a  tecnologia  humana  e eletrônica como se fosse um produto de consumo, que aos poucos o cidadão vai perdendo a individualidade em detrimento a integração ao grupo ou rede social ou interesse pessoal. A corrida ao controle do ser humano já começou como se fosse um jogo perigoso de entretenimento. 

A raça humana pode, no futuro, entrar numa posição de tal dependência em relação a máquinas inteligentes, que não terá outra escolha prática senão a de aceitar todas as decisões dessas máquinas. T. Kaczynski, (Unabomber, mathematician and social critic)

segunda-feira, 10 de maio de 2010

FAB inicia avaliação de avião não- tripulado



O equipamento em avaliação é o Hermes 450, fabricado pela empresa israelensa Elbit Systems, e que envolve a participação de sua subsidiária no Brasil, a empresa Aeroeletrônica, com sede em Porto Alegre. Controlado por intermédio de sofisticados computadores e sistemas de enlace de dados, essas aeronaves realizarão diversificadas missões em áreas para isso reservadas.

O VANT(Unmanned Aerial Vehicle, avião não-tripulado) ) mede 10 metros de comprimento e 6 metros de envergadura (da ponta de uma asa a outra). Voa a 110 km/h, pode atingir cerca de 5 mil metros de altitude e pode permanecer por mais de 15 horas em voo.

O equipamento chegou ao país em 9 de dezembro do ano passado e, ao longo do mês de janeiro, militares da FAB iniciaram o seu treinamento com o apoio de especialistas israelenses.

A FAB espera concluir a etapa de avaliação até o final do ano. Nesse período, também participarão do Grupo de Trabalho representantes do Exército e da Marinha.

Início do teste: Base Aérea de Santa Maria começou a fazer testes nesta segunda-feira (10) com aeronaves não tripuladas. O equipamento, com 6 m de comprimento e 10 m de uma ponta a outra das asas, pesa quase meia tonelada. O teste faz parte de um projeto para implantação desse sistema pela Força Aérea Brasileira

Fonte: Desafio Poder Aéreo, por Alexandre Galante. e Folha Online – 10/05/2010

Las diez razones por las que muchos latinoamericanos apoyan la izquierda


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No hay duda de que un sector muy importante de las sociedades latinoamericanas respalda esta tendencia. A veces se ha impuesto por la violencia, pero también por medios electorales y con los votos de la mayoría. Con sus respectivos matices y mayor o menor grado de delirio, eso es y han sido el peronismo, el castrismo, el Frente Amplio de Uruguay, el sandinismo, el chavismo, el correísmo ecuatoriano, en su momento el PRI mexicano, y el resto de estos partidos y movimientos de la llamada izquierda progresista, adjetivo curioso, dado que, cuando logran gobernar, esos países son, precisamente, los que comparativamente menos progresan en el planeta.

Diría más: no hay corriente política más latinoamericana, más popular y más arraigada en la cultura de la región que esta expresión del estatismo-dirigista-antioccidental. Naturalmente, no se trata de que las grandes mayorías tengan una clara afinidad ideológica con esta tendencia, o que simpaticen con ella tras una reflexión profunda sobre las ideas que propone y defiende, o que hayan ponderado cuidadosamente las consecuencias de sus acciones de gobierno, sino que, de alguna manera, muchísimos individuos creen ver en ella una mejor defensa de sus intereses inmediatos, los únicos, por cierto, que logran precisar.

¿Por qué ocurre ese fenómeno? ¿Por qué decenas de millones de latinoamericanos no son capaces de advertir que los países que han conseguido despegar y alcanzar unos niveles de desarrollo y una calidad de vida aceptable (esos países -Estados Unidos, España, Italia, etc- a los que emigran los mismos latinoamericanos que en sus naciones apoyan un modo diferente de hacer las cosas). Sin duda, porque hay muchos elementos en nuestra historia y en nuestro modo de ser que encajan perfectamente bien con las señas de identidad del estatismo-dirigista-antioccidental. Anotemos, las diez razones principales que explican esta errática conducta. Hay otras, pero ciñámonos al decálogo.

