quinta-feira, 6 de abril de 2017

Cuidados com os remédios: Como armazenar e usar corretamente

Uma confusão na hora de tomar o medicamento pode acontecer com qualquer pessoa - o problema é que isso pode ter efeitos, entre os quais ficar sem os benefícios do remédio pode ser um dos menos graves.

Para ajudar a diminuir as distrações, profissionais do Ministério da Saúde compilaram uma lista de recomendações com base nos eventos mais comuns e que podem levar os pacientes de volta ao médico.





Vale a pena ficar atento:
1.      Mantenha os medicamentos em lugares secos e frescos, seguros e específicos para este fim, fora do alcance de crianças e animais. Evite guardar os medicamentos com produtos de limpeza, perfumaria e alimentos.
2.      Guarde na geladeira apenas os medicamentos líquidos, conforme orientação de um profissional de saúde. Não guarde medicamentos na porta da geladeira ou próximo do congelador. A insulina, por exemplo, perde o efeito se for congelada.
3.      Mantenha os medicamentos nas embalagens originais para facilitar sua identificação e o controle da validade.
4.      Se você utilizar porta-comprimidos para guardar os medicamentos, deixe somente a quantidade suficiente para 24 horas. Os recipientes devem ser cuidadosamente mantidos limpos e secos.
5.   O armazenamento de medicamentos deve ser individualizado para evitar erros e trocas com medicamentos de outras pessoas.
6.      Lave as mãos antes de manusear qualquer medicamento.
7.      Manuseie os medicamentos em lugares claros. Leia sempre os nomes para evitar trocas.
8.      Abra somente um frasco ou embalagem de cada medicamento por vez.
9.      Observe frequentemente a data da validade e não tome medicamentos vencidos.
10.  É importante o uso regular dos medicamentos, observando os horários prescritos.
11.  Tome os comprimidos e as cápsulas sempre com água ou conforme a orientação de um profissional de saúde.
12.  Consulte seu médico ou farmacêutico caso seja necessário partir ou triturar os comprimidos.
13.  Consulte seu médico ou farmacêutico caso observe qualquer mudança no medicamento: cor, mancha ou cheiro estranho.
14.  Utilize preferencialmente o medidor que acompanha o medicamento. Evite o uso de colheres caseiras. Lave-o após o uso.
15.  Não passe o bico do tubo do medicamento em feridas ou na pele quando for utilizar pomadas. Você pode contaminar o medicamento.
16.  Não encoste no olho ou na pele o bico dos frascos dos colírios e das pomadas para os olhos.
17.  Sempre leve todas as receitas, os exames e os medicamentos em uso para todos os atendimentos médicos. Informe ao médico se você toma chás ou faz uso de plantas medicinais.
18.  Mantenha a receita médica junto aos medicamentos.
19.  Nunca espere o medicamento acabar para providenciar nova receita, para comprá-lo ou buscá-lo na unidade de saúde.
20.  Guarde os medicamentos suspensos ou antigos em local separado dos medicamentos em uso.
Fonte: Diário da Saúde - Com informações do Ministério da Saúde- 27/03/2017

terça-feira, 4 de abril de 2017

Julgamento da chapa Dilma-Temer de 2014

Na primeira sessão de julgamento da ação que pede a cassação da chapa que reelegeu Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB) em 2014, nesta terça-feira (4), o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiu ouvir mais quatro depoimentos e conceder um prazo maior para as alegações finais, o que vai provocar o adiamento da sentença.

A decisão mais determinante para o adiamento do julgamento foi a de ouvir novas testemunhas. Segundo a decisão do TSE, deverão prestar depoimentos: o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, além do marqueteiro João Santana, de sua mulher, Mônica Moura, e de André Santana --que seria emissário de repasses feitos pela Odebrecht.

Segundo a delação de Marcelo Odebrecht, Mantega foi indicado por Dilma como interlocutor dos repasses de caixa dois ao PT na eleição de 2014. Ainda de acordo com a delação, João Santana, que atuou na campanha, recebeu recursos de caixa dois no exterior.

Com essa decisão de ouvir novas testemunhas, o julgamento volta para a fase de instrução, um estágio anterior dentro do processo.

Questão de ordem
Durante a sessão de hoje, o relator do processo no TSE, ministro Herman Benjamin apresentou uma questão de ordem para que o plenário avaliasse sua decisão de não ouvir Mantega.

Benjamin usou como argumento o fato de o ex-ministro ser investigado na Operação Lava Jato, tendo, assim, direito ao silêncio, como aconteceu durante o depoimento de Mônica Moura. "[A defesa diz que] ela [Mônica Moura] não prestaria o compromisso de dizer a verdade e que ela não se submeteria às penas do falso testemunho. A partir daí, só testemunhas que tivessem o compromisso de dizer a verdade foram ouvidas", declarou Benjamin.

