quinta-feira, 23 de dezembro de 2021
quarta-feira, 22 de dezembro de 2021
Coronavírus: Disseminação global da Ômicron leva a novos lockdowns
Muitos países estão em alerta a poucos dias das comemorações do Natal e do Ano-Novo, agora que a crise de saúde mais recente também impõe um fardo aos mercados financeiros, que temem o impacto na recuperação econômica global.
As infecções pela Ômicron
estão se multiplicando rapidamente na Europa, nos Estados Unidos (EUA) e na
Ásia, inclusive no Japão, onde um único foco em uma base militar chega a no
mínimo 180 casos.
O ministro de Reação à
Covid-19 da Nova Zelândia, Chris Hipkins, disse que seu país, que adotou
algumas das medidas mais duras do mundo contra o vírus, está adiando o início
de uma reabertura escalonada da fronteira em planejamento até o fim de
fevereiro.
O governo havia dito que as
viagens livres de quarentena recomeçariam até meados de janeiro para cidadãos
neozelandeses e moradores da Austrália, um cronograma que teria permitido
viagens durante o pico das férias de verão, e a partir de abril para turistas
estrangeiros.
"Não há dúvida de que é
decepcionante e atrapalhará muitos planos de férias, mas é importante delinear
essas mudanças claramente hoje, para que as pessoas tenham tempo de analisar
esses planos", disse Hipkins em entrevista coletiva.
Na Índia, o ministro-chefe de
Nova Délhi, Arvind Kejriwal, pediu aos cidadãos que usem máscaras e apelou para
que o governo federal libere doses de vacinas de reforço, agora que o país
relatou 200 casos da variante em 12 estados.
Em Singapura, o Ministério da
Saúde está realizando exames para determinar se a Ômicron está por trás de um
possível foco de casos em uma academia de ginástica e alertou que mais casos
são prováveis.
Nos EUA, autoridades disseram
nessa segunda-feira que a variante cobrou a vida de um homem não vacinado do
Texas, depois de se tornar a linhagem predominante no país. Filas para exames
de covid-19 davam voltas no quarteirão em Nova York, Washington D.C. e outras
cidades dos EUA no fim de semana, já que as pessoas estavam ansiosas para saber
se estão infectadas antes de comemorar as festas com os familiares.
Israel acrescentou os EUA à
sua lista de "exclusão aérea", citando preocupações com a variante. O
Kuwait disse que exigirá que passageiros de chegada recebam uma vacina de
reforço se mais de nove meses tiverem transcorrido desde a segunda dose da
vacina.
A Coreia do Sul, Holanda,
Alemanha e Irlanda estão entre os países que reimpuseram lockdowns parciais ou
totais ou outras medidas de distanciamento social nos últimos dias. Fonte: Agência Brasil - Publicado em 21/12/2021
domingo, 19 de dezembro de 2021
Coronavírus: Ômicron força países europeus a se fecharem novamente
Holanda decreta novo
lockdown, Dinamarca fecha locais de aglomerações, e Reino Unido já trata como
inevitável retomar restrições de movimentação.
A rápida propagação da
variante ômicron começou neste fim de semana a levar países europeus a
retomarem restrições de movimentação.
Apenas poucas semanas após
ter sido descoberta, a cepa já é dominante em algumas regiões da Europa e,
segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de infecções está
dobrando no intervalo de menos de dois dias.
HOLANDA: No sábado (18/02), o
governo da Holanda declarou lockdown. Todas as atividades não essenciais serão
interrompidas até 14 de janeiro.
REINO UNIDO: O prefeito de
Londres, Sadiq Khan, disse neste domingo que considera a imposição de novas
restrições inevitável, uma vez que o sistema de saúde britânico está à beira do
colapso.
O Reino Unido já tem 25 mil
casos da variante. No país, escolas anteciparam o feriado de fim de ano, e
restaurantes e bares estão deixando de funcionar ou restringindo seus horários
por conta própria.
DINAMARCA: Também devido à
rápida disseminação da variante, a Dinamarca restringiu novamente grandes
partes da vida pública. Teatros, cinemas, zoológicos, parques de diversões e
instalações esportivas estão fechadas desde a manhã de domingo. Os restaurantes
só estão autorizados a permanecer abertos até as 23 horas. DINAMARCA: O número de casos disparou nas últimas semanas –
só na sexta-feira, o país teve 12 mil novas infecções, um quinto delas de
ômicron.