· Primera, la tradición histórica. Nuestras repúblicas se formaron después de tres siglos de centralismo, dirigismo y ausencia de autogobierno. Los latinoamericanos nunca tuvieron el control local de sus vidas. Las grandes decisiones las tomaban la Corona, o la Iglesia, o las autoridades enviadas desde Europa. Esa relación generó, en gran medida, la aparición de una sociedad de súbditos, no de ciudadanos, que se prolongó cuando llegó la independencia y llega hasta nuestros días. Nunca hemos concebido o entendido que, dentro de las premisas republicanas está que en las relaciones de autoridad entre la sociedad y el Estado, los funcionarios son o deben ser servidores públicos. No hemos comprendido que el mandatario está ahí para cumplir el mandato del pueblo, no para mandar al pueblo.

· Segunda, el caudillismo. La independencia de América Latina surgió bajo la advocación de los caudillos: Bolívar, Sucre, Artigas, San Martín, Hidalgo. Esa tendencia ha seguido con nosotros a lo largo del siglo XX y XXI: Perón, Getulio Vargas, Arnulfo Arias, Fidel Castro, Velasco Alvarado, Hugo Chávez. Los partidos cuentan poco, y, cuando cuentan, incluso en los democráticos, dentro de ellos opera el mismo fenómeno caudillista. Nuestras sociedades no suelen seguir ideas, sino líderes. Admiran al hombre fuerte que impone su voluntad.

· Tercera, el clientelismo. En sociedades pobres, como las nuestras, para una parte sustancial de los individuos el mejor gobierno es el que le da algo: dinero, un poco de comida, vivienda si hay mucha suerte. El mejor gobierno es el que asigna un puesto de trabajo, aunque sea superfluo, y aunque las consecuencias generales sean dañinas, porque la familia necesita comer y no hay muchas oportunidades laborales. Es la lógica de los “descamisados”. Son los clientes de los poderosos, y los poderosos alimentan esa dependencia para sostener su autoridad.

· Cuarta, el descrédito del capitalismo mercantilista-prebendario. ¿Por qué admirar los méritos de los individuos emprendedores o de los empresarios, si muchas de las grandes fortunas latinoamericanas se han hecho al amparo de las relaciones con el poder político? Casi nadie ignora el peso de los sobornos, las coimas y el favoritismo en el éxito de numerosos empresarios. En América Latina, en general, no ha existido un verdadero capitalismo empresarial de mercado, basado en la competencia, la existencia de reglas neutrales y el respeto a la ley. Lo que ha existido ha sido capitalismo mercantilista y prebendario, permanentemente coludido con el poder político, lo que constituye, de alguna manera, otra expresión del clientelismo. Los políticos eligen a los empresarios ganadores, y los empresarios ganadores sostienen a los políticos que los favorecen.

· Quinta, las opiniones de las autoridades y la ignorancia. ¿De dónde surge lo que hoy llaman una “matriz de opinión” partidaria del estatismo-dirigista-antioccidental? ¿Cómo se legitima intelectualmente esa ideología? Ese discurso crece y se fortalece en la visión marxista de los grupos comunistas; en los ataques de la iglesia católica al afán de lucro y al consumismo; en la frecuente defensa en las universidades del colectivismo marxista y del antiamericanismo; en los embates de una buena parte de los medios de comunicación y del sindicalismo contra la economía de mercado y en defensa del igualitarismo.

Súmesele a todo esto el carácter contrario a la intuición de la economía capitalista. Es muy difícil, por ejemplo, explicarles a las personas poco instruidas (y aun a las que tienen estudios) que el mercado funciona mejor que la buena voluntad de los expertos; que la competencia nos conviene a todos, aunque haya perdedores y ganadores; que los subsidios y el gasto público excesivo nos perjudican; que las supuestas conquistas sociales pueden ahogar el crecimiento y generar desempleo. Sin duda, las propuestas socialistas, aunque acaben por ser contraproducentes, están mucho más cerca del entendimiento y del corazón de los mortales comunes y corrientes que los planteamientos, digamos, de los liberales.

· Sexta, la pobreza sin horizontes de un amplio sector. De acuerdo con las mediciones más acreditadas, casi la mitad de la población latinoamericana es pobre. Dentro de esa pobreza, como sucede en Brasil, en República Dominicana o en Honduras, hay un gran segmento que no tiene posibilidades de integrarse porque carece de la educación o de las destrezas laborales mínimas. Nacen en las favelas o arrabales, allí mueren, a veces violentamente, y no encuentran jamás formas decentes de ganarse la vida dentro del sistema. Suelen llamarles “los excluidos”, como si deliberadamente “los ricos” los hubiesen orillado. ¿Por qué esperar de este sector alguna forma de lealtad con un sistema al que no consiguen siquiera integrarse?

