quinta-feira, 9 de julho de 2020

Coronavírus: Situação do Estado de São Paulo até 8 de julho

Coronavírus – COVID 19 – Estado de São Paulo
08/07/2020
07/07/2020


Casos Totais  Acumulados
341.365
332.708
Óbitos:
16.788
16.475
Casos recuperados:
199.005
194.958


Casos Ativos:


Pacientes atualmente infectados:
125.572
121.275
Pacientes internados - total
14.342
13.885
Internados em UTI
5.616
5.618
Internados em enfermaria
8.726
8.267


Casos Encerrados


Casos com resultados
215.793
211.433
Recuperados
199.005
194.958
Óbitos
16.788
16.475


Casos novos
8.657
9.638
Obitos Novos
313
341
Óbitos/ últimas 24 h
xx
xx
Taxa de letalidade
4,92%
4,95%
Índice de isolamento no Estado
xx
45%
Índice de isolamento na Capital
xx
46%
Taxa de ocupação dos leitos de UTI no Estado de São Paulo
64,5%
64,3%
Taxa de ocupação dos leitos de UTI na Grande São Paulo
63,5%
63,4%
Municípios afetados
Obs: Total de municípios do Estado - 645
630
630
Fontes: Portal do Governo- Qua, 08/07/2020 - 18h49
Portal do Governo- Ter, 07/07/2020 - 15h44
















Coronavírus: Situação do Brasil até 8 de julho

Coronavírus – COVID 19 - BRASIL
08/07/2020
07/07/2020


Casos- total acumulado
1.713.160
1.668.589
Óbitos:
67.964
66.741
Casos recuperados:
1.020.901
976.977



Casos- Ativo:


Pacientes atualmente infectados, internados.
624.295
624.871
Em condição Branda/Leve :
611.809
612.374
Em condição séria ou crítica:
12.486
12.497



Casos- Encerrado:


Casos com resultado
1.088.865
1.043.718
Recuperados
1.020.901
976.977
Óbitos
67.964
66.741



Casos novos confirmados
44.571
45.305
Óbitos Novos    
1.223
1.254
Óbitos/últimas 24h
305
230
Óbitos em investigação
4.105
4.146
Taxa de letalidade    
4,0%
4,0%
Taxa de mortalidade    
32,3/100mil hab.
31,8/100mil hab.
Municípios afetados
96,4% dos municípios (5.570)
xx
 População – 210.147.125




Região
8/7/2020
8/7/2020
7/7/2020
7/7/2020
Casos Confirmados
Óbitos
Casos Confirmados
Óbitos
Norte
302.308
10.206
297.210
10.115
Nordeste
580.628
22.032
566.445
21.605
Centro Oeste
131.876
2.550
127.095
2.442
Sudeste
590.266
31.024
574.389
30.518
Sul
108.082
2.152
103.450
2.061
Total
1.713.160
67.964
1.668.589
66.741
Fontes: Agência Saúde- Publicado: Quarta, 08 de Julho de 2020, 21h52
Agência Saúde- Publicado: Terça, 07 de Julho de 2020, 20h45
Painel Coronavírus – 08/07/2020, 18:20; Painel Coronavírus – 07/07/2020, 18:45; 

quarta-feira, 8 de julho de 2020

Coronavírus: Após seis meses, o que se sabe sobre a covid-19?

Meio ano se passou desde que o vírus Sars-Cov-2 foi anunciado na China. O que se sabe até agora sobre a doença que virou pandemia e já atingiu mais de 11 milhões de pessoas, segundo a Organização Mundial da Saúde.
As autoridades chinesas anunciaram pela primeira vez que um novo vírus estava grassando na cidade de Wuhan na segunda semana de janeiro. Seis meses depois, a DW faz um levantamento sobre a evolução do vírus Sars-Cov-2 em pandemia e os esforços para debelar a covid-19:

A ORIGEM
Quando as autoridades anunciaram a existência do vírus, a primeira infecção de uma pessoa por um vertebrado já havia acontecido há várias semanas.
Inicialmente, as autoridades aparentemente tentaram eliminar pistas. Até hoje, não está claro exatamente quando e onde o vírus passou de um animal para humanos. É possível que a transmissão tenha acontecido de um morcego para um hospedeiro intermediário, talvez um cão-guaxinim, e depois para os humanos.

O VÍRUS
Os virologistas chineses decodificaram as informações genéticas do patógeno em tempo recorde. Já em 21 de janeiro, eles publicaram a estrutura do genoma e, três dias depois, uma descrição exata do vírus. Isso permitiu que médicos e microbiologistas em todo o mundo começassem o desenvolvimento de remédios e vacinas.
A característica do vírus é a enzima conversora de angiotensina ACE-2 (sigla do nome em inglês "angiotensin-converting enzyme 2"), que está em sua superfície. Essa proteína é crucial para a ligação à célula hospedeira. Por isso, grande parte da busca por medicamentos e vacinas concentra-se na forma de tornar esta proteína ineficaz.