ESPANHA: O governo da Espanha
convocou uma reunião com os líderes de todas as regiões do país, para discutir
medidas coordenadas que contenham a sexta onda de contágio da covid-19 no
território espanhol.
ALEMANHA: O ministro alemão
da Saúde, Karl Lauterbach, alertou contra uma "quinta onda maciça" de
infecções pelo coronavírus, devido à rápida disseminação da variante ômicron.
"A Alemanha deve se preparar para um desafio que ainda não tivemos nesta
forma", disse Lauterbach na sexta-feira (17/12).
VARIANTE ESTÁ EM QUASE 90
PAÍSES: A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou no sábado (18/12) que a
variante ômicron do novo coronavírus já está presente em quase 90 países e que
se espalha mais rápido que a delta: o número casos está dobrando no intervalo
de entre 1,5 e 3 dias.
A ômicron está se espalhando
rapidamente também em países com altos níveis de imunização entre a população.
Mas, segundo a OMS, ainda não está claro se isso se deve à capacidade do vírus
de escapar da imunidade, a seu inerente aumento de transmissibilidade ou uma
combinação de ambos.
A OMS designou a ômicron como
uma variante de preocupação em 26 de novembro, logo após ter sido detectada
pela primeira vez, e ainda há muitas questões em abeto sobre ela, incluindo a
gravidade da covid-19 gerada.
"Ainda há dados
limitados sobre a gravidade clínica da ômicron", disse a OMS. "São
necessários mais dados para entender o perfil de gravidade e como a gravidade é
impactada pela vacinação ou pela imunidade pré-existente".
"Ainda há poucos dados
disponíveis, e nenhuma evidência revisada por pares (científicos), sobre a
eficácia da vacina ou a eficácia até o momento para a ômicron".
A OMS advertiu que, com os casos aumentando tão rapidamente, os hospitais podem ficar sobrecarregados. Fonte: Deutsche Welle – 19.12.2021
Coronavírus: Holanda inicia lockdown contra variante Ômicron.
Com o comércio de rua fechado na Holanda, os planos dos consumidores para o Natal foram por água abaixo após o país iniciar, neste domingo (19), um bloqueio com o objetivo de limitar um aumento de casos de covid-19 por causa da variante Ômicron.
O primeiro-ministro, Mark Rutte,
anunciou o lockdown repentino na noite de sábado (18), ordenando o fechamento
de todas as lojas, exceto as essenciais, bem como restaurantes, cabeleireiros,
academias, museus e outros locais públicos, a partir deste domingo até, pelo
menos, 14 de janeiro.
A notícia foi um choque para
muitos holandeses, que se preparavam para o período de Natal e Ano Novo. Muitas
pessoas correram às lojas no sábado, em meio a rumores publicados na imprensa
sobre o lockdown, para comprarem presentes e comida, além de cortar o cabelo na
última hora.
Os trabalhadores do setor
hoteleiro exigiram compensação pela perda de renda na temporada de férias, ao
mesmo tempo, donos de academias enfatizaram a importância dos exercícios
durante uma crise sanitária.
"Fechar todos os bares e
restaurantes em um mês tão importante é incrivelmente doloroso e dramático.
Precisamos de compensação e uma estratégia de saída", disse a Associação
Holandesa de Serviços de Hotelaria.
Todas as escolas encerrarão
as atividades uma semana antes do feriado de Natal, na segunda-feira, e devem
permanecer fechadas até 9 de janeiro, e a recomendação é que as famílias
recebam até dois visitantes, assim como as confraternizações.
As infecções por coronavírus
na Holanda caíram a níveis recordes nas últimas semanas, após a adoção de um
lockdown noturno no final do mês passado. No entanto, os casos envolvendo a
variante Ômicron aumentaram rapidamente desde o início de dezembro e espera-se
que a cepa se torne dominante antes do final do ano.
Isso representará um grande
problema para os hospitais, que vêm cancelando o atendimento regular há
semanas, na tentativa de evitar a falta de leitos devido ao alto número de
pacientes com covid-19 em suas enfermarias.
O governo disse no sábado que
vai acelerar a aplicação de doses de reforço da vacina, após um início lento da
campanha, e até o final do mês, pretende fornecer doses extras para todos acima
de 60 anos.
Embora mais de 85% da
população adulta holandesa esteja vacinada, menos de 9% dos adultos receberam
até agora a dose de reforço, uma das taxas mais baixas da Europa. Fonte: Agência Brasil - Publicado em 19/12/2021