Valsa composta por Johann Strauss II
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017
Sociedade corrupta estimula desonestidade, diz estudo
O nível de corrupção de uma
sociedade influência a honestidade de seus cidadãos, concluiu um estudo
publicado pela revista científica Nature na quinta-feira (10/03). Os
pesquisadores afirmam que, quanto mais propenso for o ambiente para violação
das normas, menos honestos tendem a ser os indivíduos.
Os pesquisadores Simon Gäechter,
da Universidade de Nottingham, e Jonathan Schulz, da Universidade Yale,
analisaram como a violação de normas no contexto social, como no caso da
corrupção, evasão fiscal ou fraude política, pode influenciar a honestidade
intrínseca do indivíduo.
"Pessoas que vivem em
sociedades mais corruptas têm mais probabilidades de ser desonestas que as que
habitam em sociedades onde se desaprova a violação das normas", diz o
estudo.
Para mostrar essa relação, os
pesquisadores elaboraram uma lista de 159 países e classificaram a saúde de
suas instituições com bases nas categorias corrupção, evasão fiscal e fraude
política, a partir de dados de 2003.
Em seguida, realizaram uma
experiência com 2.568 jovens de 23 países, como China, Alemanha e Colômbia. No
experimento, eles tiveram a possibilidade de mentir em benefício próprio sem
que ninguém soubesse disso.
Os voluntários, cada um em uma
cabine, tinham que jogar um dado duas vezes e dizer qual o primeiro número que
havia saído. Eles recebiam mais dinheiro quanto maior o número (a exceção era o
"seis", pelo qual não ganhavam nada).
Se todos fossem honestos, todos
os números teriam a mesma probabilidade de sair. Se não o fossem, os
pesquisadores poderiam descobrir ao calcularem a distorção.
"Não podemos dizer, a nível
individual, se os voluntários foram ou não honestos, mas, num determinado grupo
de pessoas, podemos tirar conclusões por meio das leis da estatística",
explicou Gäechter, professor de Psicologia da Tomada de Decisões.
Percepção do que é aceitável: O
experimento mostrou que cidadãos de países com níveis de corrupção mais elevado
tendiam a dizer que tinham tirado número mais altos, recebendo assim mais
dinheiro, ou seja, eram mais desonestos do que os de sociedades menos
corruptas.
"As pessoas limitam o seu
nível de honestidade de acordo com o que é percebido como aceitável na
sociedade ao seu redor", diz Gäechter.
Os pesquisadores constataram
também que em todo o mundo as pessoas tendem a tirar um pouco de vantagem a seu
favor. O experimento revelou que muitos, em vez de dizer o primeiro número,
diziam o maior número das duas jogadas.
Segundo Gäechter, o estudo confirma a teoria psicológica de que
indivíduos que vivem numa sociedade onde todas as regras são quebradas, mais propensos de pensar que está tudo bem
ser um pouco desonesto.
Os pesquisadores garantem ainda
que as instituições frágeis, que permitem a corrupção e outras violações, não
só têm efeitos econômicos negativos para as sociedades, mas também na
honestidade intrínseca dos cidadãos. Fonte: Deutsche Welle - 10.03.2016
Comentário:
Corrupção é sinal de Estado
fraco, má governança, políticas públicas mal feitas e uma elite política e
econômica mal selecionada. Reformas institucionais, políticas e econômicas são
necessárias para garantir um aumento sustentável da integridade da esfera
pública. Mas uma mudança tão radical precisa de um apoio social que dure, que
não seja incentivado por um entusiasmo efêmero como uma ação "heroica"
de algum juiz. Alberto Vannucci, professor da Universidade de Pisa, um dos
maiores estudiosos da Operação "Mãos Limpas" na Itália
A criança é o espelho dos pais
As
crianças espelham em suas brincadeiras, em seu mundo infantil, o que recebem de
mensagem carinhosa, amorosa ou agressiva e de abandono, de seus
pais/responsáveis.
Os
adultos precisam perguntar-se como é que seus filhos estão recebendo e reagindo
ao que recebem deles? Afinal, seria
muito bom, ver as crianças recebendo e sentindo as relações de maneira
carinhosa, afetuosa e respeitosa.
