quarta-feira, 10 de março de 2021

Coronavírus: Ocupação de UTIs está em nível crítico em 25 capitais

 A ocupação de unidades de terapia intensiva (UTIs) para covid-19 no Sistema Único de Saúde (SUS) está em “situação extremamente crítica", com 15 capitais superando os 90%, aponta a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Pesquisadores do Observatório Fiocruz Covid-19 publicaram na terça-feira, edição extraordinária do boletim que acompanha a evolução da pandemia no país para alertar sobre o agravamento, que vem causando recordes de mortes desde fevereiro. Ontem, pela primeira vez, a média diária de mortes em sete dias ultrapassou 1,5 mil casos.

O boletim aponta que 25 das 27 capitais brasileiras estão com a taxa de ocupação no patamar considerado zona de alerta crítico, com mais de 80% dos leitos ocupados. Na maior parte dessas cidades, a ocupação passou dos 90%. Belém e Maceió, apesar de estarem na zona de alerta intermediário, apresentam ocupação de UTIs acima de 70%.

Estavam na zona de alerta crítico segundo dados coletados em 8 de março:

Porto Velho (100%), Rio Branco (99%), Manaus (87%),

Boa Vista (80%),, Macapá (90%), Palmas (95%),

São Luís (94%), Teresina (98%), Fortaleza (96%),

Natal (96%), João Pessoa (87%), Recife (85%),

Aracajú (86%), Salvador (85%), Belo Horizonte (85%),

Vitória (80%), Rio de Janeiro (93%), São Paulo (82%),

Curitiba (96%), Florianópolis (97%), Porto Alegre (102%),

Campo Grande (106%), Cuiabá (96%),

Goiânia (98%) e Brasília (97%).

ESTADOS: Quando a análise se concentra nas unidades federativas, 20 estão com a ocupação de UTIs acima de 80%, sendo 13 delas com mais de 90% das vagas preenchidas por pacientes graves de covid-19. A ocupação é maior em Rondônia, Acre, Tocantins, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal.

Os pesquisadores avaliam que o quadro atual aponta para a sobrecarga e o colapso de sistemas de saúde e reforçam que é necessário ampliar e fortalecer as medidas de prevenção à transmissão da doença, com distanciamento físico e social, uso de máscaras e higienização de mãos.

"Nos municípios e estados que já se encontram próximos ou em situação de colapso, a análise destaca a necessidade de adoção de medidas de supressão mais rigorosas de restrição da circulação e das atividades não essenciais. Além disso, é necessário o reforço da atenção primária e das ações de vigilância, que incluem a testagem oportuna de casos suspeitos e seus contatos", afirma a Fiocruz. Fonte: Fonte: Agência Brasil - Publicado em 09/03/2021  

sexta-feira, 5 de março de 2021

Coronavírus: Variante brasileira representa 4,3% dos novos casos na Itália

 A variante brasileira do coronavírus Sars-CoV-2 já corresponde a 4,3% dos novos casos detectados na Itália, segundo uma pesquisa divulgada na segunda‑feira (2) pelo Instituto Superior da Saúde (ISS) do país europeu.

A projeção é resultado de um estudo que analisou o sequenciamento genético de 1.239 amostras do vírus provenientes de pessoas diagnosticadas com RT-PCR em 18 de fevereiro. Essa é a primeira vez que o ISS estima o nível de disseminação da variante P.1 na Itália, e os dados serão atualizados periodicamente.

Segundo o instituto, a difusão da variante brasileira ocorre em quatro regiões fronteiriças no centro e no centro-norte da península: Úmbria (36,2% dos novos casos), Toscana (23,8%), Lazio (13,2%) e Marcas (7,9%). Também foram detectados contágios pela P.1 em outras duas regiões: Campânia, no sul, com 2,3%, e Emilia-Romagna, no norte, com 2%.

O estudo do ISS não registrou casos da variante brasileira nas outras 14 regiões da Itália. "Recomendamos continuar a vigilância genética para estimar a transmissibilidade relativa da P.1, considerando sua clara expansão geográfica a partir do epicentro na Úmbria para o Lazio e a Toscana", diz o instituto.

O presidente do ISS, Silvio Brusaferro, alertou ainda que é preciso "intervir cirurgicamente" para evitar que a variante brasileira continue se espalhando. "É importante que sejam adotadas medidas o mais restritivas possível", acrescentou.

Ainda de acordo com a pesquisa, a variante britânica já corresponde a 54% dos novos casos do Sars-CoV-2 na Itália, enquanto a sul-africana apresenta índice de 0,4%. Na primeira semana de fevereiro, a prevalência da variante britânica era de 17,8%, o que mostra como ela rapidamente se tornou predominante na Itália.

Todas essas três variantes aparentam ser mais transmissíveis que o vírus original, porém estudos ainda estão em curso para avaliar sua capacidade de evadir a imunidade propiciada por infecções anteriores ou vacinas.

Coronavírus – COVID 19 - ITÁLIA

03/03/2021

Total positivo atualmente

437.421

Liberado / curado

2.440.218

Mortes

98.635

Total de casos

2.976.274

 

 

Vacinas aplicadas

 

1ª Dose

4,65 milhões

2ª Dose

1,47 milhão

Fontes: Ansa Brasil - 14:00, 03 Mar 2021; Elaborazione e gestione dati a cura del Dipartimento della Protezione Civile- 03/03/2021