quinta-feira, 25 de novembro de 2021

OMS: Covid-19 pode matar mais 700 mil na Europa até março

 Organização Mundial da Saúde prevê que ressurgimento da pandemia deve elevar total de mortos pela doença na região para 2,2 milhões dentro dos próximos quatro meses, caso a tendência atual se mantenha.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou na  terça-feira (23/11) que o ressurgimento da pandemia do coronavírus na Europa causará 700 mil mortes adicionais até março se a tendência atual se mantiver.

Através de comunicado, a entidade divulgou a previsão de que os serviços de terapia intensiva estejam sob pressão alta ou extrema "em 49 dos 53 países que compõem a região europeia até 1º de março de 2022", quando as mortes acumuladas deverão superar os 2,2 milhões. Até agora, 1,5 milhão de pessoas morreram na região devido à covid-19.

Para a OMS, o aumento de casos na Europa deve-se a vários fatores: o domínio da contagiosa;

·        variante delta, a flexibilização de restrições,

·        a queda das temperaturas e o consequente aumento das reuniões em ambientes fechados, e

·        o grande número de pessoas ainda não vacinadas.

MORTES DIÁRIAS DOBRARAM DESDE SETEMBRO:  Segundo dados oficiais, as mortes ligadas ao coronavírus dobraram desde o final de setembro na Europa, passando de 2.100 por dia para cerca de 4.200, em média.

"A situação na Europa e na Ásia Central é muito grave. Estamos diante de um inverno repleto de desafios", disse o diretor da OMS para a Europa, Hans Kluge, pedindo, além da vacinação, medidas de prevenção, como o uso de máscara, higiene e distanciamento físico.

"Para conviver com esse vírus e continuar com nossas vidas diárias, precisamos de uma abordagem que exceda à vacina. Isso significa receber as doses padrão e um reforço, se oferecido, mas também incorporar medidas preventivas em nossas rotinas", ressaltou Kluge.

Segundo a OMS, o uso da máscara reduz a incidência da doença em 53%. Se seu uso fosse generalizado, mais de 160 mil mortes poderiam ser evitadas até 1º de março, segundo a entidade, que também recomendou uma dose de reforço da vacina anticovid para aumentar a eficácia da imunização.

Na Europa, 53,5% da população total já completou o esquema vacinal, mas há grandes diferenças entre os países: enquanto em alguns a taxa não chega a 10%, em outros, ultrapassa os 80%. Fonte: Deutsche Welle – 23.11.2021

Coronavírus: Alemanha bate novo recorde de casos diários

A Alemanha registrou na última terça-feira (23) um novo recorde de casos de Covid‑19.

De acordo com o Instituto Robert Koch, foram 66.884 contágios e 335 mortes em 24 horas, com uma incidência semanal de 404,5 diagnósticos positivos para cada 100 mil habitantes, maior índice desde o início da pandemia.

Até a semana passada, a Alemanha nunca havia tido mais de 60 mil casos em um único dia. O país soma 5,5 milhões de contágios e 99,8 mil óbitos na crise sanitária, mas quase 1 milhão de casos foram registrados apenas nos últimos 28 dias.

As mortes também aumentaram e voltaram aos patamares do início de maio, enquanto menos de 70% da população do país está totalmente vacinada.

O recrudescimento da pandemia já fez diversos estados adotarem medidas restritivas, como o fechamento dos populares mercados de Natal e a proibição de não imunizados em restaurantes. Fonte: Ansa Brasil - 24 Nov 2021

Coronavírus: Situação do Brasil até 24 de novembro de 2021

 

Coronavírus: Situação do Estado de São Paulo até 24 de novembro de 2021

 

domingo, 21 de novembro de 2021

Coronavírus: Paciente zero veio de mercado em Wuhan, diz estudo

O primeiro caso de Covid-19 identificado em Wuhan, na China, teria sido, na realidade, o de uma vendedora que trabalhava em um mercado de animais da cidade, e não de um homem contador que nunca havia estado no local e morava a quilômetros de distância, como foi relatado em um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Essa é a conclusão de um estudo do virologista americano Michael Worobey, publicado na revista científica Science na quinta-feira (18), e reacende o debate sobre as origens da pandemia.

De acordo com o pesquisador, os dados, associados à análise dos primeiros casos do coronavírus Sars-CoV-2 em Wuhan, mostram que a origem do vírus é provavelmente animal.

Worobey, especialista em rastrear a evolução de diferentes vírus na Universidade de Arizona, observou discrepâncias entre as informações públicas disponíveis e criou uma linha do tempo dos primeiros casos, compilando-os a partir de várias fontes, como notícias de jornais, dados de hospitais e entrevistas realizadas na China.

A partir disso, o virologista apontou que sua pesquisa "fornece fortes evidências a favor da origem da pandemia a partir de um animal vivo" nesse mercado. De acordo com ele, as autoridades sanitárias alertaram sobre casos de uma doença suspeita vinculada ao local a partir de 30 de dezembro de 2019, o que levou à identificação de mais infecções no mercado do que em outros locais.

Worobey argumenta que os laços da vendedora com o Mercado Atacadista de Frutos do Mar de Huanan, bem como uma nova análise das primeiras conexões dos pacientes hospitalizados, sugerem fortemente que a pandemia começou ali.

"Nesta cidade de 11 milhões de habitantes, metade dos primeiros casos está ligada a um lugar do tamanho de um campo de futebol", disse Worobey. "É muito difícil explicar esse padrão se o surto não tiver começado no mercado."

O pesquisador criticou a pesquisa da Organização Mundial da Saúde, em especial pelas datas. Além de o primeiro caso citado pela OMS não ter relação com o mercado, o paciente foi registrado como doente a partir de 8 de dezembro, no entanto, os primeiros sintomas só apareceram em 16 de dezembro, de acordo com Worobey. A mulher indicada pelo pesquisador, por sua vez, adoeceu em 11 de dezembro.

Apesar das diversas pesquisas, até hoje não se sabe se o Sars-CoV-2 fez o chamado "salto de espécies", saindo do mundo selvagem e infectando com eficiência os humanos, e qual o animal que teria sido esse "vetor"; ou se o vírus escapou acidentalmente de um laboratório de alta segurança de Wuhan.  A única certeza que as equipes que foram à China tiveram é que o coronavírus que causa a Covid-19 não é fabricado artificialmente. Fonte: Ansa Brasil - 19 Nov  2021