Os ministros da Corte, porém, avaliaram que Mantega deveria ter sido ouvido. Ao se pronunciar, o vice-procurador-geral Nicolao Dino, representante do MPE (Ministério Público Eleitoral), decidiu pedir também para que fossem ouvidos os depoimentos de João Santana, Mônica Moura e André Santana.

Segundo Dino, João Santana e Mônica Moura fecharam acordo de delação premiada e podem trazer informações sobre supostos pagamentos de campanha por meio de caixa dois.

Ainda segundo a Procuradoria Eleitoral, André Santana teria atuado com Monica Moura e poderia trazer informações sobre a campanha de 2014. Fonte:UOL - 04/04/2017

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Lenín Moreno vence 2º turno no Equador

O socialista Lenín Moreno venceu o segundo turno das eleições de domingo (2) no Equador, mas o candidato opositor de direita, Guillermo Lasso, denunciou "pretensões de fraude" no resultado, antes de anunciar a intenção de "impugnar" a apuração.

Com 99,01% das urnas apuradas pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), o candidato governista, aspirante pelo movimento socialista Aliança País (AP), tem 51,16% dos votos válidos, contra 48,84% de Guillermo Lasso, ex-executivo do setor bancário e candidato pelo partido Criando Oportunidades (CREO).
Com 99,01% das urnas apuradas, Moreno tem 5.042.844 votos, contra 4.813.821 de Lasso. Faltando menos de 1% para ser apurado, o candidato governista tem mais de 229 mil votos de vantagem. O CNE tem prazo de 10 dias para apresentar o resultado oficial definitivo. Fonte: G1 03/04/2017

domingo, 2 de abril de 2017

Alemanices: Sapatos fora de casa

Não importa a produção, é preciso tirar os sapatos para entrar na maioria das casas alemãs. É melhor caprichar no par de meias para não passar constrangimento.  

Os convidados estavam chegando. E não me importei em recebê-los de vestido novo, meia calça... e chinelo havaianas.
Os sapatos, que também eram novos, ficaram do lado de fora mesmo. Por osmose ou educação, peguei o costume, que, na verdade, é nada mais do que uma forma de higiene.

Por aqui, assim como na Áustria e na Suécia, por exemplo, a maioria das pessoas prefere não entrar com calçados em casa. O principal motivo é não trazer sujeira, restos de neve, bactérias e germes presentes na sola dos sapatos.

Já nos primeiros degraus antes da entrada do apartamento que dividi com um casal de alemães, me deparava com o aviso: "Por favor, tire seus sapatos aqui." No frio de -1 grau no corredor, era um pouco ruim pisar no chão frio ou vestir os sapatos de volta depois de ficarem bem gelados.
Mas achava muito fofo ver na frente do apartamento dos vizinhos os sapatos da família completa: pai, mãe e a filha de quatro anos. Na porta, o aviso: "Schuhe aus, bitte!" ("tire os sapatos, por favor").

Pequenas sapateiras de madeira ficam do lado de fora em frente à porta ou logo na entrada da casa. Quando tem festa em alguma república de estudantes, as dezenas de pares vão ficar todas amontoadas e misturadas mesmo.
Nem todos na Alemanha adotam esse hábito, por isso, vale perguntar se deve ou não tirar os sapatos. Alguns moradores têm um kit com pares de pantufas de vários tamanhos para as visitas se sentirem mais confortáveis.

Nem todos têm esses sapatinhos, então é sempre bom checar se o par de meias está correto ou se não há nenhum furo para evitar constrangimentos. Sim, você vai sair de casa e pensar: "acho que vou levar meus chinelos" ou "vou levar uma meia extra para não passar frio" antes de ir para um jantar na casa dos seus amigos. Durante a festa, não importa a produção, a regra é descer do salto. Fonte: Deutsche Welle - Data 10.03.2017 - Karina Gomes

Nacionalistas russos pedem devolução do Alasca


Gravura do século 19 relata a assinatura do tratado 
de compra do Alasca entre Rússia e Estados Unidos


As dificuldades de ocupar territórios distantes da Rússia, palcos de alguns dos protestos que abalaram o Kremlin no domingo (26), não impediram a ressurreição de um movimento popular entre nacionalistas mais radicais no país: aquele que pede a devolução do Alasca.
Há 150 anos, completados nesta quinta (30), o governo imperial de Moscou vendeu o território para a administração norte-americana por US$ 7,2 milhões, valor hoje equivalente a US$ 123 milhões.
Foi uma pechincha, especialmente se considerada a riqueza em petróleo e gás de seu subsolo que seria descoberta no século seguinte.
Nada disso era conhecido em 1867, contudo. A Rússia estava enfraquecida pela guerra contra os britânicos na Crimeia (1853-56) e temia perder seu território na América do Norte sem compensações adequadas.
Já os EUA queriam expandir as fronteiras após sua violenta guerra civil (1861-65).