E
vocês, pais? Que mensagem estão passando para seus filhos diariamente? Cássia
Borges, psicóloga
terça-feira, 31 de janeiro de 2017
O passado não perdoa o Brasil
Se olharmos o passado entenderemos o Brasil atual e
principalmente os políticos.
O livro escrito em 1885, A Carteira de Meu Tio, por Joaquim Manuel de Macedo, romancista, historiador retrata muito bem os
políticos e o pensamento do país.
Alguns trechos do livro
A fome é a mais poderosa das alavancas políticas.
“A razão da alta
gritaria que levantam e do espalhafato que fazem aqueles que fazem da política
o seu meio de vida, que quebram os degraus por onde sobem às primeiras posições
oficiais [….]
Aqueles que atraiçoam os partidos ...
Aqueles que de tempo em tempo mudam de princípios e de
opinião, como as cobras mudam de pele[…]
Aqueles que como os papagaios, falam muito quando têm fome e
calam-se logo que têm a barriga cheia […]”.
E conclui, “a vida humana é uma burla mais ou menos
prolongada, e o homem mais eminente, mais hábil e mais digno de gerar respeito
é aquele que mais vezes engana os outros”.
Se não fosse a mentira: como é que um ministro de estado
poderia explicar e defender muitos de seus atos na presença do parlamento? E
como é um político astuto e ambicioso havia de subir ao poder, enganando gente
simplória, que lhes servem de escada?
A mentira esconde por detrás os diplomas eleitorais
Liberdade de voto, ninguém o ignora, é uma burla, que todos
os partidos pregam, quando estão por debaixo, e que nenhum admite, nem
respeita, nem tolera, quando está de cima.
“a vida humana é uma burla mais ou menos prolongada, e o
homem mais eminente, mais hábil e mais digno de gerar respeito é aquele que
melhor e mais vezes engana os outros”.
Continuando Joaquim Manuel de Macedo retrata no livro
"Memórias do Sobrinho do Meu Tio",
no final de 1867 e janeiro de 1868, sua visão crítica;
A mentira é a base da legitimidade da maior parte dos
diplomas eleitorais dos políticos e portanto é a base da expressão da soberania
nacional.
"O Brasil é um
tio velho e rico, cercado, atropelado de sobrinhos que o devoram, que o reduzem
à miséria e que se dizem patriotas, sem dúvida por que se consideram donos ou
proprietários da Pátria."
: “Eis aí… a escola
filosófica do governo: o esquecimento do passado, os gozos do presente, e o
descuido e abandono do futuro”. ...
O nosso governo não é governo de portas (abre ou fecha) é de
janelas: é um governo que não abre, nem fecha, é uma coisa que se parece muito
com qualquer outra coisa, exceto com governo.
Qualquer semelhança é mera coincidência atual. Essa é a
realidade brasileira
Comentário: A Carteira de Meu Tio
de Joaquim Manuel de Macedo trata de forma bem‑humorada
a política do Brasil do Segundo Império. Por intermédio de seu personagem
principal, o autor descreve o político brasileiro da época e que bem poderia
ser o de hoje. O protagonista da
história é um jovem cujo tio financia sua viagem de estudos à Europa, na qual
ele só se preocupa em aproveitar a vida e faz tudo menos estudar. Na volta,
inquirido pelo tio sobre seu futuro, decide tornar-se um político, aquilo que
considerava a melhor maneira de enriquecer e ter poder sem ter de trabalhar
tanto assim. O tio, reconhecendo, de início, no sobrinho duas características
indispensáveis para exercer essa profissão – era um impostor e um atrevido –,
exige que antes de entrar na vida pública ele viaje a cavalo pelo Brasil para
conhecer seu povo e suas necessidades. Nesta viagem, o autor fornece uma rica e
bem-humorada imagem da política e dos políticos da época, que impressiona pela
semelhança com a época atual
domingo, 29 de janeiro de 2017
Origem da febre amarela
A origem do vírus causador da
febre amarela foi motivo de discussão e polêmica durante muito tempo, porém
estudos recentes utilizando novas técnicas de biologia molecular comprovaram
sua origem africana. O primeiro relato de epidemia de uma doença semelhante à
febre amarela é de um manuscrito maia de 1648 em Yucatan, México.