· Séptima, la ficción del Estado de derecho. En América Latina, desde la época colonial, nadie cumple las leyes. Ni los gobernantes ni los gobernados, y eso es muy grave porque la idea de la república -teóricamente nuestra forma de gobierno-, se sostiene sobre la suposición de que los ciudadanos acatan las reglas, y, cuando no lo hacen, son castigados por los tribunales. Mas esa premisa no es cierta en nuestras tierras: los gobernantes, con frecuencia, son corruptos o ignoran las leyes y no pagan por ello ni siquiera un costo moral: los electores los reeligen. Los ciudadanos, cuando pueden, también vulneran las leyes: los más ricos evaden los impuestos o pagan coimas; los más pobres se roban la electricidad, el agua, la señal de televisión, destrozan los bienes públicos, invaden terrenos ajenos y cometen otro sinfín de delitos contra la propiedad. Y casi nadie es castigado por ello porque la policía es un desastre, los tribunales no funcionan, o lo hacen muy lentamente, o son venales. En países como Colombia o Venezuela apenas el uno por ciento de los crímenes acaban en los juzgados. Eso genera un profundo desprecio de la sociedad hacia el gobierno, aunque éste sea producto de unas elecciones democráticas, lo que explica el apoyo que suelen recibir los golpistas (Torrijos, Velasco Alvarado, Chávez, Fujimori). Todos, o casi todos los ciudadanos, sienten que viven en medio de una farsa, muy bien ejemplificada recientemente, cuando Evo Morales, con total candidez, les dijo a sus ministros que él iba a hacer cosas ilegales y que ellos, los abogados, que para eso habían estudiado, debían encargarse de legalizarlas luego.

· Octava, el victimismo. Durante siglos, por lo menos los dos siglos supuestamente republicanos, las clases dirigentes siempre han buscado una buena excusa para explicar nuestro atraso relativo: la tradición española, el peso de los indígenas, la explotación de los poderes imperiales, unas veces los ingleses o los franceses, otras los norteamericanos. Un gran economista hispano-argentino, Carlos Rodríguez Brown, lo ha explicado con una frase estupenda: “el gran amigo del hombre latinoamericano no es el perro sino el chivo expiatorio”. Ese victimismo refleja una actitud que Hanna Arendt, en otro contexto, llamaba “el síndrome de indefensión”, actitud que genera una inmensa inseguridad en nuestra potencialidad creadora.

· Novena, la clausura al exterior. Entre el victimismo, el síndrome de indefensión, la inseguridad, y la paranoica visión de los países del primer mundo como unas potencias depredadoras, ¿cómo sorprenderse de que una parte sustancial de nuestros ciudadanos prefiera cerrar las fronteras a la influencia extranjera renunciando a cualquier forma de competencia?

· Décima, la cuasi inflexible estratificación clasista y racista. Por razones culturales e históricas, América Latina es una región profundamente racista y clasista, con los blancos económicamente poderosos instalados en la cúspide, en donde frecuentemente coinciden raza y desempeño económico. En general, los negros, los indios y los mestizos -dependiendo del país, claro- ocupan los lugares más bajos en la escala social y laboral: son los que menos ganan y los peor educados. Simultáneamente, para ellos, a veces maltratados y vejados por las clases dominantes, como suele suceder con el infinito ejército de sirvientes domésticos que existe en América Latina, es mucho más difícil el ascenso por la ladera económica y social. Esto explica el lógico resentimiento contra los grupos pertenecientes a la cúpula por parte de los sectores más oscuros y más pobres del espectro racial, y su adscripción emocional a los movimientos políticos que les prometen una suerte de igualdad a la que, teóricamente, hubieran debido tener acceso en las repúblicas democráticas, garantes, supuestamente, de una igualdad de derechos y oportunidades que, en la práctica, está muy lejos de existir.

Carlos Alberto Montaner - periodista y escritor . La conferencia El nuevo populismo totalitario, que se celebra en Ciudad de Panamá, 03/12/2008.

sábado, 8 de maio de 2010

Dia das Mães

Para sempre


Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?

Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.

Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

 Poema: Carlos Drummond de Andrade



Terremoto na Onemi

Pensei que o vídeo  era uma comédia de humor negro, onde tudo deu errado. A protagonista principal, a presidenta estava representando bem o papel, quando ela encontrava as respostas, as perguntas mudavam? Todos estavam perdidos, lembrava muito o filme, “Apertem o cinto, o piloto sumiu”. Segundo Sun Tzu, o comandante que não sabe as respostas de suas perguntas, não está preparado para ser comandante. Na essência o comandante, manda, exige, demite, etc. O terremoto foi a linha Marginot chilena,  a Onemi ficou perdida.  Todos ficaram perdidos, Apertem o cinto a presidenta sumiu.

Interessante o que circula na rede social, cada um deles, indicando as razões do despreparo da Onemi e os prováveis motivos. Onde fica a responsabilidade da presidente?  Em qualquer país democrático o presidente é o Chefe de Estado, que significa  é a autoridade máxima do Poder executivo

A Constituição do Chile estabelece algumas atribuições ao presidente, tais como;

Artículo 24.- El gobierno y la administración del Estado corresponden al Presidente de la República, quien es el Jefe del Estado.Su autoridad se extiende a todo cuanto tiene por objeto la conservación del orden público en el interior y la seguridad externa de la República, de acuerdo con la Constitución y las leyes.

Artículo 32.- Son atribuciones especiales del Presidente de la República:

17º.- Disponer de las fuerzas de aire, mar y tierra, organizarlas y distribuirlas de acuerdo con las necesidades de la seguridad nacional;

Artículo 107.- El Consejo de Seguridad Nacional se reunirá cuando sea convocado por el Presidente de la República y requerirá como quórum para sesionar el de la mayoría absoluta de sus integrantes.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Vegetarianismo não é garantia de saúde


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No 35º Congresso Mundial de Vegetarianismo, que aconteceu em julho, em Edimburgo, na Escócia, as máquinas fotográficas digitais foram as vedetes. Como não precisam de filme fotográfico (que leva gelatina, produto de origem animal), essas câmeras combinam com o estilo de vida dos vegetarianos, principalmente dos vegans (pronuncia-se "vigans"), os mais radicais de todos, que não comem nem usam qualquer produto de origem animal, banindo do cotidiano até as malhas de lã.

"Eu não seria vegan só por uma questão de saúde; o que me move é ser eticamente correta, evitando o sofrimento dos animais", afirma Marly Winckler, secretária regional para a América Latina da União Internacional Vegetariana (UIV).

Independentemente da questão ética, o fato é que o vegetarianismo tem ganho espaço em todo o mundo. No Brasil, não há nenhum levantamento desse tipo, mas na Inglaterra, por exemplo, a UIV estima que os vegetarianos somem 10% da população. Eliminar a carne do cardápio é um hábito que está conquistando também os fãs do hambúrguer: segundo pesquisa da revista "Times", divulgada no mês passado, cerca de 10 milhões de americanos se consideram vegetarianos.

Mas será que os vegetarianos são mais saudáveis que aqueles que comem de tudo? Não necessariamente. "A literatura médica mostra que a dieta ideal inclui o consumo moderado de carne", diz o gastrocirurgião Dan Waitzberg, da Faculdade de Medicina da USP e presidente do Ganep (Grupo de Apoio de Nutrição Enteral e Parenteral). "O homem é onívoro, ou seja, come de tudo, e a carne é a melhor fonte de proteína e de ferro", afirma Silvia Cozzolino, presidente da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição. "Uma dieta vegetariana malfeita pode causar problemas de saúde", afirma a nutricionista Anita Sachs, da Unifesp.

Uma dieta sem carne pode ser saborosa e trazer uma série de benefícios, entre eles a redução do risco de doenças cardiovasculares. Mas os especialistas alertam: é preciso muita informação para dosar corretamente os alimentos. E esse balanceamento deve levar em consideração o sexo, a idade, o peso e a altura da pessoa.

"Um adulto consegue manter uma dieta equilibrada, sem prejudicar o organismo, mas precisa ser quase especialista em nutrição", afirma Waitzberg. "E, no que se refere à vitamina B12 -encontrada só em alimentos de origem animal- e ao ferro, a atenção deve ser redobrada", explica Sachs.

