sexta-feira, 20 de maio de 2022

Coronavírus: Situação do Estado de São Paulo até 19 maio de 2022

 

Vangelis, compositor de 'Carruagens de Fogo' e 'Blade Runner', morre

 O compositor e músico grego Evángelos Odysséas Papathanassiou, conhecido como Vangelis, dono de marcantes trilhas sonoras no cinema como em "Carruagens de Fogo" e "Blade Runner", morreu aos 79 anos.

A agência de notícias grega ANA informou hoje que ele morreu em Paris. Não foi divulgada a causa da morte.

"É com grande tristeza que anunciamos que Vangelis Papathanassiou faleceu na noite de terça-feira, 17 de maio", anunciou o escritório de advocacia que representava o músico.

Nascido em 1943 na cidade grega de Volos, Vangelis chegou a ganhar um Oscar pela trilha sonora de "Carruagens de Fogo" (1981), em 1982. No ano que levou uma estatueta do Oscar sua música fica marcante novamente, desta vez pela trilha de "Blade Runner" (1982).

No currículo, o aclamado compositor grego fez ainda músicas para missões espaciais da NASA (Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos) em 2001 e em 2013, instituição que deu a ele uma Medalha de Serviço Público Excepcional. Fonte: UOL Notícias - 19/05/2022  



sábado, 14 de maio de 2022

Inflação quase dobra no Brasil em um ano

A inflação acumulada em 12 meses no Brasil chegou a 12,13% em abril, informou na quarta‑feira (11/05) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação ao mesmo mês do ano passado, a taxa praticamente dobrou: em abril de 2021, a inflação anual era de 6,76%.

O índice em abril ficou acima dos 12 meses imediatamente anteriores (11,3%) e é o maior desde outubro de 2003. A taxa acumulada no ano chegou a 4,29%, quase um ponto percentual acima da meta que o Banco Central estabeleceu para todo o ano (3,5%) e próxima do teto da margem (5,25%).

Segundo o IBGE, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, foi de 1,06% em abril, mais de três vezes maior que a do mesmo período de 2021 (0,31%) e a maior taxa para o mês nos últimos 26 anos, desde abril de 1996. No entanto, a taxa ficou abaixo da registrada em março (1,62%).

A alta foi impulsionada, sobretudo, pelo aumento dos preços dos combustíveis, que pressionam a taxa desde o final de 2021 devido à política de paridade de preços da Petrobras.

Com o resultado mensal de abril, o Brasil acumula oito meses seguidos com a inflação acima dos dois dígitos, o que reforça as apostas de nova elevação da taxa básica de juros, atualmente em 12,75% ao ano – isso poderá ter impacto no crescimento da maior economia da América Latina, já que juros altos encarecem o crédito.

PRINCIPAIS ALTAS: Segundo o IBGE, oito dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta de preços em abril. Os alimentos, com inflação de 2,06%, tiveram o maior impacto no índice no mês, seguido por transportes (1,91%). Juntos, os dois grupos contribuíram com cerca de 80% da inflação em abril.

"Alimentos e transportes, que já haviam subido no mês anterior, continuaram em alta em abril. Em alimentos e bebidas, a alta foi puxada pela elevação dos preços dos alimentos para consumo no domicílio (2,59%)", explica o analista do IBGE André Almeida.

No caso dos transportes, a alta foi puxada, principalmente, pelo aumento nos preços dos combustíveis, que continuaram subindo (3,20%), assim como no mês anterior, com destaque para gasolina (2,48%).

"A gasolina é o subitem com maior peso na inflação (6,71%), mas os outros combustíveis também subiram. O etanol subiu 8,44%, o óleo diesel, 4,74% e ainda houve uma alta de 0,24% no gás veicular", detalha Almeida.

Também registraram alta de preços os grupos saúde e cuidados pessoais (1,77%), artigos de residência (1,53%), vestuário (1,26%), despesas pessoais (0,48%), comunicação (0,08%) e educação (0,06%).

O único grupo com deflação foi habitação (-1,14%), devido à queda de 6,27% no preço da energia elétrica.

ELEVAÇÃO DA TAXA DE JUROS: Economistas preveem que o Brasil terminará o ano com inflação de 7,89%, inferior à de 2021 (10,06%), mas que, mesmo assim, dobrará a meta estabelecida pelo Banco Central pelo segundo ano consecutivo.

O aumento da inflação obrigou o Banco Central a elevar a taxa básica de juros na semana passada para 12,75% ao ano, seu maior nível em cinco anos, na tentativa de conter a escalada de preços. Fonte: Deutsche Welle – 12.05.2022