RAIO-X
ÁREA 1,71 milhão de km2 (pouco maior que o Amazonas)
POPULAÇÃO 740 mil (equivalente ao Amapá)
DENSIDADE 0,49 habitante/km2
ECONOMIA 80% petróleo e gás, pesca e outros

CRONOLOGIA
Século 17
Primeiras expedições russas

1799-Estabelecimento da Companhia Russo-Americana
1804-Estabelecimento da América Russa
1867-Venda para os EUA
1959-Território vira Estado
1968-Descoberta de petróleo

O então Aliaska, nome russo retirado da designação nativa da região para a península junto às ilhas Aleutas, fornecia retaguarda contra tentativas britânicas ou francesas de recolonização da América do Norte.

Isso não impediu forte resistência doméstica ao negócio, considerado pela imprensa e por congressistas como uma proverbial "fria". O principal proponente do negócios nos EUA, o secretário de Estado William Seward, virou personagem clássico de cartuns satíricos nos quais o czar Alexandre 2º tirava vantagens da venda de um "pedaço de terra gelada".

TEORIA CONSPIRATÓRIA
Isso é o que a historiografia clássica diz. Para alguns nacionalistas russos, o que ocorreu foi um golpe palaciano dado pelo irmão mais novo do czar, o grão-duque Konstantin, que teria então embolsado o pagamento com alguns comparsas.
Não existe, contudo, muita produção acadêmica a tentar sustentar a ideia. Um livro foi lançado em 2014 alinhavando os pontos da teoria, "A traição e o roubo do Alasca", do historiador Ivan Mironov.
Lá estão a ideia da conspiração palaciana e argumentos contrários à ideia de que a Rússia estava fraca: ela tinha ajudado o governo de Abraham Lincoln (1861-1865) durante a guerra civil, e os gastos no Alasca eram exclusivos dos investidores da Companhia Russo-Americana.

A empresa administrava a região e explorava o comércio de peles desde 1799, tendo 2.500 russos e 8.000 locais sob seu comando —havia também cerca de 50 mil nativos no território.
Para o historiador, os descendentes de acionistas, que não ganharam nada com a venda, deveriam buscar reparação judicial.

Mironov é um nacionalista amalucado que ficou dois anos preso por tentar matar o pai do programa de privatizações pós-soviéticas, Anatoli Tchubais, em 2005.
Mas um leitor em especial comprou sua ideia e até escreveu o prefácio do livro: Dmitri Rogozin. Líder de um partido nacionalista, o Rodina, ele foi alçado por Putin ao poderoso cargo de vice-premiê responsável pela indústria de defesa do país.
É um radical, mas não um qualquer, com acesso ao centro do poder. O que o chefe dele acha da ideia? Há três anos, Putin ouviu uma piada durante uma entrevista coletiva sobre o Alasca ser um "ice cream", palavra inglesa para sorvete que, numa mistura fonética com o russo, soa como "Crimeia gelada".  Fonte: Folha de São Paulo - 30/03/2017  

sábado, 1 de abril de 2017

Temer sanciona lei de terceirização

O presidente Michel Temer sancionou na noite desta sexta-feira (31) o projeto de lei que regulamenta a terceirização no país.

A iniciativa foi publicada em edição extra do "Diário Oficial da União" e inclui vetos parciais a três pontos da proposta.

COMO FICA A TERCEIRIZAÇÃO

ATIVIDADE QUE PODE SER TERCEIRIZADA
Como era: não havia lei; jurisprudência do TST indicava vedação à terceirização da atividade-fim da empresa e permitia a contratação para atividades-meio
Projeto aprovado: permite a terceirização de todas as atividades, sem a maioria das regras de proteção ao trabalhador do texto que o Senado queria aprovar

BENEFÍCIOS TRABALHISTAS
Como era: trabalhadores que exerciam as mesmas funções deviam receber benefícios iguais. Se a empresa oferecesse benefício como um carro a seus gerentes, todos eles tinham direito ao carro
Projeto aprovado: o gerente contratado da empresa original terá direito aos benefícios, mas a prestadora do serviço não precisará oferecer o benefício a seus funcionários, mesmo que exerçam o mesmo cargo na empresa tomadora

RESPONSABILIDADE POR DÉBITOS TRABALHISTAS E PREVIDENCIÁRIOS
Como era: a empresa contratante respondia, de forma subsidiária, apenas se fracassasse a cobrança da contratada (em casos de falência, por exemplo)
Projeto aprovado: lei explicita a regra atual, de cobrança subsidiária, que já era aplicada nos tribunais
A empresa contratante deverá garantir segurança, higiene e salubridade dos trabalhadores terceirizados;

GARANTIAS E EXIGÊNCIAS
Como era: não havia exigência de capital social mínimo para a empresa prestadora de serviços terceirizados
Projeto aprovado: estabelece faixas de capital social conforme o número de funcionários

SOBRE TRABALHO TEMPORÁRIO:
O tempo de duração do trabalho temporário passa de até 90 dias para até 180 dias, consecutivos ou não;
Após o término do contrato, o trabalhador temporário só poderá prestar novamente o mesmo tipo de serviço à empresa após esperar três meses.  Fonte: Folha de São Paulo e G1 - 31/03/2017