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sábado, 28 de junho de 2025
sexta-feira, 20 de junho de 2025
Um em cada 9 adolescentes usa cigarro eletrônico no Brasil
Segundo o levantamento, a
quantidade de usuários jovens que usam cigarro eletrônico já é cinco vezes o
total daqueles que fumam o cigarro tradicional. A pesquisa utilizou dados de
2022 a 2024 do Terceiro Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad 3). É a
primeira vez que cigarros eletrônicos entram no levantamento.
Apesar de o produto ser
proibido no Brasil, a coordenadora da pesquisa e professora de psiquiatria da
Unifesp, Clarice Madruga, ressalta que é muito fácil comprar o aparelho pela
internet, o que amplia o acesso.
Outro problema, aponta a
pesquisadora, é o risco à saúde, já que a inalação de substâncias altamente tóxicas,
como a nicotina, é muito maior no cigarro eletrônico, se comparado ao cigarro
tradicional. Clarice lamenta o retorno do crescimento do uso de cigarro, após o
sucesso de políticas antitabagistas, iniciadas na década de 1990, que tinham
freado o consumo.
"A gente teve uma
história gigantesca de sucesso de políticas que geraram uma queda vertiginosa
no tabagismo, mas que um novo desafio quebrou completamente essa trajetória. E
a gente hoje tem um índice de consumo, principalmente entre adolescentes, muito
superior e que está totalmente invisível”, afirma.
Os participantes ouvidos no estudo receberam a opção de serem encaminhados para tratamento no Hospital São Paulo e no Centro de Atenção Integral em Saúde Mental da Unifesp. Fonte: Agencia Brasil - Publicado em 17/06/2025
quinta-feira, 19 de junho de 2025
Um a cada 20 brasileiros não sabe ler ou escrever, mostra IBGE
O Brasil registrou, em 2024, 9,1 milhões de pessoas com 15 anos ou mais que não sabem ler nem escrever —uma taxa de analfabetismo de 5,3%. Os dados são da Pnad Contínua Educação 2024, divulgada hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O QUE ACONTECEU
A taxa de analfabetismo caiu
de 6,7%, em 2016, para 5,3%, em 2024, redução de 1,4 ponto percentual, segundo
o IBGE.
O indicador mostra que o
Brasil atendeu parcialmente à Meta 9 do PNE (Plano Nacional de Educação), em
vigor até dezembro de 2025, no que diz respeito à redução da taxa de
analfabetismo entre pessoas com 15 anos ou mais para 6,5% até 2015. No entanto,
não cumpriu a meta de erradicação total até 2024.
·
Maior parte dos
analfabetos está na Região Nordeste (55,6% do total): 5,1 milhões de
indivíduos.
·
O Sudeste aparece
em seguida (22,5%), com 2,1 milhões de pessoas.
ANALFABETISMO NO BRASIL AINDA
ESTÁ FORTEMENTE ASSOCIADO À IDADE.
Em 2024, 5,1 milhões de
analfabetos tinham 60 anos ou mais, o que equivale a uma taxa de 14,9% nesse
grupo. Entre os mais jovens, os percentuais diminuem progressivamente: 9,1%
entre as pessoas com 40 anos ou mais, 6,3% entre aquelas com 25 anos ou mais, e
5,3% na população com 15 anos ou mais.
A DESIGUALDADE DE GÊNERO
TAMBÉM APARECE NOS DADOS.
A taxa de analfabetismo entre
mulheres de 15 anos ou mais foi de 5,0%, enquanto entre os homens foi de 5,6%.
Entre os idosos, o percentual de mulheres analfabetas (15,0%) superou levemente
o dos homens (14,7%). Para o instituto, "apesar da leve oscilação, essa
diferença segue como uma das menores da série histórica, indicando uma
tendência de equilíbrio entre os sexos".
A ANÁLISE POR COR OU RAÇA
ESCANCARA DESIGUALDADES EDUCACIONAIS.
Entre as pessoas de 15 anos
ou mais, 3,1% dos brancos eram analfabetos, enquanto a taxa foi de 6,9% entre
pretos ou pardos. A disparidade é ainda mais acentuada entre os idosos: 21,8%
das pessoas pretas ou pardas com 60 anos ou mais não sabiam ler nem escrever,
frente a 8,1% dos brancos. Mesmo com uma queda de 0,9 p.p. entre os idosos
pretos ou pardos em relação a 2023, "a taxa permanece quase três vezes
superior à observada entre pessoas brancas da mesma faixa etária, evidenciando
um legado estrutural de exclusão educacional", destaca o IBGE.
DESIGUALDADES NO NÍVEL DE
ESCOLARIDADE
Segundo o IBGE, 56% da
população com 25 anos ou mais havia concluído, no mínimo, o ensino médio.
·
"Destaca-se
o percentual de pessoas com o ensino médio completo, que passou de 29,9%, em
2022, para 31,3%, em 2024", aponta a pesquisa.
·
Entre os que não
completaram o ciclo básico, 5,5% não tinham instrução alguma.
·
Outros 26,2%
tinham ensino fundamental incompleto, 7,4% haviam concluído o fundamental e
4,9% interromperam os estudos no médio.