A TRANSMISSÃO
Estudos concluíram que o vírus se aloja particularmente na garganta e nos pulmões. Os maiores riscos de contaminação são o contato e aerossóis. Especialmente sistemas de ar condicionado são perigosos. Também salas fechadas com muitas pessoas devem ser evitadas. É por isso que as medidas de isolamento, com o fechamento de locais de entretenimento, o cancelamento de feiras e eventos importantes, também foram eficazes para conter a epidemia.
As cadeias de infecção maiores podem ser rastreadas até os chamados eventos de contaminação super-rápida ("superspreader", do inglês). O uso da máscara bucal foi adotado em quase todos os países do mundo. No entanto, muitos médicos questionam se a maioria das pessoas é realmente capaz de usá-la na vida cotidiana de forma a impedir uma possível transmissão do vírus. Lavar as mãos com frequência, manter distância de outras pessoas e ventilar os locais em que nos encontramos continuam sendo medidas importantes.
Mesmo que alguns animais de estimação, como gatos, possam se contaminar com humanos, eles não desempenham um papel relevante nas cadeias de infecção.

SINTOMAS E GRUPOS DE RISCO
Inicialmente circulou a tese de que o novo coronavírus não é mais perigoso do que uma gripe sazonal. Hoje, no entanto, sabe-se que a covid-19 se assemelha à devastadora gripe espanhola de 1918. Embora muitas pessoas contaminadas não apresentem sintomas da doença, a infecção por Sars-Cov-2 pode atingir outros pacientes de forma arrasadora, causando sua morte. Os grupos de risco são pessoas com doenças anteriores, idosos, portadores do grupo sanguíneo A e homens.
Patologistas que examinaram as vítimas de covid-19 confirmaram que pressão alta, diabetes, câncer, insuficiência renal, cirrose hepática e doenças cardiovasculares estão entre as doenças pré-existentes mais perigosas.

CURSO DA DOENÇA
Formas leves de covid-19 podem se manifestar como um resfriado. Típicos são dor de garganta, problemas respiratórios e perda do olfato e do paladar. Por outro lado, os casos mais graves podem levar a uma falência múltipla dos órgãos. Estes geralmente levam à septicemia, uma reação exagerada do sistema imunológico, atacando os próprios tecidos e órgãos.
No decurso grave da doença, é portanto muito importante de que forma o sistema imunológico reage ao patógeno.

O TRATAMENTO
No início da pandemia de coronavírus, muitos pacientes graves foram colocados em máquinas respiratórias precocemente e mesmo assim morreram. Atualmente, as unidades de terapia intensiva abdicaram da ventilação padrão porque os pneumologistas viram que a respiração artificial sob pressão nos pulmões mais prejudica do que ajuda.
Enquanto os pacientes conseguem respirar, eles recebem oxigênio sem serem conectados a um aparelho respiratório. A intubação é apenas uma opção em emergências extremas.
Em muitos casos, se os rins forem severamente danificados pela covid-19, torna-se necessária a hemodiálise. Os cuidados intensivos exigem uma atenção maior também aos outros órgãos atingidos.
Em clínicas especializadas, a cura pode ser acelerada com a administração de anticorpos do sangue de pacientes que se recuperaram de covid-19.  Nesse caso, o sistema imunológico inicia a luta contra o vírus no corpo do paciente que recebeu o sangue.
Basicamente, após o tratamento intensivo, os pacientes ainda precisam passar por longas medidas de reabilitação personalizadas, que também consideram as doenças prévias específicas e possíveis danos aos órgãos.

A MEDICAÇÃO
O único remédio que consegue encurtar o curso da doença é o Remdesivir, que por isso ficou muito concorrido no mercado farmacêutico. Ele consegue reduzir em alguns dias o processo de cura em pacientes que recebem oxigênio, mas isso não quer dizer que ele aumente as chances de sobrevivência.
Entre outros medicamentos em teste estão o anti-inflamatório Dexametasona, o antiviral Avigan e o medicamento para malária cloroquina. A eficácia e a segurança dos dois primeiros medicamentos ainda não foram comprovadas de maneira conclusiva, e ainda existem fortes dúvidas sobre o terceiro.

