sexta-feira, 13 de maio de 2022

Coronavírus: EUA atingem marca de 1 milhão de mortes

Os Estados Unidos ultrapassaram na quinta-feira (12/05) a triste marca de 1 milhão de mortes por covid-19, segundo divulgou a presidência americana.

"Hoje, temos um trágico marco: 1 milhão de vidas perdidas pela covid-19. Cada uma delas, uma perda irreparável", lamentou o presidente Joe Biden, antes de a Universidade Johns Hopkins, que mantém o monitoramento da situação global da pandemia, divulgar o dado.

Segundo o presidente, os Estados Unidos mudaram "para sempre" devido ao impacto da doença.

"Devemos nos manter vigilantes contra essa pandemia e fazer todo o possível para salvar tantas vidas quanto forem possíveis, mediante mais testes, mais vacinas e mais tratamentos", afirmou Biden, que ordenou que as bandeiras dos EUA sejam hasteadas a meio mastro em sinal de luto.

Os EUA, com cerca de 330 milhões de habitantes, já registraram mais de 82 milhões de casos de coronavírus – o primeiro deles em 20 de janeiro de 2020, de um homem que viajou de Wuhan, na China, para Seattle.

Após vários meses de declínio no número de infecções, o país vem registando um aumento diário de casos no último mês, devido às subvariantes da ômicron e em meio ao relaxamento das medidas de contenção do vírus, como a obrigatoriedade do uso de máscaras, além da baixa taxa de vacinação.

Embora tenha sido um dos primeiros países a iniciar a imunização contra a covid-19, a taxa de vacinação nos EUA estagnou em pouco mais de 65% da população. Em comparação, no Brasil esse índice é superior a 77%, de acordo com o site Our World in Data, da Universidade de Oxford.

De acordo com a Universidade Johns Hopkins, em todo o mundo já foram registrados oficialmente 519,6 milhões de casos de covid-19 e 6,25 milhões de óbitos devido à doença – ou seja, quase um sexto deles ocorreu nos EUA. Fonte: Deutsche Welle – 12.05.2022  

quinta-feira, 12 de maio de 2022

Coronavírus: Metade dos pacientes têm sequelas que podem passar de um ano

 Metade das pessoas diagnosticadas com covid-19 apresentam sequelas que podem perdurar por mais de um ano, revela estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Minas. Pesquisadores da instituição identificaram 23 sintomas após o término da infecção aguda. Cansaço extremo, insônia e dificuldade em realizar atividades rotineiras estão entre as queixas relatadas pacientes.

Os resultados da pesquisa foram publicados na revista Transactions of The Royal Society of Tropical Medicine and Hygiene. O estudo acompanhou durante 14 meses, 646 pacientes que tiveram a infecção em 2020 e 2021 e verificou que 324 deles (50,2%) tiveram sintomas pós-infecção, caracterizando o que a Organização Mundial de Saúde (OMS) classifica de covid longa.

A fadiga, que é caracterizada por cansaço extremo e dificuldade para realizar atividades rotineiras, foi relatada por 115 pessoas, ou seja, 35,6% dos pacientes acompanhados.

Outras sequelas relatadas foram tosse persistente (34%),

·        dificuldade para respirar (26,5%),

·        perda do olfato ou paladar (20,1%),

·        dores de cabeça frequentes (17,3%) e

·        trombose (6,2%).

Foram constatados ainda transtornos como insônia, relatada por 8% dos pacientes acompanhados, ansiedade (7,1%) e tontura (5,6%).

De acordo com a pesquisadora Rafaella Fortini, que coordena o estudo, todos os sintomas relatados começaram após a infecção aguda. Muitos dos sintomas persistiram durante os 14 meses, com algumas exceções, como a trombose, da qual os pacientes se recuperaram em um período de cinco meses, por terem sido devidamente tratados por meio intervenções médicas adequadas.

A pesquisa constatou que a presença de sete comorbidades;

·        como hipertensão arterial crônica,

·        diabetes,

·        cardiopatias,

·        câncer,

·        doença pulmonar obstrutiva crônica,

·        doença renal crônica

·        e tabagismo ou alcoolismo,

levou à infecção aguda mais grave e aumentou a chance de ocorrência de sequelas.

As sequelas foram constatadas em pacientes que tiveram desde a forma mais leve ou assintomática até a mais grave de covid-19. Na forma grave, de um total de 260 pacientes, 86, ou seja, 33,1%, tiveram sintomas duradouros. Entre os 57 diagnosticados com a forma moderada da doença, 43, isto é, 75,4%, manifestaram sequelas e, dos 329 pacientes com a forma leve, 198 (59,3%) apresentaram sintomas meses após o término da infecção aguda.

Rafaella Fortini ressalta que é importante buscar os serviços de saúde para o tratamento da covid longa, até mesmo no caso de sequelas mais leves, que também podem interferir na qualidade de vida.

A pesquisa acompanhou pacientes atendidos no pronto-socorro do Hospital da Baleia e Hospital Metropolitano Dr. Célio de Castro, ambos referência para covid-19 em Belo Horizonte. Os pacientes procuraram atendimento entre abril de 2020 e março de 2021.

Todos foram testados e tiveram diagnóstico positivo para a doença. Dos 646 pacientes acompanhados, apenas cinco haviam sido vacinados e, destes, três tiveram a covid longa. A idade dos participantes variou entre 18 e 91 anos; sendo que 53,9% eram do sexo feminino.

O monitoramento dos sintomas e sequelas remanescentes foi feito por meio de entrevistas realizadas uma vez por mês, presencialmente, ou por meio de uma plataforma virtual, no decorrer de 14 meses após diagnóstico confirmatório, no período compreendido entre março de 2020 a novembro de 2021. Fonte: Agência Brasil - Rio de Janeiro - Publicado em 11/05/2022  

Coronavírus: Situação do Estado de São Paulo até 11 maio de 2022

 

Coronavírus: Situação do Brasil até 11 de maio de 2022