Na Europa, a febre amarela já
havia se manifestado antes dos anos 1700, mas foi em 1730, na Península
Ibérica, que se deu a primeira epidemia, causando a morte de 2.200 pessoas. Nos
séculos XVIII e XIX os Estados Unidos foram acometidos repetidas vezes por
epidemias devastadoras, para onde a doença era levada através de navios
procedentes das índias Ocidentais e do Caribe.
No Brasil, a febre amarela
apareceu pela primeira vez em Pernambuco, no ano de 1685, onde permaneceu
durante 10 anos. A cidade de Salvador também foi atingida, onde causou cerca de
900 mortes durante os seis anos em que ali esteve. A realização de grandes
campanhas de prevenção possibilitou o controle das epidemias, mantendo um
período de silêncio epidemiológico por cerca de 150 anos no País.
A febre amarela apresenta dois
ciclos epidemiológicos de acordo com o local de ocorrência e o a espécie de
vetor (mosquito transmissor): urbano e silvestre. A última ocorrência de febre
amarela urbana no Brasil, foi em 1942, no Acre. Hoje, ainda se teme a presença
da febre amarela em áreas urbanas, especialmente depois do final da década de
70, quando o mosquito Aedes aegypti retornou ao Brasil.
O ciclo silvestre só foi
identificado em 1932 e desde então surtos localizados acontecem nas áreas
classificadas como áreas de risco: indene (estados do Acre, Amazonas, Pará,
Roraima, Amapá, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Goiás,
Distrito Federal e Maranhão) e de transição (parte dos estados do Piauí, Bahia,
Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul).
No período de 1980 a 2004, foram
confirmados 662 casos de febre amarela silvestre, com ocorrência de 339 óbitos,
representando uma taxa de letalidade de 51% no período. Fonte: Ministério da Saúde
Entenda a febre amarela
Uma doença infecciosa transmitida pela picada de mosquitos
infectados; não há transmissão direta de pessoa para pessoa.
Só existe um tipo?
Existem dois: silvestre e urbano. O silvestre ocorre em
áreas rurais e de mata por meio de um ciclo que envolve macacos e mosquitos
como o Haemagogus e o Sabethes -o homem é um hospedeiro acidental. Já no
urbano, que não é registrado desde 1942 no Brasil, o homem é o único hospedeiro
e a transmissão ocorre pelo Aedes aegypti.
Quais são os sintomas?
Na fase inicial, o paciente tem febre, dor de cabeça, dores
no corpo, cansaço, perda de apetite, náuseas e vômitos. Já nas formas graves,
podem ocorrer icterícia (coloração amarelada da pele), hemorragias e insuficiência
renal. Esses três fatores, somados, podem levar à morte.
Qual é o ciclo da doença?
O período de incubação varia entre 3 e 6 dias, em média, e o
vírus fica no corpo humano por no máximo 7 dias (os sintomas só aparecem de 1 a
2 dias depois).
Como me prevenir?
A vacina é a principal forma de prevenção e controle.
O que pode ter feito com que casos da doença aumentassem?
Entre os fatores está a época do ano: em geral, o período de
dezembro a maio é o de maior risco de transmissão, tanto pelas chuvas quanto
pela época de viagens. Um elemento que preocupa é a grande presença do Aedes
aegypti no país, mosquito que pode transmitir o vírus caso ele volte à área
urbana.
A vacina é 100% eficiente? É segura?
A eficácia chega a 90% e ela é bastante segura. Pode causar
reações adversas, como qualquer medicamento, mas casos graves são raros. Dores
no corpo, de cabeça e febre podem afetar entre 2% e 5% dos vacinados.
Quem deve se vacinar?
Pessoas que moram ou vão viajar para regiões silvestres,
rurais ou de mata dentro das áreas de risco. Ela deve ser aplicada dez dias
antes da viagem.
Fontes: Ministério da Saúde e OMS (Organização Mundial da
Saúde)
sábado, 28 de janeiro de 2017
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