A VACINA
Pelo menos 160 pesquisas com vacinas foram iniciadas em todo o mundo até 29 de junho de 2020. Eles são essencialmente divididos em três tipos de vacina: vacinas vivas, vacinas mortas e vacinas de ácido ribonucleico (ARN), baseadas em genes.
Este último, no entanto, é um estudo pioneiro porque ainda não existem vacinas permitidas nesse campo. As duas candidatas a vacinas aprovadas na Alemanha, da Biontec e CureVac, são essas vacinas de ARN.
Há ainda uma vacina contra tuberculose já aprovada, que, no entanto, não é direcionada especificamente contra o Sars-Cov-2, mas fortalece a imunidade básica inata dos seres humanos. Cientistas do Instituto Max Planck de Biologia de Infecções, em Berlim, estão otimizando geneticamente esta vacina.
Segundo informações da Organização Mundial da Saúde (OMS), no final de junho, cinco vacinas estavam na primeira fase de testes em humanos em todo o mundo. A fase 1 é a que trata da segurança da vacina. Sete estão em testes combinados de fase 1 e fase 2, em que também é testada a resposta imune. E apenas uma vacina já está na fase 3, que trata de demonstrar a eficácia contra o patógeno na prática.

QUANDO A VACINA CHEGARÁ?
Os otimistas esperam que uma vacina viável esteja no mercado até o final do ano. Outros acreditam que isso só acontecerá no próximo ano. De fato, ainda não está claro se e quando será lançada uma vacina contra a covid-19 que seja adequada ao maior número possível de pessoas.
Assim que uma vacina é aprovada, outro desafio é a produção em massa. E aí as vacinas ARN, baseadas em genes, têm a vantagem de poderem ser produzidas relativamente rápido.
Empresas farmacêuticas relevantes, como a Serum Institute of India, já estão preparando maiores capacidades de produção, mesmo que ainda não saibam qual ingrediente ativo irão fabricar.

QUANDO OCORRE A IMUNIDADE DE GRUPO?
Cada vez mais gente em volta do mundo está sendo infectada. No final de junho, eram cerca de dez milhões de pessoas. Entretanto, a população mundial de 7,8 bilhões de habitantes ainda está muito longe de uma imunidade relevante.

Também não está claro se os pacientes recuperados permanecerão imunes ao vírus para sempre, mas ao menos um teste sanguíneo ou com a saliva podem fornecer clareza sobre se alguém tem a doença ou se pode contagiar outras pessoas. Fonte: Deutsche Welle-06.07.2020 

terça-feira, 7 de julho de 2020

Coronavírus: Dados Globais por regiao da WHO


Coronavírus: Situação do Japão até 7 de julho

Coronavírus – COVID 19 - JAPÃO
07/07/2020
06/07/2020
Total de casos confirmados
20.054
19.841
Novos casos por dia
213
300
Total de recuperados
17.197
17.124
Total de óbitos
980
978
Óbitos /dia
2
24
Total de casos ativos
1.877, 1% estão em condição crítica
1.739, 1% em condições críticas
Testagem efetuada
509.993, 3% dos casos são positivos
10.095/dia
499.898, 3% dos casos positivos
4.734/dia
Fontes: The Japan Times:  JULY 8, 2020 - - JULY78, 2020 -
Comentário: : Com poucos testes (4.020 testes /1.000.000 hab.) e sem lockdown, qual o mistério por trás da baixa mortalidade no Japão. Obs: Segundo especialistas o mínimo de testes é de 5mil testes por 1 milhão de habitantes
País não fez lockdown e tem população idosa (35%)– então por que não morreram mais pessoas de Covid-19? A resposta não está em um único fator, mas um motivo é que a população adotou, amplamente, as medidas de isolamento sugeridas pelo governo.
O governo lançou uma campanha nacional avisando a população para evitar três coisas:
·    lugares fechados com pouca ventilação
·    lugares lotados com muita gente
·    contato próximo em conversas

População do Japão: 126.860.299 hab.
População de Tóquio  e região metropolitana: 39.188.400 hab.

GOVERNO PEDIU, POVO ESCUTOU
O fato de o Japão ter sido, até agora, bem-sucedido em manter as infecções e mortes em baixa, sem confinar ou ordenar as pessoas que fiquem em casa, indica algo sobre o futuro? A resposta é sim e não.
Não há "fator X", como se tudo dependesse de apenas uma mesma coisa, quebrando a cadeia de transmissão. No Japão, no entanto, o governo conta com a ampla colaboração da população.
Apesar de não ter ordenado que a população ficasse em casa como um todo, eles ficaram.
"Foi sorte, mas também surpreendente", diz o professor Shibuya . "Os lockdowns suaves do Japão tiveram um efeito de um lockdown real. Os japoneses colaboraram apesar da falta de medidas draconianas."
"Como você reduz o contato entre pessoas infectadas e não infectadas? Você precisa de uma certa resposta da população, o que não acho que pode ser facilmente replicado em outros países", diz Fukuda.

O governo pediu para as pessoas se cuidarem, evitarem lugares lotados, usar máscaras e lavar as mãos, e, de maneira geral e ampla, foi exatamente isso que a maioria das pessoas fez. Fonte: BBC News - 06/07/2020 07h15