domingo, 4 de julho de 2010

Pimenta para bravos



Perto dela, malagueta, habanero e dedo-de-moça não passam de frágeis senhoritas. A nova rainha do quanto-mais-quente-melhor se chama Bhut jolokia e é simplesmente a pimenta mais forte do mundo.  

Quando a pimenta biquinho apareceu, fez fama por não ser ardida e em pouco tempo virou mania. Mas a moda agora é outra: quanto mais quente, melhor. As pessoas estão querendo pimentas cada vez mais fortes. Se fizer chorar, então, perfeito. Vale até provocar suadouros e desmaios.

A pimenta sensação atende pelo nome nada simpático de Bhut jolokia. É chamada também de pimenta-fantasma ou simplesmente de jolokia, como é mais conhecida. Seja qual for o nome, o fato é que ela é a pimenta mais forte do mundo - por enquanto - e isso não é força de expressão.

A jolokia foi criada em Tezpur, na Índia, há dez anos, fruto de um cruzamento entre as pimentas mais ardidas de que se tinha notícia. Sua pungência ultrapassa 1 milhão na escala Scoville.

Atraiu as atenções e espalhou-se pelo mundo, provocando lágrimas e fortes emoções. Pimenteiros em grupos de discussão já fizeram apologia dela e há até teses sobre o seu poder de fogo - a jolokia tem o dobro da pungência de variedades como a red sativa, a scotch bonnet e a habanero. Na internet, diversos sites vendem sementes de jolokia e frutos prontos para o consumo.

Por que um fruto que queima a boca faz tanto sucesso? Os especialistas têm uma boa explicação: pimenta vicia. "A pungência é interpretada como uma queimadura e o cérebro libera endorfina para combater o desconforto. Assim, a pessoa sente bem-estar. É uma espécie de recompensa", diz Arlete Marchi Tavares de Melo, pesquisadora de hortaliças do Instituto Agronômico de Campinas (IAC).

Mais que fã confesso, Nelusko Linguanotto Neto, dono da Bombay Food Services, admite ser um desses viciados em pimenta. De manhã, toma cápsulas "para garantir a pimenta do dia". "Vai que não consigo almoçar ou jantar", brinca o autor do Dicionário Gastronômico de Pimentas.

O ardor e o aroma da pimenta dependem de centenas de substâncias. Mas a pungência é causada principalmente pela capsaicina, substância presente em células da placenta, onde se ligam as sementes. É por isso que muita gente se confunde, achando que as sementes causam o ardor.

"Basta um leve toque nas células da placenta para que elas liberem a capsaicina e ‘contaminem’ as sementes e o fruto. A região mais ardida da pimenta é sempre o terço superior, perto do cabo", explica a Arlete.

Família Capsicum. Acredita-se que as pimentas sejam todas originárias da Bacia Amazônica. Ainda que tenham sabor e pungência distintas, a cambuci, o pimentão, o tabasco, as pimentas-de-cheiro e o jalapeño são parentes. Até a pimenta biquinho, grau zero de pungência, é prima da jolokia. Todas pertencem ao gênero Capsicum.

Os frutos têm sementes abundantes e fáceis de cultivar. E, por um capricho da natureza, a grande família das pimentas pode sempre agregar mais algum parente por meio de novos cruzamentos. Ou seja, se plantadas próximas, pimentas mais doces e mais picantes podem se reproduzir, dando origem a frutos de sabor e pungência variados.

Foi assim que surgiu, por exemplo, o tipo malaguetão: cruzamento da ardida malagueta com a menos picante dedo-de-moça. "Entre as 30 espécies de pimentas existentes, cinco são cultivadas: Capsicum chinense, Capsicum annuum, Capsicum baccatum, Capsicum frutescens e Capsicum pubescens", explica Arlete.

No Brasil, pimenta é fruta de se comer em porções pequenas ou a conta-gotas, fresca ou em conserva. "Não temos costume de secá-las e de processá-las em pasta como os peruanos", diz Cyro Abumussi, produtor da Fazenda Ituaú, no interior de São Paulo.