O consumo de carne é defendido até por especialistas da chamada medicina alternativa. Para o médico Mauro Perini, especializado em medicina chinesa pela Unifesp, "as carnes são necessárias". Autor do livro "Terapia Dietética Chinesa" (ed. do autor), Perini diz que o equilíbrio alimentar indica equilíbrio físico, emocional, mental e espiritual. "Temos de comer de tudo. Nosso corpo exige isso."

O terapeuta corporal Léo Artése, 45, está mais próximo da dieta ideal. Ele é ovolactovegetariano, ou seja, consome vegetais e laticínios. "Os ovolactovegetarianos só precisam ficar atentos à deficiência de ferro heme, nutriente só encontrado na carne", diz Sachs.

Depois de comer veado, tartaruga, cobra, tatu e até baleia, Artése decidiu eliminar a carne do cardápio há 16 anos porque estava "excessivamente gordo". "Emagreci 18 quilos, não preciso mais usar desodorante, meu sistema digestivo funciona melhor, fiquei menos doente e até sinto que minha libido aumentou."

Vegan há 12 anos, Christopher Piva, 29, possui sete frases em defesa de seu estilo de vida tatuadas pelo corpo. "Como arroz e macarrão integrais, legumes, saladas, frutas, grãos, sementes... Nunca tive problemas de saúde, mesmo sem tomar suplemento de B12", diz.

O nutricionista George Guimarães, 28, também é vegan e não toma B12. "Sempre verifico como está minha saúde". No entanto, ele recomenda a suplementação aos pacientes para evitar deficiências. Ele é proprietário da Nutriveg, empresa de consultoria em nutrição vegetariana que deve lançar neste mês, em parceria com a Associação dos Bares e Restaurantes Diferenciados de São Paulo (Abredi), um selo para identificar pratos vegetarianos em restaurantes. "Vinte estabelecimentos não-vegetarianos já aderiram", diz.

Crudívoros e frugívoros devem ter um cuidado especial. "Nos frugívoros, por exemplo, a deficiência de gordura é imensa. Sua alimentação só é equilibrada em relação às vitaminas hidrossolúveis, como a C, porque as lipossolúveis (A, D, E e K) precisam de gordura para serem transportadas para as células", afirma Sachs. Já os que só comem alimentos crus, principalmente brotos, podem sofrer com a falta de gordura, fibras e proteínas, completa a nutricionista.

Luciano Bonfico, 26, é frugívoro há dez anos. "Ao comer os frutos das plantas, não as matamos, elas não sofrem", diz. Bonfico prefere as amêndoas e as nozes, "alimentos que me dão bastante proteína". Além disso, ele come salada de tomate, azeitona e abacate "para obter gordura". "Minha única preocupação é tomar suplemento de B12", diz.

Menos precavido é o presidente da Associação Vegetariana Espanhola, o engenheiro Franscisco Martín, 53, que já esteve no Brasil. Crudívoro há 14 anos, ele não toma suplemento vitamínico e não receia ter problemas nutricionais, "porque tanto fisiológica quanto psiquicamente estamos aptos a nos alimentar desse modo".

Segundo os especialistas, os onívoros que decidirem abolir as carnes da rotina alimentar podem apresentar uma queda no sistema imunológico, flatulência e cólica no início do processo. "Mas nosso organismo é mais inteligente que nós, ele se adapta rapidamente", diz Cozzolino. Fonte: Folha de S.Paulo- Sexta-feira, 07 de maio de 2010

Comentário

Imagina se o Homo Sapiens fosse vegetariano? Não estaríamos aqui, agora. Se há algo que torna os seres humanos criaturas únicas, diz o primatologista Richard Wrangham, da Universidade Harvard, é o ato de cozinhar. Modificar o alimento com a ajuda do fogo é uma tradição mais antiga que o próprio Homo sapiens, tendo moldado a fisiologia e o comportamento humanos, afirma ele. O sistema digestivo aproveita muito mais a energia dos alimentos cozidos, e a primeira divisão de trabalho se deu entre quem caçava e quem preparava a comida.. Os  humanos têm características únicas, dentes pequenos, sistema digestivo curto.