A DESIGUALDADE POR GÊNERO
PERMANECE.
Em 2024, 57,8% das mulheres
com 25 anos ou mais haviam completado a educação básica obrigatória, contra
54,0% entre os homens. Os dois grupos apresentaram crescimento em relação ao
ano anterior, o que revela "uma tendência positiva no acesso à
escolarização".
DISPARIDADE ENTRE BRANCOS E
PRETOS SE MANTÉM.
"63,4% das pessoas de
cor branca haviam concluído o ciclo básico educacional, contra 50,0% das
pessoas de cor preta ou parda, resultando em uma diferença de 13,4 p.p. entre
esses grupos", aponta a pesquisa. O número é praticamente o mesmo de 2023,
quando a diferença era de 13,5 pontos percentuais.
O número médio de anos de
estudo da população com 25 anos ou mais foi de 10,1 em 2024, frente a 9,9 em
2023.
As mulheres seguem com maior
escolaridade média (10,3 anos) do que os homens (9,9 anos). A diferença por
raça ou cor também persiste: pessoas brancas alcançaram 11 anos de estudo,
enquanto pretas ou pardas atingiram 9,4 anos. A desigualdade, embora ainda
significativa, caiu em relação a 2023, quando era de 2 anos. Fonte: UOL, em São Paulo - 13/06/2025
sexta-feira, 13 de junho de 2025
terça-feira, 10 de junho de 2025
quinta-feira, 5 de junho de 2025
Bombas da Segunda Guerra fazem Alemanha evacuar 20 mil pessoas em Colônia
Colônia sofreu uma das maiores evacuações de sua história após autoridades encontrarem três bombas americanas. Museus, hotéis, escolas e linhas de trem foram afetados.
Cerca de 20 mil pessoas
tiveram que deixar suas casas na cidade alemã de Colônia, no estado da Renânia
do Norte-Vestfália, para que autoridades pudessem desativar com segurança três
bombas da Segunda Guerra Mundial, numa das maiores evacuações na história da
cidade desde o fim do conflito, segundo a prefeitura.
A ordem de evacuação, válida
a partir das 8h desta quarta-feira (04/06) para um raio de mil metros, afetou
boa parte do centro antigo da cidade. A zona de exclusão incluiu o centro
histórico de Colônia, 58 hotéis, várias escolas, um hospital, casas de repouso,
creches, além de empresas e locais para eventos. Grande parte da administração
da cidade também teve que ser evacuada, assim como os estúdios da emissora de
TV alemã RTL.
As bombas, duas de uma
tonelada e uma de meia tonelada, são de fabricação americana e foram
encontradas na segunda-feira.
A ordem de evacuação foi
removida no início da noite desta quarta-feira (horário local), após
especialistas desarmarem os artefatos com sucesso.
EVACUAÇÕES POR CAUSA DE
BOMBAS ANTIGAS NÃO SÃO RARAS
Pivô da Segunda Guerra
Mundial, a Alemanha convive até hoje com a ameaça de bombas não detonadas
daquele período. Há evacuações por causa disso todos os anos, sempre que
operários escavam a terra para fazer alguma obra e descobrem algum explosivo
adormecido sob o solo.
Isso é especialmente comum em
Colônia, já que a cidade foi uma das mais bombardeadas no conflito.
Apenas na Renânia do
Norte-Vestfália, mais de 1,6 mil bombas foram desarmadas no ano passado. Um dos
motivos para o aumento significativo desses episódios é o maior número de
construções, com a instalação de cabos de fibra ótica, reformas de pontes e
reconstrução da malha rodoviária.
Regiões metropolitanas como a
região do vale do Ruhr, Hamburgo e Berlim são particularmente afetadas. Essas
áreas foram alvos de intensos bombardeiros das forças aliadas que também
visavam infraestruturas civis.
Já em Brandemburgo, só em
2024, especialistas em desarmamento de bombas coletaram, entre outras coisas,
90 minas, 48 mil granadas, 500 bombas incendiárias, 450 bombas de alto poder
explosivo com mais de cinco quilos e cerca de 330 mil cartuchos.
Colônia era considerada um
alvo estratégico pelos aliados devido à quantidade de indústrias e linhas de
trem, vitais para distribuição de bens e mercadorias. Em 1942, a Força Aérea
britânica adotou uma nova diretriz, trocando os ataques de precisão por
bombardeios maciços que afetassem "o moral da população inimiga", na
descrição de historiadores.
Um marco dessa estratégia
ocorreu em 31 de maio de 1942, quando 1.330 aviões despejaram mais de 1.500
toneladas de explosivos e bombas incendiárias sobre a cidade. O saldo foi de
1.700 incêndios, 480 mortos e 5.000 feridos. Um ano mais tarde, a Alemanha
nazista de Adolf Hitler já perdia a soberania aérea do conflito.
No total da guerra, Colônia sofreu mais de 260 ataques aéreos, que mataram cerca de 20 mil pessoas. Fonte: DW - quarta-feira, 4 de junho de 2025










