sábado, 14 de maio de 2022
sexta-feira, 13 de maio de 2022
Coronavírus: EUA atingem marca de 1 milhão de mortes
Os Estados Unidos ultrapassaram na quinta-feira (12/05) a triste marca de 1 milhão de mortes por covid-19, segundo divulgou a presidência americana.
"Hoje, temos um trágico
marco: 1 milhão de vidas perdidas pela covid-19. Cada uma delas, uma perda
irreparável", lamentou o presidente Joe Biden, antes de a Universidade
Johns Hopkins, que mantém o monitoramento da situação global da pandemia, divulgar
o dado.
Segundo o presidente, os
Estados Unidos mudaram "para sempre" devido ao impacto da doença.
"Devemos nos manter
vigilantes contra essa pandemia e fazer todo o possível para salvar tantas
vidas quanto forem possíveis, mediante mais testes, mais vacinas e mais
tratamentos", afirmou Biden, que ordenou que as bandeiras dos EUA sejam
hasteadas a meio mastro em sinal de luto.
Os EUA, com cerca de 330
milhões de habitantes, já registraram mais de 82 milhões de casos de
coronavírus – o primeiro deles em 20 de janeiro de 2020, de um homem que viajou
de Wuhan, na China, para Seattle.
Após vários meses de declínio
no número de infecções, o país vem registando um aumento diário de casos no
último mês, devido às subvariantes da ômicron e em meio ao relaxamento das
medidas de contenção do vírus, como a obrigatoriedade do uso de máscaras, além
da baixa taxa de vacinação.
Embora tenha sido um dos
primeiros países a iniciar a imunização contra a covid-19, a taxa de vacinação
nos EUA estagnou em pouco mais de 65% da população. Em comparação, no Brasil
esse índice é superior a 77%, de acordo com o site Our World in Data, da
Universidade de Oxford.
De acordo com a Universidade
Johns Hopkins, em todo o mundo já foram registrados oficialmente 519,6 milhões
de casos de covid-19 e 6,25 milhões de óbitos devido à doença – ou seja, quase
um sexto deles ocorreu nos EUA. Fonte: Deutsche
Welle – 12.05.2022
quinta-feira, 12 de maio de 2022
Coronavírus: Metade dos pacientes têm sequelas que podem passar de um ano
Metade das pessoas diagnosticadas com covid-19 apresentam sequelas que podem perdurar por mais de um ano, revela estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Minas. Pesquisadores da instituição identificaram 23 sintomas após o término da infecção aguda. Cansaço extremo, insônia e dificuldade em realizar atividades rotineiras estão entre as queixas relatadas pacientes.
Os resultados da pesquisa
foram publicados na revista Transactions of The Royal Society of Tropical
Medicine and Hygiene. O estudo acompanhou durante 14 meses, 646 pacientes que
tiveram a infecção em 2020 e 2021 e verificou que 324 deles (50,2%) tiveram
sintomas pós-infecção, caracterizando o que a Organização Mundial de Saúde
(OMS) classifica de covid longa.
A fadiga, que é caracterizada
por cansaço extremo e dificuldade para realizar atividades rotineiras, foi
relatada por 115 pessoas, ou seja, 35,6% dos pacientes acompanhados.
Outras sequelas relatadas
foram tosse persistente (34%),
·
dificuldade para
respirar (26,5%),
·
perda do olfato
ou paladar (20,1%),
·
dores de cabeça
frequentes (17,3%) e
·
trombose (6,2%).
Foram constatados ainda
transtornos como insônia, relatada por 8% dos pacientes acompanhados, ansiedade
(7,1%) e tontura (5,6%).
De acordo com a pesquisadora
Rafaella Fortini, que coordena o estudo, todos os sintomas relatados começaram
após a infecção aguda. Muitos dos sintomas persistiram durante os 14 meses, com
algumas exceções, como a trombose, da qual os pacientes se recuperaram em um
período de cinco meses, por terem sido devidamente tratados por meio
intervenções médicas adequadas.
A pesquisa constatou que a
presença de sete comorbidades;
·
como hipertensão
arterial crônica,
·
diabetes,
·
cardiopatias,
·
câncer,
·
doença pulmonar
obstrutiva crônica,
·
doença renal
crônica
·
e tabagismo ou
alcoolismo,
levou à infecção aguda mais
grave e aumentou a chance de ocorrência de sequelas.
As sequelas foram constatadas
em pacientes que tiveram desde a forma mais leve ou assintomática até a mais
grave de covid-19. Na forma grave, de um total de 260 pacientes, 86, ou seja,
33,1%, tiveram sintomas duradouros. Entre os 57 diagnosticados com a forma
moderada da doença, 43, isto é, 75,4%, manifestaram sequelas e, dos 329
pacientes com a forma leve, 198 (59,3%) apresentaram sintomas meses após o
término da infecção aguda.
Rafaella Fortini ressalta que
é importante buscar os serviços de saúde para o tratamento da covid longa, até
mesmo no caso de sequelas mais leves, que também podem interferir na qualidade
de vida.
A pesquisa acompanhou
pacientes atendidos no pronto-socorro do Hospital da Baleia e Hospital
Metropolitano Dr. Célio de Castro, ambos referência para covid-19 em Belo
Horizonte. Os pacientes procuraram atendimento entre abril de 2020 e março de
2021.
Todos foram testados e
tiveram diagnóstico positivo para a doença. Dos 646 pacientes acompanhados,
apenas cinco haviam sido vacinados e, destes, três tiveram a covid longa. A
idade dos participantes variou entre 18 e 91 anos; sendo que 53,9% eram do sexo
feminino.
O monitoramento dos sintomas
e sequelas remanescentes foi feito por meio de entrevistas realizadas uma vez
por mês, presencialmente, ou por meio de uma plataforma virtual, no decorrer de
14 meses após diagnóstico confirmatório, no período compreendido entre março de
2020 a novembro de 2021. Fonte: Agência
Brasil - Rio de Janeiro - Publicado em 11/05/2022