Com regiões bastante ensolaradas, o Brasil tem pimenta o ano todo. Os maiores produtores são Minas Gerais, Goiás, Pará, Ceará, Bahia e São Paulo. Além da dedo-de-moça (menos picante que a malagueta), as pimentas-de-cheiro (espécie Capsicum chinense) são abundantes aqui.

Os frutos são atarracados, em geral amarelados, e a pungência varia muito - por aqui vingam desde as pimentas-de-cheiro verdadeiras, de pungência média, às variedades chora-menino e pimenta-de-bode, bem ardidas.

"Por muito tempo as pessoas fugiram das pimentas ardidas achando que faziam mal. Era difícil encontrá-las em restaurantes, mas com a popularização das casas de comida mexicana e peruana, a pimenta passou a ser valorizada", diz Arlete.

COMO UMA DROGA

O efeito bombástico da pimenta começa na língua. Quando alguém morde uma pimenta, ela se rompe e libera a capsaicina, seu composto químico ativo mais importante. A substância estimula os receptores de calor e de dor presentes em toda a língua. O cérebro interpreta esse ardor como se a língua tivesse sido queimada. E faz com que os receptores opióides do sistema nervoso simpático produzam endorfina - responsável pela sensação de bem-estar. Esses receptores são os mesmos que respondem a algumas drogas. A capsaicina também altera o equilíbrio térmico do corpo, provocando ondas de calor e suor. Fonte: Estadão - 01 de julho de 2010 

Adiós Muchachos, El tango alemán

                              Hasta 2014 ?????



   






quinta-feira, 1 de julho de 2010

Lula: Hoje e Ontem

O assistencialismo, ao praticar a atenção às populações desfavorecidas, oferece a própria atenção como uma "ajuda", vale dizer: insinua, em uma relação pública, os parâmetros de retribuição de favor que caracterizam as relações na esfera privada. É pelo valor da "gratidão" que os assistidos se vinculam ao titular das ações de caráter assistencialista. O que se perde aqui é a noção elementar de que tais populações possuem o direito ao amparo e que, portanto, toda iniciativa pública, voltada ao tema da assistência caracteriza dever do Estado. O que se vislumbra, pelo assistencialismo, é a possibilidade dos assistidos "retribuírem" eleitoralmente a atenção recebida; por isso, os assistidos devem ser submissos e dependentes, não devem se organizar de forma autônoma e, muito menos, expressar demandas políticas como se sujeitos fossem. O assistencialismo é por isso mesmo, uma prática de dominação. Se vitorioso, ele produz objetos dóceis e manipuláveis. (Marcos Rolim)

Em ano eleitoral a Bolsa Família, reajuste  chega a 307%

Principal programa social do governo federal, o Bolsa Família terá um orçamento de R$ 13,7 bilhões em 2010. O valor implica em um reajuste de 307% perante a cifra inicial de R$ 3,4 bilhões aplicados em 2003, quando o programa foi lançado.

Para 2010, a ideia é ampliar o número de atendidos, que deve passar para 12,9 milhões de famílias. De acordo com estatísticas oficiais, os beneficiários aplicam os recursos recebidos fundamentalmente em alimentação, material escolar, remédios e vestuário infantil.

Considerando a média usual de quatro pessoas por família, isso equivale a 49,5 milhões de brasileiros atendidos, ou seja, 26% da população do país.

Nos últimos sete anos, foram aplicados no programa social R$ 55,2 bilhões, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), que administra o Bolsa Família.

Cabe às prefeituras a tarefa de realizar o cadastramento das famílias de baixa renda, por meio do Cadastro Único dos Programas Sociais do Governo Federal.

Esse tipo de programa é a ilusão do socialismo, o dinheiro sai do governo vai para os pobres,  gastam o dinheiro e volta de forma indireta através  de impostos de mercadorias, novamente para o governo. É um ciclo vicioso que não tira a família da pobreza. O mais interessante desse programa é o resultado, sempre ampliando a base de cobertura para família pobre, significando crescimento da pobreza. Em 2003 o programa abrangia  3 milhões de famílias e hoje quase 13 milhões de famílias.

