sexta-feira, 5 de março de 2021

Coronavírus: Variante brasileira representa 4,3% dos novos casos na Itália

 A variante brasileira do coronavírus Sars-CoV-2 já corresponde a 4,3% dos novos casos detectados na Itália, segundo uma pesquisa divulgada na segunda‑feira (2) pelo Instituto Superior da Saúde (ISS) do país europeu.

A projeção é resultado de um estudo que analisou o sequenciamento genético de 1.239 amostras do vírus provenientes de pessoas diagnosticadas com RT-PCR em 18 de fevereiro. Essa é a primeira vez que o ISS estima o nível de disseminação da variante P.1 na Itália, e os dados serão atualizados periodicamente.

Segundo o instituto, a difusão da variante brasileira ocorre em quatro regiões fronteiriças no centro e no centro-norte da península: Úmbria (36,2% dos novos casos), Toscana (23,8%), Lazio (13,2%) e Marcas (7,9%). Também foram detectados contágios pela P.1 em outras duas regiões: Campânia, no sul, com 2,3%, e Emilia-Romagna, no norte, com 2%.

O estudo do ISS não registrou casos da variante brasileira nas outras 14 regiões da Itália. "Recomendamos continuar a vigilância genética para estimar a transmissibilidade relativa da P.1, considerando sua clara expansão geográfica a partir do epicentro na Úmbria para o Lazio e a Toscana", diz o instituto.

O presidente do ISS, Silvio Brusaferro, alertou ainda que é preciso "intervir cirurgicamente" para evitar que a variante brasileira continue se espalhando. "É importante que sejam adotadas medidas o mais restritivas possível", acrescentou.

Ainda de acordo com a pesquisa, a variante britânica já corresponde a 54% dos novos casos do Sars-CoV-2 na Itália, enquanto a sul-africana apresenta índice de 0,4%. Na primeira semana de fevereiro, a prevalência da variante britânica era de 17,8%, o que mostra como ela rapidamente se tornou predominante na Itália.

Todas essas três variantes aparentam ser mais transmissíveis que o vírus original, porém estudos ainda estão em curso para avaliar sua capacidade de evadir a imunidade propiciada por infecções anteriores ou vacinas.

Coronavírus – COVID 19 - ITÁLIA

03/03/2021

Total positivo atualmente

437.421

Liberado / curado

2.440.218

Mortes

98.635

Total de casos

2.976.274

 

 

Vacinas aplicadas

 

1ª Dose

4,65 milhões

2ª Dose

1,47 milhão

Fontes: Ansa Brasil - 14:00, 03 Mar 2021; Elaborazione e gestione dati a cura del Dipartimento della Protezione Civile- 03/03/2021

Cooronavírus: Situação do Estado de São Paulo até 04 de março de 2021

 

Coronavírus: Situação do Brasil até 4 de março de 2021

 


quarta-feira, 3 de março de 2021

Coronavírus: Alemanha, 03 de março de 2021

 Nesta quarta-feira, a Alemanha registrou mais 418 mortes associadas à covid-19, elevando o total para 70.881 desde o início da pandemia. O país contabilizou 9.019 infecções em 24 horas, o que fez o número de casos acumulados passar de 2,46 milhões.

A Alemanha iniciou no fim de dezembro sua campanha nacional de vacinação. Até o momento, mais de 4,23 milhões dos 83 milhões de habitantes do país receberam pelo menos a primeira dose da vacina, o que equivale a 5,1% da população total. Fonte: Deutsche Welle – 03.03.2021

Coronavírus: Situação do Estado de São Paulo até 02 de março de 2021

 



Coronavírus: Situação do Brail até 02 de março de 2021

 



Entenda: A importância do primeiro satélite 100% brasileiro

Lançado na madrugada de domingo (28/02), o primeiro satélite 100% nacional vai monitorar o desmatamento, sobretudo na região amazônica, como seu próprio nome sugere. Batizado de Amazonia-1, ele foi totalmente projetado, integrado e testado pelo país — e, a partir de então, será também operado exclusivamente pelo Brasil.

Desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), integra a chamada Missão Amazônia: um esforço da entidade em melhorar o chamado sensoriamento remoto da natureza brasileira.

Conforme enfatiza o Inpe em texto que apresenta o trabalho, além da floresta amazônica, "os dados gerados serão úteis para atender, ainda, a outras aplicações correlatas, tais como: monitoramento da região costeira, reservatórios de água, florestas naturais e cultivadas, desastres ambientais, entre outros”.

 O Amazonia-1 é o terceiro satélite a realizar tal trabalho para o Brasil. Ele se soma aos CBERS-4 e CBERS-4A, que já estavam em operação.