Esse tipo de programa  não incentiva o trabalhador rural procurar emprego, pois ele perde o direito à aposentadoria especial antecipada. Os candidatos a esse tipo de aposentadoria –aos 55 anos para as mulheres e 60 para homens— são classificados como “segurados especiais”, não há necessidade de contribuir para a Previdência. Se registrado na carteira, vira “assalariado rural” e tem de contribuir à Previdência por 13 anos ou trabalhar mais cinco antes de se aposentar com o salário mínimo. Isso provoca a opção de muitos trabalhadores trabalharem no mercado informal. 

Eleição

Dois lavradores ouvidos por um jornalista, disseram que planejam votar “na tal mulher do Lula”. A dupla reside em lares alcançados pelo Bolsa Família. Num, recebe a mulher. Noutro, a mãe. Esse é o país dos coitadinhos espertos. É o Forrest Gump,  Contador de história.

 

domingo, 27 de junho de 2010

Pizza com fatia de pão italiano

A pizza em pão italiano é deliciosa, talvez mais gostosa que uma pizza, o pão com a ajuda da manteiga, fica crocante e a  combinação de mussarela, tomate, azeitonas, manjericão, fica a critério da pessoa . É uma receita rápida de fazer

Preparo:
Em uma assadeira, coloque as fatias de pão besuntadas com manteiga ou margarina. Leve ao forno pré-aquecido a 200°C até dourar. 
Enquanto isso em uma frigideira, aqueça o azeite e doure o alho, junte o tomate, o sal, a pimenta (opção) e azeitona. Misture tudo e desligue o fogo. Distribua mussarela em cada fatia de pão, coloque  o recheio de tomate sobre cada fatia e cubra com mussarela, parmesão e  as folhas de manjericão. Outra opção: Distribua o recheio de tomate sobre cada fatia de pão, cubra com mussarela e o parmesão e for fim salpique as folhas de manjericão. Prefiro a primeira opção.

Retorne ao forno e asse as fatias até que os queijos tenham derretido.

Obs: Eu prefiro colocar as fatias já prontas com os ingredientes, a fatia fica mais macia e quem prefira mais crocante segue a ordem da receita.Buona appetito

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Guerra de Espadas em Cruz das Almas-BA

A Santa Casa de Misericórdia de Cruz das Almas (BA) já registrou este mês 300 feridos por causa dos fogos de artifício. Em junho do ano passado, 220 pessoas tiveram ferimentos causados por fogos na cidade localizada a 146 quilômetros de Salvador.

A maior parte dos feridos deu entrada na unidade com queimaduras leves e pequenos traumas causados pelo impacto das chamadas "espadas" - fogos feitos com bambu, pólvora e limalha de ferro que são atirados contra o solo e ganham impulso pela queima da pólvora.

Três pessoas, porém, sofreram ferimentos mais graves, segundo o hospital. Uma perdeu a mão direita e outra teve de amputar quatro dedos. Um paciente, ainda internado, sofreu queimaduras no rosto e corre o risco de perder a visão.

Dos feridos, 193 foram atendidos entre a tarde de quarta-feira e a manhã de ontem, período que marcou a abertura oficial da "guerra de espadas" - evento tradicional da cidade na época de festas juninas. Por causa do risco envolvido na brincadeira, a prefeitura de Cruz das Almas disponibiliza ruas para a atividade em horários restritos. As comemorações na cidade seguem até terça-feira, dia de São Pedro. Fonte: UOL Noticias - 25/06/2010

Vídeo:

quinta-feira, 24 de junho de 2010

China campeã da Copa do Mundo em negócios

Os fabricantes chineses das vuvuzelas da Copa do Mundo na África do Sul estão contentes, pois elas estão gerando grandes lucros e confiam repetir o sucesso vendendo mais destes instrumentos durantes os campeonatos europeus.

As vuvuzelas são fabricadas na região de Ninghai, a leste da província de Zhejiang. Cerca de  90% das vuvuzelas vendidas na Copa são importadas da China.

As bolas Jabulani da Adidas são também fabricadas na China.

Fonte: China Daily - 2010-06-23