"Temos a possibilidade de contar com três satélites com desenvolvimento brasileiro [os outros dois em parceria com a China] operando simultaneamente. Com isso, será gerado maior volume de dados para tratamento de questões ambientais e de preservação da cobertura vegetal”, afirma o diretor do Inpe, o engenheiro eletricista Clezio Marcos de Nardin.

E a missão prevê, para os próximos anos, o lançamento de outros dois: Amazonia-1B e Amazonia-2.

"O Amazonia-1 […] reforçará nosso sistema de aquisição de dados e de geração de imagens”, afirma Nardin, explicando que o equipamento deve gerar "dados sobre vegetação, agricultura, compor sistemas de alertas, entre outras aplicações”.

De acordo com com o diretor do Inpe, a expectativa é que haja um ganho principalmente no volume de dados obtidos.

USO PARA A AGRICULTURA: Graças a uma câmera de alta resolução e amplo espectro, o material produzido pelo satélite também deve ser útil para a agricultura. "Entre as possibilidades de monitoramento de fenômenos dinâmicos encontram-se as safras agrícolas e a determinação de queimadas persistentes”, afirma ele.

O equipamento é projetado para gerar imagens do planeta a cada cinco dias — e, sob demanda, é capaz de fornecer dados de um ponto específico em dois dias. Em caso de um eventual desastre ambiental, por exemplo, como o rompimento da barragem em Mariana, em 2015, o monitoramento poderá ser ajustado para o local. Focos de queimada também poderão ser visualizados. A estrutura conta com 14 mil conexões elétricas. Se esticados, todos os seus fios chegariam a 6 quilômetros.

Conforme enfatiza o agrônomo Cláudio Almeida, coordenador do programa de monitoramento da Amazônia e demais biomas, do Inpe, o maior ganho se dará pela soma. Com três satélites em operação, um mesmo ponto pode ser "revisitado” em um intervalo de um a dois dias — conferindo precisão inédita ao monitoramento.

Todo o material coletado deve ser disponibilizado para a comunidade científica. "O Inpe foi pioneiro na política de disponibilizar dados de sensoriamento remoto gratuitamente desde 2004. E essa política deve ser mantida para o Amazonia-1, de modo que toda a sociedade tenha acesso às imagens e possa utilizá-las”, acrescenta Almeida.

O lançamento foi feito na Índia, para onde o satélite havia sido enviado há dois meses. "Foi realizada uma concorrência internacional para a escolha do foguete responsável [pela operação]. A proposta vencedora foi a do Polar Satellite Launche Vehicle, um lançador indiano”, esclarece Nardin. Para o desenvolvimento do satélite foram investidos cerca de R$ 300 milhões. A contratação do veículo indiano custou outros R$ 20 milhões.

Todo o projeto foi concebido no início dos anos 2000. Até 2008 era conduzido pela Agência Espacial Brasileira (AEB), autarquia do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. "A complexidade envolvida em projetos espaciais, a necessidade de estabelecer diversas contratações industriais e a experiência do Inpe nos desenvolvimentos e contratações industrais fizeram com que esse desenvolvimento fosse transferido para o instituto [o Inpe]”, conta Nardin. "O Inpe, com essa bagagem histórica [decorrente de outros projetos de satélites, em parceria com instituições estrangeiras], recebeu a incumbência de ser o ‘main contractor' do Amazonia-1. Diversas adequações e adaptações foram necessárias e implementadas nos anos seguintes. Somente em 2014 o satélite ganhou sua configuração final.” No total, todo o projeto envolveu mais de 500 profissionais.

O USO DOS DADOS GERADOS: À DW, o pesquisador Tiago Reis, que estuda ações de combate ao desmatamento e de uso do solo na Universidade Católica de Louvain, na Bélgica, espera que a melhoria do monitoramento seja acompanhada de uma eficiência na fiscalização. "Do ponto de vista técnico, um trabalho primoroso. Mas a questão é: o que o vamos fazer com esses dados? Será investido mais em fiscalização e combate aos desmatamentos? Isso é o que interesse”, comenta ele.

"O satélite novo é muito interessante e realmente vai permitir que o Brasil domine toda a tecnologia de monitoramento e sensoriamento remoto do desmatamento, com precisão e agilidade. Mas isso, de certa forma, já temos e de forma boa o suficiente”, argumenta. "Daqui a pouco, vamos conseguir ver a unha encravada do desmatador. E aí? O que vamos fazer com essa informação? Vamos ficar só olhando ou faremos alguma coisa?” Fonte: Deutsche Welle – 01.03.2021